Boy Problem
42 Capitulo 18 "Dormi aqui"
No outro dia eu acordei e ouvi um barulho de tosse, fui ver era o Fred tossindo.
–Tudo bem?-perguntei ele sorriu.–Só uma irritação na garganta nada de mais-disse ele e eu o fiquei olhando, mais ele pareceu bem, o restante da tarde ele continuou quieto e meio fora do ar, ele saiu e foi para o quarto, eu não aguente e fui atrás pergunta o que ele tinha, a porta do quarto dele estava entre aberta ele estava de costas para mim mais dava para ver ele perfeitamente. Ele estava pálido e suas mãos tremiam.–Fred?-chamei e ele me olhou–Oi Nah-disse ele voltando a fazer uma mala pequena. –Por que está fazendo as malas?-perguntei com medo. –Eu... eu-disse e ele caiu na cama sentando e sua perna começou a balançar.–Fred-disse me aproximando.–Sai por favor Nah, eu estou tendo uma crise nervosa, por favor sai-disse ele começando a revirar os olhos ele ia ter um convulsão.–Shi Fred, calma eu estou aqui-disse ele começou a se debater na cama e eu entrei em panico, corri para o banheiro e peguei um pano e uma bacia, eu voltei e ele continuava a se debater na cama, eu estava com medo dele me machucar, mais sei que se fosse eu ali ele não pensaria duas vezes, com coragem eu peguei e enfiei o pano na boca dele para ele não enrolar a linguá, eu aprendi que não se pode colocar a mão dentro na boca da pessoa que está tendo convulsão pois ela pode decepar os dedos com a força descontrolada dos músculos, virei ele de lado com força e coloquei o balde para que a baba não o melasse e nem a cama, passou alguns minutos e os olhos dele voltaram ao normal, os músculos foram relaxando, a respiração foi se controlando e ele foi voltando a consciência. –Nah?-chamou ele–Shiu eu estou aqui-disse alisando o rosto dele, e então ele percebeu o que tinha acontecido.–Por que não saiu, eu não quero que você me veja daquele jeito-disse ele envergonhado e fraco.–Cala boca Fred, eu estou aqui para te ajudar-disse alisando o rosto dele ainda.–Eu podia ter te machucado-disse ele gemendo.–Não me machucou .. shiu descansa um pouco-disse e ele foi fechando os olhos por alguns instantes e depois abriu me olhando.–Meu corpo doi-sussurrou ele.–Vem-disse tentando o levantar. –Não faz força-disse ele–Vem logo-disse o puxando e ele ajudou e se apoiou um pouco em mim, fui levando ele para o banheiro, sentei ele na privada e liguei a torneira quente da banheira, deixei encher e o Fred, estava encostado ali, provavelmente sentindo dor, fui até ele e comecei a tirar a blusa dele- Levanta-disse e ele levantou e eu abaixei as calças dele e tirei só deixando de cueca, tirei minha blusa e só fiquei de shorts.–Isso é abuso de incapacitado-disse ele e eu ri, puxei ele e sentei na banheira ele me olhou e eu ri. –É para entrar também-disse e ele encontrou e eu o puxei para cima de mim e ele me olhou confuso- deita-disse–Eu vou te machucar-disse ele.–Deita-disse e ele foi aos poucos deixando seu peso cair em cima de mim, deitei a cabeça dele sobre meu pescoço e agua quente nos cobriu, ele fechou os olhos e gemeu- é bom né-perguntei.–Relaxou meus músculos-disse ele e eu sorri e comecei a alisar as costas dele e a massagear seu cabelo, ele gemeu e afundou o rosto no meu pescoço- Obrigada por existir-sussurrou ele e minha pele se arrepiou , e eu fechei os olhos sentindo a respiração dele no meu pescoço, era calma, mais parecia um toque.–Por que teve uma crise nervosa?-perguntei.–Eu vou ter que operar amanhã cedo-disse ele- soube hoje-disse ele.–Por que não me contou?-perguntei–Eu.. eu sempre me virei sozinho não quis te atormentar-disse ele e eu bufei.–Eu não gosto de saber que você vai operar, me da medo-disse e ele acariciou as minhas costas.–medo do que?-perguntou ele baixo. –De te perde-admiti, ele ficou olhando para mim eu olhei de volta, os olhos dele pareciam algo cristalino, cinza puro, ele tocou meu queixo e se aproximou.–Não vai me perde-disse ele beijando ali e eu fechei meus olhos, os lábios deles eram gelados, mais parecia que queimava na minha pele, senti a respiração dele perto dos meus lábios e abri os olhos, mais um impulso ou meu ou dele, e estaríamos nos beijando- estou com uma fome imensa-disse ele saindo e eu consegui respirar. –Cuidado pode cair desse jeito-disse e ele sorriu.–Obrigada por cuidar de mim-disse ele se enrolando na toalha e deu uma fraquejada, eu sai da banheira e sequei ele- não precisa-disse ele.–Precisa sim-disse e eu o olhei e sorri- va trocar de cueca e deitar na cama, eu levo comida-disse e ele sorriu. Fui para a cozinha e preparei algo quente para ele, voltei e ele estava assistindo alguma coisa, dei a comida para ele e ele sorriu.–Fica comigo-disse ele e eu sorri e sentei do lado dele e fiquei assistindo. –Que horas é sua cirurgia?-perguntei e ele me olhou.–07;00 da manhã-disse ele e vi que ele estava nervoso e peguei na mão dele.–Vou estar com você, vai dar tudo certo-disse e ele sorriu.–Obrigada-disse ele pegando minha mão de volta e eu sorri- tenho uma coisa que eu comprei, você não fez o pré natal né?-perguntou
–Eu ainda não parei para pensar nisso-disse e ele sorriu e saiu da cama e pegou um aparelho de ouvir batimentos cardíaco com dois aparelhos embutidos para ouvir- o moço da loja me ensinou-disse ele colocando um e bateu para ver se ela o lado certo- coloca o outro-disse e eu coloquei, ele colocou aquele aparelho gelado do meu ventre e eu gemi e ele riu- shiu-disse e sorriu, ouvi duas batidas diferentes de coração, o meu e do meu filho, o meu era calmo o dele era acelerado. -Ta escutando-perguntou ele sorrindo e eu sorri.–Estou-disse emocionada –Isso é tão legal, o coraçãozinho dele bate forte-disse o Fred todo concentrado e eu sorri e alisei o rosto dele, ele olhou para mim e sorriu, e então ele fez uma coisa que me deixou mais emocionada ainda, deitou a cabeça na minha barriga, lagrimas acumularam nos meus olhos- deve ser legal quando ele crescer e a gente poder sentir ele chutar-disse ele e eu sorri.–Queria tanto que você fosse o pai do meu filho-disse e quando vi tinha deixado escapar, ele olhou para mim e então tirou o aparelho do ouvido e se inclinou para perto de mim.–Se quiser eu posso ser-disse ele olhando para mim- claro que eu posso ser o que ele chama de tio sei lá, mais eu posso ajudar-disse ele olhando meus lábios.–Eu adoraria-disse em um sussurro e ele alisou om o polegar meu lábio inferior, eu o olhei e ele olhou com a mesma intensidade, se abaixou e inclinou o lábio para me beijar, fechei os olhos, entrelacei minha mãos em volta do seu pescoço e então o telefone tocou, abri os olhos ele estava olhando para mim- o telefone está tocando-disse –Eu ... to ouvindo-disse ele me olhando, balançou a cabeça e saiu de cima de mim para pegar o celular, meu deus o que eu ia fazer, a gente ia se beijar, meu corpo tremeu a vergonha começou a fluir- sim sou eu-disse ele- é eu fui avisado, mesmo assim obrigado por avisar de novo-disse ele- ok até amanhã-disse ele desligando e eu o olhei- era do hospital para lembrarem que eu vou operar-disse e eu assenti.–Eu... acho melhor ir dormir-disse e ele segurou minha mão.–Pode dormir comigo hoje?-perguntou e eu suspirei.–Não acho uma...-disse e ele não deixou eu completar a frase.–Por favor-disse ele e eu sorri.–Ok- me deitei de volta e ele deitou do meu lado, eu estava com medo de que ele falasse do nosso quase beijo mais ele não falou apenas ficou ali me olhando- boa noite-disse e me inclinei de desliguei o abajur.–Boa noite-disse ele e eu me virei, e suspirei, santo deus eu ainda sentia ele me olhar, passou alguns minutos e logo cai no sono .Estava na sala de espera, minhas mãos suavam e estava me sentindo gelada a essa hora ele devia ja estar sendo operado, quando senti algo no meu ombro, olhei e vi uma linda borboleta azul e então lembrei do que ele disse "Quando eu morrer quero virar uma borboleta azul" meu corpo tremeu, minha garganta fechou, pulei do meu assento e fui indo para sala de cirurgia.–Não pode entrar ai-disse o enfermeiro me barrando.–Eu tenho que entrar ai-berrei desesperada em lagrimas -por favor-supliquei.–Quem é a senhora?-perguntou o medico aparecendo e eu o olhei.–Amiga do Fred ele está bem?-perguntei e ele olhou para os lados e depois para mim. –Desculpe mais não podemos salva-lo-disse e eu cai de joelhos e lagrimas caíram sem esforço.–Fred não-gritei sentando. –An-disse ele se sentando atordoado –Você tá vivo-gritei pulando em cima dele.–O que tá pegando?-perguntou ele sonolento.–Eu sonhei que você foi para a sala de cirurgia e morreu, e eu entrei em desespero-disse e ele sorriu.–Ei nah calma, o máximo que pode acontecer comigo é eu ficar cego-disse ele tranquilo.–Mesmo assim me assustou-disse e ele sorriu e alisou meu rosto.–Vou ficar bem prometo-disse ele me abraçando do jeito dele e eu sorri- quer dormir abraçada comigo mesmo?-perguntou ele rindo–Desculpa-disse mais não me soltei- vou dormir mesmo assim, tenho medo de você morrer a noite eu não der seu ultimo abraço-disse e ouvi o som rouco e sensual da sua risada.–Animadora você pra caralho-disse ele e eu ri- eu também tenho medo de morrer-disse ele–Todos nos temos-disse e ele sorriu.–Se caso eu morrer posso fazer algo antes-disse e eu ri.–Você não vai morrer Fred para com isso-disse e ele alisou meu cabelo.–Posso fazer o pedido sim o não caralho-disse e eu ri.–Faz logo então-disse rindo.–Você, pode ... dormir abraçada comigo?-perguntou e eu sorri.–Posso-disse e ele se deitou e eu deitei e o abracei, fiquei alisando a lateral do abdômen dele e ele gemeu.–Nah-sussurrou ele–Sim-perguntei–Olhe para mim-disse e eu olhei, e encontrei os olhos dele com os meus, ficamos alguns segundos nos olhando e ele sorriu- você é a coisa mais linda que eu já vi-disse ele e eu sorri e corei ao mesmo tempo, ele afundou o rosto no meu pescoço e cheirou, continuei a fazer carinho mais agora nas costas dele- posso ficar assim por anos e nunca me enjoar-disse ele e eu sorri beijando a orelha dele, ele se arrepiou e senti seu corpo pesar, ele adormeceu, assim como eu.
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