Boulevard Of Broken Dreams
22 Cap 22 - Maldita Esperança
Notas iniciais
Bem milhões de desculpas pela demora, mas infelizmente foi inevitável. Como você já deve ter reparado eu infelizmente estou sem um(a) coautor(a) então fica meio dificil pra mim. Se tiver alguém ai interessado em me ajudar me manda uma MP tá?
Bem esse não foi um dos melhores capítulos eu sei, mas vc pode se surpreender viu.
Boa leitura e não deixem de ler as notas finais.
Pov. Percy
Depois que eu sai da casa da Annabeth não consegui pensar em mais nada. Estava sentado no banco de passageiro junto a Thalia que me lançava olhares rápidos. Aquilo já estava me incomodando.
-- Pode falar Thalia — falei depois de um tempo.
Ela me olhou como se eu fosse louco, mas eu a conhecia. Levantei a sombrancelha em descrença. Thalia bufou e encostou o carro no acostamento. E sim ainda era o meu carro, não que o dela ainda estivesse com o vidro quebrado, mas Thalia parecia uma criança que tomou sorvete pela primeira vez quando andava nele.
Depois que ele parou o carro um silêncio constrangedor se formou entre nós. Thalia parecia desconfortavel com a conversa que iríamos começar. Ele me olhou por alguns minutos até que falou.
-- Você tem que se afastar da Annie, Percy — ela falou fechando os olhos.
Demorou alguns minutos para que eu entendesse o significado daquela frase. Eu olhei para Thalia como se ela fosse louca.
-- Me afastar? Você está louca Thalia ? Você viu como ela está, eu não posso simplesmente deixar...
-- Eu sei Percy — falou suspirando — mas é que vocês dois estão muito próximos...
Com essa eu tive que rir. Thalia confessando estar preocupada comigo era uma novidade que eu nunca pensei em ver. Ela me fuzilou com os olhos carregados e disse.
-- Eu não estou achando graça Percy — falou olhando para a escuridão lá fora — Você não conhece a Annabeth, eu não sei se...
-- Espera Thalia — falei ganhando sua atenção — como assim não conheço Annabeth? Você tanto quanto eu sabemos como ela era, aliás você mais do eu; eu não acho que...
-- Tá Percy — falou me cortando — eu sei o que você quer dizer, mas nenhum de nós sabe se ela mudou mesmo — completou fazendo careta.
Certo aquilo me chocou. Thalia não era uma pessoa falsa disso eu sabia, mas ouvi-la falar assim me assustou.
-- O quê? Thalia! Annabeth é sua amiga e minha também, você...
-- Pelo o que eu saiba, amigos não se beijam — falou me fuzilando com seus olhos azuis intensos.
Eu pude sentir meu rosto esquentar como um forno. Não dúvidava que minhas bochechas estivessem vermelhas. Desviei os olhos dela e olhei para a noite lá fora. A escuridão parecia engolfar a cada canto e meus pensamentos estavam da mesma maneira.
-- Olha Percy — Thalia começou apertando o volante com força — não que eu não goste da Annabeth, mas eu a conheço desde sempre e não acredito que em apenas um pouco mais de um mês ela tenha mudado da água para o vinho — completou com o olhar distante.
-- Mas você...
-- Eu sei Percy, não estou dizendo que finjo ser amiga dela, aliás eu ajudo porque ela me lembra muito eu...
-- Você? Mas você... — Thalia me cortou mais uma vez, eu já estava me irritando com aquilo.
-- Isso não importa agora — falou voltando a ligar o carro — eu não sei se ela mudou mesmo Percy, mas eu não acho que você deve se iludir com ela.
Thalia falou dando um ponto final na conversa. Durante todo o caminho até nossa casa não trocamos mais nenhuma palavra, não sei se foi apenas impressão minha, mas Thalia pareceu esconder alguma coisa de mim.
Thalia mal estacionou na garagem quando saltei do carro e entrei em casa com os passos largos. Quando passei pela sala em direção as escadas pude ver meus pais ali conversando entre si. Eu queria passar desapercebido, mas não tive tanta sorte.
-- Percy? — ouvi a voz da minha mãe, olhei em sua direção e pude ver ela e meu pai me olhando curiosos. Caminhei em sua direção e a abracei.
-- Oi mãe, oi pai.
-- Então onde o senhor estava uma hora dessa — minha mãe perguntou fazendo cara de brava sem sucesso. As vezes eu ficava me perguntando o que teria acontecido comigo se naquele dia eu não tivesse encontrado os meu pais.
-- Eu e Thalia estávamos na casa de uma amiga dela.
-- Espero que ela seja bonita — meu pai falou como se falasse do tempo me fazendo corar.
-- Poseidon! — minha mãe o repreendeu lhe dando um tapa estalado — não é só porque ele é seu filho que tem que ser safado como você.
-- Mas Sally... — meu pai calou ao ver cara da minha mãe, eu estava me segurando para não rir.
-- E cadê a Thalia querido? — nem precisei responder, pois ela acabava de entrar na sala.
-- Estou aqui — falou se aproximando e lhes dando um abraço — boa noite mãe, pai.
-- Vou subir — falei me afastando — boa noite mãe, pai e pra você também punk.
Thalia me olhou com os olhos carregados e sorriu perversamente. Eu conhecia aquele sorriso, subi as escadas correndo a ponto de ouvir meus pais rindo.
Deitei na cama relembrando cada momento de hoje. Não pude deixar de sorrir ao lembrar de Annabeth. A pouca distância entre nós hoje me fez reparar em algo que nunca prestei atenção. O seu cheiro tando doce quanto amargo, que por incrivel que pareça me lembrava limões.
Fechei os olhos e por alguns momentos foi como se eu estivesse junto a ela, sentido o gosto dos seus lábios, me arrepiando com a textura da sua pele. Quando me dei conta eu já tinha um sorriso idiota no rosto.
Balancei a cabeça fervorosamente. Talvez Thalia tivesse razão, talvez Annabeth não houvesse mudado, talvez amigos não devessem se beijar, mas quando eu lembrava daqueles olhos claros com um dia nublado, eu não podia evitar de sentir meu estômago se revirar.
Me levantei da cama pensando ter o poder para dispersar aqueles pensamentos, mas eu sabia que estava além dos meus limites.
Me preparei para dormir, mas antes eu conferi se a porta estava bem trancada. Se eu estava com medo? Sim eu estava. Estavam com medo de um ser codinome Thalia que pelo o que eu me lembro bem era bem vingativa e aquele sorriso so indicava uma coisa: Você ira pagar Perseu.
Balancei a cabeça tentando afastar a imagem de uma Thalia me esquartejando e me deitei. Mal fechei os olhos quando o mesmo sonho veio.
Eu estava sob a ponte do rio Hudson. O vento frio cortava a noite como uma lamina afiada. Meus dedos estavam congelados, meu coração teimava em bater descontroladamente, como se me alerta-se de algo realmente ruim.
Mas o que me assustava não era isso, eu sentia uma presença fria juntamente comigo, como se arrastasse e levasse consigo almas perdidas. Um nevoeiro denso tomou conta da ponde de maneira que eu já não podia ver quase nada a um palmo na minha frente.
A ponte estava vazia, mas eu podia sentir uma presença obscura rastejar pelas sombras, levando consigo toda vida. Era como se a morte houvesse feito questão de me fazer uma visita.
A presença continuava a espreita, mas o nevoeiro começou a diminuir. Uma opressão crescia no meu peito me alertando que aquilo não havia terminado. E isso só se confirmou quando eu olhei para a minha frente.
Uma moça que devia ter a minha idade estava na beira da ponte como se fosse pular. Meu coração saltou para boca, corri o mais rápido possível até onde ela se encontrava.
A medida que eu me aproximava eu podia vela melhor. Ela vestia um vestido branco na altura das coxas, seu cabelo loiro balançava com o vento. Ela estava de costas para mim, mas eu tinha a sensação de que a conhecia.
-- Moça saia daí, você pode cair — falei me aproximando devagar, eu pude noyar que ela enrigeceu ao ouvir a minha voz.
Ela não se mexia, parecia que respirava pesadamente. Foi quando eu ouvi a sua voz chorosa.
-- E-eu não p-posso mais... — falou passando a mão no rosto, mas em nenhum momento se virou. Eu tinha a sensação de conhecia aquela voz, mas por mais que eu tentasse não conseguia me lembrar de quem era.
-- Eu posso ajudá la — falei me aproximando um pouco mais — me deixe ajudá la.
Ela balançou a cabeça vêemente, como se quisessem negar isso a si mesma.
-- Ninguém pode me ajudar Percy — ela falou se virando para me encarar — nem mesmo você — completou antes de pular.
Àquilo fez meu cérebro dar um estalo. Corri para a beirada da ponte a tempp de vê-la cair.
-- Annabeth! — acordei gritando assustado.
Eu estava suado. Os primeiros raios de sol entravam pelo fresta da janela dando sinais de que aquele seria um dia agradável, mas eu não tinha tanta certeza assim.
Minha respiração estava acelerada, olhei para o relógio, 6hs43min. Respirei fundo tentando me controlar. Levantei e percebi que estava tremendo. A visão de Annabeth pulando de uma ponte não era o que eu queria ter para começar o dia.
Levantei devagar e fui ao banheiro, o que eu precisava naquele momento era de um banho de preferência bem frio para afastar aquela imagem da minha cabeça.
Não era a primeira vez que eu sonha com ela pulando de uma ponte, mas ultimamente tinham se tornado mais frequentes.
Depois de alguns minutos sai e me vesti. Segunda feira não um dos meus dias favoritos. Eu estava para abrir a porta quando eu senti um frio percorrer a minha espinha.
Me afastei da porta e fiquei de lado quando a abri. Foi quando um esguicho de um líquido roxo passou voando por ela. O esguicho tão forte que atingiu a parede do outro lado. Eu só tinha uma palavra.
-- Thalia!! — grite saindo do quarto. De algum modo Thalia ligou uma arma d'agua carregada com tinta roxa a maçaneta do meu quarto, por sorte quando eu abri não estava no caminho.
Desci as escadas e caminhei em direção a cozinha. Thalia estava vermelha de tanto rir, minha mãe estava sentada ao seu lado a olhava sem entender.
Foi quando Thalia me viu. O riso dela morreu na hora ao me ver intacto, eu não pude deixar de sorrir convencido.
-- Mas... como... não ... — ela começou a falar porém estava bem difícil.
Caminhei até a minha e lhe dei um beijo de bom dia sentei ao lado de Thalia como se eu fosse um ser de outro planeta. A cara dela estava impagavel.
-- Não fique assim Tha — falei comendo minhas paquecas — quem sabe da próxima vez você consegue me pegar — completei lhe dando uma piscadela. Thalia bufou irritada e ia saindo resmungando quando minha mãe falou.
-- Thalia, o Percy vai com você para a escola hoje.
Thalia parou aonde estava e virou-se para olha-la pensandtque era uma brincadeira. Podia até se ouvir seu pescoço estalar quando fez isso.
-- Isso é brincadeira não é mãe? — ela perguntou esperançosa.
-- Não querida, Poseidon não quer mais que você ande de ônibus Percy...
-- Ah mãe! Ele só pôde tá brincando, o que isso...
-- Nada de mais Percy, aliás eu concordo com ele, por mais que você não goste em duas semanas você vai para Inglaterra e precisa aprender a se portar com quem realmente é.
Eu sabia que ela estava certa, mas só a menção de que eu estaria exposto como uma estátua para exibição me deixava nervoso.
Thalia saiu dali pisando duro o que foi até engraçado. Terminei o meu café e subi correndo para pegar minha mochila. Quando cheguei na garagem Thalia estava sentada no meu carro ouvindo Another Brick In the Wall do Pink Floyd.
Entrei no banco do passageiro, Thalia nem sequer me olhou. Ligou o carro e saiu cantando pneu. As vezes eu pensava que ela era piloto de fuga.
Nós fomos o caminho todo em silêncio. As vezes Thalia cantarolava algum pedaço da música, mas quando via que eu a encarava fechava o rosto em sua carranca habitual.
Quando chegamos na escola, algumas pessoas paravam e me olhavam torto. Thalia saiu do carro batendo a porta com força. Corri em sua direção.
-- Ei Thalia! O que fiz? — perguntei quando cheguei perto o suficiente.
-- Nada Percy, nada. Você só ... — a voz morreu quando ela olhou para o lado.
Segui os olhos de Thalia e o que eu vi fez meus olhos queimarem de ódio. Annabeth a garota que ru pensei ter mudado estava ao beijos com um garoto vestido de preto que pelo o que eu me lembrava chamava-se Nico diÂngelo.
Annabeth se afastou dele e olhou para os lados assustada. Foi quando ela me viu. Eu podia sentir a pressão nos meus ouvidos. O ódio que eu sentia naquele momento era bestial. Virei as costas para era e sai o mais rápido possível desejando nunca mais olhar naqueles olhos.
Notas finais
Sei que vocês estão ansiosos para o próximo capítulo, então já vou falando na próxima quarta tem um novo capítulo ok?
Ah! E nem está tão longe assim levando em conta o tamnho dos capítulos. É isso ai pessoal até quarta.
Bjs e Abcs!
Fabrício
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