Born to Die
11 Capítulo 10 - Adeus
Notas iniciais
Capítulo 10 — Adeus
Estavam os três na sala, a falar por murmúrios: Kol, Rebekah e Liliana. Uma decisão havia sido tomada, só estavam á espera que Elijah acabasse a sua dose de tortura para o voto final.
Quando o Original apareceu na sala, com as mãos avermelhadas por causa do sangue mal limpo, Rebekah interpelou-o:
– Tomámos uma decisão, Elijah. Queremos ouvir o que tu achas dela.
Elijah sentou-se na ponta do sofá e acenou com a cabeça.
– Teresa tem que sair daqui, viver a vida dela – continuou a irmã. – Estivemos a pensar em Toronto.
– Isso é muito longe.
– Por isso mesmo – disse Kol. – Quanto mais longe estiver de casa, melhor.
– E quem irá com ela? – perguntou Elijah.
– Então concordas? – indagou Rebekah.
Elijah suspirou, cansado de tudo aquilo.
– Concordo. Teresa foi metida neste mundo sem querer. Entrou na nossa família sem o querer. Acho que ela merece uma vida humana e normal.
Rebekah acenou, triste.
– Nós também.
– Mas quem irá com ela?
Kol engoliu em seco.
– Nenhum de nós – respondeu. – Vamos apagar-lhe a memória que tem de nós e de tudo sobrenatural que existe. Vai esquecer-se da sua família, dos seus amigos e do seu próprio nome.
Liliana fungou, tentando afastar as lágrimas e diminuir o nó na sua garganta.
– Isso é… muito radical – até Elijah estava surpreendido.
– Sim, é – confirmou Kol. – Mas é para a segurança dela. Claro que se no futuro nós precisarmos dela, poderemos trazer-lhe de volta todas as memórias.
Rebekah levantou-se, limpando uma lágrima que tinha escapado do seu rosto. Teresa era a sua melhor amiga e não suportava vê-la ir-se embora. Por isso, o melhor era fazer logo tudo rapidamente.
– Não, Rebekah – Kol impediu a irmã de avançar mais, colocando uma mão no seu antebraço. – Eu mesmo farei isso.
O grupo subiu as escadas e Kol entrou no quarto, seguido dos seus irmãos e Liliana. O seu coração batia fortemente e a dor da perda de Teresa atingia-o como mil estacas cravadas por todo o seu corpo.
Sentou-se ao lado de Teresa, olhando-a com carinho e tristeza. O seu rosto estava tão sereno que parecia um anjo.
– Teresa, está na hora de acordar – sussurrou ele ao ouvido dela, passando a sua mão pelos cabelos negros e sedosos da humana.
Teresa despertou e sentou-se na cama lentamente.
– C-Como está Klaus? – perguntou ela, um pouco rouca por ter estado dias sem falar.
Rebekah olhou para Elijah á procura de conforto, engolindo o choro. O seu irmão mais velho abraçou-a com ternura, deixando o rosto dela descansar sob o seu peito.
– Teresa – ela olhou para Kol. – Até eu dizer o contrário, vais esquecer quem nós somos, quem eram as tuas amigas antes de nos conhecermos e até do teu próprio nome. A partir de agora, vais chamar-te Sophie Mikaelson. Nasceste canadiana e viveste toda a tua vida com a tua mãe e o teu pai, até aos dezoito anos, quando eles tiveram um acidente de carro e morreram – Teresa não conseguia tirar os olhos de Kol devido à hipnose. – Agora irás partir para Toronto e serás uma aluna exemplar na Faculdade. Irás formar-te lá e não viverás triste. Encontrarás novos amigos… um namorado. Serás tudo o que tu desejas ser.
– Vou para Toronto – afirmou ela.
– Irás esquecer cada momento que viveste connosco – continuou ele. – E quando chegares a Toronto, vais esquecer o que aconteceu aqui.
Ela piscou e sorriu.
– Olá.
Liliana abafou o choro, colocando uma mão na boca, olhando chocada para a amiga e para Kol. Contudo, não conseguiu manter as lágrimas nos seus olhos e elas escorriam pelo seu rosto, tal como estava a acontecer com Rebekah.
©AnaTheresaC
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