Boys And Girls

29 02x11 - Vaga de Estacionamento


Notas iniciais
vamos ler? suahsua

Finn

Eu e Rachel estávamos no banheiro escovando os dentes.

–Que bom que o clima não está estranho. — Eu falo quando termino e ela termina em seguida.

–Não é? — Ela pergunta. — Se alguém nos visse aqui agora, diriam "Olha esses dois amigos totalmente normais". "Aposto que nunca se beijaram". Mas você me beijou.

–Eu te beijei. — Eu falo rindo.

–Beijou. — Ela fala sorrindo.

–Quem liga? — Eu pergunto divertido.

–Beijou mesmo. — Ela fala e sem querer eu toco na mão dela quando vou fechar a torneira.

–Desculpe por tocar sua mão. — Eu falo. — Foi acidental.

–Está tudo bem. — Ela fala. — Somos só colegas de quarto. Vamos nos premiar, por estamos indo bem. Mesa para dois no melhor restaurante da cidade.

–Sim, e depois poderíamos transar. — Eu falo rindo e ela me encara quase sorrindo. — Foi brincadeira. Estou só...

–Eu sei que foi. — Ela fala abaixando a cabeça.

–Vaga. — Puck aparece falando gritando e Sam aparece logo atrás. — Há uma vaga na garagem!

–Então, quem fica com a vaga? — Sam pergunta.

–Eu! — Eu falo.

–Nunca ganho nada. — Rachel fala.

–Eu gostaria. — Eu falo.

–Preciso de uma vitória. — Sam fala.

–Deixem a vaga para mim, ou mato todos vocês! — Puck grita e o encaramos assustados.

Rachel

Sam foi embora e eu, Puck e Finn estamos na sala brigando pela vaga do estacionamento. Eu e Puck nos encaramos e depois encaramos Finn que nos encara nervoso.

–Qual é? — Finn fala desistindo. — Bom trabalho, pessoal. Como podem se importar tanto com essas coisas?

–Sabe o que isso significa, Rachel? — Puck fala. — Finn Hudson dá o voto de minerva.

–O quê? — Finn fala. — Não.

–Ele tem razão. — Eu falo e encaro Finn. Votamos em nós mesmos, então é você quem decide.

–Estão sozinhos. — Finn fala indo pro seu quarto. — Eu estou fora.

–Não pode escapar da sua sina. — Eu falo. — Ela vem até todos nós, aquela vadia sem piedade.

Eu encaro Puck.

Finn

Eu estou no meu quarto no computar quando batem na porta.

–Sim? — Eu pergunto me virando para porta e Rachel a abre. Ela usava um dos meus casacos que ficava enorme nela e estava maquiada e com o cabelo um pouco bagunçado. Ela estava... incrivelmente sexy. Um lado da blusa estava caído para o lado mostrando seu ombro. Eu a encaro de boca aberta.

–Achei um casaco seu... e peguei emprestado. -Ela fala. — Quer saber o que estou vestindo por baixo dele?

–Sim, claro. — Eu falo a encarando.

–Uma camiseta invisível. — Ela fala sorrindo.

–Estou confuso, Rachel. — Eu falo a encarando. — Bateu a cabeça ou algo assim? Está flertando comigo pela vaga?

–Como pode me acusar assim? — Ela fala irritada e ela estava muito linda.

–A vaga é sua. — Eu falo.

–Mesmo? — Ela pergunta sorrindo.

–Sim. — Eu falo.

–Obrigada, Finn. — Ela fala feliz. — Muito legal.

–Às vezes posso ser cavalheiro, acredite ou não. — Eu falo e ela me encara sorrindo e se aproxima beijando minha bochecha.

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–Quem quer uma cerveja gelada em uma caneca congelada? — Puck fala me servindo.

–Claro. Adoro cerveja. — Eu falo pegando o copo.

–Sei que ainda não escolheu, mas eu queria agradecer. — Puck fala e eu cuspo a cerveja.

–Pelo quê, Puck? — Eu pergunto.

–Ambos sabemos que dará a vaga para mim, mas amei o mistério. — Puck fala animado.

–A vaga é da Rachel. — Eu falo.

–Rachel? — Ele pergunta irritado e pega a cerveja da minha mão a colocando na mesa. — Devolva a cerveja.

–Estou tentando ser cavalheiro. — Eu falo e Rachel se aproxima.

–Oi, Puck. — Ela fala se sentando ao meu lado. — Oi, Finn.

Ela se senta ao meu lado e abre a bolsa mexendo em algo e eu a olho. Ela estava linda.

–Como vai? — Eu pergunto.

–Bem. — Ela fala e me olha sorrindo. — E você? — Eu concordo com a cabeça sorrindo bobo. — Que bom.

Olhamos um para o outro e sorrimos mais ainda.

–O que é isso? — Puck pergunta e Rachel pega seu celular. — O que é isso?

–Estou vendo meus e-mails. — Rachel fala confusa.

–Certo. — Puck fala e eu e Rachel o encaramos. — Acham que sou cego? Que não sinto o cheiro? Acham que não posso ouvir? O odor de depravação e luxúria por todo o recinto? Fede como Tijuana. O que aconteceu aqui?

–Nada. — Rachel fala.

–Quase nada. — Eu falo e ela me encara brava.

–Quase nada? — Ela pergunta confusa.

–Sabe que não sou bom nisso, Rachel. — Eu falo para ela.

–Quieto. — Ela fala e encara Puck. — Está bem. Nós nos beijamos. Não foi nada. Então... Deixa isso para lá.

–Não deixe isso estranho, Puck. — Eu falo enquanto ele nos encara confuso.

–Foi um desafio, basicamente. — Rachel fala.

–Mazel tov, para vocês dois. — Puck fala e se afasta e Rachel suspira.

–Não sei o que é "Mazel tov", mas não parece bom. — Eu falo.

Rachel

–Puck? — Finn o chama batendo na porta do quarto dele e ele abre a porta no encarando.

–Olá, Puck. — Eu falo. — Você está bem?

–Quem? — Ele pergunta. — Eu?

–Sim. — Eu falo.

–Sim, estou bem. — Ele fala rindo. — Admito que me assustei, mas estou bem. — Ele volta a ficar bravo. — Estão mesmo fazendo isso? Não acredito! Que idiota! Desculpe. Estou só tentando

processar a situação. Finn, é meu melhor amigo, deveria ter me contado. E Rachel, você é minha melhor amiga!

–Nada mudou. — Eu falo. — Continua tudo igual.

Eu e Finn nos encaramos e nos abraçamos e quando nos afastamos o rosto dele fica muito próximo do meu e ele me encara, mas eu me afasto.

–Exceto pelo fato... — Puck fala. — de que a Rachel pré-beijo não tinha a vaga. E a Rachel pós-beijo tem. Parece uma mudança.

–Ganhei a vaga honestamente, Puck! — Eu falo o seguindo até a cozinha com Finn atrás de mim.

–É mesmo? — Puck pergunta divertido.

–Eu não diria isso. — Finn fala.

–Está bem. — Eu falo. — Eu usei meu corpo. É isso que quer ouvir?

–Deixe eu te falar uma coisa, Finn Hudson. — Puck fala. — Se Sam me beijasse, você seria o primeiro a saber.

–Sei que me contaria se Sam te beijasse. — Finn fala.

–Mas acho que sua lealdade está em outro lugar. — Puck fala e aponta para mim.

–Não aguento mais isso. — Finn fala. — Está legal. Puck, parabéns. A vaga é sua.

–Está bem. — Puck fala sorrindo.

–É dele. — Finn fala.

–O quê? — Eu pergunto irritada. — Finn Hudson, está fraquejando.

–Não podem pensar que minha decisão foi injusta. — Finn fala. — A cidade não aguenta outro escândalo.

–Ele te manipulou o tempo todo. — Eu falo.

–Quer saber, Rachel? — Finn fala. — Pare. Você me manipula, ele me manipula. E eu estou ficando confuso. Eu sou o decisor! Eu decido! Deixem o decisor decidir. Não dou sugestões! E não estou me divertindo com esse jogo.

Finn sai correndo pela porta e eu sigo. Ele apertava o botão do elevador com força.

–Ou vai quebrar o dedo ou o botão. — Eu falo.

–Não vou voltar para lá. — Ele fala. — É muito esquisito.

–Você que está esquisito, Finn. — Eu falo.

–Estou esquisito? — Ele pergunta e começa a fazer caretas. — Esquisito é isso... Esquisito, esquisito, esquisito.

–Beleza. — Eu falo fazendo uma dança estranha. — Esquisitão, esquisitão, esquisitão.

–O que estamos fazendo? — Ele grita.

–Não sei, você que começou. — Eu falo. — É assim que vai ser?

–Do que estamos falando, Rachel? — Ele me pergunta confuso.

–Acha que coisas assim não vão acontecer o tempo todo? — Eu falo. — Precisamos de uma solução definitiva.

–Vou te dar uma solução definitiva. — Ele fala se aproximando. — A vaga é minha!

–Meu Deus! — Eu falo arregalando os olhos e a porta do elevador se abre e ele entra nele.

–Que agitação é essa? — Puck pergunta abrindo a porta.

–Ele vai pegar a vaga. — Eu grito.

–Ele não pode fazer isso. — Puck fala irritado.

–Mate-o. — Eu falo. — Você disse que mataria. Agora é sua chance.

–Pelo amor de Deus. — Puck fala e saímos correndo atrás de Finn.

–O primeiro na vaga fica com ela. — Eu grito.

Puck

–Minha e não saio daqui. — Eu falo chegando na vaga.

–Não vou sair também. — Finn fala se sentando no chão.

–Estou com a bolsa cheia de doces e a bexiga vazia. — Rachel grita se aproximando. — Vou ficar a noite toda.

–Vou ficar a noite toda. — Eu falo.

–Vou ficar a noite toda. — Finn repete.

–Foi o que eu disse. — Rachel fala confusa se sentando no chão.

Rachel

Puck andava de um lado para o outro na vaga e Finn estava sentado na minha frente me observando enquanto eu abria uma bala.

–É um confeito, não um cofre. — Finn fala irritado. — Abra a balinha.

–Está com fome? — Ela pergunta.

–Estou faminto. — Ele fala.

–Por que não vai à cozinha? — Ela fala sorrindo. — Está cheia de comida.

–Me dá a droga da bala. — Ele fala irritado.

–Vai buscar. — Eu falo jogando para fora da vaga.

–Não, não. — Ele fala irritado deitando no chão.

–Estou sentindo uma pontada e é bem aqui. — Puck fala. — É minha bexiga. Tenho que fazer xixi. Devíamos dar uma pausa.

–Se sair, está fora. — Eu falo.

–Se afogue no seu mijo. — Finn fala.

–Concentre-se, cara, deixe entrar. — Puck fala fechando os olhos. — Absorva. Isso.

–Você fez xixi para dentro? — Eu pergunto com nojo.

–Sim. — Puck fala. — Por sua culpa, Finn. Você desonrou o apartamento. Nós tínhamos um acordo. Quando Rachel Berry assinou o aluguel você, o Sam e eu fizemos o Juramento de Não-pegação.

–Juramento de Não-pegação? — Eu pergunto brava.

–Não quebrei o juramento. — Finn fala.

–Sua boca pegou a dela. — Puck fala.

–Só para constar ninguém pegou minha boca. — Eu falo irritada. — Acho importante deixar claro. Nem fizemos nada de errado.

–Não entende nada de homens? — Puck me pergunta.

–Sim, não entendo os homens. — Eu falo ironicamente. — Por isso estou vestida sensualmente, com maquiagem e o cabelo um pouco bagunçado.

–Uma mulher não pode morar com 3 homens e beijar um deles. — Puck fala. — O que motiva homens: competição e sexo. Por isso as Nações Unidas foi criada, garotas são proibidas em navios piratas e existe um Juramento de Não-pegação no apartamento. E no fundo, Finn sabe que estou certo. Me dê uma força aqui.

–Só quero um pouco de doce. — Finn fala frustrado.

–Sério? — Eu pergunto o encarando. — Você não me deu a vaga e agora nem vai me ajudar? Seu covarde.

–Por que ele deveria? — Puck pergunta e eu o encaro.

–Porque ele... — Eu travo. — Porque...

–Por que o quê? — Puck pergunta divertido. — Vocês se beijaram e agora ele te deve algum tipo de apoio emocional e lealdade? Razão número dois para o Juramento de Não-pegação: vadias são loucas. Não é, Finn?

Finn

Rachel se senta ao meu lado na vaga.

–Puck está certo. — Ela fala e eu a encaro. — Achei que tudo podia voltar a ser como era, mas não pode. Você pegou a minha boca. Você pegou muito bem, firme e forte. — Ela pisca e abre os olhos voltando pra realidade corando e eu quase sorrio. — Agora as coisas mudaram.

–Elas não precisam ficar diferentes. — Eu falo.

–Está diferente, Finn. — Ela fala me encarando.

–Aquele beijo foi o pior erro que já cometi. — Eu falo e ela me encara séria. — Pior que a Lea, que a faculdade de direito. Pior que quando achava que se pronunciava "Brock Omabrama".

–O quê? — Ela pergunta.

–Achei que se pronunciava "Brock Oma..." — Eu falo confuso e reviro os olhos. — Não é... Se eu pudesse voltar no tempo e retirar o beijo, eu o faria. Eu iria retirá-lo. Eu me arrependo.

–Parabéns. — Ela fala se levantando e eu a encaro. — Você é o grande proprietário da vaga de estacionamento.

–Você deve estar brincando. — Eu falo irritado vendo Rachel sair do estacionamento. — Rachel, espere.

–Percebe que a cada segundo que não vai atrás dela, você se torna mais e mais um idiota, não é? — Puck fala e eu o encaro.

–Você fez xixi na calça? — Eu pergunto encarando a calça dele.

–Sim, eu fiz. — Ele fala irritado e eu o encaro com nojo.

Rachel

–Rachel. — Finn fala enquanto eu vou para a cozinha pegar um copo de água.

–Oi. — Eu falo me afastando.

–Ei, olha... — Ele fala me seguindo até a sala e eu me viro o encarando. — Eu não me arrependo de tê-la beijado. Me arrendo pelo o que houve, porque tornou tudo estranho. Moramos juntos,

temos que resolver isso.

–Juramento de Não-pegação? — Eu pergunto irritada bebendo o resto da água do copo. — Achou que eu fosse dormir com um de vocês, como se não pudesse evitar?

–Era eu, Rachel. — Ele fala e eu o encaro surpresa. — E eu não conseguiria evitar. — Eu deixo o copo de plástico vazio cair da minha mão e o encaro. — Deixou o copo cair.

–Cale a boca, Finn. — Eu sussurro e Finn se aproxima de mim.

Puck abre a porta do quarto e Finn se afasta.

–Estamos conversando. — Eu falo.

–Por favor, cai fora. — Finn fala irritado e Puck se senta no sofá.

–Este é o problema, não é? — Puck fala. — Pois eu moro aqui também, e eu estarei aqui quando tudo isso desabar. Próxima vez que pensarem em sacanagem, pensem em mim também, pois não vou a lugar nenhum.

–Estava literalmente sentando numa poça com seu próprio xixi. — Eu o lembro e ele pega o celular.

–O Juramento de Não-pegação do apartamento, aqui: "Nós, os signatários, concordamos em nunca pegar a colega de quarto, Rachel Berry, a não ser que o sexo possa ser negociado para o benefício de todos". — Puck fala e eu o encaro furiosa.

–O quê? — Eu grito.

–Não li as letras miúdas. — Finn fala.

–"Se um dos signatários pegar a moça supracitada, então todos devem pegá-la." — Puck fala.

–O quê? — Eu grito mais alto ainda.

–Não li as letras miúdas. — Finn fala corando.

–O quê? — Eu grito me aproximando de Puck. — Deixe-me esclarecer isso. Eu sou uma mulher forte e autossuficiente. E outra coisa! Porque você está fazendo tanto caso desse acordo? Sendo que você me beijou primeiro!

–O que? — Finn grita irritado encarando Puck que me encara sem reação. — Vocês já se beijaram?

–Uma vez. — Puck fala culpado e eu reviro os olhos.

–No aniversário do Puck. — Eu falo irritada. — Ele me beijou. E você ainda está bravo? Quer acabar com essa merda? Está bem!

Bem na hora Sam entra em casa.

–Galera, eu peguei a vaga de estacionamento para mim, porque não tinha ninguém lá e... — Eu vou até Sam e o puxo para baixo o beijando.

–O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — Finn grita irritado.

–Pronto! — Eu falo me virando e encaro Finn e Puck. — Eu já beijei todos vocês! Agora, isso acaba aqui!

Eu falo indo me direção ao meu quarto.

Notas finais
vish irritaram a rach de verdade e o finn também.. até :D