Boy Problem
34 Capitulo 9 "Coração Partido"
Notas iniciais
Narração da Natasha
O Darius esses dias tem andando estranho, mais eu não comentei nada era jeito dele, quieto e reservado, quase nem me procurava, isso estava me deixando frustrada, até demais eu passava a maior parte do tempo com o Danilo já que ele era meu único amigo por aqui, hoje o Darius chegou e ficou meio estranho.
–Darius tem alguma coisa acontecendo que você queria me contar?-perguntei e ele me olhou.
–Ah claro que não... por que?-perguntou
–Darius ultimamente você sai, volta tarde nem fala para onde foi, não fala comigo a gente não transa a três semanas Darius isso não tá normal, eu fiz alguma coisa?-perguntei
–Não claro que não-disse ele se levantando e me abraçando- meu deus me desculpa é que eu ando tão ocupado que nem vi o quanto eu te deixo sozinha, deus Natasha me perdoa mesmo-disse e eu o olhei.
–Darius eu só sinto sua falta, quando me beija é coisa rápida, nem me abraça, nem fala comigo como antes, você... está distante-disse para ele
–Me perdoa, me desculpa mesmo, não era minha intenção me afastar de você-disse ele beijando o topo da minha cabeça.
–Tudo bem-disse
–Eu tenho que sair agora, mias quando eu voltar eu fico o tempo todo com você tudo bem?-perguntou e eu sorri.
–Sim-disse ele sorriu, e me beijou com delicadeza, mais logo acabou, cedo demais, que raiva, ele sorriu e saiu apressado, mis uma vez eu fiquei sozinha, peguei meu celular e liguei para o Danilo.
–Dan-chamei
–Deixa eu adivinhar, é para mim ir ai?-perguntou e eu ri.
–Por favor, eu odeio ficar nessa casa sozinha-disse e eu ouvi sua risada.
–Tudo bem em um instante eu estou ai-disse ele e eu desliguei, fiquei esperando ele chegar, logo ouvi a batida na porta e fui atender, ele estava sorrindo e mostrando o Bilhete.
–Oie-disse ele dando um beijo na minha bochecha e eu ri
–Oi-disse e ele me entregou o bilhete- estava ai no chão-disse ele entrando.
“Vá para a boate azul, e lá descobrirá que a pessoa que mais ama é a que te traiu”
–Que merda de bilhete é esse?-perguntei
–Não sei ele estava na porta-disse o Danilo
–Isso...isso é uma brincadeira de mau gosto-disse
–Claro Natasha esquece isso-disse ele
–É verdade-disse e virei o cartão
“Esteja as sete em ponto e toda a verdade será revelada, quem avisa amigo é”
Fiquei olhando para o bilhete e suspirei, eu ia ou não ia?
–Serio que você deu atenção para essa porcaria de bilhete?-perguntou o Danilo
–Eu só, sinto de devo ir sabe, aquele pressentimento que isso pode ser verdade?-perguntei
–Não eu não sei e você não vai isso pode ser uma emboscada para te catarem, olha onde é para você ir Natasha, no Bar azul isso é lugar de drogado, e prostituta-disse e eu ofeguei.
–Dan... o Darius é ex usuário-disse para ele e ele me olhou surpreso
–Você acha que poça ser o Darius?-perguntou
–Sim e não, droga ele anda tão distante de mim ultimamente, a gente já não transa faz três semanas Danilo-disse e ele ergueu a sobrancelha.
–Ah... serio?-perguntou
–Muito-disse para ele
–Ow então eu ficaria desconfiado também, desculpa falar-disse e eu assenti.
–Você, pode ir embora, eu vou ver isso por conta própria-disse e ele assentiu
–Bem qualquer coisa você me chama-disse e eu assenti, assim que ele saiu eu comecei a me trocar, coloquei minhas roupas de inverno, assim que deu 7 horas, eu respirei fundo e sai, o Darius ainda não tinha voltado, meu coração batia descontroladamente, eu comecei a andar rápido e logo avistei o Tal do Bar Azul, não tinha segurança nem nada, entrei meio de canto para não ser percebida, fui andando e nada de ver alguém conhecido, só algumas prostitutas e uns drogados que riam de cada besteira, estava dando a meia volta quando vi ele, o Darius sentado no banquinho , tinha uma loira alta, no meio das pernas dele, ela estava sorrindo, e então se inclinou e o beijou, ele não recusou, segurou firme a cintura dela e com a outra ele apertou a bunda dela, meu mundo caiu, fazia três semanas que ele não me tocava assim, ele estava me traindo a três semanas, nem percebi mais já havia lagrimas caindo no meu rosto, meu coração batia acelerado, meu corpo ardia em dor e fúria, eu queria morrer ali mesmo, e então depois do minuto pegação, ele desviou o olhar para olhar em volta e então seu olhar parou em mim, ele abriu a boca mais não saiu som, e então rapidamente ele tirou a mulher do meio das pernas dele, ele sabia que eu tinha visto, mais já era tarde demais, antes de dar tempo eu sai correndo, eu não queria ver ele nunca mais, nunca mais na minha vida.
–Natasha-gritou ele atrás de mim- pelo amor de deus para-gritou ele mais eu não parei eu corri o máximo que pude, entrei em um beco escuro, correndo, eu bati em algo duro e cai no chão.
–Ai porra olha por onde olha-gritou o homem caído no chão, e então eu percebi que era o Fred, ele me olhou assustado- Natasha o que você ta fazendo aqui?-perguntou ele, e não respondi e comecei a chorar, droga a adrenalina estava indo embora agora só sobrava o coração partido- nossa o impacto foi forte me desculpa eu não vi você chegar juro que não quis te machucar-disse e eu chorei ainda mais- merda eu machuquei você mesmo-disse ele se levantando rapidamente e indo ao meu socorro, e me pegou no colo- vou te levar para o Hospital-disse ele
–Não me machuquei, me tira daqui, pelo amor de deus-disse e ele me olhou preocupado.
–O que ta pegando? Por que você está aqui para começo de conversa, e do que estava correndo-disse ele
–Me tira daqui, logo ele ta correndo atrás de mim-disse e ele olhou em volta assustado e saiu correndo comigo no colo e colocou no banco de passageiro no carro esportivo dele e saiu cantando pneus.
–Ok Natasha em que merda você se meteu e quem tava atrás de você-disse ele olhando através do retrovisor.
–Não me meti em merda nenhuma, eu tava fugindo do Darius-disse e ele me olhou confuso.
–Isso é um brincadeirinha sádica sexual de vocês?-perguntou ele rindo e olhei brava para ele e ele parou de rir- ah isso é serio-disse ele.
–Claro que é serio-disse para ele
–Que merda ele fez dessa vez? Te chamou de bobona?-perguntou
–Ele me traiu-disse e ele me olhou confuso.
–Ele fez o que?-perguntou
–me traiu ta surdo?-perguntei brava e ele ergueu as sobrancelhas me olhando- desculpa-disse baixo.
–Tudo bem-disse ele- e por que você estava no Bar Azul?-perguntou
–Recebi um bilhete anônimo pedindo para mim ir lá-disse e ele me cortou.
–Ah muito esperto da sua parte, ir em um lugar como aquele sozinha por que em um bilhete anônimo pedia, você podia estar sendo estuprada ou morta agora-disse ele
–E quando eu vim vi ele com outra-disse continuando sem dar importância para ele.
–Ele estava no bar?-perguntou ele
–Sim, com uma loira-disse fungando e ele parou bruscamente o carro e me olhou assustado.
–Ele o que?-perguntou
–Estava com uma loira-disse o olhando- por que parou-perguntei
–Como ela era?-perguntou
–Eu... eu não vi direito ela era alta e magra, sei lá Fred eu não fiquei reparando muito não ele estava me traindo eu não ia fazer uma ficha completa daquela piranha-disse limpando o rosto e ele respirou fundo e votou a dirigir- onde vamos?-perguntou e vi ele apertar o volante do carro com força.
–Para minha casa-disse ele entre os dentes, e eu olhei assustada- fique tranquila só vou tocar em você caso você tenha que precisar de alguém para atravessar a rua-disse ele tentando ser engraçado mais não funcionou, logo paramos na frente de um apartamento lindo, ele entrou na garagem e estacionou, saiu do carro e eu o segui em silencio, é claro fungando toda ,hora eu ainda estava em estado de choque com o que eu tinha visto, o Darius me traiu- vai ficar fungando o tempo todo?-perguntou ele
–Já teve o coração partido seu idiota?-perguntei e ele me olhou.
–Nunca me relacionei com ninguém já para evitar esse tipo de –disse ele me olhando- constrangimento-disse e eu franzi o nariz.
–Constrangimento?-perguntei
–Olha para você, o rosto vermelho, o nariz inchado junto com os olhos e boca, foi traída, e etc, isso é um constrangimento-disse ele encostando na parede do elevador.
–Já disseram que você é um bom ombro para chorar?-perguntei ironicamente
–Já falaram que você fica mais linda de boca fechada?-perguntou
–Babaca-resmunguei e ouvi sua risada grave, de deboche, e eu revirei os olhos.
–Posso não ser um bom ombro chorar mais eu te distrai-disse ele
–Não enche o saco Fred-disse olhando para o outro lado e ouvi e rir baixo, por um minuto eu me vi sorrindo também, logo a porta se abriu e ele saiu, e eu o segui, um senhor passava pela gente e sorriu.
–Até que fim senhor Fred arrumou uma bela namorada-disse ele sorrindo e o Fred sorriu e assim que o senhor entrou no elevador o Fred amarrou a cara.
–Velho babaca-resmungou ele
–Credo Fred-disse para ele
–Credo Fred-disse ele me imitando e eu revirei os olhos.
–Sabe o que realmente é constrangimento? Ser associada como sua namorada, eu prefiro ser conhecida como a chifruda mesmo-disse e ele olhou para mim.
–Entra e cala a boca, ou eu vou bater tanto em você que vai parecer prego no chão-disse e eu cruzei os braço e passei por ele.
–Delicado que só-disse ironicamente.
–Regra numero um da minha casa, não use ironias-disse ele fechando a porta e acedeu a luz. Relevando um lindo apartamento, os tons eram escuros mais a casa tinha seu charme.
–Para um babaca você tem gosto-disse e ele me olhou- que foi você disse que eu não podia usar ironia-disse e ele sorriu de canto
–E debochar do proprietário dela também não pode-disse ele
–Aff você parece um velho-disse me virando e olhando tudo.
–Tem sofá, agua na geladeira, comida e etc, fiquei aqui enquanto eu dou uma ligação-disse e eu assenti, e vi a varanda da sala dele, abri a porta de correr e senti o ar gelado bater no meu rosto aquilo por um momento me deixou mais calma.
Narração do Fred
Uma , duas, três e no terceiro toque ele me atende.
–Fred agora não da é serio-disse ele afobado.
–Sua namorada ou ex namorada está comigo, chorando, o que merda você fez?-perguntei
–Onde você está, o que fez com ela, juro que se fez alguma coisa com ela eu te mato-disse ele e u ri.
–meu querido você fudeu com tudo sozinho, agora quero saber por que fez essa merda, eu mandei você passar a porra da droga para a Francisca, e não beijar aquela vadia, o que deu em você?-perguntei
–Eu... eu não sei-disse ele
–Eu não sei-imitei ele- seu viado de merda, você teve relações sexuais com algumas das clientes?-perguntei
–Não-disse ele
–Fala a verdade porra-disse controlando a raiva.
–Eu juro que não-disse e eu bufei.
–Essa Francisca tem AIDS só para avisar seu porra, e espero que não tenha transado com a Natasha sem preservativo, por que eu acho que você transou sim com algumas das clientes, e se a Natasha pegar AIDS por sua culpa, juro que vai ser eu a te matar-disse para ele
–A gente não transa faz três semanas foi antes disso tudo começar que eu transei com ela-disse ele
–Otimo, prefiro ela na seca do que na morte-disse para ele
–Por que a Natasha ta ai, eu quero falar com ela, deixa eu falar com ela, onde você está?-perguntou e eu desliguei o celular e bufei. Fu indo para sala e vi a Natasha na varanda de olhos fechados- Natasha-chamei e ela me olhou- entra ta frio-disse e ele me olhou feio e eu sorri, ela era uma figura, ela entrou e sentou no sofá.
–Eu... eu tenho que ir-disse ela
–Pode passar a noite aqui-disse para ela- eu não vou te morder ou coisa do tipo, eu tenho um quarto de hospedes bem, mais bem longe do meu quarto, com chaves que pode trancar o quarto sabe-disse e ela soltou uma risadinha baixa.
–Não quero incomodar-disse ela
–Já ta incomodando, mais dormindo você incomoda menos-disse e ela sorriu.
–Pode me mostrar onde fica?-perguntou e eu assenti e fui indo e ela me seguiu e eu abri a porta do quarto e dei a chave para ela, o quarto era grande e tinha uma cama box enorme e cinza o quarto lembrava muito o meu.
–Tem roupas minhas no guarda roupa você pode usar para dormir-disse para ela.
–por que tem roupas sua aqui?-perguntou
–Por que eu uma vez consegui trancar meu quarto e perder a chave e então caso isso acontecesse de novo eu teria uma roupa de acesso rápido aqui nesse quarto-disse e ela riu.
–Você é muito burro-disse ela
–Já disse que você fica linda de bocha fechada?-perguntei e ela sorriu
–Obrigada mesmo-disse ela e eu assenti.
–Qualquer coisa grita, pede ajuda que eu venho, lento deixando tempo para você morrer mais venho para recolher seus restos mortais-disse ela fez careta.
–Ah fico aliviada em saber disso-disse e eu pisquei.
–Durma bem-disse saindo
–Boa noite-disse ela e eu sorri de canto e sai.
Narração da Natasha
Acordei com o tempo lá fora nublado, me sentei na cama, e esfreguei os olhos, meu rosto estava mais inchado do que nunca, uma dor de cabeça horrível, tudo isso tinha sido por uma noite de choro e angustia, eu amava o Darius e ele partiu meu coração como papel, me levantei e me olhei no espelho, uma blusa que ia até o meu joelho, e uma calça mole que enrolada até o meu calcanhar para que eu pudesse andar, minha aparecia horrível, eu escovei os dentes com uma pasta e escova que tinha ali, fui andando para fora e senti um cheiro de cafeína, misturada com o cheiro de pão com manteiga, fui até onde o cheiro estava saindo ,e de costas para mim estava o Fred colocando pão na chapa e assando, ele estava muito informal uma blusa branca e uma calça de tecido mole igual a minha, ele estava impecável até mesmo com o pijama, ele se virou e gritou.
–Porra se ta parecendo a noiva cadáver-disse ele colocando a mão no coração
–Muito legal da sua parte-disse me sentando na cadeira da mesa.
–Bem eu não entendo muito de mulheres mais eu sei que vocês passam um reboco na cara antes de sair para o mundo, se você sair daqui assim-disse ele apontando para mim- vão pensar que eu abriguei uma mendiga-disse e eu comecei a rir.
–Desculpa eu não to com muita vontade de me arrumar hoje, eu acordo melhor que isso pode ter certeza-disse e ele sorriu
–É eu sei-disse ele e e então eu me lembrei daquele dia que ele me alisou dormindo e eu corei, ele riu e voltou a fazer o que estava fazendo antes.
–Sabe cozinhar?-perguntei
–Não, não-disse ele ironicamente.
–Pensei que não podia usar ironia na sua casa-disse e ele sorriu
–Você não eu sim-disse e eu bufei, ele colocou as coisas na mesa e me serviu, o cheiro dos alimentos me enjoo, e olhei feio- não despreze comida o filinha de papai-disse ele se sentando.
–Não é isso parece ótima... mais eu estou enjoada-disse e ele revirou os olhos e me passou dipirona- como sabe que estou com dor de cabeça?- não me lembrava de ter falado nada para ele, sobre estar com dor de cabeça.
–Quando a gente passa a noite chorando geralmente a dor de cabeça aparece no dia seguinte-disse ele comendo e eu abaixei a cabeça.
–Como sabe disso?-perguntei
–Que você estava chorando? Bem deu para ouvir seu funga, funga ontem a noite-disse ele sorrindo e eu ri.
–Não que se a gente chorar um noite inteira no outro dia a gente tem dor de cabeça-disse e ele me olhou, aquele mesmo olhar frio de quando eu falei da mãe dele surgiu, ele me olhou e depois voltou a comer.
–Por que eu já passe ia noite chorando quando era pequeno-disse ele e entendi que ele não ia dar explicação do porque estava chorando quando era pequeno, mais aquilo atiçou minha curiosidade, olhei para a comida e fui comendo de pouco em pouco, mais logo enjoei e não arrisquei comer mais- ainda esta enjoada?-perguntou
–Sim-disse o olhando.
–Coma, é melhor-disse ele
–Não-disse e ele riu.
–Quando eu nçao queria comer, a Madre batia na minha mão até o prato ficar limpo-disse ele
–Madre?-perguntei
–Sim Madre de igreja-disse ele
–Não foi criado pelos seus pais?-perguntei e ele me olhou, o mesmo olhar frio, sem vida voltou e ele balançou a cabeça negativamente.
–Não-disse ele, e outra vez entendi que cutucar aquilo podia ser um mau sinal para mim.
–Preciso ir para casa-disse o olhando e ele me olhou – pegar minhas roupas e minhas coisas não quero ficar lá-disse e ele assentiu.
–Bem miss esperteza para onde vai?-perguntou ele
–Não sei, não posso morar com o Dan por que ele mora em república, e morar com a Mine e o Mike não é uma boa escolha, eles são amigos do Darius, seria o primeiro lugar a me procurar, você podia me ajudara procurar um lugar para eu morar enquanto eu junto dinheiro para passagem para voltar para o Brasil-disse e ele sorriu
–Sabe o que é mais irônico de tudo? você me odeia, já me ameaçou de morte, e hoje precisa da minha ajuda, adoro essas reviravoltas da vida-disse e eu bufei
–Já te chamei de babaca hoje?-perguntei
–Hoje ainda não-disse e eu ri.
–Vai me ajudar ou não?-perguntei
–Pode morar comigo-disse e eu o olhei- por que você sempre me olha assim como se eu fosse te atacar a qualquer minuto? Calma Mulam, mim ser da paz-disse e e ri.
–Eu... ta vou ser sincera eu não confio em você, mais você foi o único que me ajudou ontem, e bem você parece ser alguém legal-disse e ele sorriu de canto, ele era sim amedrontador, seu cabelo escuro seus olhos azuis opacos que variava para cinza, seus 1,90 e o corpo enorme, mais por tras de cada ironia e piadinha, eu via que ele tentava, do seu modo, fazer com que eu me sentisse confortável com a presença dele.
–More comigo terá casa comida, menos roupa passada-disse e ri- bem se não for pedir muito ,você podia arrumar a casa e me ajudar com as roupas eu não tenho dote para isso, e moça que eu peço para fazer as coisas cobra meu rim para fazer tudo, prefiro uma empregada de graça-disse e eu revirei os olhos e ri.
–Isso é moleza para mim, trato feiot, você me da moradia e comida, e eu te dou conforto e limpeza-disse e ele me olhou.
–Sabe engomar blusa?-perguntou
–Claro-disse e ele estendeu a mão e eu ri.
–Contratada-disse e eu apertei a mão dele.
–Você não é daqueles patrões de assediam a empregada né?-perguntou
–Aff garota pervertida-disse ele e eu ri, mais ri com vontade, uma coisa que eu nem fazia com o Danilo, ele conseguiu, ele soltou um sorriso contido e balançou a cabeça, e então logo fui me acalmando, e voltou as lembranças da noite passada, quando o Darius me traiu e a solidão voltou outra vez- Ah não por favor volte a me chamar de babaca, ou rir igual uma, estava melhor do que essa cara de agora-disse ele
–Me desculpa-disse e ele suspirou.
–Natasha não precisa se desculpa, eu não vou dizer que eu sei que doi, nunca passei por isso, mais eu já fui traído por um amigo por... por varias pessoas importantes-disse ele me olhando e vi em seus olhos a tristeza que os azuis opacos habitavam, os olhos dele eram para mim os olhos mais tristes do mundo- mais a gente tem que aprender a seguir m frente, você não pode ficar assim, doe, sim pra caralho, mais isso não pode deixar te derrubar, para com isso, essa não é a Natasha que eu conheci, essa é uma versão deprimente e estupida que eu não quero mais ver, você vai lá pegar suas coisas e se ele estiver lá, manda beijo no ombro ou grita, sei lá o que vier na sua cabeça, mais não de ah ele o luxo de te ver assim acabada, por ele, ele não te merece, ninguém te merece, sabe por que? Você é boa demais para qualquer um-disse e eu abri a boca, ninguém tinha sido tão verdadeiro comigo, ele tinha levantando meu astral de uma forma incrível- você pode chorar e sofrer entre as 4 paredes do quarto, isso eu não posso impedir, mais na minha frente e na frente daquele babaca, você vai ser forte e guerreira-disse e eu sorri.
–Vou me trocar-disse me levantando e ele bateu palmas
–Isso aê, passa reboco na cara e vamos catar suas coisa e mandar beijos para o recalque minha gente-disse ele e eu ri, ele sorriu de lado, vi que esse não era o normal dele, mais ele fazia o possível para me animar, eu dei a voltar na mesa e beijei a bochecha dele e senti ele ficar tenso e dei um risinho.
–Se continuar assim, pode ser meu amigo ainda-disse e ele revirou os olhos.
–Quem disse que eu quero ser seu amigo-perguntou brincando e eu ri, fui para o quarto e botei a mesma roupa de ontem e passei uma agua no rosto, arrumei direito meu cabelo e amarrei em um rabo de cavalo, sai e vi o Fred, sentado no balcão as chaves do carro na mão, ele já tinha se arrumado- está bem melhor do que aquele mendiga-disse ele
–Não enche o saco-disse e ele sorriu
–Essa é a Natasha de quem eu estava falando-disse e eu sorri, saímos e logo ele pegou o carro e saímos em direção ao apartamento onde eu morava com o Darius, ficamos o caminho inteiro em silencio, quando chegamos estava tudo apagado, suspirei de alivio, ele não estava lá, saímos do carro eo Fred parou- quer que eu entre com você?-perguntou
–Sim, pode me ajudar com as malas-disse e ele assentiu entramos e vimos tudo revirado, o sofá tombado, a o abajur quebrado.
–Se for para limpar minha casa assim nem se de ao luxo de tocar em um talher de casa-disse e eu sorri.
–Isso não fui eu-disse e ele entendeu e ficou em silencio, entramos no meu quarto e estava com as fronhas rasgadas, os travesseiros jogados no chão e tinha um retratado ao lado da cama, suspirei e me abaixei, era uma foto nossa, eu estava com um vestido Preto e ele sorrindo segurando minha cintura, era minha festa de 18 anos, alguns dias antes de vir para ca, eu suspirei, o Fred se aproximou e tirou o retrato da minha mão.
–Vá pegar as coisas, ficar recordando do passado só piora-disse e eu assenti, o Fred olhava em volta, e quando via um retrato ele tirava da minha frente e eu sorri agradecida, ele tinha razão ficar olhando as fotos do tempo em que eu era feliz só iria piorar, peguei todas as minhas roupas e coloquei em duas malas kings, o Fred tinha trazido mais duas malas kings por que ele falou que a gente ia precisar e estava certo, eu coloquei todos os meus objetos, quando as coisas já estavam todas na mala eu suspirei e vi o ursinho que ele tinha me dado, quando me pediu em namoro, eu apertei os lábios e suspirei forte, o Fred foi levando as malas enquanto eu ficava ali parada olhando o quarto já sem minhas coisas, parecia até sem cor, peguei o ursinho e fiquei o olhando, deus como eu era feliz- já estava tudo no carro, podemos voltar-disse e eu assenti coloquei o ursinho na cama e fui saindo mais parei.
–Espera-disse voltando e entçao tirei o anel de namoro de um dedo e o de noivado do outro e coloquei na barriga do ursinho, suspirei e fui andando de volta.
–Fez o certo-disse o Fred quando estávamos lá fora.
–Sair de casa, claro que fiz-disse para ele
–Não deixar os anéis, muitos ficam um tempo depois que terminar, você tirou os dois, é como se você tivesse começando de novo-disse e eu sorri.
–Estou tentando-disse e ele sorriu e abriu a porta do carro para mim
–Natasha-disse uma voz atrás de mim e eu me virei, era ele, o Darius os olhos vermelhos como nunca tinha visto antes, as mesmas roupas, ele cheirava a bebida de longe- me amor-disse ele se a aproximando e eu me afastei.
–Sai de perto de mim-gritei e ele me olhou assustado- eu tenho nojo de você, nojo-gritei de novo eu estava deixando o ódio tomar conta de mim e frustação.
–Natasha, eu errei me perdoa, juro que eu não estava em mim ontem eu não vivo sem você, por favor me perdoa a gente pode começar de novo, em outro lugar, voltar para o Brasil se casar lá, e esquecer tudo isso-disse ele chorando e eu respirei fundo.
–Não Darius não ta para esquecer o que você fez comigo, uma traição eu não perdoo, eu te amo ainda, sim um sentimento infelizmente não podemos apagar no dia para outro, mais o que você fez comigo não tem perdão, você voltou a beber e com certeza a se drogar, eu quero um futuro melhor para mim, não ao lado de um viciado-disse e as palavras fizeram efeito nele dava para ver na sal cara.
–Natasha me escuta-disse se aproximando e o Fred entrou no meio.
–Afasta-disse ele
–Quem é você para se meter no meio seu bosta, sai de perto dela eu já te avisei Fred eu não estou brincando-disse o Darius.
–Sai de perto dela você-disse o Fred com a voz tranquila- você não tem direito a cobrar nada dela, nada ,está me ouvindo, não vou impedir você de falar com ela, mais você só vai falar quando ela quiser te ouvir, e outra venha falar com ela, sóbrio, você fede a bebida, e seus olhos estão vermelhos, isso com certeza não foi choro, se não percebeu você está assustando ela-disse o Fred e o Darius olhou para mim .
–Nah eu jamais iria te machucar, por favor confiar em mim-disse ele estendendo a mão e eu gemi, e segurou a mão do Fred, ele me olhou assustado mais não falou nada, vi nos olhos do Darius que eu tinha o machucado, essa era a intenção , queria que ele se machucasse tanto quando eu tinha me machucado.
–Você perdeu minha confiança assim que deixou aquela loira se enfiar entre suas pernas e te beijar-disse o olhando fria- vamos-disse puxando o Fred e ele me seguiu olhando para trás para ver se o Darius não nos seguia, ele abriu de novo a aporta do carro para mim e eu entrei e fiquei vendo pelo retrovisor o Darius nos olhando, lagrimas estavam no seu rosto, fechei meus olhos e controlei a respiração eu não iria atrás dele, meu coração pedia isso mais meu celebro pedia para ir e dessa vez eu ouvi meu celebro.
–Você está bem?-perguntou o Fred assim que chegamos no apartamento dele, ele estava com duas malas e eu com outras duas.
–Sim só um pouco cansada, preciso te contar uma coisa... seria-disse respirando fundo
–Devo me preocupar?-perguntou
–Bem sim e não, mais isso é só problema meu-disse e ele me olhou, parecia preocupado mais não falou mais nada, entramos no apartamento e descarregamos as coisas no quarto onde eu estava em silencio, fui arrumando tudo e ele do meu lado, assim que terminamos sentei na cama e fiquei olhando para o nada, ele se sentou do meu lado e apoiou os ante-braço na coxa.
–Pode me falar agora-disse e eu o olhei e suspirei.
–Eu não fico enjoada a toa-disse e ele me olhou esperando eu continuar- eu e o Darius não transamos a três semanas-disse e ele continuou me olhando e eu fiquei vermelha- e ah três semanas eu tenho passado mau-disse e ele riu
–Por que não transou? Essa é nova para mim-disse e eu o olhei
–Não por que eu estou gravida de 1 mês do Darius-disse e ele ficou pálido, eu fiquei assim também a três dias quando eu descobri isso e não tive coragem de contar para ele, e talvez nem contasse, meu coração estava partido demais.
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