Boy Problem
62 Capitulo 5 "Pelota"
Notas iniciais
Narração de Natasha
Sol, calor nunca pensei que ia sentir tanta falta do Brasil, assim que eu desci do avião e senti aquela brisa quente no meu rosto, o cheiro familiar tomou conta e mim, não penso em sair tão cedo daqui outra vez. Na área de desembarque vejo minha mãe, meu irmão e meu pai os três ali me esperando, eu sorri como senti saudades deles larguei minhas malas e corri pro colo da minha mãe e logo todos me abraçaram. Sabe aquele abraço que você precisa? Era esse.
–O que minha desmiolada andou aprontando? -perguntou minha mãe eu sorri.
–Não te conto minha mãe, nem te conto-disse e os três olharam pra mim sorrindo mau sabiam a confusão que a vida da filha deles estava. Entramos no carro e eles me atualizaram de tudo, meu irmão estava com uma namoradinha mais até agora nada de apesentar para minha mãe, eu dei risada quem diria que com essa cara de tonto o ligeiro ir catar uma menina. Meus pais ainda continuam separada mais agora se aturam ou pelo menos se respeitam meu pai apenas veio para me ver e já ia embora. Assim que chegamos em casa sentamos o três n sofá, e eu me abri contei tudo para eles cada detalhe tudo, eles mereciam a verdade, meu pai me olhou com uma cara de quem queria me matar.
–Esse espirito de louca, é idêntico ao seu pai-minha mãe disse quase me esguelhando.
–Pronto vai começar-disse ele olhando para o teto.
–A Nat é doida vei-disse meu irmão rindo e eu revirei os olhos.
–A questão não é essa Natasha você por vários perigos, perdeu uma bebê se envolveu com coisa errada com pessoas erradas, meu deus você podia estar morta e agente nem ia saber o por que da sua morte-disse minha mãe com os nervos a flor da pele.
–Mãe eu me envolvi com inimigos mais tive mais amigos, e o Fred...-disse e meu pai nem deixou eu terminar.
–Esse menino, onde ele tá? Quantos anos tem?-perguntou meu pai extremamente calmo o que já esava estranho.
–Ele... eu não sei pai depois daquela briga entres eu o Dariu e eles ele sumiu-disse com tristeza, meu coração se partia outra vez.
–Irresponsavel é isso que ele é-disse minha mãe nervosa.
–Ele deixou o apartamento, e todo dinheiro dele no meu nome-disse e os três me olharam.
–Por que ele fez isso?-perguntou meu irmão- digo se ele queria apenas se livrar de você ele te deixaria com uma mão atrás e outra na frente-disse e eu assenti.
–Por isso que eu voltei, tem alguma coisa errada com ele, ele não é assim-disse preocupada- meu coração diz isso, ele foi embora mais por um motivo muito mais serio do que posso imaginar-disse.
–Ele te deu um pé na bunda Garota acorda-disse minha mãe- Natasha você já me deu problemas mais agora você se superou garota-disse minha mãe, senhor que gênio difícil.
–Quantos anos ele tem?-perguntou meu pai de novo e minha mãe o olhou com cara de isso é coisa pra se perguntar agora.
–Tem 26 pai-disse e ele me olhou.
–8 anos mais velho que você-disse ele
–Isso é um problema? -perguntou
–Se ele for um idiota sim-disse e eu sorri de lado.
–Ele sofreu muita na vida pai, ele sofre tanto emocionalmente como fisicamente, ele ... apenas tem um jeito diferente de qualquer homem nesse mundo, ele apenas é ele –disse finalizando com um suspiro- E ainda tem mais-disse corando, essa seria a bomba.
–Santa mãe de deus eu vou até sentar-disse minha mãe e os três me olharam.
–Eu... eu ... eu to gravida-disse, o queixo do meu pai caiu, e minha mãe simplesmente desmaiou.
–Que legal eu vou ser tio-disse meu irmão sorrindo.
Narração do Fred.
–Só isso Senhor Momsen? -perguntou o advogado.
–Por enquanto só obrigada-disse o meu advogado saiu pela porta e logo entrou o Sairon pela porta-Claro que deixei entrar-disse voltando para o computador.
–Fred vai me contar o que está acontecendo sim ou não-disse ele e eu comecei a ver as tabelas de produção consegui tudo que queria profissionais competentes, estagiários competentes, uma equipe competente era isso que eu queria.
–Não-disse arrumando meu gráficos.
Você é idiota as vezes sabia-dissse eu o olhei.
–Bem fique sabendo agora, mais por que sou idiota-disse e ele me olhou.
–Cara isso é serio, pra que fazer um testamento com 26 anos? Você é louco cara e ainda vai deixar tudo pra mina que te deu um pé na bunda-disse e eu o olhei.
–Ela não me deu um pé na bunda-disse e ele me olhou- eu simplesmente sai da vida dela-disse voltando para o computador.
–Essa historia dessa tal de Natasha, você nunca me contou eu sei que foi a única que conseguiu dar um freio em você-disse e eu suspirei.
–Não me senti a vontade falando dela, por favor respeite-disse.
–Cara fala comigo se abre, eu não sei o que acontecendo com você-disse e eu o olhei, ele lembrava muito o Miki na versão oriental- quando você tiver pronto é só me chamar-disse ele e saiu, passei a mão pela cabeça e um tufo de cabelos loiros saiu em minha mão, suspirei.
–Senhor Momsem?-chamou a Sheila na porta e eu logo joguei o tufo de lado.
–Sim?-perguntei
–Posso entrar?-perguntou.
–Claro-disse ela entrou e se sentou na minha frente- No que posso ajuda-la?-perguntei cruzando as mãos.
–Na verdade eu que vim te ajudar-disse e eu olhei confuso.
–Não entendi-disse
–O senhor nunca sai, fica até mais tarde na empresa, poxa o senhor é jovem devia sair um pouco mais-disse ela e eu sorri.
–Eu não sou muito de sair Sheila, e dispense esse senhor pode me chamar de você-disse e ela sorriu.
–Caso queira-disse colocando uma mecha do cabelo para trás da orelha- hoje eu vou em um barzinho, se você quiser ir-disse sorrindo e eu sorri em agradecimento.
–Obrigada Sheila qualquer coisa eu te aviso-disse e ela sorriu e saiu, enquanto saia eu a observei, ela era bonita tinha um corpo exuberante, mais eu não sei, aquilo não me chamava a atenção. Alguma coisa essa menina queria comigo, mais o problema era que eu não queria nada com ela.
Narração da Natasha.
Depois da minha mãe surtar, esgoelar, xingar e aceitar e o mesmo processo com meu pai, as coisas em casa se acalmaram, agora minha mãe vai ficar no meu pé 24 horas com alimentação e coisa e tal, já disse para mim não gastar dinheiro com bobeira, pois tudo agora ia ser para o bebê. Eu nem estava ligando muito eu vim aqui para outra coisa, procurar o Fred. Dei um jeito de enrolar minha mãe e falei que ia no shopping ver coisas para o meu bebê, na verdade fui também, mais queria respirar um pouco, andei por lojas e fiquei imaginando como seria um bebê meu, meu deus como eu cuidaria da criança? Tudo bem que eu já tenho praticamente 20 anos mais ... sabe aquela insegurança? É o que eu sinto, e se eu não for uma boa mãe? Santo deus. Uma menininha estava sentada sozinha em um canto da loja chorando, me aproximei e vi que ela tinha cabelos pretos e o olhinho puxado, oh deus era uma criança oriental. Sentei ao lado dela e ela me olhou.
–Oi-disse
–Oi-disse ela baixinho.
–Cadê sua mamãe?-perguntei
–Ta no céu-disse ela, beleza que bola fora.
–Ah sim-disse envergonhada- e o seu papai?-perguntei com medo de ele estar no céu também.
–Ta tabaindo-disse e eu olhei em volta.
–Quem ta com você então docinho?-perguntei
–O tio fedi ele é meio bobo acho que não viu que eu sai-disse ela enxugando as lagrimas.
–Vamos procurar ele então-disse e ela fez que sim com a cabeça, peguei ela no colo e sai pela loja atrás do tal tio fedi.
Narração do Fred
Sai mais cedo da empresa eu não aguentava mais por hoje, disse para Sheila que estava indisposto arrumei uma desculpa para não, não queria me envolver com mulheres agora. Sai e cheguei em casa e o Sairon estava lá com um coisa pequena e com cabelos que o pessoal chama de criança.
–Ok quem é essa pelota de cabelos?-perguntei
–Minha filha-disse e eu o olhei.
–Você tem filha? Desde quando?-perguntei
–Eu descobri recentemente também- de repente seu olhar ficou triste- mais ... isso nos conversamos depois pode cuidar dela por algumas horas? Preciso resolver algumas coisas em relação a ela- Disse ele.
–Cara já ouviu falar em babá?-perguntei
–Não confio em pessoas desconhecidas, prefiro você –disse ele.
–E eu prefiro ela viva cara eu não sei como cuidar de pelotas-disse e ele começou a se levantar.
–Ela é um amor Fred, vai ver é moleza cuidar dela-disse ele na porta.
–O que? Sairon pelo amor de deus volte aqui eu não posso ficar com essa coisa-disse e ela sorriu para mim.
–Pelo amor de deus Fred é uma criança desde quando tem medo de criança?-perguntou ele sorrindo
–Desde que eu não sei cuidar de uma para mim são pestes-disse olhando para aquela bola com cabelos- Ela enxerga?-perguntei
–Claro que sim-disse ele confuso
–Com esse olho puxado?-perguntei e ele revirou os olhos.
–Hahaha muito engraçado fred já volto é rápido vê se não mata ela ou algo do tipo-disse saindo
–Não Sairon volta aqui-disse e ele saiu e eu suspirei e olhei par aquela coisa me olhando sorrindo, acho que ela tava olhando pelo menos- O que eu vou fazer com Você?-perguntei e ela sorriu e deu ombros, devo admitir até que essa peste é fofa, e naquele instante fiquei imaginando como seria uma filha minha. Me aproximei e ela ainda continuou me olhando.
–Oi-disse ela com aquela voz fofa.
–E ai-disse para ela- qual é o seu nome?-perguntei.
–Malu-disse ela
–Hum bonito nome-disse e ela sorriu.
–Brigada, qual é o seu nome?-perguntou
–Fred-disse
–Fedi?-perguntou
–Não FRE-DE –Disse para ela entender melhor.
–FE-DI-disse ela e eu ri um pouco.
–É vamos deixar assim-disse e ela sorriu- Não sei o que fazer com você-disse ele
–Ah gente pode passear?-perguntou.
–Onde você gosta de ir?-perguntei.
–No Shopping-disse e eu ri .
–Já cedo e gosta dessas coisas, tinha que ser mulher-disse e ela sorriu- Ok pelota vamos-disse e peguei ela no colo e coloquei no carro, ela se mostrou uma pelota muito tagarela perguntava muito, se podia me chamar de tio, se eu tinha filha, por que eu chamava ela de pelota, se ela podia casar comigo, eu descobri que tenho uma santa paciência. Chegando no shopping ela cismou que queria ir em uma loja de brinquedos, nunca pedia só queria ver, estava separando umas coisas que eu vi que ela gostou mais-Pelota você quer um lerigou também?-perguntei rindo olhando para o Olaf e lembrei da Natasha ela amava esse filme- pelota?-perguntei e olhei para os lados e nada dela,- Pelota?- chamei comecei a entrar em desespero meu deus eu perdi a pelota, sai que nem doido atrás dela pela loja inteira, até que o auto falando me salvou.
–Senhor “Fedi” sua sobrinha Angélica está a sua espera perto do caixa por favor se encaminhar para la-disse e eu sai correndo para o caixa, eu vi a pelota no braços de uma mulher, uma mulher que para mim era parecida com alguém.
–Pelota nunca mais faz isso-disse e a moça se virou, o mesmo olhar verde marcante, o mesmo rosto delicado e cabelos loiros, a mesma beleza estonteante, Natasha.
–Fred-disse ela sussurrando.
–Na...Natasha-disse sem palavras, meu deus era ela mesmo.
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