Borrões
5 um resumo poético
Quem foi que disse que poesia é algo pra se ignorar? Coisa de moçoila frouxa que qualquer um pode assustar? Seja Emicida ou Vincius de Morais, a poesia carrega a gente pra qualquer lugar.
o que me resta
impossível de se dar
procurava minha alma
em diferentes quarteirões
porque ali já não era preciso navegar
avistava a terra firme
me recusava a voltar pro mar
pra que tempo de solidão?
já era tempo
pra amar
ó que desatino
seria culpa do destino
ou do teu coração
nossos beijos
o teu umbigo
procurava-se o que foi perdido
desisti
sem poder evitar
mas hei, ainda há tempo
de recomeçar
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