Bourbon Street

7 Capítulo Sete - Finalmente


Notas iniciais
Desculpem a demora, pequeninos. Estou participando do desafio de fevereiro, então está mais difícil para escrever minhas outras histórias. Entretanto não vou sumir, prometo. Espero que gostem deste capítulo (eu gostei eauheauae') Boa leitura

Eu não sabia o que se passava na cabeça do Nicholas, mas com certeza ele estava confuso. Sua expressão era um misto de desentendimento e assombro e, eu não tinha ideia de como ele reagiria a aquela frase.

Suas mãos que me seguravam haviam perdido a força completamente e agora permaneciam em cima de mim apenas porque ele não conseguia se mexer direito. Seus olhos continuavam colados aos meus — como se tentassem desvendar o que eu estava pensando — e seu lábio superior parecia ainda mais inclinado.

Levou as mãos até os cabelos, arrastando-os entre os dedos. Afastou-se ligeiramente, apressando-se a andar de um lado para o outro.

— Que... diabos... você... disse? — quase rosnava.

— Qual é Nick, eu sou gay, tá legal? — o interrompi de repente ficando mais nervoso. Uma das coisas que eu havia percebido era que eu não era mais aquele homem calmo, Nick havia me mudado e eu odiava ter deixado isso acontecer — Você sabe disso — em um impulso estava de pé na sua frente — Achou mesmo que eu não me interessaria por você?

— Você não pode se interessar por mim — falou cada palavra como se fosse unicamente importante.

— Ah é? E por quê? — fui sarcástico.

— Porque eu sou homem, cacete — gritou ao fechar as mãos em punho.

Olhava para as paredes de vidro como se pensasse se elas abafariam todo aquele barulho.

— Eu não deixo de ser homem apenas por ser gay, Nick — esclareci irritado e, por isso, mais pareceu uma indireta.

— Escuta aqui, Enzo... — começou já andando na minha direção. Seus dedos se fecharam ao redor do meu pescoço e me empurraram na parede, mantendo-me fixo ali — Eu sou casado e tenho um filho — grunhiu entre dentes e a única coisa que eu consegui fazer foi encará-lo totalmente assustado — Não sou o seu tipo.

— Você é... é... o quê? — tirei suas mãos de mim com a maior facilidade.

— Não sou o seu tip... — revirava os olhos.

— Não — o interrompi — Casado? Tem um filho?

— Não posso?

— Não tem cara de quem é responsável a esse ponto — ainda estava assustado.

— Pois eu sou — olhava-me nos olhos.

— Senhor? — Paul abriu a porta de repente e Nick deu um pulo para trás, fazendo com que eu também me assustasse. Paul trocava olhares intrigados entre nós dois e meu coração parecia querer pular pela boca — Vocês poderiam ser menos mocinhas?

— O que você falou? — Nicholas indagou voltando a se impor.

— Que vocês discutem como um casal de namorados — murmurou corajoso, mas mesmo assim, engolindo em seco de medo.

— É audacioso em me desafiar, Paul — Nick balançou a cabeça afirmativamente — Admiro isso em alguém — olhou para mim suavemente e voltou sua atenção para o homem — Mas me chame de mocinha novamente e eu arranco sua garganta.

Jogou-se na poltrona atrás da sua mesa.

— Entendido, chefe — bradou — Eu vim perguntar se posso sair mais cedo hoje, pois eu tenho um encontro com a...

— Não quero saber da sua vida — Nick o interrompeu enquanto arrumava alguns papéis sobre a mesa — Mas sim, eu o deixo sair — Anunciou, arrancando um sorriso animado do rapaz.

— Obrigado, chefe — ultrapassou rapidamente a porta.

Respirei fundo e soltei todo o ar preso em meus pulmões algumas vezes antes de pensar em dizer algo. O silêncio que havia se impregnado estava mais do que incomodante e, ao olhar para Nick, percebi que ele não faria nada para terminar com aquele sofrimento.

Revirei os olhos e me pus a andar até a porta, mas antes que eu pudesse chegar nela, parei, pensei, e me virei para o homem. Ele continuava a fingir estar interessado no que fazia, mas seus músculos definidos estavam cada vez mais realçados pela camisa, mostrando o quão tenso estava.

Ele podia não querer pensar no assunto, mas isso não o impedia de assim realizá-lo. Antes que eu pudesse captar direito o que se passava na minha cabeça, tomei coragem e obriguei minhas pernas a me obedecerem.

Segurei o colarinho do homem e o puxei com força, empurrando-o e fazendo com que batesse as costas nas estantes atrás de si. Vários livros caíram ao nosso redor, mas eu não me importava. Nick me encarou assustado e até um pouco ansioso, então antes que ele pudesse fazer algo, colei nossos corpos, segurando sua nuca e o puxando para mim.

Em um impulso quase cego, Nick segurou minha barriga tentando me afastar, mas já era tarde. Uma das minhas mãos segurou sua cintura com força, restringindo seus movimentos. Sem dar tempo algum a ele, beijei-o com força e voracidade.

Ele manteve a boca o mais fechada possível e eu o prensei ainda mais contra a parede, praticamente esmagando-o contra a superfície. Sua mão tentava me machucar cegamente até que eu a segurei e, juntamente com seu outro pulso, a ergui até a altura dos seus ombros. Sentindo-se preso, desistiu de tentar escapar e manteve seu corpo contra o meu. Ele estava gostando de estar comigo, mas certamente não tanto quanto eu estava adorando sentir seu gosto em minha boca, seu corpo se moldar ao meu, sua respiração ruidosa bater contra minha pele e seu perfume envolver meus sentidos.

Nick era incrivelmente inebriante, e naquele momento eu pude saber que minha sanidade mental chegaria ao fim de forma rápida. Sua boca era quente, macia e tinha um gosto misto de uva e whisky. Meu corpo parecia estar entorpecido e eu já não podia sentir a dor que suas mãos me causaram ao apertar cada vez mais forte meus braços.

Eu explorava cada canto da sua boca, sentindo-o lutar incessantemente para que o soltasse. Podia sentir meu beijo acelerando seu pulso e os batimentos do seu coração.

Precisei de ar e fui obrigado a nos afastar. Cambaleei alguns passos para trás, tropeçando no pé da mesa e tendo que apoiar na mesma para me manter de pé.

Mesmo sem coragem de encará-lo, ergui o olhar e tive a surpresa de ver que ele também me contemplava. Não havia como eu descobrir o que se passava na sua cabeça ou como ele reagiria àquilo. Seu peito ia e vinha descompassadamente em uma respiração nada calma enquanto suas mãos permaneciam fechadas em punho.

Quando eu menos esperava, moveu sua mão esquerda e a passou pela boca, limpando-a com todo desprezo que conseguiu reunir.

— Só não te encho de porrada porque sei que irá gostar — rosnou.

— Ou porque quer experimentar mais — retruquei, aproximando-me dele da mesma forma.

Nossos olhares estavam fixos um no outro, porém, de quando em vez, o dele descia para meus lábios, os observando desejosamente.

— Não seja ridículo — fez careta, mas o tom usado era fraco, como se estivesse desistindo, então me aproximei ainda mais.

Eu podia sentir seu perfume dominar meus pulmões e quase tocá-lo. Seus olhos desceram até meu pescoço e, depois, para meu peito. Aquilo acabou fazendo com que um sorriso vitorioso brincasse nos meus lábios molhados.

— Não estou sendo — forcei sua cintura com as duas mãos e o encostei suavemente na estante. Enfiando meu rosto delicadamente em seu pescoço, senti seu perfume penetrar cada vez mais forte em meus pulmões. Levei minha língua até o lóbulo da sua orelha, vendo-o estremecer em meus braços e quase que me atacar com as mãos, que me apertaram com força e vontade — Está vendo? Você me quer — sussurrei contra seu ouvido e quando menos esperava, fui virado na estante.

Mais alguns livros caíram e fizeram um grande barulho, o que me fez lembrar que a porta estava apenas encostada e que a qualquer momento alguém poderia entrar.

Nick grudou nossos corpos violentamente, segurando-me pelo colarinho. Colou seus lábios nos meus e forçou minha entrada com a língua, exigindo espaço até que eu cedesse e entreabrisse. Nossas línguas se entrelaçaram e dançaram juntas enquanto ele me beijava devagar no início, mas mais selvagem depois.

Afastei-me sem fôlego e novamente contemplei os olhos verdes à minha frente. Sem esperar sequer um segundo, Nick colou nossas bocas novamente, virando o rosto um pouco para o lado procurando assentar nossos lábios em um encaixe perfeito.

— Nick — murmurei aos sussurros finalmente conseguindo fugir de seu beijo.

— O quê? — passava os lábios pelo meu pescoço.

— Aqui não — mordisquei sua orelha.

— Aonde então? — ergueu o rosto, encarando-me seriamente.

Levei minha mão até seu bolso de trás, retirando a chave do carro e aproveitando para apertar sua bunda. Um sorriso divertido brotou em seus lábios, dando-me uma enorme vontade de beijá-lo.

— Vem comigo — me afastei dele e andei desajeitadamente até a porta — Ah — virei-me de repente, fazendo com que seu corpo batesse de encontro ao meu. Uma risada idiota fugiu do fundo da sua garganta e, eu não conseguindo resistir à sua espontaneidade, acabei rindo também — Aja normalmente — voltei a manter minha expressão séria — Entendeu?

— Está tentando me ensinar a atuar, Carter? — cerrou os olhos e eu sorri idiotamente.

— Continue assim — virava-me novamente e abria a porta.

Eu estava nervoso e ansioso, pois não via a hora de tirar totalmente aquelas roupas do Nicholas e vê-lo completamente nu. Ele nem imaginava o que se passava na minha cabeça naquele momento e era melhor assim.

Passamos novamente pelas repartições e, Nick mantinha sua pose impositora. Sorri para Amélia, a garota que havia me ajudado, e continuei a andar.

— Jimmy, amanhã estarei aqui novamente, mas se acontecer algo durante minha ausência não hesite em ligar — Nick falou com um homem que não estava muito longe e o mesmo assentiu — Paul, o quê faz aqui ainda? — perguntou para o homem sentado sobre uma das cadeiras.

— Minha garota desmarcou, chefe — parecia chateado.

Abafei uma risada divertida.

— Ah, claro — Nick balançou a cabeça mostrando que havia entendido — Então até amanha — grunhiu e correu para me alcançar, já que eu já havia ultrapassado a porta.

Seguimos em silêncio até seu carro, que eu abri e entrei, sendo seguido por ele. Permanecemos mais da metade do caminho da mesma forma. Nick olhava pela janela e mantinha inconscientemente todos os músculos contraídos, como se lembrasse o que havia ocorrido anteriormente ou apenas pensasse no que ainda aconteceria. Por outro lado, eu preferia prestar atenção no trânsito à minha frente do que imaginá-lo nu.

— Estou com medo — falou assim que estacionei o carro em frente à minha casa.

Olhei para ele, que contemplava a paisagem à frente, como se estivesse com vergonha demais para me encarar. Levei minha mão até a sua, que se mantinha em cima da sua coxa e a acariciei delicadamente.

— Não sabe o que fazer? — indaguei aos sussurros e o vi balançar a cabeça negativamente — Eu te mostro — ele finalmente olhou para mim. Seus olhos estavam cheios de medo e insegurança. Eu conseguia entendê-lo — Tudo bem?

— Está sim — envolveu meus dedos com os seus.

Sorri por um segundo antes de quebrar a conexão de olhares ao abrir a porta e, portanto, sairmos por ela.

— Onde estamos? — me via tirar as chaves do bolso.

— Na minha casa.

Observei o lugar com um medo constante, pois eu não sabia se Jeane havia saído e, pior, eu não sabia se voltaria.

As luzes estavam apagadas e aquilo era muito bom. Olhei para trás e vi que Nick olhava para baixo completamente envergonhado.

Girei a chave e empurrei a porta, fechando-a logo depois de passar. Sem olhar para ele sequer uma vez andei até a lareira, acendendo suas chamas com um pouco de dificuldade.

Assim que consegui, caminhei calmamente até o pequeno bar que ficava localizado perto da janela. Lancei um olhar malicioso ao homem que permanecia em pé ao lado do sofá com as mãos enfiadas nos bolsos e uma expressão nada boa. Despejei vinho tinto em uma taça de cristal e levei até a boca ao mesmo tempo em que caminhava até o moço, mantendo nossos olhares fixos.

— Bebe um pouco — ofereci o copo a ele, que nem se mexeu.

— Obrigado, mas não quero — soltou o ar pesadamente — Já bebi demais.

O olhei com os olhos cerrados, demonstrando todo o meu ceticismo. Nicholas Phillips negando bebida? Algo bem estranho a meu ver.

Sorri realmente me divertindo com a situação e abaixei a mão, deixando o copo em uma mesinha de centro.

— Isso está me matando — sussurrava.

Voltei a fitá-lo no mesmo instante.

— O quê?

— Todo esse tempo — falou firme — Parece que você está me preparando. Não gosto disso. Não sou uma menininha virgem que você precisa amolecer o coração com jantarzinho barato e papo ruim para levar pra cama — disparou a falar e eu o olhei com um sorriso estampado em meus lábios.

— Tem razão... — sussurrei levando minha mão até sua cintura, puxando-o para mim — Não preciso te conquistar, você já está aqui — suspirei perto do seu ouvido, fazendo-o tremer em meus braços.

Como um cão procurando por um osso, Nick procurou pelos meus lábios, alcançando-os com uma vontade e voracidade que eu pensava nunca ver nele. Não daquela forma.

Suas mãos foram espalmadas nas minhas costas, descendo logo depois para minha bunda, apertando-a com vontade. Sorri durante o beijo, arrancando o mesmo tipo de comportamento dele.

Sendo empurrado para trás, tropecei no pé da mesa e caí deitado no sofá. Olhei para cima e enxerguei um sorriso torto iluminado pela meia luz das chamas e também sorri. Agarrei a gola da sua camisa e o puxei para baixo, fazendo com que ele caísse em cima de mim.

Suas mãos seguraram as laterais da minha barriga, provocando em mim, arrepios desconhecidos e constantes. Nossas línguas corriam soltas e disputavam loucamente por espaço. Desci minhas mãos pelas suas costas definida até sua bunda durinha e redonda, gostosa de pegar.

— Hey — interrompeu o beijo de repente.

— O que foi? — eu não queria esperar mais.

— Quero conhecer sua cama — mordiscou meu queixo à medida que passava as mãos pelo meu tórax.

— Você pode conhecer o que quiser depois... — sussurrei puxando-o pelos cabelos da nuca — A cama... a bancada... a mesa...

Ele me olhou boquiaberto e eu soltei uma risada divertida.

— Você é um pervertido — tinha um ar divertido.

— Eu não consigo controlar isso — cheguei a gaguejar, mas meus lábios foram calados por um selinho.

Nicholas arfou, num sussurro inaudível, e embrenhou sua mão em meus cabelos, puxando-os com força. Sorri e dei uma leve mordidinha em seu pescoço ao vê-lo murmurar meu nome.

— Vamos para a cama — chamei.

Ele saiu de cima de mim e esperou que eu me levantasse e, assim o fiz, segurando sua mão e o puxando por toda a casa na direção do quarto.

Antes mesmo de pisar dentro do cômodo pude sentir mãos fortes me segurar e, logo, pude sentir também seu corpo se moldando ao meu. Sorri divertido puxando-o para a cama.

O deitei sobre os lençóis brancos de cetim perfeitamente arrumados, sentindo suas mãos segurarem meu pescoço e seus lábios grudarem aos meus. Por causa disso quase não consegui me afastar.

Parei na sua frente e rapidamente retirei minha camisa, jogando-a na poltrona do outro lado do quarto. Seus olhos passeavam pelo meu peito nu com um desejo explícito e seus lábios estavam molhados apenas esperando que eu voltasse para eles. Desabotoei meu cinto, permitindo que meu jeans descesse livremente pelas minhas pernas. Os joguei longe, juntamente com meus tênis e meias.

Soltei um sorriso divertido ao vê-lo estender as mãos para mim e voltei para ele. Deixei um selinho calmo em seus lábios, mas logo desci os carinhos pela sua pele macia. Assim que comecei a desabotoar sua camisa, suas mãos envolveram meus cabelos suavemente, acariciando-os.

Encarei seu tórax nu com um sorriso estampado no rosto. Ao mesmo tempo em que retirava seu jeans, beijava seu peito e sugava seus mamilos, aumentando gradualmente a rapidez. Ele jogou a cabeça para trás e fechou os olhos.

Livrou-se da calça, tênis e meias, jogando-as no chão.

Beijei-o novamente, deixando que minhas mãos percorressem toda a extensão de pele alcançável, parando enfim, em seus mamilos, circulando-os calmamente. Nick mordeu meu lábio inferior e puxou, excitando-me ainda mais.

Enfiei meu rosto em seu pescoço, beijando-o e dando pequenas mordidinhas, que faziam com que ele soltasse suspiros pesados e gemidos baixos. O cheiro da sua pele era delicioso e eu ansiava por mais.

Seu corpo tremia junto ao meu à medida que minhas mãos passeavam pelos seus ombros e bíceps. Sua respiração estava falha e seus músculos haviam voltado a se solidificar, o que demonstrava que seu estado de relaxamento havia passado e agora estava mais tenso do que nunca.

Deslizei-me pelo seu corpo, sentindo novamente seus dedos entrelaçarem meus cabelos. Entreabri suas pernas e me coloquei entre elas, sentindo seu membro roçar em meu peito.

Acariciei suas coxas suavemente, sentindo seus pelos arrepiarem por onde meus dedos deslizavam. O arranhei de leve até alcançar sua boxer vermelha. Nick gemeu baixo e aumentou a força do aperto em meus cabelos.

Levando minha boca até seu volume, o toquei por cima da boxer, ouvindo um suspiro quase exasperado. Com calma retirei sua cueca e segurei firme seu membro, apertando com mais força do que o normal, fazendo-o estremecer. Movi minha mão levemente de baixo para cima, ouvindo-o gemer roucamente e soltar leves suspiros que misturavam com o som da sua respiração, que nessa altura do campeonato já estava alta e desesperada.

Olhei para cima, encontrando aqueles olhos verdes marcantes me contemplando com ansiedade e até um pouco de medo. Ele mordia o lábio inferior, que parecia ansiar por calor. O meu calor. Ele queria o meu calor.

Meu coração brincava de amarelinha dentro do meu peito e eu tinha certeza que o dele também. Finalmente ele estava nu na minha cama e eu podia fazer o que quisesse. Ou quase.

Dei leves selinhos em sua virilha, mostrando toda a minha satisfação. Em um movimento suave, passei a língua no topo do seu membro, deslizando-a por todo o comprimento, permanecendo um tempo na ponta, sugando-a e fazendo com que ele gemesse em alto e bom som. Suas mãos continuavam na minha nuca, mas elas não se moviam bruscamente, como se quisessem me deixar no controle.

O tirei da boca e o acariciei suavemente, olhando direto nos olhos do moço, que mantinha a cabeça jogada para trás. Subi os beijos até seu peito, parando em seus mamilos, sugando-os suavemente à medida que o masturbava eficientemente rápido. Gemidos roucos fugiam do fundo da sua garganta e por mais que ele tentasse, não conseguia abafa-los.

Aos poucos fui descendo novamente, trilhando o caminho com minha língua até encontrar seu membro. Não demorou muito para que eu estivesse o engolindo, deslizando meus lábios por todo ele, indo da glande até a base.

Se fosse qualquer outra vez, eu falaria coisas pervertidas e quentes, mas aquela era a nossa primeira vez, então deixei que ele relaxasse. Meu membro estava mais do que duro e pulsava de desejo. Eu queria estar dentro do Nick o mais rápido possível, mas precisava me concentrar em proporcioná-lo o máximo de prazer que conseguisse.

Eu o chupava com vontade e velocidade, apertando sua barriga com força e ouvindo seus gemidos roucos. Meu membro pegava fogo por dentro, chegando a pulsar.

Quando eu menos esperava, suas mãos deslizaram desde minha nuca até meu rosto, acariciando meus lábios suavemente. Levantei o olhar até o dele tentando entender, mas infelizmente não consegui. Calmamente levou seu indicador até minha boca, então o suguei com vontade, deixando-o molhado e fazendo com que Nick arfasse de prazer.

Suas mãos desceram até meus ombros e me puxaram para cima, deitando-me sobre os lençóis e elevando seu corpo para que ficasse por sobre mim. O encarei ansioso, pois eu sabia que ele não sabia muito sobre aquilo.

Seus olhos inicialmente estavam colados aos meus e eu podia apalpar a tensão que exalava deles. Aos poucos passou as mãos pelo meu peito já nu e deixou um selinho no meu abdome, fazendo com que eu suspirasse e fechasse os olhos.

Levei minhas mãos aos seus cabelos e os acariciei levemente ao sentir sua saliva adentrar minha boxer branca. A excitação era tanta que a cada toque nossos corpos pareciam soltar faíscas e gemidos baixos fugiam da minha boca.

Nicholas retirou minha cueca com um puxão nada saudável e a jogou para o lado. A mesma atingiu o abajur, fazendo com que ele caísse e um barulho enorme fosse provocado. Nick olhou o que havia feito de forma assustada e eu não consegui conter uma risada alta.

Seus olhos voltaram para mim e seus lábios se repuxaram em um sorriso que tinha um misto de divertimento e melancolia. Balancei a cabeça pedindo para que ele continuasse e, ele assim o fez, iniciando uma série de movimentos, mexendo a mão levemente em meu membro.

Ele parecia não ter a mínima ideia do que fazer e aquilo parecia estar deixando-o bem nervoso. Eu queria falar algo, ajudar, mas sabia que ele não aceitaria.

Eu já não aguentava mais esperar e não havia nada que eu pudesse fazer.

Beijos e mordidas foram distribuídos por todo o meu tórax, fazendo com que eu me contorcesse suavemente e soltasse alguns suspiros. Ele segurou meu membro e começou a chupá-lo com vontade e eu sem conseguir me conter soltei um gemido alto. A cada movimento, ele me segurava com mais força e eu forçava sua boca, puxando seus cabelos quase que agressivamente.

Aquilo não era incrível. Era bom. Porém, não incrível. Nick tinha muito que aprender ainda, mas podia-se dizer que estava indo bem.

Suavemente, retirou meu membro de dentro da sua boca e me encarou malicioso. Sorri atordoado e levei minha mão até o criado mudo ao meu lado, tateando o mesmo à procura de um preservativo. Assim que consegui, tentei levá-lo à minha boca a fim de rasgar a embalagem, mas fui impedido por Nick, que arrancou o objeto das minhas mãos selvagemente.

Ele mordeu o mesmo e o rasgou. Quase que imediatamente o posicionou sobre seu membro e eu o olhei assustado. Aquilo não era para ele. Era meu. Ele percebeu meu desconforto e sorriu na maior tranquilidade.

Deitou seu corpo sobre o meu, alinhando-nos e sussurrou próximo ao meu ouvido, fazendo com que todos os pelos da minha nuca se arrepiassem.

— Vai ser do meu jeito.

Ao dizer isso, ergueu o tronco, segurando minhas pernas e aproximando seu membro da minha entrada. Respirei fundo e suspirei pesadamente, deixando que minha cabeça cedesse levemente para trás.

— Enzo? — chamou e eu o olhei — Posso continuar?

Assenti de forma suave e respondi:

— Estou acostumado.

Ele me encarou incomodado, mas nada falou.

Lentamente foi se colocando dentro de mim. Logo de cara senti uma pequena dor me invadir, mas ela foi sumindo à medida que eu me acostumava novamente.

Puxei-o com calma pela nuca e o beijei languidamente. Suas mãos se firmaram na minha cintura e se mantiveram quietas assim como seu quadril.

Beijei seu pescoço ao desfazer o contato dos nossos lábios, sentindo-o estremecer. Rapidamente içou seu tronco e me encarou malicioso à medida que levava a mão até meu membro e me masturbava lentamente. Gemi descompassadamente e aquilo parecia excitá-lo ainda mais.

Ele começou a se mover dentro de mim, lento de início, mas aumentou a velocidade gradativamente depois, ouvindo meus gemidos roucos que pareciam preencher o quarto em que estávamos.

Ele me masturbava no mesmo ritmo das suas rápidas estocadas, fazendo com que eu arfasse e gemesse incessantemente.

Aquela sensação era pervertida e deliciosa e, eu não queria parar de senti-la nunca. Seus gemidos adentravam meus ouvidos e me excitavam ainda mais, seus toques me faziam sentir macio e sua voz rouca me enlouquecia.

Nicholas continuava a se mover cada vez mais rápido dentro de mim enquanto me beijava quase que selvagemente. Suas mãos haviam parado de se movimentar em meu membro, mas assim que eu mordi seu lábio, ele percebeu e voltou ao que fazia.

Ele se movimentava no ritmo das estocadas, causando em mim espasmos de prazer. Não demorou muito e eu estava tendo um mais forte do que o outro. Gemia alto à medida que fechava meus olhos com força e sentia um calor imenso me invadir, juntamente com impulsos elétricos.

Antes que eu pudesse reunir forças para falar algo, gozei na sua mão, vendo meu líquido escorrer pela mesma e pela minha barriga. Minha entrada ficou mais apertada, mas Nick resolveu não se movimentar mais dentro de mim.

Retirou seu membro e me encarou como se pensasse no que fazer agora. Sorri exausto e ergui minha mão até ele, ajeitando-me sobre os travesseiros, ficando quase que sentado.

Nicholas a agarrou e deixou que eu o puxasse para mim. Fiz com que ele deitasse sobre mim, mas ainda de costas. Passei meus braços por ele e segurei seu membro com vontade, sentindo-o apoiar sua cabeça em meu ombro.

Comecei a masturbá-lo rapidamente, mordendo o lábio inferior ao vê-lo se contorcer de prazer. Suas mãos agarravam minhas coxas com força e seu rosto era a definição de deleite. Seus músculos definidos estavam contraídos, deixando-os mais bonitos a cada gemido que escapulia dos seus lábios.

Não demorou muito para que em um gemido alto, Nick gozasse. Seu corpo se relaxou sobre o meu e eu finalmente pude apoiar minha cabeça na cabeceira da cama. Deixei que meus músculos se relaxassem assim como meus olhos, que foram se fechando suavemente.

O único som presente era o das nossas respirações desacertadas. Eu estava exausto e dolorido, mas me sentia bem. Fechei os olhos de vez, deixando-me levar pelo sono recém-chegado.

— Não dorme, Carter — Nick me deu um tapa forte na coxa.

Ou ele não queria dormir depois daquilo tudo ou estava com vergonha de admitir que era exatamente o que queria.

Sem abrir os olhos, levei minhas mãos até seu peito, acariciando-o com delicadeza.

— Está tudo bem, Nick... — sussurrei — Pode dormir.

Notas finais
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