Both
2 Lingerie
Notas iniciais
Perdão.
Desde que se entendia por gente, Izuku via aquela palavra o acompanhando em sua vida: havia perdão da parte de sua mãe ao lhe confiar a Toshinori e perdão entre si e Katsuki, principalmente aí. Estava presente de si para Bakugou quando fora capaz de deixar tudo aquilo para trás e perdoá-lo pelo o que fizera, para seguir em frente com aquilo que insistia em se manter vivo entre os dois e estava presente de Bakugou para si próprio, quando aceitara os fatos depois de noites intermináveis, atormentado pelas dores de cabeça que lhe causavam insônias terríveis toda vez que pensava no quanto fez mal a Deku, toda vez se remoendo com a mesma coisa. Estava ali quando finalmente fora capaz de se aceitar e se perdoar pelo que fizera, embora muito depois de Izuku ter feito o mesmo.
Em todo aquele tempo, Izuku vinha acompanhado por aquele sentimento e era extremamente grato por não ter sido diferente quanto ao perdão dos outros para si, quanto ao perdão de Todoroki e Bakugoupor toda a mentira terrível que manteve por tanto tempo, e que quase destruiu os três de uma vez.
Caso o contrário, não estaria degustando dos sorrisos contidos e sem graça dos outros dois na sua frente.
"'Tá." O loiro finalizou quando terminou de cortar as cebolas, os olhos lacrimejando levemente. "Toma aqui esse inferno."
"Ainda me surpreende que cozinhe tão bem." Todoroki comentou em falso descaso, provocando Bakugou enquanto mexia em algo na frigideira.
Midoriya não fazia nada senão encará-los, sentado em um banquinho da ilha da cozinha, balançando os pés, pendidos por conta da altura e batucando os dedos na mesa, sempre soltando pequenas risadinhas quando os outros dois brincavam de quem dava mais patadas em quem.
Quando Bakugou e Todoroki o propuseram de lhe cozinhar um jantar, Midoriya não pensou duas vezes antes de desferir um “sim” animado, contente pelos os dois estarem se dando tão bem depois de dois anos juntos e mesmo que, às vezes, discussões sem sentido viessem à tona tão rápido quanto iam embora, o esverdeado não negava o fato de o quanto aquilo parecia apenas fortificar a relação entre os três.
"Se você falar isso mais uma vez, eu juro que explodo a sua cara inteira."
"Katsuki, você devia falar isso quando não estivesse chorando." O bicolor abaixou o fogo, mexeu em alguns temperos no balcão ao lado.
"Eu não estou chorando, idiota!" Katsuki grunhiu, dando um leve soquinho em seu braço, se dirigindo para a geladeira e tirando de lá mais algumas coisas que usaria para a refeição.
"Seus olhos dizem o contrário." Todoroki pôs outra panela no fogão e Bakugou rapidamente picou alguns legumes, salpicando pimenta entre eles.
"Vou te mostrar o que os meus olhos dizem." Prensou o bicolor contra o balcão, repousando a faca antes de puxar a sua nuca e beijá-lo.
Midoriya observou tudo com atenção, alternando o olhar entre os dois namorados e o fogo para se certificar de que algo não acabaria queimando ou causando um acidente.
Bakugou se separou em seguida, Todoroki piscou, um pequeno rubor nas bochechas por conta da atitude repentina, mas estreitou os olhos e o puxou para beijá-lo de novo quando o loiro fez menção de voltar para o que estava fazendo.
Ambos se viraram para encarar o esverdeado por um momento e Midoriya não tinha mais do que um sorrisinho contente no rosto, extremamente gratificado por ter os dois em sua vida, era incrível o quanto o amor que sentia por eles parecia não caber em si.
Todoroki sorriu e Bakugou seguiu seu exemplo, pegando a faca de volta e focando sua atenção na comida.
"Não fique com ciúmes, Deku." Ele falou, já de costas para si.
"Impossível." O esverdeado respondeu, sincero. "Estou feliz que vocês estejam se dando tão bem."
"Não estamos." Bakugou continuou. "Eu ainda vou explodir a cara dele qualquer dia desses." Falou, divertido, encarando Todoroki com um sorrisinho de canto.
"É. Vai sim." Concordou o bicolor, revirando os olhos levemente, salpicando água em seu rosto ao lavar algo na pia.
Se tirasse o fato de que Katsuki colocou pimenta exageradamente na comida, estava ótima e no entanto, não negaria que a ardência na língua até mesmo tinha servido para dar um sabor a mais.
Era simplesmente perfeito: os três sentados à mesa, degustando a refeição juntos e bebericando taças de vinho ao conversarem sobre quaisquer assuntos banais que viessem à tona, reclamando do trabalho ou comentando sobre os amigos do ensino médio que não viam há algum tempinho.
A última vez que haviam se visto foi em uma pequena festa de natal organizada por eles e justamente por isso, Midoriya estava ali, encarando a sacolinha de papel com o logo da loja de roupa íntima feminina brilhando em dourado em cima do balcão da pia do banheiro, pouco após o jantar.
Uraraka a havia lhe dado de presente de natal quando se encontraram e ambos passaram horas e horas numerando os defeitos dos namorados e contando situações inusitadas que aconteceram no decorrer do ano. Midoriya nunca se surpreendia com o fato de que poderiam passar dias, às vezes meses sem se falar e tudo continuaria exatamente como antes.
“Não me culpe totalmente.” Ela falou em meio a uma risadinha quando o esverdeado checou o interior da sacola. “A Tsuyu—chan também concordou comigo.” Ela deu de ombros, os olhos levemente brilhantes ao falar da namorada.
“A Tsuyu—chan também? Ochako—san... Você a corrompeu.” Levou as mãos ao rosto, para disfarçar o rubor só por cogitar usar tal coisa.
Uraraka cresceu o seu sorriso, uma nuance de malícia pareceu refletir em seu rosto e lhe deu um tapinha no ombro.
“Eu tenho certeza que eles vão gostar, Izukun¹. Branco combina com você, de qualquer forma.”
Midoriya respirou fundo, queria, mas, ao mesmo tempo, não queria fazer aquilo. Claro que a ideia de ambos os namorados ficando surpresos por conta de tal coisa fazia seu interior queimar e se contrair em excitação, entretanto, porque ainda assim parecia tão inusitado se aventurar em tal pensamento?
Soltou o ar e procurou se recompor, Todoroki e Bakugou, na maioria das vezes, o agradavam, não faria nada mais que devolver na mesma moeda. Conseguia fazer isso, na verdade, queria mesmo fazê-lo. Puxou a pequena peça íntima e depois de vesti-la, a escondeu com a calça de moletom, finalmente saindo do banheiro ligado ao quarto, encarando os outros dois deitados na cama.
“O quê?” Bakugou foi o primeiro a perguntar, notando o rubor, até então desnecessário no rosto do esverdeado. “Ainda é por causa da pimenta? Eu prometo que tento não exagerar da próxima.”
“Ah, não, não. Não é isso.” Deu um sorrisinho sem graça, imaginando qual seria a reação dos outros dois. Midoriya caminhou até a pequena caixa de som na prateleira paralela à cama e plugou o seu celular, buscando pela música que tinha em mente. Se iria fazer aquilo, então que pelo menos fizesse direito e também... Não é como se não tivesse cogitado tal ideia alguma vez. “É só...”
Quando a batida lenta, quase intensa, soou pelo quarto, tanto o bicolor quanto o loiro franziram o cenho, observando-o puxar uma cadeira e a colocar no meio do cômodo.
“Deku?” Questionou curioso, se sentando ereto na cama, seguido de Todoroki.
“O que está tramando?” Shouto completou o pensamento, totalmente atento.
“Sentem mais perto...” Ele apontou para a ponta da cama, caminhando lentamente ao redor da cadeira e segurando o encosto ao usá-lo de apoio para balançar um pouco o corpo.
Os dois se aproximaram, sentando no fim da cama com os olhos vidrados, era visível a ansiedade que beirava seus corpos e brilhava em seus olhos.
Respirou fundo uma última vez, as batidas da música relaxando-o levemente e envolvendo seu corpo aos poucos. Sentou-se na cadeira com as pernas abertas e passeou as mãos pelas coxas, alternando o seu olhar ao encarar os outros dois, estreitando os olhos e lambendo os lábios.
Como se estivesse incomodado, se remexeu inquieto na cadeira e dedilhou rapidamente o cós do moletom, o abaixando minimamente só para que o loiro e o bicolor pudessem ter uma pequena olhadela da renda branca, a subindo em seguida.
Viu Bakugou dar um sobressalto, como se duvidasse do que acabara de ver e lhe devolveu um sorrisinho de canto antes de voltar a passear as próprias mãos pelo corpo, abrindo a boca para deixar escapar um pequeno arquejo ao apertar o mamilo, lançando a cabeça para o lado e mordendo o lábio, os instigando.
“Izuku...” Todoroki murmurou, ele parecia desesperado para levantar, mas se mantinha no lugar, também querendo assistir a tudo aquilo.
Midoriya não respondeu, se levantou e se apoiou na cadeira, de costas para os dois, para conseguir um pequeno apoio ao rebolar um pouco mais o corpo com as mãos se arrastando pelo quadril e subindo até parar no cabelo, onde meneou um pouco a cabeça ao se abaixar brevemente e empinar a bunda de forma nada discreta.
Mesmo de costas, ele conseguia sentir os olhos fixados em si, quase como se fosse as mãos dos namorados o tocando, passeando em seu corpo quando ele mesmo fazia isso. Toda essa atenção o fazia se sentir tão quente. Midoriya continuou a seguir o ritmo da música, o rubor em suas bochechas ainda declarava a leve vergonha, entretanto, ele era completamente controlado pela intensidade da batida, agora mais acelerada, movendo o corpo e umedecendo os lábios.
Se virou para os outros dois, de novo retornando ao cós da calça e em um movimento excessivamente ronceiro, começou a abaixar o tecido, remexendo os quadris. Lá estava: a boca de ambos estava aberta em surpresa, as sobrancelhas erguidas e os olhos brilhando de uma forma indecifrável.
“Deku...” O canto dos lábios se erguera em um sorrisinho, as mãos de Katsuki tremiam em ansiedade, mas o esverdeado ainda não havia acabado. Usou da fala do namorado como uma deixa e se aproximou, repousando o pé entre as pernas do loiro, massageando sua ereção com os dedinhos dos pés.
“Hm?” Perguntou, o vermelho em suas bochechas era gritante, mas Midoriya continuou. Bakugoualisou suas panturrilhas e lhe deu um apertão na coxa antes que se afastasse dele, dando uma olhadela em Shouto que apenas observava tudo prensando as pernas, como faria se estivesse incomodado com uma ereção.
Procurou seguir o finalzinho da música e repuxou o tecido delicado da renda branca um pouco ao enfiar a mão, a movimentando vagarosamente sob o membro semiereto, sentando-se de novo.
“Kacchan...” Midoriya fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, levando a outra mão até a sua entrada, arqueando o corpo ao rodeá-la com o dedo. “Shoucchan...”
“Não vá fazendo tudo sozinho.” Argumentou Bakugou de braços cruzados, lhe repreendendo com o olhar e o esverdeado lambeu os lábios mais uma vez.
Parou o que estava fazendo, se aproximando como se desfilasse, movimentando o quadril e se dirigindo para o reclamão em questão. Deu uma pequena olhadela no bicolor que mesmo que parecesse agoniado por não ter sido o primeiro, se mostrava ansioso.
Midoriya sorriu, ainda um pouco constrangido, mas lascivo, abaixando a calça do pijama do loiro juntamente com a peça íntima, só o suficiente para que seu pênis saltasse e o maior arquejasse por finalmente o tê-lo liberto. O segurou com ambas as mãos, uma fazendo leve pressão na base, a outra o masturbando bem devagar.
Não olhava para Katsuki no entanto, somente vez ou outra quando desviava o olhar do outro sentado ao lado para observar as reações de sua vítima, tudo o que fazia era encarando Todoroki com os olhos semicerrados. Deixou que somente uma de suas mãos realizassem o trabalho e alisou a coxa do bicolor, a arrastando em uma carícia promíscua ao aproximar a boca da glande de Bakugou, fazendo tudo tão devagar quanto. Um pequeno arrastar de lábios, um selinho, para finalmente abri-la e envolver o membro com a língua.
Bakugou arquejou, inclinando as costas como se esperasse que aquilo fosse fortificar a sensação morna e envolveu os fios esverdeados com uma das mãos somente para sentir da textura macia, deixando que o namorado ditasse o próprio ritmo. E Midoriya não tinha pressa alguma, descendo a boca pelo comprimento de forma vagarosa e subindo mais devagar ainda, lentamente enroscando a língua e contornando o membro, sabendo exatamente como o loiro gostava quando fazia assim.
A mão que ainda alisava o bicolor procurou se aconchegar entre suas pernas e dispondo de uma coordenação qual duvidava que tinha, Izuku o apalpava em movimentos mais acelerados, se concentrando em realizar ambas as ações ao mesmo tempo e em velocidades diferentes.
Os gemidos dos namorados se tornaram suas recompensas e quando Bakugou grunhiu em agonia, Izuku inverteu, acelerando a velocidade de um e diminuindo a do outro.
“Izuku...” Todoroki soltou um gemido amuado e Katsuki afundara sua cabeça até que seu nariz encostasse em seu baixo ventre e por ali ficasse. Midoriya não se incomodou, no entanto, respirando devagar pelo nariz, aprofundando ainda mais a garganta naquele comprimento.
Ainda que Todoroki não tivesse passado por metade, ele estava quase no mesmo estado que Bakugou, com mini espasmos declarando sua necessidade e o pré-gozo já escorrendo e demonstrando sua excitação ao molhar a roupa íntima.
“Quando mesmo que você ficou tão experiente nisso?” Bakugou perguntou em uma clara provocação, mordendo o lábio quando Midoriya pressionou o membro, que ainda não havia solto. O esverdeado sorriu maroto, passeou os olhos entre o bicolor e o loiro antes de abrir a boca para responder:
“No mesmo tempo em que fiquei bom em fazer vocês gozarem rápido.” Retrucou e sorriu. Katsukiestalou a língua e o puxou pelo braço antes de jogá-lo na cama.
“Falando desse jeito até parece que é o único que tem alguma vantagem aqui.” Fora o bicolor que respondera pelos dois, lambendo e mordendo o lóbulo de sua orelha, eriçando cada pelo de sua nuca. Àquele ponto, mesmo o tecido delicado da renda começava a ser um incômodo para a ereção, já implorando por alguma ajuda.
A resposta ficou presa na língua pois exatamente no mesmo momento em que abriu a boca para responder, a fala fora substituída pela boca completamente sedenta de Todoroki e Midoriya não hesitou em dar-lhe o que queria, vez ou outra suspirando com os estímulos de Bakugou, que não só continuavam, mas ficavam ainda mais ansiosos que antes.
Sentia as mãos do loiro se arrastando por seus quadris, cintura e nádegas, passando as unhas devagar no pequeno passeio até encontrar o seu baixo ventre e parar no membro necessitado de atenção. Ao mesmo tempo, Todoroki invadia sua boca com a língua e brincava com o seu mamilo. O duplo estímulo era enlouquecedor, excitante, tudo de uma vez só.
Apesar disso, da mesma forma como fizera antes, nenhum dos dois parecia ter pressa no que faziam. Katsuki brincava e repuxava o tecido da renda como se estivesse indeciso quanto a tirá-la realmente e Todoroki já havia parado de beijá-lo, arrastando os lábios por seu pescoço e nada mais que isso. Midoriyachegaria à beira da loucura se eles continuassem com essa lentidão excessiva.
Os dois namorados se afastaram e se encararam em um consenso mental, do qual Izuku não fazia parte, antes de trocarem de lugar. Um arrepio percorreu por sua espinha ao sentir a mão fria de Todoroki se arrastar em seu pênis por cima da renda, pressionando-o de leve na ponta com o dedão, fazendo com que o esverdeado arquejasse.
Sentiu o sorriso de Bakugou sobre o seu peito, antes que este abocanhasse o seu mamilo, mordiscando-o e circulando com a língua.
Como apreciava o duplo estímulo que os dois namorados conseguiam lhe causar...
“Shouto...” O esverdeado implorou, a música contribuía para aprimorar a atmosfera de necessidade que se formava ao redor dos três e mais ainda de Izuku , que era provocado por ambos os namorados e que ainda insistiam em saboreá-lo superficialmente.
Todoroki deixou um risinho sair por sua garganta, baixo demais para Midoriya escutar, tão afogado nas sensações e na música que entrava em seus ouvidos. O bicolor deslizou as mãos pelas coxas torneadas do namorado, apertando os dedos ao redor da carne antes de apartá-las, deixando exposto o pênis necessitado coberto pela renda.
Era incrível como Izuku conseguia ser tão atraente mesmo em uma situação como aquela.
Todoroki passou a língua pela parte interior de suas coxas e sorriu ufano ao sentir o esverdeado estremecer com a menção do toque ora morno, ora frio, se arrastar pela pele parando próximo ao tecido fino sem realmente mostrar que iria retirá-lo dali. Apesar disso, o bicolor gentilmente deslizou parte da calcinha para baixo, deixando que o membro do esverdeado se libertasse do aperto, ouvindo o suspiro aliviado ecoar pelo quarto.
“Ah... Por favor...” Mas as súplicas foram simplesmente ignoradas e Shouto prontamente retornou às coxas de Midoriya, prendendo a carne entre os dentes e mordendo o suficiente para que pudesse ver as marcas destes depois. Izuku ainda tinha a respiração resfolegada, mas arquejou ao sentir a língua traçar os dentes pela mordida, seus lábios apartados não deixavam nada mais que rasas lufadas de ar saírem, ora acompanhadas de gemidos contidos.
Todoroki umedeceu os lábios, dando a atenção devida a cada uma delas enquanto Midoriyacontinuava sendo cruelmente atiçado por Bakugou, que agora depositava chupões pela pele de seu pescoço, até finalmente decidir atender ao motivo de tamanha súplica do esverdeado.
Seus dedos frios envolveram o comprimento do menor com calma e gentilmente, iniciaram um vai e vem sutil que logo foi responsável pelos quadris que insistiam em procurar por mais daquele toque. Todoroki sorriu e deu uma leve olhadela para Bakugou, que também sorriu em resposta. Embora os dois tivessem levado um tempo até se darem bem realmente, agora a mente de ambos funcionava em uma perfeita sincronia, ainda mais quando se tratava do esverdeado em questão.
“Shoucchan...” Midoriya suplicou novamente. Tinha os olhos fechados e as sobrancelhas franzidas, mostrando a necessidade massiva que começava a embolar os seus pensamentos.
“Ué, Deku, onde está toda aquela confiança de minutos atrás?” Katsuki provocou, no entanto não deixou que a resposta do menor viesse à tona, puxando-o pelo queixo e tomando seus lábios em um beijo lascivo, que somente foi quebrado por um gemido vindo de Midoriya quando a língua de Shouto finalmente deslizou pela extensão de seu membro.
Bakugou se afastou minimamente apenas para observar por alguns minutos o bicolor começar um lento e tortuoso movimento com a boca, exatamente como Midoriya fizera antes consigo e não pôde deixar de notar a leve nuance de vingança que parecia brilhar nos olhos heterocromáticos. Riu soprado ao constatar esse fato e desviou sua atenção para o esverdeado que arqueava as costas e tentava ao máximo mover o quadril, agora preso pela mão morna de Todoroki para mantê-lo no lugar e prolongar aquela tortura.
Parecia um ritual observá-lo em situações assim, a beleza de Izuku sempre seria além de sua compreensão e as cicatrizes que adornavam o seu corpo somente serviam para deixá-lo ainda mais atraente, exibindo os anos de trabalho com sua profissão de herói, não deixando de lado as sardas, que também pintavam sua pele por quase todos os lugares, justificando totalmente o magnetismo tanto do loiro quanto do meio-a-meio em relação ao herói deitado na cama. E agora com aquela calcinha de renda...
Katsuki o puxou para outro beijo, deixando que sua língua deslizasse pelos dentes de Midoriya antes de se afastar, caminhando com os lábios por sua bochecha salpicada de sardas e parando no lóbulo de sua orelha, onde o mordiscou e o puxou de leve.
“Sabe o tanto de coisas que eu quero fazer com você vestindo isso?” Sussurrou próximo ao seu ouvido, o hálito quente causando arrepios na nuca do esverdeado, que gemeu arrastado ao mesmo tempo em que Todoroki o engolia por inteiro, a cor rósea de suas bochechas ficando alguns tons mais escuros. “Isso certamente foi ideia daquela cara de Lua, não foi?” Lambeu a concha de sua orelha, não tinha dúvidas de que Midoriya já estava mais do que afundado na bolha de seu bel-prazer.
Ainda que a boca do esverdeado estivesse aberta, dela não vieram nada mais do que alguns grunhidos e gaguejos incompreensíveis, afogados pelos gemidos.
“Hm? O que disse?” Continuou a provocá-lo, apertando cada parte daquele corpo abaixo de si que lhe convinha.
O outro herói finalmente decidira por abrir os olhos e quando os verdes encontraram os vermelhos, ambos já bêbados em luxúria, Bakugou finalmente entendera o que ele havia tentado dizer.
“Vocês dois ainda estão com muita roupa...” Midoriya suspirou, se esforçando para alcançar o cós da calça de Katsuki, erguido pela mudança de posições.
Bakugou atendeu a sua demanda e rapidamente se livrou das peças de tecido, jogando-as no chão do quarto e deixando exposto o volume tão afetado pelo o que estava acontecendo ali.
Sem perder tempo, Izuku rapidamente envolveu a ereção do namorado com os lábios, masturbando o que sua boca não conseguia alcançar com as mãos por conta da posição, e novamente, Katsuki curvou as costas com a sensação morna, suspirando o apelido do esverdeado, sentindo as vibrações vindas dos gemidos que agora eram abafados por seu membro.
Midoriya subia e descia com a cabeça de uma forma célere, da mesma forma que deixava sua mão realizar em velocidade similar, gratificado pelos grunhidos de Katsuki. Como era possível que fosse tão bom nisso?
“Deku...” Gaguejou o loiro, prendendo os dedos no cabelo cheio e afundando o seu rosto até o fim de sua extensão. Ambos gemeram e Bakugou segurou a cabeça de Midoriya naquela posição por um tempo, fechando os olhos e deixando que as vibrações continuassem a repercutir por aquela área sensível enquanto respirava com dificuldade.
“Katsuki.” Todoroki parou o que estava fazendo ao notar os dedos dos pés do menor apertando o lençol abaixo de si. “Deixe ele respirar também.” Alertou e quando o de cabelos loiros aliviou do aperto no outro, Midoriya ergueu a cabeça com urgência, puxando uma rápida golfada de ar, a respiração vinda em pausas.
“Kacchan...” Izuku puxou o ar mais uma vez, com a voz já rouca pela garganta tanto exigida.
“Desculpe.” Ele murmurou, fez um leve carinho em sua bochecha, deslizando o dedão pelos lábios avermelhados e beijando-o novamente. Ambos estavam perto, era possível dizer só de olhar.
Shouto voltou sua atenção ao membro de Midoriya, aumentando a intensidade com que o chupava, disposto a finalmente dar o tão aclamado orgasmo que tanto desejava, brincando com os seus testículos entre os dedos, vez ou outra pressionando de leve o períneo somente para levar-lhe cada vez mais para perto do ápice.
E Midoriya também não havia desistido de fazer o mesmo com Katsuki, masturbando-o com a mão e depositando pequenos selos por seu sexo, lambendo o pré-gozo que exibia mais ainda a excitação do namorado.
“Izuku...” Todoroki sussurrou com os lábios ainda próximos do seu pênis, mordiscou carinhosamente o seu baixo ventre e fixou o olhar heterocromático intenso nos seus. “Goza pra mim...” O esverdeado sentiu o seu corpo estremecer por inteiro somente por aquela troca de olhares e gemeu extasiado ao sentir o meio-a-meio o engolir por completo mais uma vez, isso por si só já sendo suficiente para que Midoriyagozasse como pedido.
Por um momento, tudo se resumiu à sensação incrível que se assolou por seu corpo com o recém orgasmo e Izuku tirou alguns segundos para regular a respiração enquanto via a sua excitação retornar ao corpo aos poucos, com a visão de um Shouto engolindo o líquido esbranquiçado, um leve filete de saliva escorrendo pelo canto dos lábios.
Mas o momento rapidamente fora quebrado quando o bicolor o virou de bruços, empinando o seu quadril e se livrando da samba-canção, que já continha uma mancha escura, que antes mostrava a carência de sua ereção por debaixo dela.
“Shoucchan...” Midoriya arfou, surpreso pelos movimentos repentinos, sensível pelo recém orgasmo.
“Droga, Izuku...” Todoroki praguejou, se masturbando, quase desesperado ao observar a entrada tão convidativa, pela transparência da renda e antecipar a sensação de estar dentro dela. Suas mãos envolveram ambas as nádegas de Midoriya e deixaram que o menor sentisse o choque térmico ao esquentar uma e esfriar a outra, apartando-as. Izuku gemeu, adorava o uso das peculiaridades dos namorados nesses momentos e soltou outro gemido de surpresa ao sentir o pênis de Todoroki se esfregar contra si depois de abaixar o tecido o suficiente. “Como pode me fazer perder o auto controle assim?” O bicolor apertou a sua cintura.
Com tudo isso acontecendo tão rápido, Midoriya quase esqueceu-se do loiro ao seu lado, que observava a tudo pacientemente. Voltou-se novamente para o Katsuki carecido de atenção, pressionando de leve a ereção e mantendo a velocidade da masturbação de antes, mas ao mesmo tempo tentando ritmá-la com a do bicolor atrás de si. Observou o corpo do namorado se contorcer aos poucos e o seu quadril tentar se aproveitar do ritmo, acelerado ao se aproximar pouco a pouco do ápice , que não tardou a chegar com o estímulo, jorrando por seu abdômen, lençóis e principalmente, no rosto sardento do esverdeado, que lambeu rapidamente o pouco que caíra em seus lábios.
Os grunhidos de Shouto já indicavam que ele também gozaria em breve e Midoriya procurou ajudá-lo com a ação, movimentando o seu quadril para que conseguissem um pouco mais de fricção. Já conseguia sentir seu pênis escorrendo o pré-gozo novamente e a imagem de um Katsuki recuperando a compostura na sua frente já lhe era bastante estimulante para que latejasse em desejo de novo.
Todoroki pareceu notar isso porque automaticamente, envolvera a sua ereção outra vez, o masturbando enquanto continuava a se esfregar entre aquelas nádegas. Midoriya gemeu alongado e afundou o rosto nos lençóis amassados com o membro ainda semiereto de Katsuki próximo de si, sem parar de rebolar contra Shouto, que aumentava o ritmo cada vez que se sentia mais perto de gozar.
O bicolor soltou sua cintura e apertou-lhe uma das nádegas antes de dar um tapa ardido, fazendo com que Midoriya soltasse um gemido arrastado, chocando o quadril ainda mais rápido e recebendo mais um ou dois tapas após. Os dois chegaram ao orgasmo em conjunto, Izuku gozando na mão do namorado, que ainda continuou com o movimento de sobe e desce mais algumas vezes enquanto fechava os olhos e degustava do próprio júbilo, respigando pelas costas pontilhadas do esverdeado.
Os três se deram um breve momento para respirar, já com os sentimentos em uma total desordem e respiravam com esforço, os olhos semicerrados encarando fracamente uns aos outros. Katsuki foi o primeiro a se levantar, caminhando em direção ao armário e voltando com um tubo de lubrificante, qual ele deixou na ponta do colchão, mostrando o quanto ele pretendia estender aquela noite e nenhum dos outros dois pareceu discordar da ideia.
O loiro e o bicolor se encararam novamente e tiveram outro consenso, qual Izuku fora outra vez excluído, mas não pareceu dar importância no entanto, ainda com o rosto repousado no colchão e com o corpo completamente em chamas, tentando voltar, pelo menos, para uma parte da normalidade de antes.
Todoroki e Katsuki se aproximaram um do outro devagar, dando tempo ao esverdeado para se recuperar de dois orgasmos seguidos. Os dedos do bicolor se arrastaram pelo maxilar definido do loiro, fazendo um caminho até seus lábios e os apartaram com o polegar, somente para que o substituísse com a língua, curiosa, adentrando com cautela pela boca do loiro, que simplesmente permitiu que Shoutodeixasse que as coisas seguissem como queria.
Os lábios se encostaram devagar em um simples beijo passional e totalmente contraditório a toda a atmosfera de urgência que permanecia no quarto e que era banhada pelos versos da música que ainda tocava pela caixa de som. Devagar e com calma, Katsuki e Todoroki deixaram que aquele ósculo seguisse o seu próprio ritmo, as mãos ronceiramente tateando o corpo um do outro.
Os dedos de Bakugou se encontraram nos fios bicolores, desalinhando-os, fazendo o branco se misturar com o vermelho em uma total desordem, exatamente como gostava de observá-lo. Shouto por outro lado, desceu a mão até a ereção, que já começava a dar novamente os sinais de vida do outro herói, brincando com os dedos pela ponta e pelo comprimento somente para estimulá-lo um pouco mais, sem que quebrassem o beijo que mantinham.
Quando se afastaram, os dois mantiveram um breve contato visual que foi automaticamente quebrado pelas pálpebras se fechando novamente enquanto cediam a outro beijo, dessa vez mais agitado do que o anterior e só se separaram de novo ao sentir a aproximação de Midoriya.
O esverdeado deslizou a língua pelo pescoço, até então imaculado de Katsuki, mordiscando de leve a pele e depositando curtos selinhos pela área. Todoroki se aproveitou da deixa para fazer o mesmo do outro lado, fortes mordidas seguidas de chupões que faziam o loiro se derreter sob o toque dos namorados, com o estímulo ainda contínuo em seu sexo.
“Porra, vocês dois...” Bakugou grunhiu embevecido, afastou o rosto de Midoriya da curva de seu pescoço e o puxou para um beijo desesperado, que era várias vezes interrompido por mais alguns grunhidos quando Shouto brincava com as velocidades, acelerando e diminuindo os movimentos. “Seu meio-a-meio idiota, só faça isso direito...” Arfou e fechou os olhos, sentindo outra mão em seu pênis, agora de Midoriya, que trabalhava na base enquanto Todoroki procurava trabalhar na ponta.
O bicolor desceu as lambidas pelo peito do loiro até parar em um de seus mamilos, prendendo-o entre os dentes e o repuxando de leve, só para circundá-lo com a língua em seguida. Izuku seguiu o seu exemplo com o outro, as unhas se arrastando pela pele de Bakugou e deixando leves arranhões avermelhados.
Midoriya e Todoroki intensificaram os movimentos ao sentirem que Katsuki estava chegando perto de gozar, aumentando a pressão do estímulo e chupando quaisquer outras partes de seu corpo que lhes agradassem, deixando marcas de dentes e nuances vermelhas pela carne tão atrativa.
Em um gemido reprimido, Bakugou se desmanchou na mão dos dois parceiros, respirando a muito custo e mal conseguindo se manter sentado na cama. O herói piscou algumas vezes, normalizando a respiração aos poucos e ignorando o olhar sedento dos outros dois, que lambiam os lábios com os olhos cintilando de uma forma indecifrável. A resposta veio quando sentiu a língua morna de Midoriya deslizar por seu abdômen, lambendo o líquido esbranquiçado respingado ali, seguido por Todoroki que fez o mesmo com o que escorria por seu membro.
O loiro gemeu em surpresa e tanto Todoroki quanto Midoriya pararam para observar Bakugou, tão espantados com a reação repentina quanto ele. Katsuki estalou a língua, ainda observando a cena e umedecendo os lábios.
“O que é?” Ele estremeceu, tentando manter a postura, embora os três ali soubessem que aquilo não era de nada. Midoriya deu um sorrisinho que lhe deu a vontade de fazê-lo sumir imediatamente, mas esperou e deixou que os dois namorados terminassem de limpá-lo, degustando a sensação de ambas as línguas percorrendo por si.
Voltou a puxar o esverdeado pelo queixo assim que sentiu que ele havia acabado o que fazia, aproximando a boca de sua orelha.
“Fica de quatro pra mim, Deku...” Lambeu aquela área, vendo Midoriya se encolher minimamente. “Ainda não acabamos com você.”
O menor obedeceu, virando o seu bumbum para o lado de Katsuki e encarando Todoroki já com outra ereção, o pré-gozo denunciando sua necessidade depois do que havia acontecido.
“Você é tão bonito, Izuku...” O bicolor levou os dedos até sua bochecha, deslizando o dedão em uma leve carícia, exatamente como havia feito com Katsuki antes e encostou os seus lábios no do outro gentilmente, beijando-o e segurando o seu queixo, ditando o ritmo.
Os lábios de Midoriya eram suaves e mesmo avermelhados e inchados, continuavam sendo melhores que quaisquer tipos de entorpecentes que Shouto pudesse tomar, tão viciantes quanto. Todoroki prendeu o lábio inferior de Izuku entre os dentes ao se distanciar somente para beijá-lo de novo, usufruindo daquela droga que amava tanto.
Katsuki mordeu o interior das bochechas ao observar a entrada ainda coberta de Midoriya, que se contraiu de leve quando o loiro pressionou o dedão ainda por cima da renda, apenas para criar uma expectativa. Lambeu os lábios, deliciado e afastou o tecido para o lado, deixando que sua língua encostasse de forma superficial na região que permanecia intocada.
Viu o herói esverdeado quebrar o contato que estava tendo com Shouto para murmurar um “Kacchan” quase inaudível, apertando o lençol entre os dedos e fechando os olhos para aproveitar do toque molhado. O que somente colaborou para crescer o ego de Katsuki, que seguiu em frente, circulando aquela área e ouvindo os gemidos de Izuku ficarem cada vez mais audíveis e necessitados.
Sem aviso, Bakugou empurrou a língua para dentro daquele interior com Midoriya praticamente gritando contra os lençóis. Viu as pernas do menor fraquejarem e prontamente repousou uma mão em seu quadril para lhe dar algum apoio enquanto continuava a invadi-lo, visando saborear cada parte do namorado.
Katsuki alcançou o tubo de lubrificante, até então esquecido no canto da cama e soltou Izukuvagamente só para despejar um pouco entre os dedos e deixando que ficassem banhados o suficiente para que pudesse introduzir em Midoriya. Sem deixar de tocá-lo com a boca, Bakugou gentilmente pressionou a região para logo o penetrá-lo com um dedo, atento às reações do outro, que não passava de uma perfeita bagunça de fios esverdeados pelo rosto, os lábios apartados em um arfar emudecido enquanto empinava ainda mais o traseiro para o loiro, que sorriu ao constatar tal submissão.
Logo inseriu um segundo dedo e de novo Katsuki escutou o seu apelido saindo pelos lábios do parceiro, dessa vez em um gemido alto, carregado de desejo e que fez o seu próprio membro latejar em excitação, com arrepios percorrendo por sua espinha ao antecipar o que viria em breve.
Midoriya só abriu os olhos por conta do som familiar próximo de si, contemplando um Shoutoacariciando o próprio pênis enquanto observava aos dois, mordendo a boca e grunhindo dentro da bolha da própria satisfação.
“Shoucchan...” O esverdeado alcançou a virilha do outro, depositando um pequeno selinho na ponta. “Me deixe te ajudar com isso...” E só aquela visão foi o suficiente para que Todoroki sentisse seu membro doer em necessidade.
O bicolor se colocou de joelhos e se aproximou o suficiente do menor, que vez ou outra estremecia com o estímulo de Katsuki, agora com três dedos em seu interior e afastou alguns fios rebeldes de seu rosto. Foi um pedido silente e Midoriya mal precisou pensar antes de concordar, apreciando a atitude do bicolor.
Dedos mornos envolveram os seus cabelos, apertando-os com certa força e aproximando o sexo, que escorria pré-gozo da abertura úmida, que não hesitou em recebê-lo. Todoroki foi devagar no início, muito embora soubesse que, àquele ponto, aquilo não era realmente necessário, mas deixou que se envolvesse roceiramente, observando atentamente enquanto sumia dentro da boca de Midoriya, se acomodando aos poucos até que começasse a impulsionar a cabeça do esverdeado contra si.
Izuku choramingou quando sentiu Todoroki fundo em sua garganta, que gemeu em delírio, algumas lágrimas involuntárias desciam por suas bochechas à medida que o bicolor tomava um ritmo dentro de sua boca. Não bastasse isso, Katsuki continuava a experimentá-lo e prepará-lo, dando alguns tapas inesperados em suas nádegas, às vezes seguidos de leves explosões, que não eram fortes o suficiente para machucá-lo, mas para lhe causar um formigamento delicioso na pele.
“Ah... Izuku... Você é tão bom...” Midoriya corou com o elogio, fechando os olhos e abrindo ainda mais a boca, deixando que Todoroki simplesmente o usasse como lhe convinha e de fato, como era bom...
Um prazer avassalador pareceu percorrer cada parte de seu corpo quando Bakugou pressionou sua próstata. Midoriya gemeu, ainda com o membro de Todoroki dentro de si e foi quando o meio-a-meio o afundou até o fim, gozando sem aviso e segurando sua cabeça no lugar, soltando pesadas lufadas de ar enquanto experienciava o orgasmo que tivera.
“Shouto.” Foi a vez de Katsuki o alertar, notando que Todoroki fazia o mesmo que si antes e não podia culpá-lo. A boca de Midoriya parecia tão magnética quanto qualquer outra parte de seu corpo.
Todoroki aliviou o aperto no cabelo do esverdeado e se sentou na sua frente, secando a saliva e o pouco do clímax que escorria por seu queixo, depositando um pequeno selinho nos lábios agredidos de Midoriya, depois que este recuperou o pouco do fôlego em respirações fatigadas, deixando o corpo desabar no colchão novamente, somente o seu traseiro ainda empinado para Katsuki.
“Izuku.” O bicolor acariciou sua bochecha novamente, sua respiração estava tão alterada quanto a do menor. “Tudo bem?” Ele perguntou baixinho, próximo ao seu ouvido, aninhando o nariz entre os fios esverdeados.
“Uhum... Ah, Kacchan...” Midoriya choramingou contra os lençóis, aquilo já estava longe de ser uma preparação e todos ali sabiam que Katsuki não estava fazendo nada mais que importunar Izuku, que já estava praticamente implorando por algo maior.
“Katsuki, pare logo de provocá-lo.” Todoroki puxou delicadamente o queixo de Midoriya, afogando outro gemido que viria em seus lábios.
“E se eu não quiser?” O loiro se afastou de início para responder, mas, principalmente, para despejar o lubrificante em si e se alinhar na entrada do esverdeado, que ainda trajava a calcinha de renda, mais uma vez com o pênis latejando em luxúria.
Os dois gemeram em antecipação e cansado das provocações do loiro, Midoriya tomou a inciativa, empurrando o quadril para trás, arfando com a sensação de finalmente ser preenchido.
“Está com tanta pressa assim é, Deku?” Arquejou, sentia-se capaz de gozar somente pela pressão que aquele interior fazia contra si.
“Kacchan, Kacchan...!” Parecia a única palavra com sentindo que Midoriya era capaz de falar, repetindo o apelido do namorado de forma afoita, acompanhado dos gemidos e do som dos seus quadris se chocando cada vez que Bakugou o penetrava, visando ir ainda mais fundo.
O loiro apertou firme as nádegas de Midoriya, as distanciando enquanto observava seu pênis entrar e sair pela entrada apertada, que contribuía com os movimentos chocando o quadril contra o seu, os seus gemidos ainda preenchendo o quarto.
Quando Midoriya começou a emitir um certo brilho, Katsuki não pôde fazer nada senão diminuir a velocidade dos movimentos aos poucos, pressionando um pouco o quadril para mantê-lo parado.
“Deku.” Chamou uma vez, mas a peculiaridade de Midoriya ainda continuava a mostrar as caras com ele submergido, de novo, no próprio prazer. Era sempre assim quando as coisas ficavam muito intensas, um sinal de que eles tinham que se acalmar um pouco. “Deku!” Chamou de novo, mas o menor só notara realmente o que estava acontecendo quando Todoroki lhe tocou com calma no rosto.
“Izuku, sua individualidade.” O bicolor o alertou quando o esverdeado franziu as sobrancelhas confuso pela súbita parada.
“Ah...” Aquilo parecera mais um gemido do que um protesto em surpresa, mas, pouco a pouco, o corpo de Midoriya voltava ao normal e Katsuki calmamente voltava a impor um ritmo contra o menor.
“Eu sou realmente tão bom assim, Deku?” O loiro se aproximou do seu ouvido, o hálito quente e os gemidos contidos encontrando a orelha do esverdeado, que sentiu o seu interior se contrair. “Você realmente gosta que eu te foda assim?”
“Ah, Kacchan, mais... Por favor!” Suplicou desesperado, tentando insistentemente rebolar contra o pênis do parceiro, mas seu quadril ainda continuava sendo bem segurado pelo o outro, que decidira ditar o próprio ritmo.
“Você fica tão bem vestindo isso, Deku. Eu devia fazer você vestir isso todo dia, você ia gostar?”
“Sim... Ah, sim... Kacchan!”
“Está imaginando agora?” Desferiu um tapa na carne já avermelhada pelas agressões de antes. “Aposto que está, seu pervertido.”
“Katsuki.” Bakugou ergueu o olhar para o bicolor com outra ereção e sorriu lascivo. “Segura ele pra mim.” Todoroki murmurou, deslizando a mão pelo próprio sexo ao espalhar o lubrificante, totalmente em êxtase pelos dois namorados.
Bakugou segurou o quadril de Midoriya com uma das mãos e o puxou para perto de si pelo peito com a outra, colando seu tórax às costas do esverdeado, que simplesmente deixou a cabeça repousar no ombro do loiro, ofegante, enquanto este se ajeitava, agora levando as palmas para trás de seus joelhos, exibindo-o para o bicolor.
“Lembre de usar bastante.” Advertiu, incomodado por não poder se mexer.
“Eu sei.” Todoroki se aproximou dos outros dois, tomando o lugar das mãos de Katsuki, segurando uma coxa de Izuku e se apoiando em seu quadril. “Relaxe, o.k?” Ele sussurrou próximo ao ouvido do namorado, mordiscando o seu lóbulo e depositando selinhos suaves ao longo do seu maxilar e pescoço enquanto primeiro tentava trabalhar os dedos ao redor do membro de Bakugou.
Midoriya somente assentiu, as mãos repousadas no ombro de Shouto e com os olhos ainda fechados, pesados demais para que sequer tivesse a audácia de tentar abri-los. Não era a primeira vez que faziam isso e nem seria a última. Com a ajuda do lubrificante não foi muito difícil até que os dígitos de Todoroki conseguissem deslizar com um pouco mais de facilidade.
O meio-a-meio se alinhou no espaço já invadido pelo loiro e afastou um pouco mais a calcinha, que não havia sido retirada por pura teimosia, deixando que somente a sua glande adentrasse aos poucos, empurrando-se contra os outros dois da forma mais cautelosa possível, sempre garantindo que Midoriyaestava bem. Do esverdeado, agora, já não se ouvia nada mais do que seus gemidos e densas lufadas de ar, enquanto se encontrava entre os dois namorados.
Quando já estava completamente dentro do esverdeado, Todoroki depositou mais alguns selinhos pelas sardas de sua bochecha e o envolveu em um beijo suave enquanto esperava que Izuku se acostumasse com ambos em seu interior, mesmo que a sensação de ser espremido contra o loiro ali consigo lhe dissesse para fazer o total contrário disso.
Ao mesmo tempo, Katsuki gentilmente lhe fazia uma massagem em sua cintura, aninhando o rosto em seu pescoço e contribuindo para deixar mais algumas marcas por ali. A impaciência era visível em seus olhos, mas, acima de tudo, ele tinha compreensão do quão importante era que dessem um tempo ao outro para se acostumar.
Todoroki foi o primeiro a tentar se mover, devagar, com a pressão ao redor de si quase o levando já à beira do orgasmo de novo. Midoriya choramingou e cravou as unhas em seu ombro, suspirando o que ele considerou que fosse o seu apelido e Katsuki repetiu o ato em seguida.
Pouco a pouco, o ritmo passional do início se tornou em uma coisa frenética, à medida que Midoriyase ajustava às investidas dos outros dois e praticamente gritava em delírio com as costas arqueadas contra o peito de Bakugou e os braços envolvendo o pescoço de Todoroki, o trazendo para mais perto.
Mais algumas pequenas explosões foram ouvidas, dessa vez ao redor das coxas de Izuku, que incapaz de fazer qualquer coisa, só mantinha os lábios abertos, buscando pelo ar que parecia raso e quase inexistente. No entanto, nem Katsuki e nem Shouto faziam menção de desacelerar de qualquer forma, indo cada vez mais rápido e fundo, se deliciando com cada gemido do esverdeado toda vez que eles acertavam sua próstata.
Os três já estavam uma total desarmonia, com estocadas erráticas demonstrando o desespero de chegarem logo ao clímax. Bakugou levou dois dedos até a boca de Midoriya e ele instintivamente os chupou, os sons que antes saíam de sua boca sendo abafados pelos dígitos enquanto Todoroki voltara sua atenção ao membro esquecido do esverdeado, mantendo o mesmo ritmo para que gozassem juntos.
E quando tudo fora demais para que pudessem aguentar, finalmente foram arrebatados pelo o orgasmo que tanto queriam, com Bakugou e Todoroki jorrando dentro do esverdeado e este melando tanto o seu quanto o abdômen do bicolor, que abaixou a cabeça, repousando-a na curva de seu pescoço.
Bakugou tirou os dedos de dentro da boca de Midoriya e o guiou para um beijo tão leve quanto os de Todoroki, com um suave arrastar de lábios contra os seus.
“Eu amo vocês.” Falou e as bochechas rapidamente foram tingidas em um vermelho vivo como em todas as vezes que tomava a iniciativa para declarar seus sentimentos de tal forma. Ele repousou a mão no quadril de Midoriya que apesar de exausto, havia aberto os olhos para observá-lo como podia.
“Amo vocês.” Todoroki respondeu, também sentindo o sangue ir de leve para as bochechas, o qual ele, automaticamente, culpou a euforia do momento.
Midoriya não pôde fazer nada senão sorrir admirado. Alguns anos atrás sequer imaginaria que estaria com os dois daquela forma e se dando tão bem, bem até demais. Era tudo muito além do que ele poderia imaginar e muito melhor também. Sua felicidade era tanta que muito mal cabia no rosto.
Izuku os trouxe para mais perto com as mãos e só depois de garantir que estavam próximos o suficiente, até onde fosse permitido, ele sussurrou somente para os dois ouvirem, embora não houvesse mais ninguém ali além dos três:
“Eu amo vocês dois.”
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