Boukou

6 Capítulo V: Yaburu


Notas iniciais
Olá! Nariko aqui! :D Depois de muito tempo, voltando aqui para atualizar e podem me culpar pela demora porque a Pezzino deve ter ficado brava comigo de tanto me cobrar pra postar! XD ... Enfim, esse capítulo é forte e eu lembro que a primeira vez que o li, senti um misto de sentimentos que nem sei como descrever... Por fim, o capítulo do agressor! ... Boa leitura!

Capítulo V: Yaburu

Ato de violar.

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2015, novembro

Eu queria fumar.

Qualquer trago em algum cigarro me faria bem, encheria meu pulmão com seu elemento tóxico e invadiria meu sistema, fazendo-me sumir daqui e perder a vontade de socar alguém. Ah, como eu queria socar Kin! Aquela boca grande e... Bem, por que eu ficaria puto com ela? Só uma mulherzinha que, quando eu saísse, poderia foder! Se ela não estava do meu lado, estava contra mim...

Nem o Kabuto, aquele filho de uma puta, para concordar com Dosu. Todos eles sabiam o quanto Haruno Sakura era capaz de me provocar e excitar somente com um olhar, ele tinha razão: a culpa era todinha dela de querer me fazer subjugá-la. Pena que a filha da puta quis ter vontade própria. Desde quando ela acha que pode ter isso? Malditos são aqueles que dão trela para essa merda toda!

Sem que eu notasse, cheguei a minha cela de novo. Suspirei um pouco, ainda com o desejo insano de fumar qualquer coisa, nem que fosse tempero. Olhei para meu estranho companheiro de cadeia que parecia compenetrado lendo alguma coisa que liguei o foda-se. Orochimaru era uma bicha de marca maior, tsc.

Deitei naquela cama de bosta que davam para nos acomodarmos e joguei a cabeça em cima daquele travesseiro duro, compenetrado e olhando para o teto, pensando em mil coisas: mas nenhuma era mais irritante do que o dia em que tudo aconteceu. Não havia como esquecer o prazer que eu sentia... E o inferno que se tornou por ter vindo parar aqui.

Malditos. Sejam. Aqueles. Atores. De. Merda.

Malditos sejam aqueles que resolveram colocar as leis mais complicadas, roubo era muito mais importante que isso¹, francamente... Como é que alguém se importa? Eles acham que elas são como nós? São meros objetos, carcaças de prazer que nos levam a ruína. São as filhas da puta! São as culpas, está óbvio.

Se ela não olhasse daquele jeito, exatamente aquele que quem queria estar no controle, talvez, eu não tivesse perdido o meu. Ela queria que eu a colocasse em seu lugar, só fiz meu dever de bom cidadão e os imbecis me colocaram na prisão, são inúteis!

Ah, lembranças! Eu tive que morder meu lábio inferior e virar para o lado da parede, antes que pudesse ser notado. Aqueles pensamentos não fugiam da minha cabeça e, ao mesmo tempo, atormentavam-me todos os dias! Era um inferno!

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2014, março

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O dia estava sendo tranquilo; pensei enquanto tragava meu cigarro tranquilamente e Kin terminava de me entregar uma papelada do escritório, problemas quase que solucionados.

Traguei de novo, olhando atentamente para os papéis em minhas mãos, o dia estar calmo me deixava entediado e com sérios problemas de humor, variando de calmo para estressado em poucos instantes. Eu realmente não queria me definir naquele momento enquanto a minha amiga de faculdade falava sobre novas contratações e assuntos relacionados à nossa procura no mercado.

– Zaku – chamou-me a mulher, que se não fosse tão masculina, eu não entenderia o que estava fazendo ali, embora eu não compreendesse completamente, mas acabei me habituando com tantos anos de convivência. – Você poderia parar de fumar a bosta desse cigarro na minha cara?

TsuchiKin havia parado de fumar alguns anos, influência de algum namorado ou namorada que arranjou por aí. Traguei de novo, soprando especificamente no rosto dela para que compreendesse minha sutil mensagem: mulher não manda em mim, nem se for macho.

– Eu não vou parar porque você quer que eu pare – disse-lhe com um sorriso no rosto, amparando o cigarro em um dos papéis que disse ser absurdamente importantes. Seu desespero foi palpável, o que me deu certa satisfação. – Vou porque tenho pena de te fazer voltar a fumar e sua namorada te largar.

– Eu já disse que não tenho namorada – irritou-se, levantando-se e jogando meu cigarro no chão. Tentou limpar o papel o máximo que pôde antes de juntar aos outros, olhando-me com fúria, que me fazia rir. – E nem venha com aquele papo estúpido de que tenho que limpar isso, não sou sua empregada. Agora, eu vou para minha sala e você que se foda, ligar para o meu namorado é melhor do que me irritar com a sua existência!

No fundo, eu a adorava. Seu jeito masculino desde a faculdade afastava todos os garotos e, sinceramente, afastou-me nos primeiros momentos. Era alta demais, falava palavrão demais, comia demais... Fazia tudo o que uma mulher não deveria e estava longe de ser uma mulher, principalmente, alguma que eu desejasse me deitar.

Ah, ela não era como Haruno Sakura! Aquela era, sem dúvida, uma mulher que tentava se masculinizar e não conseguia. Tinha curvas sinuosas no quadril, algo que Kin nem sequer pensava em ter... Tinha uma boca bonita e, o que mais me chamava atenção, um olhar de quem precisava ser dominada.

Eu queria dominá-la.

Eu queria realmente dominá-la, mais do que meras punhetas vendo a sua imagem. Eu queria fodê-la com força! Eu queria fazer dela uma mulher que jamais ia esquecer-se do verdadeiro prazer e de um verdadeiro homem.

Aquele tal de Uchiha era uma bicha, fiquei espantado ontem com a insinuação que fizeram sobre ele estar interessado nela e vice-versa. Isso era só uma jogada de marketing bosta para chamar público para assistir aquele dorama.

Se bem que eu não queria arriscar e perder mais tempo sem vê-la, sem fodê-la, porque ela ia cair nos meus pés e... Bem, acho que é melhor fazer isso o mais cedo possível, antes que pudesse sair do trabalho.

Oh, meu pinto já estava duro só de imaginar!

Sem pressa, ainda que com expectativa, saí do meu escritório, pegando somente meu paletó, celular e as chaves do carro. Eu tinha um conhecido que trabalhava em Konoha, aquela agência mixuruca que Sakura se empregava, serviria bem melhor como uma empregada doméstica e esposa para me satisfazer do que ficar atuando e se vulgarizando aos poucos.

Eu tinha que fazê-la entender antes que fosse tarde.

E eu corri para ela. A velocidade do meu carro, provavelmente, pode ter me causado uma multa de merda, mas foda-se. Eu não me importava, ganhava bem para isso e também para sustentá-la a partir daquele dia se decidisse sair dessa vida imbecil que leva. Ah, hoje, eu faria minha proposta e eu não me importaria se ela recusasse de primeira, ainda que fosse a melhor das ofertas!

Quando cheguei ao prédio, meu conhecido já me esperava com um crachá e, depois de uma boa grama, indicou-me onde era exatamente o camarim de Sakura, ela estaria lá: doce e pronta me esperando.

Andei tranquilamente, podendo avistar algum dos seus companheiros de elenco já de saída. Não me importei com eles, ainda que eu não negasse o desejo que me subia ao ver os seios de Yamanaka Ino e Hyuuga Hinata.

Passei por elas com um cumprimento de cabeça e continuei meu caminho, mas não me esquecendo de mexer no meu pinto, vendo se eu tinha feito algum deslize bosta em público. Oh, eu não poderia chegar lá já a assustando!

Olhei em volta e, finalmente, encontrei o camarim da estrela dos meus olhos, estava com a porta fechada e, por causa disso, tive de dar algumas socadas leves, nada que chamasse atenção dos outros.

– Naruto, eu preciso trocar de roupa, se você não se... – ela parou assim que olhou para cima e viu que não era um dos seus conhecidos do trabalho. – Oh, desculpe-me! Eu não sabia que era outra pessoa...

– Não tem problema – sorri de canto, apoiando o meu antebraço na parede e a observando me encarar com o cenho franzido e curioso. Expliquei uma mentira para que ela me deixasse entrar, diziam que era extremamente ingênua. – Sabe, eu vim porque seu empresário me disse que podia vir, sou um grande fã seu desde sempre, mas se estiver ocupada, posso voltar outro dia...

– Oh, jura? – piscou os olhos algumas vezes com surpresa, observando-me enquanto abria a porta para que eu passasse tranquilamente. Fechou logo em seguida, alegando algo sobre o barulho do lado de fora rapidamente. – Kakashi é realmente esquecido de não ter me avisado que alguém vinha me ver, por favor, fique a vontade. Como pode ver, eu ainda nem troquei de roupa, talvez, a caráter seja até melhor para tirar foto, não?

– Ele não deve dar acesso para muitas pessoas, não?

– Ah, não! – ela riu de maneira fascinante, seus dentes eram alinhados, sua língua movia-se com sutileza e a boca me parecia o último poço com água na terra. A maldita era ainda mais bonita pessoalmente, como um demônio que encanta os anjos, com toda certeza. – Ele esquece tantas coisas, inclusive de aparecer, como hoje... Bem, da última vez que fez isso, era alguém de muita estima para ele, suponho que você também seja...

– Oh, Zaku – estendi a mão para apertar a dela, os dedos macios me tocaram e, quase que imediatamente, desejei levar aquele pequeno e delicado palmo direto para meu corpo. – É realmente um prazer enorme conhecê-la, Sakura, não faz ideia de quantas noites sonhei com isso...

– Ah, entendo! – disse-me e me encarou de soslaio enquanto buscava alguma coisa pelo seu camarim, franzi o cenho, não entendendo o que era. – E desde quando me acompanha?

– Desde seu primeiro trabalho no teatro, quando atuou como médica...

Ela parou de procurar o que estivesse buscando e me encarou com surpresa. Não é que eu realmente a acompanhasse desde lá, mas ela não precisava saber disso, por sorte, as entrevistas eram o suficiente para conhecê-la um pouco.

Com as bochechas avermelhadas, Sakura colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. Parecia realmente surpresa e encantada com a minha resposta, ótimo, menos trabalho para mim!

– Poucas, poucas mesmo me acompanham desde aquela época – suspirou com algum ar de satisfação. – Agora, eu entendo porque Kakashi enviou você, embora eu não me lembre muito do seu rosto. Erro meu, eu achei que seria capaz de me lembrar de todos que me acompanhavam naquela época, desculpe-me.

– A culpa não é sua – murmurei, aproximando-me um pouco mais dela, tentando ser o mais sutil com a minha musa o quanto possível. Seus olhos me encararam um pouco confusos, quando eu me expliquei. – Eu sempre fui uma pessoa muito tímida e, por assim dizer, aproximar-me de você era como um sonho...

– Fico lisonjeada, mas eu não sou tudo isso – falou uma blasfêmia enquanto tentava se afastar um pouco, no entanto, eu não poderia deixá-la pensar aquilo dela mesma, certo? – Por que está segurando meu braço?

Olhei para minha mão que prendia firmemente o punho dela, não haveria qualquer justificativa a não ser a que eu tinha, claro! Eu não poderia deixá-la se menosprezar, como seu fã... E eu lhe disse sutilmente, mas parece que não a convenceu, pelo jeito.

Ah, foda-se!

– Sakura, eu realmente sou apaixonado por você, sabe? – falei sinceramente, meu coração exposto para ela, justamente para aquele demônio em formato de anjo. – Não consigo tirar meus olhos da sua figura desde a primeira vez que te vi, não consigo parar de pensar o quanto você parece perfeita para ser a minha futura esposa, por isso, quero que você largue tudo isso e fique comigo para sempre...

Seu olhar parecia perdido, estranhei. Aquilo era uma proposta irrecusável! Sakura tentou se afastar, mas eu não pude permitir que fizesse isso, continuei a segurando da maneira que estava.

– Solte-me, agora! – exclamou, esquecendo-se do barulho que havia do lado de fora, achando que alguém a ouviria... – Eu vou chamar os seguranças se você não me soltar e sair daqui, isso é sério! Você está me machucando!

– O que uma mulher pode fazer contra um homem? – questionei-lhe com curiosidade, procurando saber o que uma mulherzinha faria contra uma pessoa. – Pelo que eu saiba, nesse momento, você não tem força para se desviar de mim, as pessoas lá fora não vão te escutar e eu sou a sua única benção, a única pessoa que te deseja absoluta e intensamente... Não recuse minha oferta tão preciosa, eu tenho certeza que irá amar me ter do seu lado, Sakura.

Aproximei-me um pouco mais, segurando o queixo com a minha mão livre e tentando tocar sua boca na minha. Ah, seria tão bom se ela estivesse absolutamente a favor, mas isso era o de menos...

– Solte-me!

Murmurou enquanto prendia sua bochecha e a amparava no queixo, aos poucos, toquei minha boca com a sua, sentindo o pequeno gosto que aquela pétala de cerejeira poderia me proporcionar. Ah, parecia tão deliciosa...

Tão...

Eu não ia resistir, ainda que ela não quisesse. Mas, ela tinha que querer algo? Oh, não! Eu quem mandava, sempre fui quem mandava nas mulheres, por que agora seria diferente?

– Por que está me olhando tão desafiadoramente, senhorita Haruno? – beijei sua bochecha delicada, lambendo-a até descer pelo pescoço, estalando pequenos beijos e pressionando o corpo dela que tentava se debater na penteadeira do camarim inutilmente. – Você quer tanto que eu te subjugue? Mas, lembre-se, eu não faço amor, eu fodo com força.

A atriz tão amada tentava se debater em vão, deixando algum dos seus perfumes caros caírem no chão no processo, não me importei e, com um pouco de satisfação por sua resistência, empurrei meu pinto contra o corpo dela um pouco mais, pressionando-a, pressionando-a até que escutei um estalido.

– Foi mal, meu docinho – sussurrei em seu pescoço que, com toda certeza, arrepiou-se com meu toque. – Eu não consigo me controlar, você consegue sentir o quanto está me deixando empolgado?

Vi alguns cortes na sua bela pele, que eu lamberia com certeza. Maldito vidro, ah, deixava-me ainda mais...! Não importava, afastei-a de lá e procurei um lugar naquela bagunça para escorá-la e, finalmente, possuí-la.

Joguei-a no sofá branco que se mancharia com um pouco do seu sangue, mas foda-se. Sakura tentou levantar, ainda que estivesse um pouco tonta por causa da batida. Pobre mocinha, será que ela se sente indefesa?

– Seu desgraçado, você...!

Tapei sua boca com a minha, sentindo-a se recusar a mim, tentou me machucar, morder, arranhar. Continue, Sakura. Continue a lutar, quanto mais tentar, mais eu quero fazer... Mais eu quero subjugá-la e mostrar que é um mero objeto, uma mera ferramenta para brincar.

Mulheres são isso. Não é?

Estapeei-a no rosto, surpreendendo-a para que engolisse o choro que começava a soltar os primeiros sinais de existência em seu rosto. Eu detestava vê-las chorando e se martirizando, era incômodo, ainda que fosse lindo vê-lo em Sakura... Sakura era perfeita, tão perfeita que eu necessitava lhe tirar tudo.

As roupas, a alma e a consciência.

Ah, isso ia ser gostoso! Desci meus dedos pela extensão do que existia em Sakura, abaixando a vestimenta que se abria pela frente, aquela roupa proporcionava facilidade, era tão óbvia sua intenção...

A blusa de zíper vermelha saiu, deixando seu sutiã preto amostra para meus olhos famintos, mas deixei-os lá enquanto puxava com força a saia rosa para retirá-la de uma vez.

Rasguei o tecido com minha vontade, esgarçando-o com meu toque e jogando em qualquer lugar daquela pilha de lixo que chamava de camarim. Beijei por cima do short curto, algo tentador, tentador...

Subi minha cabeça e olhei minha mão sobre sua boca, lágrimas preenchiam o canto de seus olhos. Sakura havia quase se transformado em uma boneca de pano após o meu castigo, será que tinha aprendido quem mandava?

– Não fique assim, Sakura, você vai gostar – comentei, roçando minha intimidade na sua, fazendo-a sentir toda a minha excitação. – Você consegue sentir o quanto fode com a minha mente? Fique tranquila que vou retribuir esse fator...

Comentei, puxando para baixo o short pequeno com a mão que antes passeava por seu corpo. Ela tremeu, pude sentir, antes de sacolejar como se estivesse desesperada... Ah, mas não deveria, sou o cara que ela vai chamar de certo, verá...

A favor das minhas expectativas, puxei absolutamente tudo para baixo. Deixando sua cavidade tão deliciosa exposta para meus olhos. Ah, como aquilo seria divertido...

Eu me enterrei. Com muito gosto. Enterrei mais fundo. Mais preciso. Eu me enterrei tão forte que ouvi seu grito de desespero... Eu não lhe disse que ficaria tudo bem, porque tudo já estava perfeito.

Ah, Sakura, como é apertada... Ah... Sou tão bom que você jamais me esquecerá em toda a sua vida, nem nas noites calmas e nem nas agitadas, sempre vai lembrar e vai querer-me, sempre...

Não é de dominação plena que as mulheres gostam? Oh, você vai...! E não queira pensar, porque não vai conseguir de qualquer jeito... Ah, aquilo foi meu alívio na terra.

E uma futura lamúria naquela maldita cadeia, mas nunca vou esquecer-me dos seus gritos que me enchem ainda de prazer. Quem sabe, você venha aqui me visitar e nós repetiremos isso de novo...

Notas finais
Oi, aqui é a Srta Pezzino. Eu e a Nariko estamos fazendo entregas de Natal para quem gosta de nos acompanhar, aqui foi mais um mísero capítulo dessa história que está chegando ao final. Beijos e feliz natal!