Born to Die
10 Capítulo 9 - Hora da tortura
Notas iniciais
Capítulo 9 – Hora da tortura
Elijah chegou horas depois e os três colocaram o plano em ação: iriam tornar Klaus ainda mais fraco e torturá-lo das maneiras mais possíveis e imaginárias. Quem iria começar seria Kol, o seu braço direito, depois Elijah, o lado moral e Rebekah, que era a protegida de Klaus por ser a sua irmãzinha.
– Não saiam daqui – murmurou Kol, abrindo a porta e entrando na divisão. Liliana fechou a porta logo de seguida, observando tudo atentamente.
Kol bateu com o pé no tornozelo de Klaus com força, agitando-o.
– Hora de acordar, irmão – disse Kol, dando a volta á cadeira. Encostou o seu rosto ao de Klaus e sussurrou ao seu ouvido: — Não estás interessado em saber os desenvolvimentos mais recentes?
– Oh, por favor: diz-me – falou Klaus, irónico.
– Vamos torturar-te! – exclamou o irmão mais novo, mostrando a estaca de madeira que tinha nas mãos. O seu tom de voz soava ansioso e feliz, mas Liliana sabia que disso não tinha nada. – Vamos começar com… isto.
Cravou-lhe a estaca no diafragma e Klaus gritou, assustando Liliana que deu um salto para trás.
– Vai arder para o Inferno! – exclamou Klaus, com os dentes arreganhados.
– Sou imortal, para o Inferno não vou de certeza – Kol retirou a estaca e voltou a cravá-la, desta vez no flanco.
Klaus voltou a gritar, desta vez mais sonoramente.
– Enfraquecer-te até não aguentares mais nada – Kol retirou o pedaço de madeira e girou-o nos dedos. – Até desmaiares.
Cravou a estaca no ombro e Klaus tentou livrar-se das amarras.
– Seu bastardo!
Kol imitou o botão de errado e riu.
– Que eu me lembre, o bastardo da família és tu.
Tirou a estaca do ombro e cravou-lha nas costas.
– Ops, parece que não acertei no coração por dois centímetros. Vamos tentar outra vez – tirou a estaca e voltou a enfiá-la nas costas. Klaus voltou a gritar. – Não, não é aqui.
A tortura continuou por horas, até Klaus desmaiar. Kol injetou-lhe mais verbena para o deixar adormecido pelas próximas horas e saiu da cave.
– Pareces exausto – observou Liliana, aproximando-se dele.
Elijah e Rebekah já há muito tinham ido dormir, a única que continuava de pé e tinha visto toda aquela tortura tinha sido Liliana.
– Eu estou exausto – murmurou Kol, limpando as mãos a um pano que ela lhe entregara. – Vou tomar um banho e dormir. Precisas de alguma coisa?
– Apenas uma bolsa de sangue. A garganta está a chamar pela refeição diária – respondeu ela, sorrindo fraco. Kol retribuiu o sorriso com um igualmente fraco e cansado.
– Deixa-me só ir tomar um banho. Depois podemos jantar o que houver no frigorífico. A não ser que queiras comer alguma coisa com os híbridos de Klaus.
Liliana fez uma careta.
– Prefiro estar contigo do que com aqueles híbridos, sabes disso.
– Só porque não te como com os olhos? – os dois caminharam calmamente até ao andar de cima.
– Não, todos me comem com os olhos – Kol riu baixo, baixando o olhar envergonhado. – Mas tu fazes isso discretamente.
– Sou um Original. Tenho mil anos! – justificou ele. – Eu sei quando comer com os olhos e é por isso que sou discreto. Os híbridos do Klaus são vampiros jovens com as emoções magnificadas e as hormonas aos saltos. Parecem jovens acabados de entrar na adolescência.
Liliana riu e pararam junto ao quarto de Kol.
– Vou também tomar um banho. Aquela cave está cheia de pó – comentou ela.
– Encontramo-nos daqui a pouco, então – Kol entrou no quarto dele, sentindo-se exausto, e sem parar na cama, dirigiu-se á casa de banho.
Liliana entrou no seu quarto e também foi tomar um duche reconfortante. Quando desceu para jantar com Kol, o seu cabelo estava molhado e espalhava um aroma de camomila pela área.
–Estive a pensar… – disse ela, enquanto Kol colocava um prato á sua frente com um grande pedaço de esparguete e peito de frango. — Em amanhã ir às compras. Será que posso ir?
Kol franziu o sobrolho.
–Estás a pedir-me educadamente o cartão de crédito, não estás?
Liliana riu.
–Sim, estou.
Kol suspirou e olhou para o seu prato de comida.
–Eu não tenho fome – murmurou e Liliana desfez o seu sorriso imediatamente.
–Eu entendo – o seu estômago até deu uma volta e ficou agoniada, lembrando-se do péssimo dia que os dois tinham tido. Especialmente Kol, lembrou-se. Ele é que teve todo o trabalho duro, Liliana limitou-se a ser uma observadora de uma violência nunca antes vista. – Lamento.
Kol ergueu os olhos castanho-chocolate para ela. Os dois partilharam um olhar de pesar por vários segundos, até o Original desviar o seu olhar, com lágrimas nos olhos. Instantaneamente, Liliana levantou-se e foi até ele, erguendo-lhe o rosto.
–Está tudo bem em chorar um pouco. Foi um dia muito mau para ti.
–Tu não devias de ter visto aquilo – Kol tinha a garganta seca de emoção. – Não quero que voltes a ver-me a fazer aquilo. Não quero que vejas esse meu lado.
Mas, na verdade, o que Kol queria dizer era que a dor que Liliana uma vez tinha sentido, com a morte de Carlos, estava agora presente no seu coração – uma faca afiada a perfurar e a torcer-se dentro do seu coração.
–Como queiras – Liliana acenou, desviando o olhar e voltando para o seu lugar. Olhou para o lindo prato de comida que ali tinha, com um copo escuro de sangue ao lado, e sentiu-se enjoada. – Eu acho que… vou ler ou ver um filme da Bridget Jones. Perdi o apetite.
–Está bem.
Como não disse mais nada, Liliana levantou-se para se ir embora.
–Espera – pediu Kol, pegando no seu pulso e aproximando-se dela. – Obrigado.
–Pelo quê?
–Por estares aqui comigo.
Liliana sorriu docemente.
–De nada.
©AnaTheresaC
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