Boy Love Boy
25 25º Capítulo - Inimigo do Tempo
Eu tentei fugir de muitas coisas que eu não queria acreditar e a medida que o tempo estava passando fui compreendendo que ainda existia muitas coisas para mim aprender, eu estou feliz ao lado dos meus amigos que nem percebi o quanto eu mudei.
Não sei por que, me sinto diferente, talvez esteja chegando o momento que eu estava esperando, Bruno, sei que você deve estar me esperando, e finalmente esta chegando o dia em que eu tanto esperava o dia em que nós reencontraríamos.
— Gabriel, acorda.
— Que hora são? Hoje é meu dia de folga.
— Vamos preguiçoso levanta da cama, você vai ficar ai dormindo quando podemos aproveita um dia maravilhoso como esse.
Bem acho que esse é um motivo pelo qual me arrependo, acho melhor eu começar do começo, eu estava chegando ao meu apartamento quando fui surpreendido pelo Steve e a Fernanda que meio que me seqüestraram e me levaram para uma chácara, eu morrendo de sono acabei dormindo em um dos quartos, mas pelo jeito nem desse jeito eles me deixam descansar.
— Bom dia Gabriel.
— Bom dia Fernanda.
— Eu preparei o café da manha para você.
Tomei um pouco do café que ela me serviu, olhei para fora da cozinha Steve e o seu namorado Brian estava na piscina e a tenebrosa namorada de Fernanda, a Karen estava olhando para mim com aquele olhar de quem eu roubaria a namorada dela a qualquer momento.
— Faz muito tempo desde ultima vez que fomos à chácara.
— Isso é verdade, faz muito tempo algumas vezes eu queria que aqueles dias pudessem voltar.
— Tem algumas coisas que eu não queria viver de novo.
— De alguma forma parece que Rodrigo ainda continua abrindo cada vez mais as suas feridas.
— Eu tenho duvida se fiz a escolha certa, aconteceram muitas coisas que fizeram me mudar e quando finalmente achei que tinha achado uma luz no final do túnel, foi quando percebi que voltei ao começo.
— Gabriel, tem coisa que são difícil de entender, mas sei que você vai superar tudo o que esta acontecendo.
— Eu sei que vou.
Depois de um longo café da manhã, fui trocar de roupa. Estava tirando a minha roupa, quando escutei a porta do quarto se abrindo, virei para me ver quem era e tomei um susto quando vi Brian parado atrás de mim.
— Desculpe Gabriel se eu assustei você.
— Sem problema.
Tirei a minha bermuda e percebi que Brian ficava olhando para mim.
— Cada o Steve?
— Ele esta ajudando as meninas a acender a churrasqueira.
— Ah.
Brian continuava olhando para mim.
Tirei a cueca e senti que os seus olhos brilhavam intensamente quando olhava para mim.
— Você é muito lindo?
— Obrigado.
Coloquei a sunga e peguei uma toalha nas minhas coisas.
— Gabriel, desde quando conheci você, tive vontade de te beijar, será que você me daria um beijo?
— Ah. Você namora, e eu não estou a fim de quer trair a confiança de um amigo.
— Pode ficar calmo, Gabriel.
Brian se aproximou de mim e passou a mão no meu rosto.
— Você tem lindos olhos.
Deixe me ser levado naquele momento e beijei Brian, senti as emoções me levarem para minha lembrança e lembrei a primeira vez que beijei Bruno, foi um beijo que ficou marcado na minha vida.
Naquele dia chovia muito e Bruno e eu estávamos no meu apartamento. Eu estava dormindo no quarto dos meus pais e quando ele veio no meu quarto dizendo que estava sem sono, ele deitou ao meu lado e naquele momento eu disse coisas meio bobas e ele me beijou antes que eu pudesse terminar de dizer alguma coisa.
Empurrei Brian e ele se assustou com a minha atitude.
— Nós! Você beija muito bem.
Steve entrou no quarto na hora.
— Gabriel, finalmente decidiu se divertir um pouco, achei que você fosse querer ficar dormindo o dia inteiro.
— Brian veio me chamar.
— Você esta lindo de sunga, parece àqueles modelos da G Magazine.
— Não tanto, não precisa exagerar.
Steve e Brian saíram na frente, eu peguei o meu antigo celular e liguei e como sempre a minha caixa de mensagem estava lotada com as mensagens de Bruno.
Bruno, eu sentia muito a sua falta, eu gostaria de tanto pode conversar com você, mas eu estou fazendo o possível para poder apreender em como ser uma pessoa mais forte.
O dia esta me deixando um pouco cansado olhei para a situação que eu me encontrava, tipo eu estava numa chácara com os meus amigos e tipo eu sou o único solteiro da historia, nem sei por que estou aqui e fora que eu acabei beijando o namorado do meu amigo, pensei o que teria acontecido se ele tivesse pegado na hora.
Fala sério, como eu posso ser uma pessoa desse jeito, trair a confiança dos meus amigos, queria que aquele dia terminasse logo, mas pelo jeito a hora não passava, eu olhava para o relógio e parecia que alguém tinha colocado um prego nos ponteiro para a hora não passar.
Fique do outro lado da piscina, olhando Brian e Steve se divertindo, não sei por que mas eu sentia um pouco de ciúmes vendo eles feliz, fechei os olhos e lembrei de Bruno por um alguns segundos, o quanto eu queria que ele estivesse ali comigo, eu estava viajando nas minhas lembranças, quando eu tomei um susto.
Brian e Steve jogaram água em mim.
— Eu vou matar vocês.
Pulei na piscina com tudo e peguei Brian antes dele sair da piscina.
— Por favor Gabriel.
Steve assistia a cena e ria do momento.
Então ele pulou na piscina e ajudou Brian, ele jogava água em mim e eu tentava fugir, mas estava sendo impossível, depois de algum tempo consegui sair da piscina.
— Você é fraco Gabriel.
— Dois contra um e complicado.
Brian jogou água em mim.
— Eh pare, acho que vocês ganharam.
Eles olhavam para mim, com aquele olhar de pervertido e olhou para o volume que estava na minha sunga.
— Gabriel pervertido.
Os dois começaram a gritar, Karen e Fernanda olharam para ver o que estava acontecendo.
— Pervertido. Pervertido. Pervertido.
Peguei a toalha a minha toalha que não estava muito longe e enrolei na minha cintura.
— Pare vocês, isso poderia ter acontecido com você também.
— Gabriel, qual de nós você gostou?
Steve veio me agarrando por trás.
— Qual de nós?
Brian me agarrou pela frente.
— Eu acho que foi nós dois.
Eles começaram a fazer cócegas em mim.
— Para por favor, para.
Eu ria sem parar, quanto mais eu pedia para eles parar, mais ainda eles faziam cócegas em mim.
Eu estava deitado no sofá.
— Eh Gabriel, tudo bem?
— Eu estou bem só um pouco cansando.
— Ah complicado.
— Cadê o Steve?
— Ele foi buscar mais cerveja e as meninas estão no quarto dormindo.
Virei para outro lado e fingi que Brian não estava ali.
— Acho que vou subir para o quarto, vou dormir um pouco.
— Gabriel, hoje o dia estava divertido, não foi bom sair daquela sua rotina, tudo foi idéia da suas amigas, elas são legais. Mas você parece que esta com cabeça nas nuvens.
— Não é nada demais.
— Você ainda esta pensando naquele garoto?
— Bruno? Não, eu não estava pensando nele.
— Faz muito tempo que você esta aqui, já se passou um ano, você mudou muito, já não é mais aquele garotinho bobinho assustado. Lembro que alguns dias atrás, você estava se matando para tirar a sua carta, mas agora você dirigi perfeitamente, lembro de quando você perdeu o controle do que realmente queria e começou a sair com meio mundo de cara.
— Você e Steve se dão muito bem? Por que você não me conta um pouco sobre a relação de vocês?
— Eu e Steve faz mais ou menos 2 anos que estamos juntos, eu trabalhava numa cafeteria, naquele dia Steve esta lá junto com uma amiga dele, eu fui servir o café para eles e acabei derrubando café nele, ele ficou uma fera e começou a me xingar, a amiga dele tentava acalmar ele e eu pedindo desculpa para ele. Você sabe como é aquelas pessoas que tem dinheiro consegue fazer. A dona da cafeteria é amiga da mãe do Steve e por causa daquele acidente, ela conseguiu fazer com que me mandam se embora. Fui embora para minha casa triste pelo o que aconteceu, eu precisava do emprego para ajudar os meus pais. A minha mãe vivia em casa cuidando do meu irmão, e o meu pai trabalhava numa pequena empresa. O que eu ganhava era para pagar os tratamentos do meu irmão que sofre de câncer.
Alguns dias depois, eu estava andando na rua com meu irmão, quando Steve me viu, ele me observava de longe, eu brincando com meu irmão, então uma das amigas dele que conhecia a minha família, contou para ele que eu era um garoto muito esforçado, que eu havia parado os meus estudos para procurar um emprego para ajudar o meu irmão que sofria de câncer, que agora ele não sabia o que iria fazer, já que ele foi mandado embora.
Steve contou para mim que naquela hora, ele ficou arrependido de ter brigado comigo, então ele por um instante se colocou no meu lugar e pensou como deveria ser difícil para mim.
Então foi um dia eu estava procurando um novo emprego, foi quando ele me parou na rua e veio conversar comigo.
— Eu queria pedir desculpa por causa daquele dia.
Naquele momento eu estava com raiva, eu queria ter dito tudo o que estava guardado em meu peito, mas em vez disse eu falei outra coisa:
— Tudo bem, acontece.
Ele me ajudou a arranjar um novo emprego e depois daquele dia, a gente se encontrava depois do meu serviço para conversar um pouco, no começo eu não queria aceita o fato de que eu estava gostando dele, mas depois de um tempo fui percebendo o quanto eu amava ele.
No dia do meu aniversario, eu estava com ele, no quarto dele e ele falou que tinha um presente para mim:
— Brian, eu deixei o melhor presente para agora. Não importa qual seja a sua resposta, eu quero que você saiba que eu gosto muito de você, eu queria ter dito isso a muito tempo, mas faltou coragem.
Ele me entrou uma caixinha pequena e nela estava duas alianças.
— Brian, você quer namorar comigo?
Eu fique sem palavra quando ele disse isto, mas eu fique super feliz, eu senti o meu coração bater rapidamente, eu comecei a chorar na hora e ele não conseguia entender por que, tentei ver falar alguma coisa e depois de alguns minutos me controlando, eu peguei e disse:
— Sim, eu aceito.
No começo os pais dele não aceitaram o fato dele estar namorando um garoto que mora na favela, mas eu falei para Brian que eu não queria nada que viesse da família dele, eu ainda continue trabalhando para pagar os tratamentos do meu irmão e toda vez que Steve me oferecia alguma coisa para me ajudar, eu sempre recusava.
Os pais dele não acreditavam muito em mim, eles achavam que eu estava fingindo não querer nada para eles ficar com pena de mim e nisso passou um ano e eles perceberam que eu sou uma boa pessoa, depois eu e Steve compramos aquele apartamento e começamos a morar juntos.
— Que lindo, a sua historia.
— Gabriel, não foi fácil para nós no começo, passamos por muitas coisas, mas hoje eu sei de uma coisa, eu sou muito feliz ao lado de Steve.
— Contando essa historia de novo Brian?
Steve entrou na sala carregando algumas sacolas.
— Desde quando você estava ai?
— Peguei você bem no meio da historia.
Steve colocou as sacolas no chão e beijo Brian.
— Eu te amo, também.
— Não esquece que domingo nós vamos ao show da banda Noir 75.
— Nossa é domingo, eu não estava muito a fim de ir não.
— A gente precisa ir, imagine o que os nossos amigos vão dizer, esse vai ser o primeiro show da banda deles.
— Eu sei Steve, mas eu queria ficar em casa.
— Vamos Brian vai ser divertido.
No dia seguinte, eu estava chegando do meu serviço, quando encontrei Brian parado na porta do meu apartamento.
— Gabriel, finalmente você chegou. Steve meio que me mandou buscar você, nós vamos para uma festa.
Será que eles não se cansam. Nós chegamos quase de madrugada da chácara, eu quase nem dormir, fui morrendo de sono trabalhar.
— Eu vou tomar um banho e daqui pouco estou descendo.
— Beleza, eu vou avisar o Steve.
Na festa estávamos todo mundo estava agitado, Karen estava meio louca e estava dançando em cima da mesa e eu estava meio bêbado por causa das bebidas, acho que nunca tinha bebida tanto assim.
Steve era o único que não estava bêbado, ele teria que dirigir de volta para casa, todos estávamos feliz, parecia que éramos uma família.
Tinhas alguns garotos que olhavam para mim, alguns era bonito, mas eu não estava a fim de ficar com nenhum, eu estava de boa e lembrei o motivo pelo qual eu estava naquela pequena cidade, não era para arranjar um novo namorado, mas sim apreender a ser alguém mais confiante e saber enfrentar os problemas.
Domingo passou como se nada tive acontecido.
Eu estava dormindo tranquilamente quando escutei o meu celular tocar, peguei correndo e atendi, era Fernanda, tentando dizer sobre um acidente que havia acontecido com Brian e Steve.
Levante da minha cama e coloquei qualquer roupa que encontrei pela frente, olhei no meu celular, já era segunda-feira, 3 horas da manhã.
Então me lembrei da conversar que tive com Brian e que me lembro bem, eles iriam para o show de uma banda de uns amigos deles.
Cheguei correndo no hospital e perguntei sobre Brian e Steve.
Fernanda e Karen esta sentando na recepção ao lado estava duas senhoras e dois senhores que pude reconhece as semelhanças, era os pais de Steve e Brian.
— Eu vim o mais rápido que pude quando soube. Desculpa eu chegar assim de repente, eu sou Gabriel, eu sou amigo e vizinho dos seus filho.
— Gabriel, eu sei que vai ser difícil para você, mas assim como esta difícil para todos nós, Brian morreu no acidente.
Quando Fernanda disse aquilo, eu não consegui acreditar, eu queria fingir que tudo aquilo era mentira, mas aquela era difícil realidade, Brian estava morte.
No dia seguinte foi enterro de Brian, todo mundo estava lá, menos Steve que ainda estava no hospital em observação.
Eu estava de longe observando o enterro de um amigo.
— Gabriel, eu sei que estava sendo difícil para você superar a morte de um amigo.
— Eu sei que você gostava muito dele, você passou muito tempo ao lado dele.
— Estou pensando no quanto é frágil a vida de um ser humano, alguns dias atrás estávamos todos feliz, Brian estava como sempre sorrindo e divertido, e difícil de acreditar que ele esteja morto.
— Eu sei o quanto é difícil Gabriel perde as pessoas que nós gostamos, antes de eu conhece a Fernanda, eu estava sozinha. A família nunca ligou para mim principalmente quando descobriu que eu sou gay e os meus amigos morreram num acidente de carro, na qual eu e uma amiga sobrevivemos, eu e ela carregamos as marcas daquele trágico acidente. A minha amiga depois daquele acidente ela nunca mais foi a mesma, ela não consegui superar o trauma e precisou ser internada numa clinica e eu estava sozinha procurando alguém que pudesse me ajudar a encontrar uma luz no final do túnel. Quando você apareceu na nossa vida, eu fique um pouco com ciúmes de ver como você e Fernanda se davam muito bem. Fique com medo de que você fosse tirar ela de mim.
— Eu nunca faria isso. A Fernanda é minha amiga. É o que eu mais quero é que ela seja feliz. Eu não sou a pessoa certa para fazer ela feliz. Ela gosta de você, ela ama muito você.
— Eu sei que essa não é a melhor hora para falar isto, mas eu queria pedir desculpa. Quando eu soube do acidente, eu fique arrasada, eu não conhecia muito eles, mas eu vi vocês se divertindo muito na chácara e me coloquei no seu lugar.
— Tudo bem Karen, as coisas acontecem.
Os dias pareciam parados, eu chegava em casa e sentia falta das coisas que acontecia, o meu apartamento parecia que estava vazio, eu sentei no sofá e fiquei pensando que dentro de alguns minutos Brian bateria na porta para me chamar para sair com eles ou ir alguns jantar.
Foi quando lembrei que isto era impossível, Brian não estava aqui.
Os meus pensamentos estavam confusos, não sei por que, mas eu fique com medo das coisas que poderia acontecer e lembrei que Bruno não sabia onde eu estava, será que ele esta preocupado comigo? Ou será que ele se esqueceu de mim?
Fique pensando naquilo e fui para o meu quarto, comecei a chorar e jogar todas as minhas coisas para tudo qualquer lado, eu ainda não conseguia acreditar no que estava acontecendo, deitei na minha cama e dormir pensando em tudo o que estava acontecendo.
Já era de manhã, eu mal conseguia levantar da cama, eu estava muito cansado por causa da noite passada, olhei no relógio já era duas horas da tarde, ainda bem era domingo, olhei para a bagunça que estava o meu quarto era difícil de acreditar que eu tinha feito tudo aquilo durante a noite.
Fui à casa de Fernanda e conversei um pouco com ela.
Ela me disse para ao hospital visitar Steve
—Gabriel, fico feliz que você veio meio me ver. Precisava falar com você, talvez essa seja a ultima vez que nós vemos.
— Eu sei que você tomou a sua decisão, mas ainda tem tempo de você consegui melhorar, eu ainda queria pode fazer alguma coisa por você.
— Gabriel, eu sei que você anda fugindo do que você realmente quer, eu sei que não é fácil encarar o seu primo de frente, mas eu queria que você e o Bruno fosse feliz.
— Eu não sei se vou consegui fazer a coisa certa na hora certa.
— A resposta que você procura esta me seu coração, não seja como eu. Eu fiz muitas burrices ara consegui conquistar a pessoa que eu amo e no final veja o que aconteceu comigo.
— Você não tem culpa daquele acidente, Steve. Eu sei que é difícil para você perde a pessoa que você tanto amou.
— Se eu tivesse não tivesse convencido de ir naquele maldito show, talvez nunca teria acontecido aquela batida feia. Tudo a minha culpa. Mas eu acho que eu estou pronto para poder pagar os meus crimes Gabriel, eu nunca pensei que talvez esse dia pudesse chegar, mas de fato para esse que é essa a única coisa que não podemos controlar.
— Isso é verdade.
— Gabriel. Você poderia realizar um pedido meu? Você me daria um beijo? Desde quando conheci você nunca tive coragem de lhe pedi, mas quando você chegou aqui, você estava muito abalado pelo o que estava acontecendo, sabe o que eu mais quero e que você seja. Você tem que correr atrás da sua felicidade, antes que seja tarde.
— Eu vim aqui Steve lhe dizer que eu já tomei a minha decisão, eu fazer tudo para mostrar pro Bruno que eu amo muito, eu não posso desistir dele.
Beije o meu amigo Steve, aquele beijo, o ultimo beijo, uma forma de dizer um adeus, eu vou sentir muita falta de você.
— Gabriel, obrigado por tudo o que você tem feito por mim, eu nunca esquecerei você.
Peguei a minha mochila e foi em direção da porta, olhei pela a ultima vez, um amigo muito querido, eu queria chorar, mas não consegui, queria de alguma forma pode expressar o que eu estou sentindo, queria pode fazer o tempo parar e fazer aquele nosso momento ser inesquecível, mas eu agora preciso fazer o meu tempo correr, não tenho tempo pra chorar, preciso seguir em frente e fazer a coisa certa.
— Ate logo Steve.
— Ate um dia desses Gabriel, eu estarei esperando você do outro lado.
Fui difícil para mim ouvir as ultimas palavras de um amigo.
Não posso voltar mais atrás, agora eu tinha que seguir em frente e eu tenho que pensar em tudo o que eu consegui conquistar nesse tempo, fui lembrando-se de tudo o que aconteceu e agora eu consegui entender o que estava acontecendo.
Bruno, eu finalmente tomei a minha decisão.
Fui correndo para rodoviária e ali sentei comprei a passagem de ônibus.
O tempo corre e fica difícil de saber o que fazer, ainda me lembro aquele dia em que eu fugir da verdade, não soube o que fazer, mas agora eu estou preparado para enfrentar todos os que possam querer roubar a minha felicidade.
Rodrigo, um dia você foi uma pessoa especial na minha vida, mas eu não deixarei você fazer o que quer, por que eu estou pronto para lhe enfrentar e fazer o impossível se torna o possível, e mostrar para você que a vida é cheia de escolha e eu fiz a minha, eu vou lutar pelo amor da pessoa que me é especial.
Bruno, eu estou voltando para casa, para lhe dizer o que eu não consegui lhe dizer naquele dia.
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