Born to Die
3 Capítulo 2 - Plano B
Notas iniciais
Capítulo 2 – Plano B
A segunda parte do plano consistia em hipnotizar todos os envolvidos no relatório para se esquecerem que alguma vez removeram um corpo feminino dos destroços. Contudo, quando Klaus ouviu na rádio a notícia detalhada do acidente, percebeu que era tarde demais para o seu plano A.
O Original pensou detalhadamente no que tinha acontecido. Não podia pedir a um dos seus híbridos para fazer todo o trabalho sujo, mas podia pedir para hackear os relatórios da polícia e fazer algumas alterações ao documento. Resolveu fazer uma chamada.
–Riley, quero ter acesso aos documentos da polícia e dos bombeiros.
–A fazer isso agora mesmo, Klaus – respondeu o híbrido. – Do que é que estou há procura?
–Um acidente de carro na Serra ontem à noite. Dois mortos.
–Sim, há aqui um relatório.
–Ótimo. Altera-o. Quero que escrevas que a jovem mulher não foi identificada. Não há qualquer registo dela. Nem uma impressão digital, não havia documentos de identificação, o ADN estava corrompido e os registos dentários são impossíveis de traçar.
–Isso parece o relato de uma autópsia – observou o híbrido de Klaus.
–A ideia está dada – afirmou o Original, impaciente.
–Mais algum detalhe?
–Sim – a ideia tinha surgido na sua mente naquele preciso instante. – A jovem era morena, cabelos castanhos-escuros e lisos e olhos negros.
–Certo. Vou alterar aqui alguns dados.
–Faz isso – mandou Klaus, desligando o telemóvel logo de seguida. A descrição que Klaus tinha dado era a mais longe possível da de Liliana. Finalmente estariam a salvo de atenções indesejadas. O híbrido gostava de viver ao rubro, mas sempre discreto. O número seguinte para o qual ligou foi para o seu irmão, Kol. – Olá, irmão.
–Irmão! – saludou o irmão mais novo. – Estamos em Itália.
–Preciso que tragas a Teresa de volta.
–O que aconteceu? – o tom divertido de Kol desapareceu instantaneamente.
–Liliana morreu.
–Teresa não vai reagir muito bem a isso.
–Eu sei que não. Mas ela precisa de ver a amiga antes de tomar uma decisão.
–Concordo. Vou marcar o jato para hoje ao final do dia. Chegaremos aí em pouco tempo.
Kol desligou e Klaus percorreu o restante caminho à luz do amanhecer. Como é que o dia já podia estar a chegar? Liliana acordaria dentro de algumas horas e Klaus teria que lhe dar outro calmante – não queria ter de lidar com uma humana descontrolada e assustada prestes a ser vampira.
Quando chegou á sua mansão, Klaus fez questão de ser discreto em transportar o corpo de Liliana, ainda dentro do saco, para não chamar a atenção dos seus híbridos. Eles conseguiam ser coscuvilheiros e Klaus odiava que falassem da sua vida nas suas costas.
Deitou a loira na cama que tinha lençóis lavados e deu-lhe mais uma injeção de calmantes. Isso iria mantê-la adormecida pelo resto do dia, até Teresa chegar.
©AnaTheresaC
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