Boy Love Boy
10 10º Capítulo - Tempos chuvosos parte 1
Notas iniciais
Há momento que na vida que pensamos por que ainda estamos aqui, ainda continuo tendo um sonho que talvez nunca vai se realizar, mas mesmo assim ainda desejo fortemente que tudo vai mudar, talvez esse seja o resultado de nossas escolhas.
— Gabriel, você foi escolhido com orador da formatura, se não escolhesse seria uma louca.
— Eu concordo com ele, você é a pessoa certa para fazer aqueles discursos complicados e complexos, você é um gênio, você já nasceu para essa coisa.
— Pessoal não precisa exagerar, eu sei que tem muitas pessoas que faria o discurso melhor que eu.
— Para de ser modesto Gabriel, eu concordo com tudo o que eles disseram.
Olhei para Bruno que estava sentado ao meu lado dando apoio as idéias de Beatriz.
— Pensa bem Gabriel, no que você vai dizer. Tem que ser algo que faça todos chorarem de emoção.
— Tudo bem, vou tentar fazer algo assim, mas não garanto nada quando todos estiverem tacando ovos e tomates em mim, juro que mato todos vocês.
— Pode ficar calmo Gabriel, pelo menos eu sei que eu não vou tacar em você.
Olhei para Bruno e segurei a sua mão por debaixo da mesa e percebi que a minha convivência com ele tem cada dia mais tornando cada vez melhor, algumas vezes nós acabamos fazendo coisas que poderia entregar o nosso relacionamento.
Levantei da cadeira e fui na frente da sala conversar com a professora, foi quando eu vi parado na porta da sala, Pablo, ele olhou para mim com uma cara de que alguma coisa tinha acontecido, eu olhei de novo para ele e ele saiu da porta e foi em direção a sala de aula onde ele estuda.
Queria saber o que ele estava querendo, lembrei naquele dia em que fiquei com ele, foi somente aquele dia e depois disso nunca mais nós falamos, de vez quando ele mandava alguns bilhete para mim, mas eu cansei de falar para ele que eu estava namorando.
Em casa, deitado na cama fique pensando em tudo o que estava acontecendo, será que eu tenho direito de ser feliz, eu sempre vive uma vida na qual eu nunca liguei para relacionamento, a única coisa que minha importava era o dia em que Rodrigo voltaria para mim, mas tudo mudou de uma forma que não consegui acreditar, conheci Bruno, fui expulso de casa e fora as coisas que ainda pode acontecer daqui para frente.
Sentei na cama e olhei para Bruno deitado dormindo, passei a mão no rosto dele e uma lagrima caiu escorreu do meu rosto e pela primeira aconteceu uma coisa que eu não sabia explicar e tentei lembrar-me da ultima vez que eu chorei, tentei lembrar, mas nada vinha em minha cabeça, será que essa é a primeira vez que acontece? Será que teve outro momento que eu chorei? Minhas memórias ainda esta confusa por tudo o que esta acontecendo.
— Gabriel.
— Desculpe Bruno, eu não queria acordar você.
— Tudo bem, por que você não vem dormir, você me deixa preocupado quando fica assim pensando, queria muitas vezes entender o que acontece dentro da sua cabeça.
— Você é muito bobinho.
Deite do lado de Bruno, ele me abraçou e eu segurei fortemente a sua mão e adormeci assim.
No dia seguinte estava eu como sempre sentado na frente de mais uma nova turma, sei que ultimamente o meu trabalho como professor tem sido muito cansativo, mas não tem sido fácil dividir o meu tempo com os meus estudos também, faltava pouco tempo para me formar e eu não conseguia acreditar que finalmente poderei ter um tempo livre a noite, tem sido muito cansativa com essa rotina.
— Bom dia classe, eu sou o Professor Gabriel.
Algumas horas depois estou finalmente aliviado, era hora do almoço e não podia acreditar que poderia descansar, nunca pensei que seria fácil ter que me sustentar, apesar de que os pais de Bruno vêm cuidados muito bem de mim, mas não acho justo não ajudar ela de alguma certa forma das dispensas.
Estava num restaurante, perto da escola tranquilamente conversando com o diretor da escola, que estava me elogiando pelo meu desempenho, que ele nunca tinha visto um garoto jovem com eu se dedicar tanto no trabalho.
O meu celular tocou e pedi licença para ir atender e fui em direção ao banheiro, olhei no visor do celular, e vi que e restrito, fique pensando em que poderia ser, atendi a ligação, mas ninguém falou e desligaram na minha cara, voltei para a mesa e explique o que aconteceu para o meu chefe e ele falou que deveria ser algum bando de criançada que vive passando trote por diversão.
Mas não sei por que, mas sinto que isso não foi uma brincadeira, alguém tinha ligado com a intenção de me fazer de bobo, mas fique pensando em quem poderia ser?
Pensei em muitas pessoas, mas ninguém veio em minha cabeça.
As horas passaram muito rápidas e nem pude acreditar que finalmente estava em casa, fui direto para o meu quarto, entrei e encontrei Bruno deitado na cama.
— O que aconteceu amor?
— Hoje eu acordei com uma dor de cabeça forte, minha mãe disse para ficar de cama, acho que não vou pode ir à escola hoje, terei que ficar.
— Tudo bem amor, eu posso ficar aqui com você.
— Não Gabriel, hoje tem a prova de matemática, eu não quero que você perca a prova por minha casa, por favor, vá para escola e deixa que minha mãe cuide de mim.
— Você vai ficar bem amor?
— Vou sim, não precisa se preocupar. Quando você chegar, eu irei estar melhor e daí.
Bruno me beijou.
— E poderemos continuar esse beijo.
Fui tomar um banho e me arrumei correndo, fui para cozinhar come alguma coisa, peguei o meu material e fui para o ponto de ônibus, não demorou muito o ônibus chegou.
Chegando na escola fui em direção da minha sala, entrei na sala e todos perguntaram por que o Bruno não veio hoje, explique para eles, que quando fui na casa dele chamar ele para ir para escola, ele estava com febre , todo mundo estava desejando para que Bruno fique melhor e que amanhã a tarde passariam na casa dele para saber se ele tinha melhorado.
Olhei para Beatriz que retribui o olhar, ela é uma das únicas pessoas que sabe da minha situação, que eu fui expulso de casa e que eu estava morando na casa de Bruno já faz um tempo, essa não era a única coisa que tinha que esconder como também o fato que eu e Bruno somos namorados.
Deixe o pessoal falando sobre a visita na casa de Bruno, e de certo ponto, não sei por que, mas estava com inveja de Bruno, fazia pouco tempo que ele esta estudando na mesma classe que eu, e já conquistou todo mundo na sala.
Mas eu depois de um tempo esqueci esse ciúme doente, por que Bruno e eu somos namorados, somos pessoas destinada a ficar junto para sempre.
A aula terminou e pela primeira vez me sentia estranho, indo embora sozinho para casa, desde quando comecei a namorar a minha rotina tem mudado de uma forma que nem eu consigo acreditar.
Apesar de muitas mudanças, eu já acostumei um pouco com a idéia de ter morar com o meu namorado, acho meio estranho a idéia de dividir o mesmo teto, saber que vivemos com um casal.
Estava tão distraidamente em meus pensamentos que tomei um susto quando esbarrei em alguém.
— Desculpe me, foi sem querer.
— Gabriel.
— Pablo.
— Gabriel, eu estava esperando você, eu queria conversar com você.
— Pablo, não sei o que você quer comigo, mas eu já falei para você que eu estou namorando.
— Por favor Gabriel, eu sei não foi fácil para mim tomar essa decisão, mas desde quando eu fique com você aquele dia, eu tenho pensado muito em você, só que eu não tive coragem de lhe dizer o que eu sinto.
— Pablo, você precisa entender que eu estou namorando, eu amo muito ele.
— O seu namorado é aquele garoto que entrou na sua sala, eu sei que não sou perfeito como ele, mas Gabriel, você seria feliz ao meu lado, eu amo muito você. A única pessoa que eu quero é você, somente você.
— As coisas não são como você pensa que é. Eu amo Bruno, ele é tudo para mim, ele é a pessoa mais importante da minha vida, sem ele a vida seria somente um vazio, ele que me faz me sentir bem.
— Gabriel, por favor me de uma chance para mim mostrar que eu sou a pessoa certa para você.
Pablo me encostou na parede de um modo que eu não consegui me soltar.
— Pablo me solte por favor, você precisa entender, a vida é feita de escolha e eu fiz a minha escolha e ficar ao lado do Bruno.
Ele tentou me beija a força, mas quanto mais eu lutava cada vez mais ele me segurava, foi quando foi inevitável e deixe ele me beija.
Pablo soltou me, mas continuo me beijando, enquanto isso sua mão esta no pau. Aproveitei a situação e empurrei.
— Desculpe Pablo, mas isto somente foi um beijo como outro para mim, eu não senti nada. Talvez você deva ter sentido alguma coisas, mas quem eu amo é Bruno.
Olhei para o Pablo que começou a chorar, ele sentou num banco e tentava esconder o rosto para mim não ver, sentei ao lado dele.
— Pablo, você precisa entender o sentimento dos outros, o coração é algo que não conseguimos controlar, você precisa entender que eu amo Bruno, eu sei não é fácil para você, mas a vida é feita de escolha, eu sei que muitas vezes ela não fáceis e muitas vez ficamos confusos, eu sei que não é fácil amar alguém que não senti nada por você, mas um dia iria aparecer alguém que vai realmente amar você.
— Isso é mentira. Gabriel, não existe ninguém, a única pessoa que pode me amar e você.
Ele saiu correndo.
Eu levantei fui direto para casa pensando em tudo o que estava acontecendo, entrei dentro de casa e fui direto para o meu quarto, olhei na cama e vi que Bruno ainda estava dormindo, passei a mão no rosto dele e fui tomar um banho e fique pensando em tudo o que aconteceu, mas eu não sei por que mas sinto que algo de ruim vai acontecer.
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