Born to Die
18 Capítulo 17 - Promessa de irmãos
Notas iniciais
Capítulo 17 – Promessa de irmãos
–Vou abastecer o carro – disse Kol para o irmão, Elijah. – Gostarias de me acompanhar?
O olhar que lançou ao irmão mais velho, avisando que essa não era a verdade total, que havia algo urgente que precisava de falar, mas não podia ser ali – na presença de tantos híbridos – foi significante.
–Claro que sim. Acho que depois podemos passar por um supermercado para comprar alguns mantimentos.
–Perfeito. Mas pagas tu.
Os dois saíram de casa no mesmo carro e só pararam quando estavam bem longe de casa, num trilho situado a meio da serra. Ali teriam a privacidade para falar.
–O que se passa, irmão? – indagou Elijah, quando Kol desligou o carro.
–Liliana está atrás de informações sobre o seu passado.
Elijah enrugou a testa, tentando avaliar o perigo da situação.
–Não percebo qual é o problema.
Kol suspirou e apertou as mãos no volante.
–Ela não sabe a verdade completa, Elijah. Quando ela morreu, Liliana estava com um rapaz que era o seu namorado. Ele não sobreviveu mas ela sim. Ao tornar-se vampira, as suas emoções foram ampliadas e a dor da sua perda estava a destruí-la. Então, eu hipnotizei-a a esquecer-se dele.
O irmão mais velho ficou em silêncio por vários segundos, absorvendo cada palavra cautelosamente e tentando ver quais eram as possíveis soluções.
–E não queres que ela descubra?
–Seria horrível – respondeu Kol. – Para além de ter que lidar com a perda dele, também teria que lidar com a minha traição. Eu e Liliana estamos… no caminho certo para… é uma relação de companheirismo, Elijah. Eu vejo como ela me olha, sei que sou o mais próximo que ela tem de um amigo e confia em mim a sua vida. Não posso desapontá-la.
–Certo – acenou. – Compreendo. Queres saber a minha opinião?
–Foi por isso que eu te chamei.
–Eu acho que, já que esse tal rapaz era o seu amor verdadeiro, talvez ainda não seja hora de lhe contar o que realmente aconteceu. Liliana tem apenas dois meses de existência como vampira, as suas emoções ainda estão um pouco tumultuosas. A sua reação não seria das melhores e concordo contigo quando dizes que, para além da perda, também teria que lidar com a tua traição. Apesar de não ter sido uma traição, ela iria ver isso como tal. – Elijah respirou fundo, tentando encontrar outros argumentos para o seu ponto de vista. – Acredito que o melhor que pudemos fazer é colocar entraves à sua investigação.
–Como assim?
–Começamos a fazer um trabalho sujo: eliminar provas, artigos de jornal, fotografias. Talvez até mesmo apagar a memória dos pais dela.
–Sim – concordou Kol. – Sim, vou fazer isso.
–Não – Elijah colocou uma mão no ombro do irmão. – Nós vamos fazer isso. Tu não estás sozinho, Kol.
©AnaTheresaC
Fale com o autor