Boukou
1 Prólogo
Notas iniciais
Aqui é a Nariko e desta vez estou auxiliando em uma campanha muito legal! O objetivo dessa campanha, iniciada por outra pessoa cujo nome não sei se posso revelar, é conscientizar as pessoas sobre a gravidade do estupro e impedir que esse crime continue sendo banalizado.
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Eu chamei para me ajudar a Srta Pezzino e, como resultado, estamos escrevendo nossa primeira Fanfic em parceria.
Esperamos que gostem e que a campanha alcance seu objetivo! ;)
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Boa leitura!
Prólogo: Boukou
Significado: ato de violência
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MINISTRA DA JUSTIÇA BUSCA INSTITUIR PUNIÇÕES MAIS SEVERAS PARA CRIMES DE ESTUPRO
Crime é visto como menos hediondo do que o roubo segundo a Legislação.
Por Uzumaki Karin
Em casos de estupro, os tribunais japoneses consideram fatores que outros tribunais como estadunidenses e europeus não consideram. Por exemplo, estar embriagado é uma defesa válida. Outro exemplo é que no ano de 2008, o tribunal da cidade de Osaka reconheceu a falta de consentimento da vítima, mas considerou a resistência desta insuficiente.
O Código Penal japonês também não enquadra legalmente o estupro a pessoas com mais de 13 anos. Além disso, sob as leis atuais japonesas, réus condenados por estupro enfrentam uma pena mínima de três anos de reclusão e, em caso de lesão ou morte da vítima, a pena mínima passa a ser de cinco anos de reclusão.
Em comparação com a legislação que pune crimes como roubos, o estupro torna-se, para os tribunais japoneses, um crime menos hediondo. No entanto, a partir deste mês, outubro de 2014, o Japão irá buscar mudanças em sua legislação para aplicar punições mais severas para estupradores, impulsionado pela Ministra da Justiça, Midori Matsushima.
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Sakura encarou a página do jornal em silêncio. Era um exemplar do Asahi, da data de hoje. Ela ainda estava só começando a digerir a notícia. Por conta disso, sem que percebesse, seus dedos apertaram as folhas finas com mais força do que o necessário, sua garganta estava inchada, de repente, e seus olhos, úmidos e embaçados.
Assim que ouviu as passadas de Sasuke entrando na cozinha, ela amassou o jornal entre as mãos. Quis, na verdade, picá-lo em um milhão de pedaços. Mas se conteve. Fungou uma última vez, secou os cílios molhados e respirou fundo: não estava inteira ainda, muito menos curada do trauma. Mas estava tentando. Não sabia por que ou por quem, contudo.
Ainda não havia se libertado.
Notas finais
Pois é, a nossa Deusa explicou para vocês sobre a campanha e, bem, por incrível que pareça - e para o nosso próprio espanto - os dados acima são absolutamente reais, fazendo com que trabalhássemos em cima de fatos concretos. Até pouquíssimo tempo, estupro era considerado menos grave do que roubo por lá!
Isso é realmente absurdo e utilizamos não somente os dados japoneses, mas também personagens da cultura para divulgar a campanha. Utilizar o casal Sasuke e Sakura também não foi aleatório porque diversas vezes, em muitas histórias, mostram o Sasuke como um cara abusivo, até um estuprador mesmo! Isso não é romântico, gente, entendemos que existem gostos particulares, mas não é algo romântico ou bonito, pelo contrário, um tema que - se explorado - deve ser levado absolutamente a sério.
Essa história é nosso pequeno desabafo sobre o tema, esperamos que gostem e não deixem de dar a sua opinião sobre. Digam "não" a romantização do estupro. ;)
Att, Srta Pezzino.
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