Bots Mystery
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Cat e Tommy estavam andando de mãos dadas pela praça. Ele compra algodão doce para a ruiva, que grita de alegria com o simples ato.
Cat: Como sabe que gosto de algodão-doce?
Tommy: Eu não sabia. Mas algo me dizia que você gosta disso.
Cat: Hum... Dá pra ver que aos pouquinhos você está descobrindo coisas sobre mim.
Tommy: É, mas tenho que dizer que aquele C101 me dá calafrios. Quer dizer... Acho que não tem necessidade dele aparecer agora. Ou estou enganado?
Cat: Não se preocupe. Ele não irá aparecer agora. A não ser que seja necessário.
Nesse momento, Jerismar aparece dando susto no casal, usando a mesma máscara que Ponnie usou para assustar Tori.
– Poxa, Jerismar! Que susto! Não faça isso de novo! – Exclama Cat, assustada e zangada, enquanto Tommy e Jerismar estavam rindo.
Jerismar: Desculpe. Só queria saber se tinha chances de ver o C101 nesse exato momento.
Cat: Engraçado... Enquanto um não quer que ele apareça, o outro deseja o contrário.
Jerismar cumprimenta Tommy e diz: É que gostei muito dele. Nunca pensei que pudesse existir um super-herói que realmente pudesse nos livrar de situações ameaçadoras, diferente daquele inútil do Henry Danger.
Tommy: Acho que não o classificaria como um super-herói.
Jerismar: De qualquer modo, ele seria um grande reforço caso algum tipo de ameaça apareça novamente.
Cat: Bom, talvez haja chances de ele aparecer hoje à noite.
– I-isso é sério?! Bom, vejo vocês mais tarde. Acabei de lembrar que o meu amigo Kalil precisa de mim para ajudá-lo em um trabalho – diz Jerismar, que sai correndo dali, mas antes se despedindo do casal.
Cat: Esse Jerismar é uma figura. Eu o conheço a um bom tempo, e devo dizer que ele sempre foi ligado com as pessoas.
Tommy: É... Ao contrário de mim, que sempre fui desligado.
Cat: Mas agora a sua vida vai mudar. Não vou deixar que o coloquem pra baixo novamente.
Tommy: Disso tenho certeza. Aliás, você é o motivo principal para esse primeiro passo que estou dando. Nunca iria imaginar que uma coisa dessas fosse acontecer. Achei que iria ficar fechado pra sempre.
Cat: Uma hora ou outra, coisas boas iriam aparecer para você. Sabe, mesmo em meus piores dias, eu sempre dou um jeito de sorrir. Quando algo me entristece, passo a tentar encontrar coisas que possam levantar o meu astral. Já até superei o fato de terem cancelado o “Que Porcaria”.
Tommy: Você tem razão. Não é a toa que vejo uma imensa energia positiva em você... Meu anjo!
Cat se comove quando ouve Tommy dizer aquilo. Ele toca no braço da ruiva e faz um carinho leve. Ela não resiste e o puxa para si, beijando.
– Eu sou seu anjo? Foi isso mesmo que eu ouvi? – pergunta ofegante, e beijando ao mesmo tempo.
– Sim. Você é o anjo que apareceu na minha vida, e desde então só aconteceram coisas boas. – ele diz, arfando. Eles aos poucos se desgrudam, pois a coisa já estava ficando quente demais, e tinha pessoas por perto.
Cat: Nem sempre aconteceram coisas boas. Ainda estou me sentindo culpada por ter machucado você.
Tommy: Não foi você. Foi o C101.
Cat: Esqueceu que eu e ele somos a mesma pessoa?
– Não para mim. – ele diz, beijando Cat novamente.
Tommy: Eu o considero como outra pessoa. Não tem nada nele que me lembre de você.
Cat: É, e ainda não estou acostumada com esse lance de ter um alter-eco.
Tommy: Alter o quê?
Cat: Alter-eco. Ou seja, outra parte da minha personalidade.
Tommy: Acho que você quis dizer alter-ego.
Cat (brava): Puxa, você virou um Zaplook agora?
Tommy: Desculpe. Mas é até engraçado quando você erra o nome das palavras. E fica tão bonitinha brava.
Cat (sorrindo): Dá pra ver que sou uma garota irresistível.
Tommy: Com certeza!
Os dois novamente se beijam. Meia hora depois, Cat chega a sua casa. Goomer e Dice já haviam ido embora e ela encontra Sam lendo um livro, sentada no sofá.
– Dá pra ver que a Senhorita Puckle está se tornando uma garota culta. Lendo livros, to gostando de ver. – diz a ruiva, que pega um copo e vai à geladeira, para beber água.
Sam: Não é de hoje que comecei a ler livros. Quando estava em Seattle, passei a ler muitos livros na biblioteca da minha antiga escola. E pela milésima vez... O meu sobrenome é Puckett.
Cat: Desculpe. É que o seu sobrenome é muito complicado de se dizer.
Sam: Não te culpo por isso. Bom... A Jade veio aqui hoje.
– Eu sei. Eu a vi chegando quando estava saindo com o Tommy. O que ela queria? – ela diz, sentando ao lado de Sam.
Sam: Ela me convidou para participar da peça de vocês.
– Que legal! Ótima ideia a dela! Seria muito bom atuar junto com você! – Cat abraça Sam, que retribui, embora sua expressão esteja tensa. Elas logo desfazem o abraço.
Cat: E aí? Que papel você irá fazer?
Sam: Bom... Digamos que é um caso um pouco constrangedor. Se bem que eu já passei por esse tipo de situação ao interpretar um caubói num dos quadros do iCarly.
Cat: Yay! Eu me lembro disso. O quadro do caubói e a garota ingênua da fazenda que achava que seu bigode era um esquilo. Acredite esse era um dos meus favoritos, pois me identificava demais com a personagem da Carly.
Sam (pensando): Não me diga?! (falando): Indo direto ao ponto... Ai, é difícil falar essas coisas, mas...
– O quê? Fala! – a ruiva exclama, sacudindo o ombro de Sam.
Sam: Se você parar de me sacudir eu conto pra você.
– Tudo bem – A ruiva para de sacudir Sam. Após isso, a loira diz algo em seu ouvido, fazendo com que Cat fique estremecida.
Dois dias depois, o restaurante Bots é reinaugurado com uma simples festa. Tandy era o organizador do evento, tendo Bungle como sua ajudante.
Bungle: Ainda bem que não estamos mais sobre o controle daquelas pessoas cujo objetivo era dominar o mundo.
Tandy: Digo o mesmo. Nunca me senti tão independente. Agora que o restaurante é meu, vou me ocupar apenas com a administração da empresa, enquanto os outros robôs fazem o serviço que eu fazia antes.
– Mas eu continuo sendo a garçonete. Pra dizer a verdade, sempre gostei de servir aos humanos... E você também, queridinho! – Bungle diz em um tom flertante, fazendo Tandy se arrepiar todo.
Tandy (nervoso): Glup! Por favor, não vamos envolver nossa vida pessoal com o trabalho. Ah, aí vem os convidados.
Tandy recebe os convidados. Entre eles o ciborgue C101, que o dá um leve empurrão, mas Tandy cai com tudo no chão.
– Ei! Por que você fez isso? – Pergunta o robô, indagado com o que acabou de acontecer, pois não esperava esse tipo de tratamento.
C101: Só quero ter certeza de que você não está contra a gente de novo.
Tandy: Mas é claro que não! Eu só quero o bem para os seres humanos, apesar de continuar achando que daqui a alguns anos, eles estarão todos mortos e nós robôs seremos os seus substitutos.
C101: Eles estarão mortos... Mas eu não! Garanto que vou viver muitos anos ainda. Você vai ter que me aturar por um bom tempo. Palavras do meu grande Chefe.
Tandy (pensando): O efeito Luke Norman já está se apoderando dele. Sabia que aquele sujeito não era confiável.
– Sr. C101, os seus amigos estão a algum tempo jogando pôquer naquela mesa. Por que não vai até eles? – diz Bungle, apontando para a mesa onde estavam Dice, Freddie, Spencer, Gibby e Brody.
C101: É o que vou fazer.
C101 chega até a mesa e empurra Freddie da cadeira, sentando em seu lugar. O mesmo fica bravo na hora, mas percebendo que não poderia fazer nada, resolve ficar calado.
– Dá pra ver que ele não gosta de você. – Debocha Gibby, fazendo Freddie olhar bravo para ele.
Freddie: Fica na sua, Gibby. O assunto é entre mim e ele.
Freddie estava olhando sério para C101, que nem se importa. Os outros apenas ficam observando.
Spencer: Er... Vamos continuar jogando. Essa guerra de vocês não irá dar em nada.
Freddie: Eu só queria entender o porquê dele ter cismado comigo?!
C101: Simples, não vou com a sua cara. Portanto, é melhor andar na linha.
Freddie (pensando): Glup! E eu achando que a época em que a Sam era a pedra no meu sapato é que fosse ruim.
Brody: Tá, vamos parar com essa treta. Antes do C101 chegar, eu havia apostado uma Anaconda. Como eu perdi, a anaconda será entregue ao Dice.
Dice: Glup! E-espero que desta vez isso signifique dinheiro.
Brody: Não. É uma Anaconda de 30 metros de comprimento, que eu e meu parceiro capturamos na Amazônia.
Dice: Cara, você é doido? Como vou conseguir manter em cativeiro um bichão desses?
Brody: É só você arrumar um tanque maior. Garanto que essa criatura não irá fazer tanto alarde quanto aquelas piranhas.
Spencer: Mas... Não eram atuns?
Brody: Agiam como piranhas, então não há tanta diferença assim.
Spencer: Só quero saber como irão trazer o animal. Se ele é grande, deve ser muito forte também.
– Precisamos de alguém muito forte para nos ajudar a... – Dice ia dizendo até olhar C101, tendo uma ideia.
Dice: É isso! O C101 pode ajudar a gente.
C101: Ajudar em quê?
Dice: A manejar a anaconda e fazer com que ela fique no tanque gigante que iremos arranjar.
Brody: Por falar nisso... Por quanto tempo você consegue segurar a cobra?
– Ei, rapaz! Você tá achando que eu sou o quê? – pergunta C101, bravo. Os outros riem com a situação.
Brody: Desculpe. Não queria que soasse obsceno. Mas chegamos à conclusão de que você é o único capaz de manejar aquele bicho.
C101: Tudo bem. Mas se vocês fizerem piadinhas, garanto que não irão ver o sol nascer amanhã.
Spencer: Glup! É melhor não contrariá-lo.
Gibby: Dá pra ver que a Cat fica máscula quando usa esta armadura.
Dice: Curioso é o fato de usá-la só à noite. Parece até o Batman.
– Ou então é aquele caso de que durante o dia a pessoa se chama Paulina, e a noite vira Paulão. Há! Há! Há! Há! Há... – Gibby debocha novamente, até que alguém o pega pela gola da camisa, e o arremessa na parede.
Naquela mesma noite, Doheny estava preparando suas malas para a viagem que iria fazer.
– Já fiz o que tinha que fazer aqui. Amanhã irei pegar o voo que me levará de volta a Las Vegas. – O mágico diz, colocando seus objetos de mágica em uma das malas.
– M-mas não sei se irei conseguir me virar sem o senhor aqui. – o sobrinho diz em tom de tristeza.
Doheny: Fique tranquilo que irei pagar a sua estadia neste prédio. Sei que você tem um belo motivo para querer permanecer na cidade.
Tommy: É... Eu tenho mesmo. Mas preciso me ocupar com alguma coisa. Pra dizer a verdade, nem sei qual seria a minha verdadeira vocação.
Dohney: Com o tempo você vai descobrir. Agora que você tem os seus amigos, eles com certeza irão te ajudar nesta caminhada que irá fazer a partir de agora.
Tommy: Tem razão. As pessoas que conheci aqui são maravilhosas.
Entre as coisas que faltavam guardar, está o livro de magia negra da Jamaica, que serviu para Doheny fazer um dos seus mais famosos truques. Tommy fica tenso ao dar de cara com ele.
– O senhor teve algum contato com o Barão Samedi, Tio? – pergunta Tommy. O mágico surpreendentemente não tem reação alguma, como outrora.
Doheny: Não pessoalmente. Dizem que ele é um cara muito sinistro, que aparentemente pode estar morto, mas que na verdade está mais vivo do que nunca. Segundo lendas urbanas, o agente britânico James Bond chegou a enfrentá-lo em uma de suas viagens a Jamaica.
Tommy: Caramba! Dessa parte eu não sabia.
Doheny: Pois bem sobrinho. Estou cansado e vou dormir, amanhã voltaremos a conversar.
Tommy: Tudo bem. Tenha uma boa noite de sono.
Doheny entra no quarto, enquanto Tommy olha pela janela e vê a bela paisagem do lado de fora.
Enquanto isso, no Bots, Sam e Freddie estavam em uma das mesas, conversando.
Sam: Quer dizer que o C101 empurrou você?
Freddie: Sim. Eu não aguento mais isso! Até quando irá continuar me tratando desse jeito? Não me lembro de fazer mal algum pra ele.
Sam: Hum... Quer saber? Vou pedir para ele pegar leve com você.
Freddie: Como irá fazer isso?
Sam: Sou uma das únicas pessoas que ele não teria coragem de fazer algum mal, já que somos melhores amigas. Você sabe que é a Cat por baixo daquele troço, ela não seria capaz de chegar tão longe.
Freddie: Não sei... Esqueceu que ele deu uma surra na gente?
Sam: Claro que não esqueci! Mas ao contrário de vocês, a Mama aqui foi a única que suportou. Já vocês fracotes foram parar no hospital.
Freddie: Tá, não precisa ficar debochando. Nesse exato momento, ele deve estar quebrando galho para Dice e o Brody, ajudando-os a colocar uma anaconda gigante no maior tanque que existe.
Sam: Vou querer ver isso! Quem saiba eu possa saltar de moto dessa vez.
Freddie: Tá doida! Eu é que não vou querer ver você cair no tanque junto com aquela cobrona!
Sam começa a rir da cara de medo do Freddie, que logo olha bravo para ela. Após alguns segundos, os dois começam a trocar carícias.
Freddie: Você está muito linda hoje. A propósito... Eu sempre te achei linda.
Sam (corada): Você nunca chegou a dizer isso. Aliás, você vivia babando pra cima da Carly.
Freddie: Não vou negar que realmente nutri uma paixão por ela. Mas naquela época, se eu te chamasse de linda, você com certeza iria partir pra cima de mim e me mandar para o hospital.
– Talvez não. – Ela olha para ele, e o puxa para perto, fazendo com que seus rostos fiquem próximos.
Freddie: Que garantia me daria para achar que você não partisse o que eu chamo de cara?
– Essa! – após dizer isso, ela o beija apaixonadamente. O mesmo retribui, colocando suas mãos na cintura dela.
– Wow! Wow! Wow! Vejo que vocês voltaram com tudo! – Uma garota chega perto deles. Era Carly.
Sam (corada): Carls! Que bom te ver aqui!
Carly: Sei que estão bravos por atrapalhar esse climinha de vocês. Mas precisava vir aqui vê-los e dizer que vou passar mais um tempo na cidade.
Sam: Que bom! Aliás, o Freddie e os outros também irão passar mais um tempo.
Freddie: Sim. Vamos ficar para ver a peça da turma da Hollywood Arts.
Carly: Bom, já que estamos reunidos aqui... Temos que falar sobre aquele assunto.
Freddie e Sam olham em dúvida para ela.
Qual assunto? – os dois perguntam ao mesmo tempo. Eles se olham em seguida, mas dão de ombros concomitantemente.
Carly: Sobre o iCarly. Vocês sabem que não nos despedimos oficialmente dele.
Sam: Olha, Carls... Aqueles momentos foram muito bons, mas sinceramente não tô com cabeça para isso.
Carly: Eu sei que você tem uma vida nova, mas um dia o Webshow terá que voltar. Temos que fazer isso pelos nossos fãs.
Sam: Eu sei... Mas precisamos fazer isso em um momento certo. E sinto que esse acontecimento está um pouco longe de ocorrer.
Freddie: De qualquer modo, ao menos estamos todos reunidos de novo. Vamos aproveitar o tempo que temos pra matar as saudades um do outro.
Carly: Tem razão. Já estava com saudades disso. Só não gosto de ficar segurando vela.
Sam e Freddie riem com esse comentário.
Enquanto isso, no Fisherman’s Wharf, C101 consegue colocar a gigantesca cobra num tanque de grandes dimensões, que ele também havia carregado.
C101: Já está feito. Mas tenho que dizer que esse bicho é mais inofensivo do que esperava.
Brody: Se você não mexer muito com o animal, ele não te ataca. Mas não podemos esquecer que ele havia almoçado um boi inteiro antes de vir pra cá. Deve estar satisfeito.
– E você deve estar mais calmo, não é? – Pergunta Gibby, claramente nervoso ao olhar para C101.
C101: Desde que você não fique falando besteiras, tudo bem.
Quando o ciborgue se aproxima dele, Gibby começa a tossir e engasgar, ao perceber que o mesmo havia ficado mais alto que ele.
C101: O que foi? Não te fiz nada!
Gibby: É que... V-você e-espichou de r-repente!
– Puxa... É mesmo! Meus braços também ficaram grossos e com músculos. – Diz C101, surpreso com a mudança e começando a se exercitar e treinar os golpes, que estavam mais rápidos.
Spencer: O Sr. Lester disse que essa armadura causa efeitos colaterais. Provavelmente foi isso que proporcionou a mudança no seu estado físico.
– Não... Não foi isso – o ciborgue diz, apertando um dos botões da armadura e voltando ao seu aspecto normal.
C101: Parece que enquanto estava segurando a anaconda, o animal deve ter pressionado o botão que faz com que atinja proporções maiores, sem que eu percebesse. Mas não posso ficar daquele jeito por muito tempo, senão vou gastar bastante a minha energia.
Dice: Tá, agora vamos parar com papo furado. Preciso pensar no que fazer com esse bicho gigante.
Brody: Você pensa em fazer um evento atraindo milhares de pessoas para vê-lo?
Dice: Sim. Uma anaconda desse tamanho é muito rara de se encontrar. Quem sabe dê pra descolar uma grana.
Spencer: Os zoológicos mais importantes do mundo pagariam uma fortuna por ela.
– Por enquanto, não penso em vendê-la. Bom, já está tarde, amanhã vamos pensar melhor sobre isso – Dice diz olhando para o seu relógio.
– Oi pessoal – Benny cumprimenta ao chegar ao lugar.
Spencer: Oi, Benny.
Gibby: Ainda bem que você não é mais aquele palhaço assustador.
Benny: É, e pode comemorar, pois aquele palhaço nunca mais irá dar as caras de novo. Ainda mais agora que acertei com o Sr. Lester para ser o seu novo assistente.
Spencer: Pra dizer a verdade, bem que vocês dois são parecidos. Ambos têm uma cara sinistra.
C101: Que nada! Esse idiota do meu irmão nunca me assustou fazendo essa careta. Na verdade, eu que costumava dar sustos nele.
– Bom, vamos deixar essas coisas de lado. Permitam-me olhar o animal que vocês trouxeram. Vim aqui apenas para isso, pois sou um grande admirador de répteis – ele diz se aproximando do tanque, vendo a criatura adormecida dentro da água.
Benny: Caramba! Sem dúvidas, essa é a maior anaconda já registrada.
C101 (pensando): Só mesmo o trouxa do Benny para achar isso. Não tem nada demais nesse animal.
Uma hora depois, no Bots, Sam tenta convencer C101 a parar de pegar no pé de Freddie.
C101: O playboyzinho já foi se queixar?
Sam: Não fale dele assim! Ele é meu namorado agora, você não pode tratá-lo como se fosse um inimigo desconhecido.
C101: É que me preocupo muito com você. Uma de minhas metas é impedir que algo ruim te aconteça.
Sam fica comovida com isso e o abraça.
– Olha... Não preciso de um guarda-costas. Você sabe muito bem que o Freddie é o homem que amo, e estou segura ao lado dele. Sei que faz isso para me proteger, mas pode ficar tranquilo em relação a isso. E não quero ver você o maltratando de novo! – Repreende a loira, ainda abraçando o ciborgue, que fica apenas calado.
Sam: Promete que não vai mais pegar no pé dele?
C101: Por você eu faço tudo.
Sam: Ótimo. Agora tire essa armadura e vamos pra casa.
Os dois desfazem o abraço, mas sem que Sam percebesse, C101 estava com os dedos cruzados.
Freddie estava vendo a conversa e se aproxima de C101, enquanto Sam vai ao banheiro.
– Pelo visto, a conversa com ela deve ter dado uma acalmada em você – ele estende a mão para C101, tentando cumprimentá-lo, mas o ciborgue apenas vira o rosto para ele e sai do local.
Freddie (pensando): É, Freddie. A tentativa de fazê-lo tentar ser o seu amigo parece não ter dado certo.
O ciborgue havia ido para o Condomínio Schneider, que estava sendo habitado por RG5000 e os outros gremlins.
– É uma honra receber sua visita, meu amigo – diz o monstrão, que oferece uma bebida para ele.
C101: Limonada rosa? Acho que sei de onde você tirou essa receita.
RG5000: Eu estava de guarda na época que essa limonada passou a surgir. Lembro que estavam fazendo um Reality Show na Hollywood Arts. The Wood era o nome do programa, se não me engano.
C101: Não estava presente nesse período, pois estava na Itália visitando meus parentes que moram por lá.
RG5000: Esse não é o assunto que o trouxe aqui, não é? Pode me dizer do que se trata?
C101: Bom, eu queria te convidar para a festa de aniversário do meu amigo Goomer, que acontecerá em três semanas.
RG5000: Ah, sim. E quem são os outros convidados?
C101: Os amigos mais chegados com ele, você já conhece.
RG5000: Vou ir, já que não tenho outra escolha. Só digo que devo aparecer usando um dos meus disfarces.
C101: Se disfarce do que quiser, mais venha. Só tem mais uma coisa... Gizmo está lá em casa. Passamos a tomar conta dele desde que Megan e seus comparsas foram presos. Se quiser aparecer lá para vê-lo, fique à vontade.
RG5000: Pode deixar! Diferente dos meus irmãos, nunca tratei Gizmo com indiferença. Na verdade, sempre o admirei por ter suportado as torturas deles, e mesmo assim não se deixou abater.
C101: É, ele tem personalidade forte. Tem vezes que ele fica brincando de Rambo.
Eles olham os outros Gremlins, que estavam todos se deliciando em guloseimas.
C101: Foi uma boa ideia usar o Bots para ser a fornecedora dos alimentos.
RG5000: Não só o Bots, como também o Inside Out Burger e o Tubba Chicken.
No lugar, um outro grupo de Gremlins estava jogando baralho, enquanto outros estavam dançando música eletrônica.
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