Andar de moto era como ter asas e voar, me senti livre, agarrada ao Marco ali e daquele jeito estava sendo incrível, chegamos nas aras em pouco minutos descemos da foto e ele sorriu para mim.

—Gostou ?- perguntou tirando o capacete.

—Gostei e muito-disse ele sorriu-Vem estou ansiosa para te mostrar as coisas-disse segurando a mão dele e o puxando e ele aceitou de bom grado. Comecei a mostrar o aras todo para ele, cada coisa que ele podia fazer e tudo mais, mostrei os cavalos onde tinha os treinos, onde ele poderia ficar nos dias de trabalho e tudo- Bem como você vai começar como estagiário , poderá conhecer melhor tudo depois de um tempo e ver se é isso mesmo que você vai querer-disse e ele sorriu me olhando.

—Já estou gostando do trabalho antes de começar-disse me olhando fixamente e eu sorri olhando para baixo, dei um passo para tras e me desiquilibrei e ele segurou minha cintura aproximando nossos corpos.

—Opa-disse sorrindo e ele sorriu tirando uma mecha do meu rosto e colocando para trás da orelha.

—Posso fazer uma coisa que eu queria desde a primeira vez que eu te vi?-perguntou e eu assenti e ele sorriu se aproximando, meu lábio instantaneamente se abriu esperando o dele que já se aproximava.

—Atrapalho algo?-perguntou o Lucca e nos dois demos um pulo, o Marco o olhou e bufou se afastando um pouco.

—Lucca o que faz aqui?-perguntou e ele se aproximou olhando para o Marco.

—Sou dono daqui também se esqueceu-disse ele sorrindo e eu queria mata-lo.

—Eu sei, mais nunca vem aqui-disse ele e eu queria esgana-lo.

—Deu vontade sabe-disse ele com um sorriso cínico.

—Marco você me da licença um pouquinho-disse e peguei o braço do Lucca o arrastando para longe- Que merda você ta fazendo aqui Lucca-disse irritada.

—Atrapalhando os pombinhos pelo jeito-disse ele me olhando.

—Serio? Você é um idiota sabia, não posso ter minha vida sem você sai por ai com essas suas crises repentinas de ciúmes?-perguntei e ele me olhou.

—Não tenho ciúmes de você-disse ele.

—Aé e por que cismou tanto com o Marco do nada-disse e ele me olhou.

—Quer saber que se dane-disse ele saindo e eu bufei.

—Idiota-sussurei comigo mesma, fui até onde eu deixei o Marco e ele não estava mais lá- Marco?-chamei e não ouvi ninguém, senti uma mão me puxar para o escritório ao lado e eu dei um gritinho.

—Calma sou eu-disse o Marco baixinho no meu ouvido e eu suspirei.

—Você é louco quase me mata do coração-disse e ele me virou e sorriu fechando a porta ... com a chave.

—Seu primo irritante não ira nós atrapalhar aqui-disse ele se aproximando de mim me prendendo na parede.

—Atrapalhar?-perguntou sentindo o corpo dele bem próximo ao meu.

—Não vou negar que sinto uma atração forte por você Malu-disse ele perto do meu ouvido e eu me arrepiei- Mais não quero estragar a amizade que estamos construindo-disse ele acariciando meu maxilar.

—Acredito que já ouviu falar em amizade colorida... somos adultos Marco sabemos bem lidar com essas coisas-disse e ele olhou nos meus olhos e mordeu o lado.

—Que se dane-disse ele e antes mesmo de eu pensar em algo, senti os lábios dele nos meus e dei um suspiro forte, seu lábio era macio e bem calmo, ele segurou minha nuca e começou um beijo mais rápido, me prendeu mais na parede e arfou na minha doce- Você tem gosto de algodão doce-disse ele para mim e eu sorri.

—E você de perigo-disse e ele sorriu voltando a me beijar, começamos a caminhar até o sofá ele caiu com tudo e me jogou no sofá e ficou por cima, nosso beijo começou a ficar quente, ele tirou a jaqueta de couro e ficou apenas com a preta de baixo, na qual dava para sentir muito bem os musculo dele, ele começou a apertar parte do meu corpo, primeiro a coxa, subiu um pouco mais e sua mão foi para a bunda.

—Acho que devemos parar-disse ele entre os beijos.

—Só mais um pouco-disse de um jeito manhoso.

—Não fala assim que atiça mais-disse ele voltando a me beijar com tudo, puxei seu cabelo de leve na nuca e ele começou a adentrar com a mão na minha blusa se contendo apenas na barriga e do nada ele se afastou com tudo.

—O que foi?-perguntei ele riu.

—Fica um pouquinho longe, está difícil me conter-disse e eu ri- Posso fazer uma pergunta?-disse ele e eu assenti- Você é virgem? – perguntou ele e eu ri.

—O que você acha?-perguntei e ele ri.

—Acho que não-disse ele e eu ri.

—Achou errado-disse me sentando- Purinha da silva-disse e ele me olhou.

—Serio?-perguntou.

—Não achei um cara que confio-disse o olhando- Não precisa ser o amor da minha vida, basta ser legal, ser companheiro e ficar comigo quando precisar, esse vai ser o cara-disse e ele sorriu.

—Vem vamos dar um role por ai-disse me puxando e eu ri, montei atrás dele na moto e saímos por ai, estava sendo divertido ficar com ele, ele era inteligente sincero, tudo que eu gostava, assim que terminamos de dar um volta ele me levou para casa, não tinha ninguém, falei que ia tomar um banho e ele foi tomar o dele, assim que terminei fui até o quarto, vesti minha calcinha mais não achava o sutiã.

—Caralho de sutiã-disse baixo procurando.

—Malu achei uma ideia bem....-disse o Marco entrando e me olhou de cima a baixo, no susto eu tapei os peitos-E... me desculpa eu... a porta... tava é... eu não to conseguindo me concentrar-disse ele e eu ri.

—Tudo bem-disse e ele não saia do lugar, sabe tinha uma que toda mulher sabe que é bom da T.P.M aquela fase do ciclo fértil em que a mulher fica excitada por tudo, eu estava nessa fase, eu era virgem, virgem é curiosa, em um ato de coragem tirei meu braço dos seis e sorri segurando a cintura e ele abriu a boca.

—É melhor eu sair.... santo deus Malu por que faz isso?-disse ele me olhando com desejo.

—Cara 20 anos sem saber o que é um homem de tocar é meio foda, eu to subindo pelas paredes e você não colabora com esse seu corpo e esse rosto de sedutor-disse e ele respirou fundo, fechou a porta com tudo e tirou a blusa e grudou seu peitoral ao meu e me segurou com força e olhou nos meus olhos.

—Isso é ficar pele, com pele, isso é sentir o calor de outra pessoa no seu corpo-disse ele acariciando minha cintura e meu rosto e se virou saindo.

—Ei-disse arfando- só isso?-perguntei e ele riu.

—Gatinha sabe qual o segredo do Sexo? É igual a vinho, quanto mais tempo você guarda-lo, e prepara-lo para a consumição, mais bom ele vai ficando-disse ele sorrindo e piscando, saiu e eu ri, o cara era bom vamos admitir. Me troquei e desci e lá estava ele com alguns papéis, a gente começou a conversar e ele deu ideias sustentáveis para o aras, nas quais eu gostei muito passamos para o computador e eu tirei um xerox para o Lucca ver depois. Nos sentamos e não tínhamos assunto mais.

—Já namorou?-perguntei e ele me olhou.

—Digamos que sim-disse ele olhando para tv.

—Gostava dela?-perguntei e ele me olhou.

—Por que está perguntando isso?-disse e eu revirei os olhos.

—Não seja chato-disse e ele sorriu.

—Gostava, o que foi o bastante para me machucar-disse ele encerrando o assunto e não falou mais nada entendi que ele, não gostava de tocar no assunto então deixei morrer- E você?-perguntou e eu sorri.

—Não nunca-disse olhando para tv- talvez tenha gostado um pouco mais, porém nada serio-disse e ele assentiu.

—Não quero que se apaixone por mim Malu, para o seu próprio bem-disse ele e isso doeu um pouco.

—Por que?-perguntei e ele sorriu.

—Só faça o que eu mando-disse sorrindo e subiu as escadas para o quarto de hospedes e fiquei pensando naquilo, será que ele foi muito magoado? Que ótimo justo quando eu começo a me interessar por alguém. Fui subindo pelas escadas e ouvi vozes, fui de fininho até o quarto em que o Marco estava.

—Para de me ligar-disse ele- Sophia eu já disse me esquece-disse ele fazendo uma pausa- se me amasse de verdade não faria o que fez, adeus-disse e eu sai para o meu quarto, que mera sophia? O que será que ela fez, por que já estou com raiva dela antes mesmo de conhece-la?.

Depois mais a noite meus pais chegaram eles tinha saído para conhecer mais a cidade, o Marco não saiu mais do quarto o que eu achei estranho, na hora da janta ele ficou quieto e bem desatento, seja lá quem for essa tal de sophia estava mexendo com ele.

—Boa noticia Marco, nossa casa já está pronta e toda mobiliada, vamos para lá amanha-disse o Mikki e ele sorriu para o pai.

—Que bom pai-disse ele sorrindo e a Minnie a olhou de um modo como se soubesse o que estava acontecendo com ele, pegou na mão dele e sorriu e ele sorriu de volta.

—E ai filha ansiosa para começar a vida como empresaria?-perguntou meu pai e eu sorri.

—Claro pai-disse sorrindo para ele e ele sorriu, o jantar foi bom logo todos subimos. Fiquei no meu quarto pensando em como essa menina mexeu com o Marco.

—Filha? Posso entrar?-perguntou minha mãe na porta e eu sorri.

—Claro mãe-disse e ela fechou a porta e sentou do meu lado na cama.

—Você está estranha ... você e o Marco-disse ela e eu sorri.

—Quando eu for mãe vou ter esse dom ai também?- disse e ela sorriu.

—Querida você ficou nove meses na minha barriga sei todos seus segredos-disse ela e eu ri- agora conta por que essa carinha-disse e eu sorri.

—Mãe como sabia... quando você amou pela primeira vez, como soube que era amor?-perguntei ela sorriu.

—Bem amor eu senti e sinto ainda pelo seu pai-disse ela

—E o Tio Darius?-perguntei e ela sorriu.

—Quando eu tinha mais ou menos sua idade, pensei que o Darius era o amor da minha vida, fiquei arrasada quando a gente se separou, seu pai por outro lado naquela época eu odiava ele, e sempre estávamos brigando, e eu negava sempre que podia que estava sentindo algo a mais por ele. Querida você vai saber quando amar alguém, você não vai pensar duas vezes antes de fazer qualquer coisa por ela, vai lutar até o fim, não vai haver barreira alguma, agora paixão você sente por qualquer menino por ai-disse ela sorrindo.

—É cedo para falar que eu amo o Marco-disse e ela sorriu de lado.

—Ah é sim e com certeza, você tem que conhecer ele melhor, ver os defeitos e suas qualidades, por enquanto você está apaixonada pela beleza dele, quando você começar a amar os seus defeitos é sinal que é realmente amor-disse ela e eu sorri.

—Acho que ele ainda gosta da antiga namorada dele-disse e ela suspirou.

—Quando seu pai me conheceu eu ainda amava o Darius, era recente, mais ele aos pouco e com cuidado foi fazendo eu me apaixonar por ele, se você realmente gosta dele não desista tão fácil, as vezes ele só está um pouco machucado, o melhor jeito de curar um coração machucado é com outro amor-disse ela sorrindo e acariciando meu rosto- e duvido muito que outra menina seja mais bonita que você, você tem um toque perigoso nos olhos igual a do seu pai e do seu tio, muitos meninos querem se perder nesse perigo-disse ela e eu sorri.

—Obrigada mãe, mesmo-disse ela e me beijou na testa deixando eu sozinha no quarto, fiquei pensando como eu iria abordar o Marco e como iria mostrar que estou começando a gostar dele mais, no meio desses pensamento eu dormi.

Acordei e desci para tomar café, com certeza acordei tarde pois todos já tinham saído, enquanto tomava meu café olhei o jornal e a primeira noticia estava estampada.

“Conheça os mais jovens empresários do Brasil”

Maria Luz Ortega Scandellario e Lucca Scandellario sucessores dos Irmãos Frederico e Darius Scandelarios foram nomeados nessa manhã como novos proprietários da Horse Company. Lucas Scandellario passou a posse para os dois alegando que tem a garra e competência dos pais. As expectativas são altas, Maria Luz já está familiarizada com o ramo desde pequena é amazona, com varias medalhas e muitos campeonatos o avô diz que ninguém mais que ela entende de cavalos, já Lucca filho de Darius está se formando em gestão em empresas, já entrando em seguida para administração. Os dois prometem um carreira promissora.

Assim estava na capa do Jornal, uma foto minha com o Lucca no ultimo campeonato em que eu ganhei no tambor.

—Que foto conveniente-disse para mim mesmo.

—Isso se chama jogada de maketing-disse o Lucca aparecendo do nada.

—Você ainda vai me matar de susto-disse para ele.

—Desculpe –disse ele sentando do meu lado- Sobre ontem-disse ele olhando do meu lado- fui um babaca, me desculpe-disse ele e eu assenti.

—Desculpado por você ser um babaca-disse e ele sorriu.

—Não quero que entenda que esse meu ciúmes seja de segundas intenções, acredite me preocupo com você como se fosse minha irmã, não quero que ele te magoe-disse ele e eu sorri, sinceramente eu o amava e muito, mas como um irmão, ele cresceu junto comigo, ele me conhecia melhor do que ninguém.

—Não quero me machucar, mais preciso saber como é né-disse ele sorrindo e eu sorri- Nunca gostou de ninguém?-perguntei e ele negou.

—Não sou louco, deve ser uma bosta-disse e eu ri.

—Com certeza-disse e ouvimos passos na escada.

—Malu você está aqui ainda-disse o Marco entrando na cozinha e ele parou- Bom dia Lucca-disse ele o olhando.

—Vim em missão de paz, não foi atacar você-disse o Lucca e ele assentiu.

—Queria perguntar se você pode me ajudar com a mudança, mais não sabia se íamos começar hoje com a empresa-disse ele me olhando e olhei para o Lucca.

—Socio o que acha, começamos hoje ou amanha?-perguntei e ele fingiu estar pensando.

—Amanhã minha cara sócia, hoje tenho uma prova de foder, preciso estar com minha sanidade estável-disse ele e eu ri.

—Ok sócio-disse e olhei para o Marco- Eu te ajudo sim-disse e ele sorriu- senta ai toma café primeiro-disse para ele.

—Bem boa mudança para você, estou atrasado preciso correr-disse o Lucca e beijo minha testa saindo.

—O que deu nele?-perguntou o Marco sentando do meu lado.

—Ele me considera eu como uma irmã mais nova para ele, ele vai ser chato as vezes, só ter paciência-disse ele assentiu.

—pensei que ele gostasse de você, de outra maneira-disse e eu sorri negando.

—São poucos que gostam de mim dessa maneira marco-disse o olhando.

—Não acredito-disse ele

—E por que não?-perguntei e ele sorriu.

—Por que você é uma mulher espetacularmente linda-disse ele sorrindo e eu sorri.

—Eu agradeço-disse ficando corada- Vamos logo com suas coisas não temos o dia inteiro-disse e ele riu, comecei a colocar as bagagens dele no meu carro por que ele iria de moto, depois que colocamos tudo saímos, a casa dele era a três quadras da minha casa, chegamos lá e a casa era linda com dois andar e uma sacada para cada quarto, subimos e a casa estava vazia, fomos para o quarto dele e ainda estava só a cama e os moveis, não tinha enfeite algum.

—Que quarto sem vida-disse e ele revirou os olhos.

—Filha me mudei hoje, não sou magico-disse ele e eu ri.

—posso te ajudar quanto a isso-disse olhando para uma parede a que a cama dele estava apoiada- De que paisagem mais gosta?-perguntei e ele sorriu.

—Por que?-perguntou.

—Só responde-disse ele riu.

—Cachoeira-disse ele e eu peguei meu celular e disquei para o beto.

—Alo-disse ele.

—Beto ainda pinta paredes como antes?-perguntei olhando para o Marcos que sorriu de um jeito divertido.

—Claro gata, nunca perco minha habilidade-disse ele.

—Então acorde a Maria e venha na casa do Marco tenho um trabalho e tanto para você-disse e ele riu, eu passei o endereço certinho.

—Vão desenhar uma cachoeira na minha parede, essa eu quero ver-disse o Marco pegando as malas.

—Ah você vai se impressionar-disse e ele sorriu.

—Malu você já me impressiona-disse ele sorrindo e me deu um selinho e eu sorri. Assim que começamos a guardar as roupas dele o Beto e a Maria chegaram, separaram as tinhas e começam, eles conversavam entre sim enquanto eu e o Marco observava os dois.

—Eles sempre foram assim?-perguntou o Marco e eu ri.

—Sim sempre-disse olhando eles dois- Eles não tem um relacionamento fixo de namorados, mais nunca vi eles com outras pessoas, eles se dão muito bem-disse e o Marco riu.

—Né que eles tem jeito, ta filhando lindo-disse ele impressionado e eu ri.

—Eles nem começaram ainda, pode guardar esse baba para o final-disse ele riu, o celular dele apitou e ele olhou, deu um suspiro forte antes que eu pudesse perguntar o Beto chamou ele.

—Ei Marco escolhe uma cor aqui-disse o Beto chamando e ele levantou deixando o celular, não consegui resistir, fui espiar.

“Sophia”

Estou indo para o Brasil, não vou desistir de você!

Agora fui eu que suspirei, essa menina só podia estar de brincadeira.