Boy Problem
1 Capítulo 1 "Se conhecendo"
Talvez um dia possa entender o por que que a minha vida está totalmente modificada por causa da merda do divorcio do meu pai com a minha mãe, não tenho a ver com a relação dos dois apenas queria ter uma vida normal como de adolescente qualquer, mas quem liga para a minha opinião? Afinal sou uma adolescente e todos dizem que essa é a fase do drama, que reclama de tudo, em fim ninguém quer nossos argumentos e opiniões, ser jovem hoje em dia é pedir para não ser levado a serio. Terminei de ler minha minha redação e todos me olhavam com cara de “garota você tem problema” .
–Bem Natasha era para ter falado um pouco da sua vida e não sobre uma drama familiar-disse o professor me olhando através dos óculos meia lua.
–Querido professor não é uma drama familiar, é minha vida querendo ou não, pediu para eu descreve-la então sinta-se satisfeito por ter a feito e demonstrado para todos os alunos dessa escola que tenho sérios problemas-disse com ironia e alguns alunos riram.
–Ok senhorita Natasha, já deu pode se sentar-disse ele e me sentei no meu lugar e me joguei na carteira vendo outro aluno recitar a sua vida em 15 linhas.
–E mas uma vez Natasha Ortega deu o seu show-disse o Danilo a minha frente, como eu odiava esse garoto.
–Danilo na moral, vira essa cara de mostro para frente antes que eu te arrebente-disse e ele sorriu.
–Ok Maria macho vejo que seu humor hoje está horrível- virou-se e eu mostrei o dedo do meio. O Danilo era o típico garoto que se achava o bom, era bonito, mas burro, sarcástico e para ele não tinha tempo ruim, sempre estava disposto a me atormentar o por quê? Boa pergunta nunca soube. As aulas se passaram rapidamente e logo fomos dispensados fui para minha casa, ficava em uma bairro pouco movimentado, com crianças correndo livremente pelas ruas com uma bola de plástico na mão; logo cheguei em casa e me joguei no sofá, aquela velha gritaria começou outra vez, que inferno.
–Já disse que você vai pagar uma pensão para gente-gritou a minha mãe.
–Ainda não decidimos com quem eles vão ficar- retrucou meu pai, meus pais eram os típicos casais que você apostaria que dariam certo pelo resto da vida, minha mãe tinha 40 anos, eu era sua copia fiel, cabelos cacheados e pretos, lábios com formato de coração e a pele branca, ela tinha seus excessos de gordura, mas aos meus olhos ela era bonita. Meu pai tinha 44 anos, era alto tinha lá seus 1,75 , sempre foi forte mas com o tempo ele engordou bastante, eu podia ser a copia da minha mãe mas meus traços eram os dele, seu cabelo era liso, o conjunto de cabelos castanhos olhos castanhos claros iguais aos meus, uma mancha de nascença acompanha sua sobrancelha igual a mim, tinha um gênio que só por deus, ao contrario de minha mãe que era doce e amável, meu pai era um tanto grosseiro e bravo, as más línguas dizem que meu gênio é igual ao dele, por que nos dois não temos papas na língua se não gostamos de alguma coisa falamos na hora. Com 23 anos de casados, de uma dia para o outro eles resolveram se separar, claro que isso nunca daria certo ,eles se casaram jovens demais, minha mãe tinha apenas 17 e meu pai 20, não! Ela não se casou com ele por que estava gravida eu fui nascer 7 anos depois do casamento deles sim que merda né eu podia estar com 23 anos agora, mas eu só tenho apenas 16, 4 anos mas tarde nasceu meu irmão Matheus no qual eu sempre me pergunto” meus pais deviam me odiar muito para colocar esse demônio na terra” ele era a copia fiel do meu pai, ele era teimoso, irritante e amoroso demais, sempre que tem uma brecha estamos brigando, bem depois dessa breve resumida na minha mente, volto a prestar atenção na conversa.
–Não seria louco de separar meus filhos de mim-disse minha mãe.
–Está vendo, então a senhorita tem o direito de separa eles de mim? Esqueceu-se de que eles não meus filhos também?-perguntou meu pai.
–Acho que deviam perguntar para a gente primeiro-disse aparecendo na cozinha.
–A conversa é de adulto Natasha- disse minha mãe.
–Desculpa daqui a um ano eu volto-disse me virando só vim avisar que suas brigas rotineiras estão me deixando com raiva já-disse indo para meu quarto.
–Ela é mau educada igual a você-disse minha mãe.
–Isso é culpa sua, o que fez com ela enquanto eu trabalhava em?-perguntou e eu bati a porta e me joguei na cama, todo dia a mesma coisa, um dia de sossego é pedir demais, me troquei e comi um salgadinho que tinha no meu quarto. Fiquei ali escutando musica até umas 13:40 minha mãe apareceu no meu quarto me chamando para almoçar.
–Vem almoçar-disse ela tirando meus fones.
–Já almocei-disse para ela.
–Onde que comeu?-perguntou.
–Comi um salgadinho-disse sem dar importância.
–Desse jeito você vai ficar cheia de espinhas, ai fica doente ai e não sabe por que-disse ela saindo e eu revirei os olhos, lhes apresento a senhora drama, resolvi sair um pouco de casa falei com a minha mãe e ela deixou. Fui para o supermercado comprar um Chocolate, eu amava comer besteira quando tinha um trocadinho, peguei e o chocolate e fui para o caixa, tinha um homem na minha frente com varias coisas, ótimo 1 ano para só passar uma barra de chocolate. Encostei-me perto do caixa e fiquei esperando ele passar as coisas, eram garrafas de bebida uma atrás da outra, Vodka, Ice, johnnie walker Blue, velho barreiro e outras mas, deu vontade de vomitar só de ver, isso sem contar que tinha uns maços de cigarro, ele pretendia se matar? Fiz cara de nojo só de olhar tudo aquilo, ele virou para mim e me surpreendi com o rosto jovem que me observava, ele tinha a pele lisa e os lábios em uma linha seria mas não fina, olhos azuis opacos e cabelos cor de cobre, nas orelhas tinham alargadores tamanho 2, ele parecia ter minha idade, era muito bonito.
–Que foi boneca que dar um gole?-perguntou se referindo as bebidas.
–Não bebo- me fiz de indiferente.
–É você tem cara de ser patricinha mesmo, gosta de que? Água com limão?- estava sendo sarcástico isso eu notei.
–Gosto de que você vire e pague logo essas drogas por que não vou ficar aqui o dia inteiro ouvindo um alcoólatra me encher o saco-disse sorrindo e ele sorriu.
–Ruivinha nervosa você em-disse ele e eu revirei os olhos.
–Não sou ruiva- disse
–Mas parece- pegou uma mecha do meu cabelo e eu tirei da mão dele.
–Mas não sou-disse o olhando- vai demorar muito?-perguntei e ele se apoiou no balcão.
–Não ia ,mas vi que te deixei irritada e vou ficar mas uns minutinhos apreciando a raiva fluir dos seus olhos verdes-sorriu descaradamente enquanto cara do caixa passava as coisas.
–Ou você bebeu de mais e tem a visão destorcida das coisas, ou você é daltônico, primeiro meus cabelos são castanhos, segundo meus olhos também são e terceiro -me aproximei- fiz aula de judô, então não banca o engraçadinho comigo não- sorri.
–primeiro para mim você continua tendo olhos verdes e é ruiva segundo eu não perguntei nada e terceiro -se aproximou- eu não tenho medo de meninas que não chegam a bater no meu ombro-disse sorrindo e eu olhei com raiva, aproveitei que ele estava perto e ergui minha perna fazendo meu joelho se chocar com força no seu pênis ele inclinou o corpo para frente com a cara de dor colocando a mão sobre a região atingida.
–Essa é umas das vantagens de ser “baixinha”- me inclinei o encarando- acerta o ponto fracos de certos idiotas metidos a macho-sorri e passei na frente dele- coloca esse chocolate na conta dele também-disse dando para o caixa e aproveitei e peguei um trident- obrigada pelos doces amiguinho-disse mostrando para ele e sai sorrindo.
–Mina maluca-disse ele sem ar- você vai me pagar-disse ele e eu me virei e mostrei os dois dedos do meio.
–Senta aqui querido-disse sorrindo e me virei indo para pracinha, comigo é assim, pode ser bonito ,mas tem que ser educado.
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