Born To Die And Born To Love (clato)
8 Monstros, Bestantes ou qualquer coisa do tipo.
Notas iniciais
E foi assim. Sem entrevista, sem estilistas, sem desfile, sem rastreadores, sem cerimônia. Sem 60 segundos de preparação. Os jogos tinham começado.
E todos os tributos precisam de seuslogan, de "Clove, a garota das facas" eu ia passar para "Clove, a garota que foi almoçada por um leão". Assim que comecei a correr, o leão de Nemeia resolveu me perseguir, e eu deixei Glimmer para trás. Não tinha como me defender, minhas facas não funcionavam em sua pelagem fortificada, como uma armadura. Eu estaria morta, de novo, se não fosse por Cato. No momento em que eu faço uma visita desnecessária ao chão, e o monstro estava pronto para abocanhar metade de mim, ele lançou uma lança, com mira certeira para dentro da boca do leão. Como fui burra! Bianca tinha presenciado uma das mortes do leão de Nemeia, foi exatamente assim, ele abriu a boca e já estava morto. Não, houve um plano antes, mas a única coisa que lembrava era de que Percy Jackson estava envolvido. Parecia que ele se metia em todos os assuntos por ali. Suspirei, aliviada, enquanto o monstro se transformava em pó e um pedaço de pele.
–Pegue. — eu digo, ofereçendo-o a Cato, enquanto me levanto.- A propósito, obrigada.
– De nada, Clove. Mas o que exatamente vou fazer com um pedaço disso?!
Eu jogo a pele sobre os ombros dele, que aos poucos se torna uma jaqueta, muito parecida com a que ele usava na arena. Muito parecida com a que eu estava agora. Graças aos deuses, era justamente onde eu guardava as facas, e poderia me defender.
–E aproveite, essa coisa é melhor do que a armadura que tinha na mochila da Ágape. — eu digo, sorrindo. Ele sorri também, e segura meu braço, me puxando para correr.
Vários tributos estão caídos, mortos, como em um Banho de Sangue, da Cornucópia dos Jogos, só que em proporções maiores. Imagino oque o povo da Capital não daria para estar assistindo isso. E os tributos que não estavam em perigo, os que continuavam mortos, não ajudavam em nada, apenas gritavam e corriam, nos obrigando a dar várias acrobacias para desviá-los. E toda minha dignidade vai embora, no exato momento em que eu tropeço em algo que um dia foi um tributo, e agora é um cadáver decapitado e ensanguentado.
–Ah! Muito oportuno! Não era assim que eu esperava ter mais contato com meus colegas tributos! — eu digo, exasperada, em uma horrível sensação de ódio e ao mesmo tempo comédia.
– Clove, pare de confraternizar com os oponentes, a gente tem que se defender! — diz Cato. Ele está rindo, mas é de perturbar qualquer mente, cair sobre o corpo do que já foi uma pessoa. Imagino para onde a alma dele foi, agora morto pela segunda vez.
– Não era exatamente minha intenção. Para onde nós estamos correndo exatamente?
– Eu não sei. Talvez um lugar alto. — ele responde, no exato momento em que um humanóide azul gigantesco tampa nossa passagem e somos obrigados a contorná-lo. — Ok, esqueça. Mas oque fazemos agora?!
– Hm, talvez pegar nossa equipe e se esconder? Parece uma ótima hipótese teremos mais chances de sobreviver com todos aqui. É nossa principal aliança, certo?
Ele concorda com a cabeça. Os focos de lutas estão em todo lugar, mas considerando a quantidade de monstros, o melhor é correr, e enfrentar apenas os que nos atacarem. E só quando for estritamente necessário, e se for possível, quando o monstro estiver sozinho. Afinal um inimigo é melhor do que vinte. Essa será a estratégia, oque poderia dar errado? Lógico, que é exatamente essa pequena afirmação "Oque poderia dar errado?" que leva tudo a dar errado. E também é exatamente oque eu penso, quando um espinho enorme, e possivelmente venenoso, nos atinge por pouco. Dr. Espinheiro.
– Ah, ótimo! De todos os monstros que eu vi justo ele vem!
– Quem? — pergunta Cato. — Ah, esse cara atrás de nós.
Olho para trás e vejo o mesmo homem que havia atacado eu e Nico certa vez, em uma escola militar se eu não me engano. Não, não era um homem, só precisava ignorar a névoa, o véu que cobria os olhos dos mortais. Sim, lá estava ele, o manticore. Os inconfundíveis olhos bicolores, a cauda de escorpião e o corpo de leão (que deixava claro que tinha tido mais de leões do que necessitava por um dia), tudo se resumia no Dr. Espinheiro. Ele se aproxima de nós, sem nos atacar, e fala com um inconfundível sotaque da Capital:
–Bianca di Angelo, quanto tempo.- como quase todos, ele me chamava de Bianca. Isso me deixa esquecida, como se os feitos da semideusa fossem superiores aos meus. Ok, provavelmente foram, mas eu também deveria receber algum crédito!
– É Clove. E eu lembro que você me chamava de "garota insuportável", resolveu saber meu nome agora? Seu sotaque não era diferente?
– Continua insuportável como sempre, Srta. Di Angelo. Não estava no Elíseo?
Ou o monstro estava tentando me irritar (oque estava conseguindo), ou ele simplesmente não me ouvia. Olho mais atentamente para a cara do Dr. Espinheiro, e consigo ver pequenas folhas saindo de suas orelhas, folhas de uva. Ele realmente não conseguia me escutar totalmente, oque me fez soltar um sorriso maldoso no rosto. Mas o manticore, mesmo surdo, não iria deixar continuarmos a procurar um lugar para se esconder, ele queria lutar. Lentamente, arrasto minha mão por dentro da jaqueta, pegando a faca mais próxima. O monstro percebe minhas intenções, no exato momento em que eu lhe lanço uma das lâminas. Infelizmente foi tempo o suficiente para conseguir desviar e preparar uma oda de espinhos venenosos de sua cauda. Segundos antes de lança-los, ele é atacado por um enorme ciclope. O mesmo que eu tinha visto na lembrança do fantasma de Bianca, só que bem mais velho. Mas ainda sim, seu olho castanho era inconfundível. Após uma rápida luta, o manticore é vencido, diante da força do ciclope. Ele se aproxima de nós, eu e Cato, que o observávamos admirados e cautelosos, afinal ele ainda era um monstro.
– Papai me mandou proteger os tributos do 74°!- ele diz, sorrindo. — Sou Tyson!
– Papai? — pergunta Cato, intrigado.
– Poseidon! Ele é um dos patrocinadores de vocês!
Assim que ouvi a afirmação de Tyson, fiquei surpresa. Tínhamos patrocinadores, e um deles era o deus dos mares. Um ciclope como dádiva de nossos patrocinadores. Isso deixava o tridente que o tributo Finnick Odair recebera no fundo do poço!
– Muito prazer Tyson, você vai nos... Proteger, certo? — eu pergunto.
–Sim! Tenho um bom bastão! — ele responde feliz, apontando para o porrete que carregava.
– E para onde nós vamos agora? — Cato fala, cruzando os braços com certa desconfiança e se apoiando na parede de um dos prédios ao nosso lado. Ele não confiava em Tyson, e isso era tão ridículo que eu fui obrigada a dar um tapa no braço dele. O ciclope poderia ser nossa única chance de sobreviver.
– Os outros tributos estão lá perto do prédio 50. Vamos encontrar eles lá e dar um jeito de sair daqui.
– A aldeia está trancada.- diz Cato.
– Se está trancada como você acha que eu entrei aqui? — o ciclope responde.
– Então podemos sair...
–Sim, os primeiros 48 a saírem serão os verdadeiros tributos. Acho que ainda tem umas 30 passagens, só temos que achar onde está a chave. Provavelmente está com algum monstro.
A criatividade dos deuses é magnífica não? Poderiam ter feito um simples sorteio para terem os tributos, mas não, pra que sorteio se eu posso matar todo mundo? Poderiam ter feito simplesmente aberturas para passarmos, mas não, porque não colocamos a chave em um monstro? Mentalidade da Capital.
Enquanto caminhávamos para o prédio 50, vimos diversos monstros, e fomos atacados por muitos. Estava limpando o sangue verde, que pertencia a algumas estúpidas mulheres cobras, de uma das facas, quando vi Maysilee sendo atacada por um cão, grande como um aerodeslizador. Eu sabia que ela era um dos tributos selecionados, e era minha oponente, mas pela primeira vez, o bom senso venceu a vontade de vencer, e lancei a lâmina ainda suja contra o monstro, que se dissolveu em pó dourado. Corri até ela e a ajudei a levantar, enquanto Cato e Tyson me observavam abismados.
– Muito obrigada, Clove. Eu nem sei como agradecer.- Maysilee diz.
– Não agradeça. Aliança?
– Pode ser.
Então agora seriam cinco pessoas na equipe, e tínhamos Tyson. Oque poderia dar errado?
Como eu disse antes, essa pequena afirmação leva tudo a dar errado. Não seríamos cinco, seríamos quatro. Porque no exato momento que encontrámos o resto da aliança, eu assisto novamente a morte do garoto do Distrito 3, que nunca poderia ser salvo, ele tentava pegar a chave. Que estava no pescoço de um homem, metade humano e metade touro. Íamos lutar com o Minotauro.
Notas finais
1° EU AMO O TYSON, ELE NÃO IA FICAR DE FORA DESSA FANFIC NÃO, ~LIKE A BOSS~
2° A Maysilee teve sorte da Clove estar boazinha, ok? Eu tenho planos pra Maysilee lá no final da fic, então tive que colocar ela de alguma forma.
3° Sei que é chato, ficar pedindo reviews e tals, mas vocês não sabem como eu pulo de felicidade quando vejo um review! Sério, eu gosto de receber as críticas dos leitores, sejam elas boas ou ruins!
4° Reviews?
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