Boyfriend
22 Proibida
– Jeremy Bieber?! — ouvimos uma voz ao fundo- esperava que nunca mais visse a sua cara. Oh-ow.
– Eu achava que você morava no Brasil, Tomzinho– Jeremy falou sarcástico, com um sorriso tanto quanto malicioso no rosto.
- Estou de ferias.- meu pai respondeu ríspido e direto, como quem não estivesse a fim de papo- e eu também achava que você morava no canada.
- Estou de ferias — Jeremy rebateu, na mesma intonação do meu pai a alguns segundos antes.
- Quem diria? Se está de ferias, é porque trabalha, eu suponho. Olha, posso confessar que até hoje não consigo entender como você se formou na faculdade.
- Eu digo o mesmo de você. Quem diria que você se casaria, não é mesmo? — Jeremy respondeu irônico, olhando para mim provavelmente supondo que eu era sua filha, jogando no mesmo naipe do meu pai. As coisas estavam esquentando e eu — assim como o Justin- não entendia nada.
A tensão que rolava era quase que visível de tão espessa e amarga. De vez em quando, Justin e eu trocávamos alguns olhares em busca de entender algo, mas a única coisa que recebíamos um do outro era a duvida.
- O que você faz aqui? — meu pai falou já ficando impaciente com essa briga interminável.
– Vim buscar meu filho- Jeremy falou como se isso fosse a coisa mais obvia que existisse.
– Ele… — meu pai olhou Justin, depois voltando o olhar ao Jeremy- é seu filho?
- Sim gênio- Jeremy zombou — não conseguiu adivinhar pelo sobrenome?
Quase pude ver a fumacinha saindo das orelhas do papai, seu rosto já estava vermelho sangue de tanta raiva. Acredito que pudesse me queimar se o tocasse agora, pois seu sangue parecia borbulhar dentro dele.
– Jéssica, eu não quero você nunca mais falando com esse menino na sua vida!
– Mas pai, o senhor não pode fazer iss-
– Você ouviu bem! Agora pra dentro de casa, já! — meu pai gritou, me assustando automaticamente.
– O mesmo eqüivale para você Justin! E já pra dentro do carro, vamos! — Jeremy falou também, tão nervoso quanto meu pai. Justin até tentou abrir a boca para falar algo, mas logo foi repreendido. Me lançou um ultimo olhar antes de entrar no carro.
Virei as costas, voltando em direção para casa, enquanto escutava os pneus do carro queimarem no asfalto enquanto saíam em alta velocidade.
Eu acredito que estava tão nervosa quanto meu pai. Como ele podia ter conseguido estragar um dos melhores dias da minha vida, em apenas 5 minutos?! Me proibir de ver o garoto que eu estou irrevogavelmente apaixonada, por causa de uma brigada sem sequer razões correlatas?! Argh!
– EU NÃO ACREDITO NO QUE VOCÊ ACABOU DE FAZER! — berrei entrando em casa batendo o pé, logo seguida por meu pai, espantando a todos que estavam na sala de televisão.
– Acredite filha, isso foi para o seu próprio bem- meu pai falou como se ele tivesse me livrado da pior doença possível.
– Então você não sabe escolher o bem para a sua própria filha! -respondi, colocando para fora toda a raiva que tinha. Lagrimas já deslizavam pelo meu rosto, trazendo com elas raiva, tristeza, angustia.
Sem nem querer ouvir uma palavra sequer, subi as escadas correndo, indo direto para o meu quarto e batendo a porta com força antes de me atirar na cama.
Eu estava de bruços, chorando contra o travesseiro, questionando a Deus e o mundo, que diabos havia acabado de acontecer.
Um minuto estávamos todos rindo e brincando enquanto comíamos churrasco, os braços fortes e nus de Justin me laçavam e nós riamos.
No outro estava meu pai e Jeremy com unhas e dentes um contra o outro, trocando ofensas, e logo depois proibindo eu e Justin de nos vermos.
Como eles podem sequer pedir algo assim? Eu acho que sinto algo pelo Justin, e acho também que ele sente algo por mim. Por que justo agora que estava tudo se encaixando em algum lugar, isso foi acontecer?
Meus caóticos devaneios foram interrompidos por batidas na porta.
– Vai embora, eu quero ficar sozinha! — gritei para quem quer que fosse do outro lado.
– Filha? — minha mãe abriu a porta- posso entrar?
Sem responder nada, ela entrou, sentando na cama. Ela se sentou perto de onde a minha cabeça encontrava-se asfixiada dentre travesseiros, um mar de cabelos e alguns lençóis, conseguindo de algum jeito sentar perto de mim, achar minha cabeça e de alguma forma acariciar meu cabelo.
– O que aconteceu lá em baixo? — ela perguntou baixinho, querendo demonstrar segurança e preocupação comigo.
– Eu não sei- choraminguei, virando minha cabeça em sua direção- uma hora estávamos todos felizes, e outra estava o papai e o pai do Justin brigando um com o outro.
– Brigando?! — ela pareceu espantada.
– Sim! Ele o Jeremy estavam praticamente entrando em uma luta de UFC, de tão nervosos que eles estavam! Eu não entendi nada — respondi tentando transparecer toda a frustração que eu senti no momento.
– Jeremy? — minha mãe perguntou curiosa — por acaso ele seria Jeremy Bieber?
– Sim, por que?! Você sabe de alguma coisa? — perguntei me levantando rapidamente, ficando de frente para ela. Desviando o olhar para o criado mudo onde havia uma foto minha, com Sara, mamãe e papai, ela suspirou não respondendo minha pergunta.
– Mãe?
– Filha, sabe o que é? — ela falou meio nervosa- deixa isso pra lá ok? Seu pai só estava nervoso.
– Não mãe! Eu quero saber o que foi! Ele não pode simplesmente me proibir de ver o Justin sem razão nenhuma!
Novamente ela suspirou, trazendo sua mãe ao meu rosto e acariciando minha bochecha.
– Seu pai — ela falou levemente receosa- quando fazia faculdade de direito, tinha um grupo de amigos, e dentre eles, Jeremy era seu melhor amigo .Faziam tudo juntos. Eu sei disso porque me contaram como os dois eram. Inseparáveis.
– Naquela época, seu pai tinha uma namorada. E, não sei como nem quando, seu pai, um dia, acabou pegando sua namorada e o Jeremy se beijando atras das arquibancadas do colégio.
Da forma que ela falava, as coisas agora fluíam com mais sentido, caindo a razão dos reais fatos, e reais explicações sobre a discussão entre os dois mais cedo. Explicado, mas não justificado; eu ainda acho injustiça o que ele fez.
– Então, é obvio, seu pai ficou desolado. Ele e Jeremy brigaram arduamente e logo viraram inimigos. Não querendo nem ver o outro na sua frente.
– Não fica chateada com ele- minha mãe falou enquanto acariciava meu cabelo- ele estava no pique do momento; nada do que ele fez foi por mal.
– Mas mãe — me levantei de seu colo, encarando-a — como ele pode fazer algo assim? Proibir a mim de ver o Justin?!
– Filha, espera um pouco. Espera seu pai se acalmar, ele deve estar muito nervoso.
– Mas mãe, isso não é justo… Eu… Eu acho que eu estou apaixonada.
Ela me mandou um sorriso torto e caloroso, por finalmente admitir algo que ela vinha firmemente apostando ultimamente. Essa história de ” você e o Justin ainda vão ficar juntos”.
– Olha, Ele não deve ter pensado ao falar isso. Não se preocupa ok? Mais tarde eu falou com ele.
Assenti, deitando novamente no travesseiro enquanto mamãe se levantava. Depositando um beijo em minha testa, ela deixou o quarto.
Minha cabeça estava uma completa bagunça agora. Me sentia em pleno meio-guerra, ouvindo tiros dos dois lados. Querendo escolher um lado, mas não podendo me mover um centímetro.
Não sabia distinguir quem era o certo ou o errado. Mal sabia de realmente existia um lado. Ah, a droga do amor!
Em um flash, os momentos todos vieram em minha mente.
Vendo o Justin tirar sua camisa, quase que em câmera lenta, me torturando quase a ponto de ir lá e tirar eu mesma.
Depois as brincadeiras na piscina. Ele conseguia ser fofo, idiota, engraçado e ter uma previa mente — psicopata ao mesmo tempo..
Depois o beijo que ele me deu no quarto da arrumaria da casa. Seu peito nu contra o meu semi-coberto. Sua árdua respiração contra a minha entre-cortada. Seus lábios aveludados contra os meus. Sua língua contra a minha, como se estivéssemos fazendo uma pintura. As borboletas no estômago e tudo mais.
As piadas que ele contou, fazendo meus músculos na barriga doerem de tanto rir.
E depois a briga. Desentendida, incompreendida. Conseguiu ir de 0 a 100 em 5 minutos.
Agora cá estou eu, chorando contra um travesseiro, me perguntando ainda porque isso tinha que acontecer justo agora.
{-}
– Jess vem jantar! — Sara gritou do andar de baixo.
Desci as escadas encontrando todos lá em baixo, pondo a comido à mesa.
Me sentei ao lado de Sara, de frente para meu pai. Comecei a colocar o spaghetti que vovó fez no meu prato, aquilo parecia estar uma delicia.
{-}
– Pai, o Ryan me chamou pra sair com ele amanha a noite, eu posso ir né? — Sara perguntou enquanto ainda mastigava o macarrão, eca.
– Ryan é aquele amigo do Justin não é? — meu pai perguntou com um nariz torto, com cara de quem não aprova.
– Bom…é- Sara falou receosa, logo se arrependendo de ter pedido.
– Não você não pode Sara! Eu não quero ninguém da nossa família em contato com a família deles. Fim de papo.
– Por que hein? — perguntei alto, batendo os talheres contra a mesa- qual é o grande problema?
– Eu só não quero vocês se misturando com eles. Só isso.
– Não pai, não é só isso! Você está nos proibindo de nos divertir e aproveitar as ferias por conta de uma droga de briga estúpida!
– Jéssica Parker, não ouse falar assim!
– E o senhor vai fazer o que?- perguntei desafiando-o — porque eu aposto que você não consegue destruir mais ainda a minha vida!
Levantei bruscamente da cadeira, jogando o guardanapo em cima do prato.
– Perdi a fome- falei me virando à mamãe e saindo da sala de jantar, logo subindo as escadas e indo para meu quarto.
Eu estava bufante. Eu não ligava se ele tinha brigado com o santo pai do Justin no passado. Ele simplesmente não podia descontar a raiva dele em mim.
Eu estava completamente apaixonada pelo Justin, e ter ficado apenas dois dias sem falar com ele já havia me matado por dentro, agora imagina ficar proibida de falar com ele.
Fechando bruscamente a porta do quarto, peguei meu telefone em cima da mesa, discando um número e logo me jogando na cama.
Esperei chamar duas vezes, até logo a voz dos anjos mais perfeitos soar.
– Jess?
– Oi Jus
– Ah, só Deus sabe o quanto eu estava esperando você me ligar — ele falou deixando escapar um suspiro.
– Eu até ligaria mais cedo, mas eu não saberia o que dizer. Alias, eu ainda não sei.
– Pois é… Ficou complicado isso. — ele concordou.
– ATCHIM! — deixei escapar um espirro, logo seguido de outro.
– Jess, você ta bem?- Justin perguntou preocupado do outro lado da linha.
– Erhm sim… Eu só acho que … atchim!… Estou ficado um pouco gripada.
– Ok, espera aí que eu estou chegando em 10 minutos. Deixa a janela aberta.-Justin falou antes de desligar sem me deixar responder nada.
Tudo bem, porque honestamente, eu não sei o que dizer. Esse garoto me encanta.
Notas finais
Tenho que pedir mil desculpas por simplesmente chegar aqui e postar o capítulo, sem nem conversar com voces nem nada... Acreditem, nao era de proposito... Meu computador tinha estragado, e eu estava conseguindo postar apenas pelo celular, ai ja viram né?
Entao, fiquei sabendo dessa nova regra-feia do Nyah ha pouco, entao eu tive que tomar um providencia rapida... eu criei esse tumblr: keepmy-feelings.tumblr.com onde serao postados os capitulos a partir de agora, está aberto a perguntas anonimas, entao eu peco que voces continuem me mandando reviews pra alegrar meu dia... alem de me manter avisada de que voces estao lendo, porque se eu ver que ninguem esta lendo(ou nao mandando as reviews) eu vou pensar que estou sozinha, ai eu paro de pensar... entendem o meu lado?
Enfim, aqui jás mais um capitulo... eu sou completamente apaixonada por romeu e julieta, entao eu pensei dar essa pitadinha aqui em "boyfriend"hihi *-*
Bom, é isso... espero ver voces lá...
PS- a historia será postada em ambos sites, até o cancelamento do Nyah, deixando por consequencia apenas o tumblr. Mas até tal mudanca, os dois serao atualizados.
Muito obrigada, e um beeeeeijaaauuum sujim de chocolate ;)
Ps2- Para os fãs de "Just a Friend", a fanfic está sendo reescrita, e será postada no tumblr em breve. Até logo
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