Both of us

11 Chapter 11 - They sealed your lips /reposted


Notas iniciais
Resolvi fazer isso logo né, coisa, eu não consigo segurar-me, logo logo a fic acaba também, droga, droga droga -q
e curto pra tortura básica por não terem mandado review no cap anterior u_u

Ela abriu os olhos. O sono havia a deixado a tempo e agora não voltava, fazendo-a concentrar-se no ressonar de suas amigas que dormiam a sono solto. A tentação de descer as escadas e ir para O Refúgio era imensa. Ela sabia dos perigos, de tudo que poderia acontecer e do cuidado excessivo que ela deveria ter, pois, estar andando pela Summerside High School era perigoso e o risco de ser pego era altíssimo. Levantou-se da cama e abriu, cuidadosamente para não fazer ruídos, uma das gavetas de sua cômoda. Ali estava sua lanterna e seu casaco, para sua sorte. Vestiu-o o mais rápido que pode e depositou a lanterna em um de seus bolsos. Suspirou e dirigiu-se a porta, olhando de esguelha para o quarto. Deu um sorrisinho maroto e saiu.


Os corredores pareciam mais longos na escuridão, mas, ela sabia que ali ela não poderia colocar sua lanterna em ação. Os zeladores a pegariam no ato andando fora do horário, achariam que ela estaria tentando fugir e a puniriam severamente, colocando-a na punição com Mike – o que não era nada agradável, ele era assustadoramente sinistro. O seu apelido era “Quebra ossos”, e seu sobrenome era estranhamente parecido com o dela. Mike Stevenson era o terror da Summerside e passava a maior parte de seu tempo nas masmorras, exatamente na sala de punição, e sua “aula” era o verdadeiro inferno, ou um pouquinho melhor, diremos assim.

Ela apressou o passo ao sentir o vento gélido cortando-lhe o rosto. As estrelas iluminavam a noite e a lua estava cheia, como era de se esperar. Ela sentia-se quente do pescoço para baixo, e completamente congelada do pescoço para cima. Seus cabelos ruivos esvoaçavam-se pela noite escura e estranhamente silenciosa, fazendo-a temer a floresta mais ainda. Olhou para os lados e abriu a porta do alçapão, descendo com cuidado para não fazer barulho.
— O que fazes aqui, bela donzela? – Ela sorriu ao vê-lo e riu de sua piada. Sentou-se ao seu lado, segurando um bloquinho e uma caneta hidrocor preta. Iam planejar mais coisas, coisas para melhorar o refúgio – que agora era o lugar mais procurado pelos alunos. Não todos, pois, alguns eram totalmente contra a aquele lugar, porém, não abriam a boca pois sabiam a tamanha importância que o lugar tinha para todos.

Ela passou a escrever. Linhas e mais linhas, cheias de ideias para o melhoramento do local. Aquilo era afixado no mural que haviam colocado em uma das paredes. Era enorme a mudança que já haviam feito lá. Não existia mais poeira ou sujeira no local graças às garotas do segundo ano. Lucas e dois de seus amigos haviam concertado a geladeira, que agora se encontrava cheia. Novos acolchoados haviam sido colocados nas camas, assim como novas fronhas nos travesseiros. Eles tiraram fotos de todos na escola e encheram O Refúgio com elas. A maior surpresa foi que apenas cinco livros das prateleiras haviam sido descartados.

Aquilo ia ficar realmente maravilhoso quando terminassem. Gabrielle queria colocar luz solar naquele lugar, os cristais iriam tremeluzir cores coloridas e fazer tudo ficar lindo até demais. De uma passagem mais fácil, para que ninguém tivesse que esgueirar-se sobre uma corda que poderia romper-se facilmente, quem sabe...

— Gabrielle?
— Lucas? – Eles se chamaram ao mesmo tempo, virando o rosto. Gabrielle pode sentir a testa de Lucas roçando na sua, fazendo cócegas com sua curta franja castanha. Ela temeu direcionar seu olhar para as íris castanhas dele, sabendo que poderia perder-se neles. Mas, o hálito fresco dele pareceu puxá-la para que ela o encarasse.

Seus olhos pareciam conversar, sussurrando “eu te amo” um para o outro. “Sempre te amei” ela queria responder. Seu coração batia mais acelerado que podia, enquanto suas mãos suavam frio como nunca haviam feito.
— Não vou medir meus atos se continuar me olhando assim. – Lucas sussurrou em tom sugestivo, fazendo soltar um pequeno sorriso de lado, assim, simples e maroto.
— Não vai, é? – Ela perguntou, um tanto maliciosa. Sorriu novamente, rindo de si mesma. Ele, cuidadosamente, passou suas mãos sobre a nuca de Gabrielle, fazendo-a se arrepiar. Ele riu levemente, selando seus lábios como ele nunca havia feito com ninguém. Gabrielle, ainda totalmente incrédula, passou seus dedos pálidos sobre o cabelo de Lucas, apertando-os. Ambos não acreditavam que depois de tanto tempo – Cerca de quatro anos –, isso estivesse acontecendo.

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Eles separaram-se apenas quando faltou oxigênio, porém, não deixando de se abraçar enquanto respiravam ofegantes. Havia sido esse. Esse, o primeiro beijo de Lucas e Gabrielle.


Notas finais
ficou melhor? espero que sim