Boyfriend

15 You Got Me


Notas iniciais
Dedico á TheEllen por ter me feito sorrir que nem uma retards kkkkkkk..... muito obrigada!
- marii
-Dream_girls
-Cinthia
- IStars
- Luh Biebs
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Recomendo escutarem depois a música que tem o título do capítulo, é da Colbie Caillat :D

– Err, é, que antes de eu te deixar em casa... a gente vai dar uma passadinha em um lugar tá legal? – Ele falou coçando a nunca.

Ah não! Tudo de novo não!

Esse garoto deve ter algum tipo de obsessão de me levar á lugares desconhecidos, nas horas menos oportunas. E o pior de tudo, era que não havia nada que eu pudesse fazer, ou até que eu quisesse fazer.

Eu não quero admitir, mas ele se tornou alguém muito importante em tão pouco tempo. Ele foi se aproximando, e agora eu não quero mais distância. Quem toma conta de 90% dos meus pensamentos não é o popstar que acabou de fazer um show no Staples Center, é esse garoto doido do meu lado, me levando para um lugar totalmente desconhecido á noite em Los Angeles.

Eu o fitava curiosa enquanto ele dirigia pelas ruas. Não conhecia a cidade, então como consequência, não sabia aonde íamos. Me parecia ser o centro, mas não sabia ao certo.

Ele fazia uma cara engraçada dirigindo, parecia até gente normal. Só que eu sei, ele não é. Soltei um inocente riso pelo meu nariz, desviando sua atenção para mim, com um sorriso curioso no rosto.

– O que foi?- Perguntou sorrindo, e olhando em direção á estrada novamente.

– Você dirigindo. È engraçado.- Falei divertida.

Ele não perguntou por quê, apenas gargalhou. Deve estar me achando uma louca agora. Uma louca-que-admira-os-outros-enquanto-dirigem.

–Juuuuuusstiinnnn.....- Eu manhei – onde nós vamos?

– È surpresa Jess. – Ele sorriu perverso, enquanto virava o volante, entrando no estacionamento de uma pizzaria.

Ele estava me levando pra jantar? Era isso? Seria... um... encontro?

– Pizza?- Perguntei sorrindo imediatamente, assim que vi o sinal da Pizza Hut em cima do restaurante.

– Uhum, você gosta?- Ele me perguntou enquanto estacionava.

–Muito!- Falei com os brilhando. Parecia uma criança em dia de natal.

Justin destravou as portas e saiu correndo, dando a volta no carro, chegando à minha porta antes que eu pudesse abri-la totalmente. Garoto doido!

Desci do carro e fomos em direção à pizzaria. Ele passou a mão ao redor do meu ombro. Ainda bem que ele havia tomado banho, porque senão eu nem entraria no carro com ele. Eca.

Seu cheiro exalava minhas narinas, me deixando vertiginada. Seu perfume era melhor do que qualquer um que já senti. Acredito que seja pelo fato dele se misturar com seu cheiro natural, sendo melhor ainda.

Quando entramos, uma concierge veio nos atender, levemente surpresa pela presença de Justin.

– Uma mesa pra dois? – Ela perguntou sorridente. Eu não sei por que, mas é nessas horas que eu tenho vontade de responder algo como “não, pode deixar que a gente come no chão mesmo tá?”. Mas como sou educada, me seguro, pensando e me divertindo com meus pensamentos.

– É não, é pra viagem. – Justin falou. O fitei confusa, fazendo-o rir maroto. Será que ele iria levar para comer no hotel? Argh, esse garoto só complica!

– Ehr, Justin? Como assim? – Eu o perguntei curiosa, mas ele apenas murmurou um “surpresa” me fazendo bufar em resposta. O que ele está aprontando?!

Eu já falei que não gosto de surpresas? Poisé.

Justin fez o pedido, e a moça se retirou, indo em direção á cozinha. Justin apenas fitava o restaurante, provavelmente com os pensamentos bem longe daqui. Eu estava tentado criar todas as possíveis razões por ele não querer jantar aqui, afinal, não estava tão cheio.

Não demorou muito mais do que uns 15 minutos, e nossa pizza já estava sendo entregue. Aff, essa preferência pelas celebridades as vezes é ridícula!

Saímos do restaurante, e fomos em direção ao carro. Justin abriu a porta, para que eu entrasse e colocasse a pizza em meu colo. Hmm, quentinha. Deu a volta, entrou no banco do motorista e deu partida.

Até agora, ele não havia falado nada sobre isso. Nós havíamos conversado sobre outras coisas, mas quando eu tocava no assunto ele desconversava com “é uma surpresa, Jess”. Argh!

[-]

Já haviam se passado uns 10 minutos que estávamos no carro, conversando sobre o show mais cedo, sobre o Brasil, o Canadá, enfim, conversando descontraidamente.

De repente, Justin estaciona o carro. Olho pela janela e não reconheço muito bem o lugar, mas me parecia algo como uma... praia?

Desci do carro com a pizza nas mãos, e senti o forte vento chicotear meus cabelos. Justin deu a volta, me olhando meio desapontado por perceber que eu já havia descido. Pegou a pizza da minha mão, segurando a mesma com uma de suas mãos. Ele me puxou, indo em direção as escadas que davam direção à areia.

– Praia Justin? – Perguntei boba. Eu nunca tinha vindo à praia á noite.

– Uhum – Justin assentiu tímido, enquanto me puxava pela areia da praia, até chegarmos a um píer, onde normalmente ficavam os salva-vidas. Eu sempre achei um barato essas coisas das praias daqui dos EUA, claro que não se comparam com as do Brasil, mas digamos que sejam diferentes. Justin me ajudou a subir pela rampa, chegando ao topo. Logo, vi que a praia estava bem iluminada, graças á um parque de diversões no píer central de Santa Monica. A vista era linda.

– Vem, senta aqui.- Justin me puxou para uma das beiradas do lugar. Coloquei a pizza no chão, logo me sentando de frente para ele. Eu ainda o fitava surpresa, ele apenas assentia com um sorriso tímido.

– Eu queria poder fazer um piquenique legal, com cestas e toalhas, e tudo mais... só que não tinha como fazer alguma coisa assim depois do show.- Justin falou tímido, lamentando. Só não sei pelo que.- Eu estive meio ocupado, desculpa.

Eu sinto muito, mas eu tive que rir. Essa é provavelmente a coisa mais linda que já me aconteceu. Ou melhor, a segunda, pois a primeira foi ter o encontrado.

– É sério isso? – perguntei indignada- essa foi de longe a coisa mais fofa que alguém já fez pra mim, Justin!

Ele sorriu. Um sorriso que podia iluminar toda essa praia. Era algo como isso que eu sempre sonhei na minha vida. Ele não podia ser mais perfeito. Com todos os seus defeitos, ele atinge a mais próxima estante da perfeição. Como ele consegue?

– Vamos comer?? – Ele perguntou esfregando as mãos, enquanto abria a caixa de pizza e deixando o cheiro sair – eu me sinto um canibal depois de shows.

Gargalhei ao imaginar o Justin canibal. Como ele consegue ser tão aleatório assim?

[-]

– O que foi?- Perguntei curiosa, enquanto ele me fitava silenciosamente.

– Nada – ele falou colocando a borda da pizza dentro da caixa – eu só estou feliz por estar com você.

Um sorriso brotou em meu rosto, o mais sincero possível. Ele conseguia arrancar esse tipo de sorriso fácil fácil de mim.

– Eu também estou Jus, muito feliz- disse tentando controlar a vermelhidão de meu rosto.

– Vem, vamos passear.- Justin levantou, me estendendo a mão enquanto terminávamos de devorar o ultimo pedaço de pizza. Nossa, nós comemos muito!

Peguei em sua mão, sentindo uma corrente elétrica me tomar. Me ergueu e fiquei em pé ao seu lado. Descemos a rampa, e pude sentir a areia entrando em contato com meu pé, apesar do sapato.

Antes de continuarmos andando, me abaixei, e tirei minhas rasteirinhas, ficando descalça e colocando meus pés em total contato com a areia fria.

Ergui minha cabeça novamente, e vi que Justin também havia tirado seus tênis. Pegou minha mão e fomos caminhando pela praia. Se alguém nos visse, diria que somos namorados.

Não sei se algum dia poderia atribuir a característica “namorado” ao Justin. Apesar de eu estar apaix.... ehrm, é.. alguma coisa .. por ele, seria engraçado. Mas no bom sentido. Na verdade, no melhor sentido. Seria algo muito bom, pra falar a verdade.

Sua mão transmitia uma combinação de sentimentos, indescritíveis pelo ser humano até hoje. Ele me trazia sensações... nunca sentidas antes. Meu corpo entrava em combustão por apenas um simples toque. Minha mente entrava em conflito com meu coração. Meus pulmões pareciam duas bombas. Meu coração... parecia uma corrida de cavalos. É garoto, você me deixa assim.

[-]

– Então você vai ter um baile?!- Justin perguntou divertido enquanto conversávamos sobre a minha escola.

– Sim- eu falei rindo da cara que ele fez.

– E quem vai ser o seu par?- Ele perguntou curioso e sério.

– Ninguém- falei ainda rindo. Não conseguiria me imaginar indo ao baile com ninguém lá de escola.

– Por que ninguém?- Ele perguntou surpreso.

– Ué não sei- falei. Não lamentava que eu não teria um par, afinal eu iria mais pelo jornal da escola.

– Eu não sei dançar também – falei rindo de mim mesma. Deve ser ridícula a cena.

– Ué, então eu te ensino. – Justin falou contente. Eu apenas ri. Será que ele falava sério?

Ele se afastou de mim soltando minha mão, fez uma reverência. Fazendo-me rir mais ainda. Ergueu sua mão, como se pedindo a concessão de um dança. Fiquei em duvida, pois não havia música, e iriamos parecer dois loucos. Mas peguei sua mão.

Ele me puxou para si, me fazendo rir. Logo começou alguns simples passos, em que apenas andávamos girando lentamente. Ele me olhava nos olhos, com um sorriso bobo, e eu acredito estar no mesmo estado. Me aproximei mais, apoiando minha cabeça em seu ombro. Logo ele começou a cantarolar uma música em meu ouvido.

You are my dream
There's not a thing I won't do
I'll give my life up for you
'Cause you are my dream

And baby everything that I have is yours
You will never go cold or hungry
I'll be there when you're insecure
Let you know that you're always lovely, girl
'Cause you are the only thing that I got right now

Eu não reconhecia a música. Posso já tê-la ouvido, mas não me lembro. Porém, a melodia era linda, junto com a letra. Ainda mais soada junto á uma voz tão angelical quanto à dele, ainda melhor por ser em meu ouvido.

Aquele momento era mágico, ele era mágico.

Ele pegou em minha mão, me girando, fazendo meu cabelo voar junto ao vento. Eu ri bobamente, e ele logo me puxou para si novamente. O vento estava meio frio, mas seu corpo junto ao meu me fazia esquecer de qualquer outro problema no mundo.

One day when the sky is fallin'
I'll be standing right next to you, right next to you
Nothing will ever come between us
'Cause I'll be standing right next to you, right next to you

Nossos rostos estavam bastantes próximos um do outro agora. Nós nos fitávamos caladamente, apenas presos ao momento. Sua respiração batia contra a minha, seus olhos, mesmo que no escuro, pareciam caramelo-flamejante. Meu coração palpitava forte em meu peito, quase que dando para ouvir.

Com uma das mãos que estavam em minha cintura, deslizou-os pelo meu braço –causando arrepios- e chegando até meu rosto, fazendo ali um carinho. A outra mão, desceu até uma das minhas mãos, e entrelaçou nossos dedos.

Nada do que acontecia agora fazia algum sentido, ou algum nexo. Meus pensamentos tornaram-se pífios, e logo minha mente se esvaziou, tomando como foco apenas o anjo que estava na minha frente.

Minha boca estava seca, umedeci meus lábios por instinto, seu olhar me acompanhou em cada movimento. Ele soltou minha mão, passou os dedos pelo meu braço, e envolveu minha cintura, unindo nossos corpos, o desejo era tangível, o ar estava espesso.

Meus olhos pesavam. Ter ele assim, me deixava leve. Minhas pernas estavam bambas, meus pulmões não me obedeciam, por mais que eu tentasse controla-los. Nossas respirações estavam entrecortadas, eu estava totalmente perdida em seu olhar.

Foi aí que meu coração esqueceu que precisava bater, meus pulmões esqueceram-se de continuar respirando, o mundo deixar de existir, o silêncio ser uma melodia. Seus lábios, quentes e macios, tocaram os meus. Dando-me uma “amostra grátis” do paraíso.

Antes que pudesse voltar a realidade, ele se afastou milímetros de mim por um momento – que pareceu uma eternidade diga-se de passagem-, para poder tomar-nos novamente.

Arrastando todos os meus sentidos, ele passou sua língua áspera em meus lábios, que levando seu devido tempo, me deixava louca.

Entreabri meus lábios, dando-o passagem timidamente. Ele estava tão ávido quanto eu. Perdida no beijo, ele me apertou mais contra sua cintura, e segurou minha nuca contra seu rosto.

Estávamos perfeitamente sincronizados. O chão já não existia mais, os problemas idem, o mundo já não fazia mais sentido.

Podia sentir seu sabor agora dentro de mim, era doce, e muito bom. Não poderia, ou melhor, conseguiria comparar a nada real.

Sua mão apertava minha cintura possessivamente, enquanto eu dirigia minhas mãos ao seu pescoço passando pelo seu peito. Podia sentir sua pele fervente por trás de sua blusa.

Me afastei um pouco, mordiscando seu lábio inferior, arrancando dele uma arfada pelo nariz. Logo tomou-me novamente, em uma nova batalha de quem teria mais do outro. Eu estava disposta a perder.

O beijo era intenso, e todos meus sentidos gritavam por mais. Uma mão de Jus segurava meu pescoço com força mantendo nossa união por quanto tempo pudéssemos, a outra passeava pelas minhas costas, em uma carícia confortante, que me enlouquecia.

O beijo era abrasador, algo que nunca havia experimentado na minha vida. Nada nem ninguém poderia me separar desse momento. Era perfeito. Melhor do que o melhor sonha que já pudera sonhar na vida. Ele era um sonho perfeito.

O beijo não era rápido, pelo contrário, me dava o prazer de aproveitar cada milésimo gasto com ele.

Pensei que iria desmaiar. O chão já não existia. Com beijos suaves, separamos nossos lábios. Jus gemeu roucamente em desgosto. Quando deixei um último selinho sobre sua boca.

Nos afastamos, tentando recuperar o fôlego. Meu sangue fervia, minha cabeça girava, e um sorriso bobo brotava em meu rosto. Era o mais sincero e apaixonado riso de satisfação que um ser humano poderia expressar.


Notas finais
Eu amei escrever esse capítulo. Espero que com ele eu possa recompensar toda a demora. Quando possível, eu vou me explicar ok?
Mereço recomendações? Um beijo bem beijado.