Born To Die

49 Término, briga e a chegada de um novo sobrevivente...


Notas iniciais
E aqui estou eu com um capítulo grandinho pra vocês. Espero que gostem! Boa leitura hahaha

P.O.V Da Sam

Saí do quarto porque não conseguia mais ouvir a voz dele, meu coração parecia despedaçado e de fato estava. Malditas lágrimas queimavam meu rosto, passei as mangas do meu moletom tentando secá-las em vão. Meu coração batia angustiado, eu estava com muita raiva, minha vontade era de socar a cara dele, mas eu não o fiz. Como ele pôde querer brincar comigo? Jogar com meus sentimentos por pura diversão? Um verdadeiro canalha é isso que ele é, o que ele sempre foi e eu me recusei a enxergar.

Me tranquei no celeiro e ali fiquei, não sei por quanto tempo. As lágrimas secaram, e eu prometi a mim mesma que não ia mais chorar, ele não merecia nenhuma gota de lágrima derramada por mim. Aquela não era a minha primeira decepção amorosa, não foi o único garoto que brincou com meus sentimentos. Eu já havia blindado meu coração justamente para não passar pelo mesmo sofrimento, mas o Freddie fez com que eu confiasse nele, fez com que eu me apaixonasse e lhe entregasse meu coração que já havia sido machucado.

Quando tinha 15 anos conheci um garoto, ele era um projeto de príncipe encantado que mascarava sua verdadeira essência e sua face real. Por trás daquele rosto lindo, daquele olhar hipnotizante e sorriso perfeito havia um belo canalha, um especialista na arte de destruir corações.

Bryan Lockwood se aproximou de mim com dois objetivos, tirar meu BV e ser o primeiro a me levar para a cama. E ele conseguiu tirar meu BV, mas quando ele tentou me levar para a cama eu me recusei a me entregar para ele. No dia seguinte, ele me humilhou no colégio, na frente de todos os alunos da Ridgeway, gritando aos quatro ventos que eu era feia e gorda, que nenhum garoto iria me levar a sério, que só iriam se divertir comigo...

Austin estava lá para me defender como sempre, mandou o Lockwood para o hospital com o nariz quebrado e algumas fraturas pelo corpo. Fiquei semanas sem sair de casa, morrendo de vergonha do meu corpo, quase entrei em depressão. Tive início de Bulimia, corria para o banheiro para enfiar a escova na garganta e vomitar tudo que eu ingeria, passei a cortar meus pulsos, sofri tanto, tudo por culpa de um garoto.

[...]

Quando voltei para o quarto me deparei com o Benson deitado no chão, dormindo perto da porta. Ele estava suando, falando baixinho e estava agitado, não parava quieto no lugar.

Freddie: — SAM! — Gritou meu nome desesperado, acordando com um pulo.

Sentou no chão ofegante, olhando para os lados até que seu olhar parou em mim. E ele se levantou, com passos cambaleantes veio em minha direção, praticamente pulou em mim me abraçando com força.

Freddie: — Graças a Deus! Você está bem!!! Estava tendo pesadelos, sonhei que você estava morrendo em meus braços... — Ele dizia tocando meu corpo, beijando meu rosto e confirmando se eu estava mesmo ali na sua frente, em seus braços.

Sam: — Já chega! — Falei irritada o empurrando.

Freddie: — Senti tanto medo de te perder...

Sam: — Você realmente me perdeu. Pegue suas mochilas e vaza daqui, não quero mais olhar para a sua cara. Estou com nojo de você, de todo o seu descaramento. Acabou! Não adianta me pedir desculpas, eu não vou mais voltar para você, Benson! — Falei tentando soar o mais firme possível.

Ele ficou me olhando por alguns segundos, seus olhos estavam avermelhados. Vi ele pegar as duas mochilas, saiu do quarto e eu tranquei a porta, tirei meus tênis e me joguei na cama, precisava descansar,esquecê-lo...

Não consegui dormir. E os poucos minutos que preguei os olhos, seu rosto surgia em minha mente, seus olhos castanhos que estavam avermelhados e marejados ficaram fixos nos meus pensamentos, me atormentando a madrugada inteira.

No dia seguinte...

Me levantei da cama por causa das fortes batidas na porta, era a Jade me chamando. Abri a porta e a morena entrou no quarto afobada quase me derrubando.

Jade: — Ontem quando eu estava indo para a cozinha para beber água, vi o Benson saindo de casa chorando, ele estava com as mochilas. Você expulsou ele do quarto?

Sam: — Nós terminamos... — Comecei a contar tudo à ela que me ouvia atentamente.

Jade: — Eu não sei nem o que falar, mas pode contar comigo. Estou do seu lado... Será que ele foi embora? — Perguntou acariciando minhas costas.

Sam: — Não sei. Mas se ele sumir da minha vida será o melhor. Que ele se exploda, eu não me importo. — Me levantei da cama e decidi ir tomar banho.

Jade: — Mas você ainda o ama...

Sam: — Vamos esquecer isso, ok? Não quero mais ficar falando daquele canalha. Mas o Austin merece saber que estava certo. — Falei convicta e ela assentiu.

[...]

Austin: — EU TE AVISEI CARA, SEMPRE TE AVISEI. AGORA VOCÊ VAI SE ARREPENDER DE TER BRINCADO COM A MINHA IRMÃ!

Meu irmão partiu pra cima do Benson furioso, lhe acertando um soco certeiro fazendo o moreno cambalear. O Benson mal pôde se recuperar do soco e recebeu mais dois que o derrubou, ele caiu perto do cercado dos porcos. Austin continuava gritando, o xigando e chutando o Benson que continuava caído no chão.

Austin: — SEU FILHO DA PUTA MISERÁVEL, LEVANTA SEU FRACOTE, NÃO VAI SE DEFENDER NÃO, SEU BOSTA? — Chutou as costas do Freddie que gemeu de dor.

Sam: — JÁ CHEGA AUSTIN, ELE JÁ TEVE O QUE MERECIA! — Gritei tentando afastá-lo dali, mas ele estava descontrolado, deixando a fúria o dominar.

Kristen: — PARA AUSTIN, VAMOS ENTRAR. — Ela tentou puxá-lo tentando me ajudar.

Mas o meu irmão se soltou e partiu pra cima do Benson novamente, Kristen e eu gritamos por ajuda. Dylan e Beck apareceram correndo e tiraram o Austin de cima do Benson.

Austin: — ME LARGUEM, EU VOU QUEBRAR A CARA DESSE INFELIZ! — Gritava furioso.

A confusão estava feita. Todos estavam ali assistindo, olhando para o Benson caído no chão com o nariz e a boca sangrando. Gibby foi ajudar os meninos que tentavam contêr o Austin.

Tori: — Ai, meu Deus! Você está sangrando. — Correu para ajudar o Benson a se levantar.

[...]

P.O.V Da Jade

O Austin só se acalmou quando a Kristen deu um tapa nele que serviu como um calmante eficiente. Gibby e Dylan o levaram para dentro, e o Benson se levantou com a ajuda da Tori, a Melanie entrou com a Carly. Trina e Nevel ficaram num canto cochichando e o Beck ficou ao meu lado.

Jade: — Vamos entrar? — Passei o braço direito por cima dos ombros da Sam.

A loira estava parada, calada e com um semblante abatido. Sei que pra ela foi difícil assistir o Benson sendo surrado por Austin, ele entrou sangrando sendo levado pela Tori e nós ficamos ali fora.

Beck: — Pode ficar com ela, sua amiga precisa de você. Deixa que eu cuido do estábulo e dos cavalos. — Ele disse baixinho para mim.

Jade: — Você se garante cuidar de tudo sozinho? — Perguntei no mesmo tom.

Beck: — Claro. Pode ir tranquila! — Sorriu.

Jade: — Valeu. — Dei um rápido beijo no seu rosto antes de puxar a Puckett.

Olhei para a Trina e para o Nevel que continuavam cochichando, olhando para nós duas.

Jade: — O QUE ESTÃO OLHANDO, HEIN? VOLTEM PARA OS SEUS AFAZERES SEUS FOFOQUEIROS PREGUIÇOSOS! — Gritei irritada.

Entramos em casa, levei a loira para o quarto dela. Ela deitou e eu tirei seus tênis.

Jade: — Você está péssima. Aposto que passou a noite em claro, que tal dormir um pouco? Precisa de alguma coisa, Sammy? — A chamei pelo apelido, raramente eu a chamava.

Sam: — Só preciso da minha melhor amiga ao meu lado. — Me deu um fraco sorriso.

Jade: — Estou aqui, sempre estarei ao seu lado. Lembra da nossa promessa? — Me joguei ao seu lado, pegando sua mão.

Sam: — Amigas para sempre? — Me olhou com os olhos marejados.

Jade: — Sempre! — Sorri para ela que retribuiu. — Agora posso beijar você como eu fiz da última vez para te deixar melhor? — Brinquei a encarando.

Sam arregalou os olhos, abriu um sorrisinho e apertou minha mão. Se ajeitou na cama, deitando de lado e se aproximou bem devagar. Automaticamente fechei os olhos ao sentir seus lábios nos meus, foi apenas um simples e singelo selinho. Sorrimos cúmplices e ela fechou os olhos...

[...]

Deixei a Sam dormindo e sai do quarto, decidi ir dar uma mãozinha ao Oliver. Ver se ele havia lavado o estábulo e alimentado bem nossos "garotos", encontrei o Austin na sala emburrado, ignorando o que a Kristen falava.

Kristen: — Ele é o seu melhor amigo, dá para ver que ele está arrependido. E a Sam mesma disse que ele não fez o que pretendia fazer, que desistiu e acabou desabafando. Você quase quebrou o nariz do garoto, sei que estava com raiva, mas...

Austin: — Se for continuar defendendo aquele cara eu não quero mais ouvir o que você têm para falar. Fiz o que tinha para fazer e ainda foi pouco, ele pensou em brincar com minha irmã como fez com várias outras garotas por aí. Ele disse que desistiu porque acabou se apaixonando pela Sam, mas eu não acredito nele. Lembra o que o Lockwood fez com ela há dois anos atrás? Aquilo acabou com a minha irmã, também sofri junto com ela! — Desabafou.

Kristen: — Eu sei, Aus. Mas não podemos banir o Freddie do nosso grupo e nem expulsá-lo da fazenda. Para aonde ele vai se fizermos isto? Estaríamos mandando ele para o matadouro, lá fora é o inferno.

Jade: — Epa! Todos nós sabemos que o Benson errou feio com a Sam,mas ninguém aqui vai expulsar ele, ok? Apesar de tudo ele é nosso amigo, não podemos fazer isso com ele. — Falei me intrometendo na conversa.

Carly: — A Jade têm razão, isso seria como uma Pena de morte. Ele não iria sobreviver sozinho lá fora, seria maldade. — A Shay disse me apoiando.

Austin: — Talvez vocês tenham razão, mas se aquele idiota aprontar de novo. Eu mesmo irei jogá-lo para os zumbis! — Avisou.

Não falei nada, apenas saí dali indo pra fora. Já estava quase na hora do almoço, vi a hora no velho relógio da sala, lá na parede. Me encaminhei para o estábulo para verificar se o meu moreno estava fazendo um bom trabalho, cuidando de tudo sozinho.

Jade: — Mas que porra! — Exclamei incrédula quando vi o Oliver e a Trina se beijando.

Ambos se separaram ofegantes e o Oliver me olhou assustado, tratando de limpar a boca.

Jade: — Não parem por minha causa, podem continuar. — Forcei um sorriso sentindo cada pedacinho de mim ferver de raiva.

Beck: — Olha Jade, eu posso explicar. Não é nada disso que você está pensando, eu estava aqui sozinho e essa garota louca...

Jade: — Que isso gatinho? Ela viu, não adianta negar. Você estava gostando, mas ela atrapalhou tudo, não é mesmo? Mas olha fofa, esse moreno tem uma pegada ardente, não é mesmo? Bateu até um calor e olha que estamos no inverno. — Ela sorriu cínica se abanando.

Jade: — Concordo. Está calor, não é? — Fui até ela e a agarrei pelos cabelos.

Trina: — Ai, ai, ai. Me solta sua louca, isso dói. SOCORRO! — Ela gritou se esperneando quando eu a arrastava para fora do estábulo.

Ignorei seus gritos, continuei a arrastando pelos cabelos, puxando-a com força.

Jade: — Vou apagar esse teu fogo, piranha! — Falei com raiva.

Trina: — SOCORRO! O QUE VOCÊ VAI FAZER? — Ela se desesperou quando viu que estávamos indo em direção ao poço.

Jade: — ISSO! — Gritei.

E sem piedade,.eu a joguei dentro do poço, pouco me importando se ela se machucaria ou poderia morrer afogada. Mas eu joguei aquela piranha dentro do poço...

Jade: — A ÁGUA ESTÁ BOA?

Tori: — AI MEU DEUS! O QUE VOCÊ FEZ SUA LOUCA? — A magrela deve ter brotado da terra, surgiu do nada e me empurrou para o lado, tentando enxergar a irmã lá dentro, provavelmente se afogando.

Sorri vitoriosa, me afastando. Ainda estava fervendo de raiva por dentro.

Tori: — TRINA! TRINA! TRINA! POR FAVOR, FALA COMIGO! — Ela gritava desesperada, correndo ao redor do poço. — TRINAAAAAAA! — Berrou me arrancando uma pequena risada, aquilo era bom de se apreciar. — ACHO QUE VOCÊ MATOU MINHA IRMÃ! — Olhou para mim, chorando.

Beck: — Que merda você fez, Jadelyn? — Puxou meu braço direito com certa força, me fazendo virar para ele.

Jade: — Apenas apaguei o fogo de Trina Vega. — Respondi me soltando de seu aperto.

Beck: — Você jogou a garota dentro do poço? — Me olhou horrorizado.

Jade: — Joguei. E posso jogar você e a magrela também se continuarem me enchendo o saco. Quer bancar o herói? Vai lá e pule para salvar aquela piranha.

Beck: — Não banque a louca, West. Precisamos conversar, sei que entrou no estábulo e me viu beijando a Trina, mas eu não tive culpa. — Tentou se explicar.

Jade: — TEVE SIM. SE NÃO TIVESSE DADO TANTA CONFIANÇA E MORAL PARA AQUELA GAROTA ELA NÃO TERIA TE AGARRADO!!! — Esbravejei partindo pra cima dele, socando o seu peito.

Austin: — QUE GRITARIA É ESSA? QUE PORRA ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — Gritou chegando com o Gibby e o Dylan.

Tori: — Essa esquisitona psicopata jogou minha irmã dentro do poço. — Apontou para mim chorando, revirei os olhos.

Austin: — Vai lá dentro pegar algumas cordas, Gibby! — Pediu para o gordinho.

O Puckett olhou pra mim prendendo o riso e sibilou: "Mandou bem, West".

Horas depois, às 22:06 da noite...

Jade: — Tenho cara de otária? Você acha que vai mesmo dormir aqui comigo? Nem pensar, estou com tanta raiva de você que tenho vontade de te deixar careca! — Apontei a tesoura para o Oliver.

Beck: — Quantas vezes eu tenho que te explicar que não tive culpa? Foi ela que entrou no estábulo e me agarrou. — Disse aumentando o tom de voz, me olhando irritado.

Jade: — Claro. Você é tão fraco que não conseguiu nem se esquivar, né? Se eu não tivesse chegado logo ela teria te estuprado, certo? — Cruzei os braços, sorrindo debochada.

Beck: — Também não exagera. Quer saber? Já cansei! Eu não tive culpa, já te expliquei várias vezes e você não quer acreditar em mim. Então, FODA-SE! — Gritou com raiva.

Ele pegou um travesseiro e saiu do quarto batendo a porta. Cravei minha tesoura no outro travesseiro grunindo de raiva, rasguei o travesseiro e comecei a cortá-lo, o estraçalhando...

Jade: — IDIOTA! — Gritei fazendo um belo estrago no travesseiro, depois larguei a tesoura em cima da cama e deitei sentindo as primeiras lágrimas rolarem, ele devia ter evitado aquele beijo, mas não fez nada, deixou aquela garota beijá-lo.

[...]

No dia seguinte, às 09:32 da manhã...

P.O.V Da Sam

Como sempre depois de tomarmos o café, nós nos dividimos e fomos cumprir nossas tarefas diárias. Cuidar de uma fazenda não é uma tarefa simples e tudo se complica no inverno. O ruim é que ficaremos o inverno inteiro sem colheita, as hortas congelaram e não estão mais produzindo nenhum legume ou verdura. Mas o celeiro está abastecido de suprimentos, e por enquanto estamos seguros, pois as cercas novamente foram reforçadas.

Dylan: — Acho que o leite delas congelaram. — Ouvi o loiro dizer para a Melanie.

Melanie: — Não seja bobo, você ainda não sabe como se faz. Vem comigo, eu vou te ensinar como se tira leite. Hoje você vai aprender como se ordenha, bebê. — Ela disse prendendo o riso.

Dylan: — Não é só puxar e apertar? — Perguntou confuso.

A loira achou graça e saiu puxando o namorado em direção ao curral. Austin e Kristen estavam no galinheiro, a Jade foi para o estábulo sozinha e eu decidi dá uma de supervisora, ver como as Vega e o Papperman estavam se saindo em cuidar dos suínos.

Tori: — SAI BICHO NOJENTO, NÃO ENCOSTE EM MIM EU VOU TE TRANSFORMAR EM BACON! — Ela gritava tentando chutar um dos porquinhos.

Entrei no cercado e decidi dar uma lição naquela garota insuportável. Nevel e a Trina estavam rindo olhando para a Tori que brigava com o pobre porquinho inocente.

Sam: — Quêm você vai transformar em bacon, hein? — Parei atrás dela.

Tori: — Ain, que gracinha! A mamãe de vocês apareceu para protegê-los! — Ela se virou rindo debochada.

Sam: — Você está me zuando, garota? — Me aproximei parando na frente dela.

Tori: — Por acaso já se olhou no espelho, querida? Você é igualzinha a eles. Gorda e nojenta! — Disse fazendo uma cara de nojo.

Não me controlei, dei uma rasteira nela derrubando-a na lama.

Sam: — Eu não sou gorda. É você que é magricela demais, parece um graveto. — Me abaixei e afundei sua cara na lama. — Agora me diz quêm é a porca agora? — Puxei seus cabelos erguerdo seu rosto todo lamacento. — E da próxima vez que eu pegar você maltratando esses animais, juro que vou quebrar todos os seus dentes! — Ameacei largando ela.

Me levantei limpando as mãos na calça, olhei para Trina e para o Nevel que me olhavam assustados.

Sam: — E esse aviso serve para vocês também! — Alertei antes de ir embora dali, deixando a Tori chorando toda suja de lama.

Carly: — SOCORRO! SOCORRO! SOCORRO!

A morena passou por mim quase me derrubando, olhei para trás e um bode vinha correndo. O animal passou reto indo atrás dela, logo atrás vinha o Beck e o Dylan correndo em disparada. A Carly gritava tentando fugir do bode que a perseguia, os meninos corriam atrás do animal para tentar detê-lo, pobre Shay. Eu não sabia se ria ou ficava com pena...

Freddie: — Quêm soltou aquele animal? — Ouvi aquela voz que me fez estremecer e o meu coração disparar.

Jade: — Era o Beck que estava cuidando do segundo estábulo. Os bodes e as cabras estão lá.

Em seguida, o Austin se juntou aos amigos para tentar ajudar a Carly que gritava, chorava e corria tentando fugir do bode. Evitei olhar para o Benson, eu sabia que seu olho direito e seu nariz estavam arroxeados, sua boca também estava machucada.

Jade: — Isso vai dá merda! — Ela disse parando ao meu lado.

Sam: — Com certeza! — Concordei.

O Dylan tropeçou e caiu, o Beck que vinha trás acabou caindo por cima do loiro. O Austin foi esperto e passou pulando por cima dos idiotas, e continuou correndo atrás do bode que ainda perseguia a Shay.

Vimos a Kristen disparar em cima do Trovão, o cavalo marrom. A ruiva segurava uma corda em forma de laço...

Jade: — Lá vai a Mulher Maravilha! — Apontou para a ruiva montada no cavalo.

Kristen conseguiu laçar o bode, mas já era tarde demais. O animal já havia conseguido morder a bunda da Carly que se jogou no chão.

Sam: — Coitada, a Carly vai ficar a noite inteira em claro chorando. — Comentei

Jade: — Verdade. Mas daquela vez foi pior, até eu fiquei com pena. Aquele bode não teve dó da Shay. — Lembrou rindo.

Freddie: — O que o bode fez? — Perguntou para a gente.

Sam: — Não é da sua conta. Vamos, Jade? — Puxei a morena, fomos em direção ao Austin que vinha carregando a Carly, ela parecia estar desmaiada.

[...]

— HEY, ALGUÉM PODE ME AJUDAR? — Ouvi um grito masculino.

Sam: — Você ouviu um grito? — Olhei para a Jade.

Jade: — Uhum. De onde veio? — Começamos a olhar ao nosso redor.

— HEY, AQUI ESTOU PRECISANDO DE AJUDA. — Gritou mais alto.

Olhamos para as portelas, havia um rapaz do outro lado das cercas. Descemos do cercado aonde estavam os porcos, corremos para lá. Assim que abrimos as portelas, vimos o rapaz atirando contra os zumbis que se aproximavam dele. Ele eliminou a pequena horda e olhou para nós depois de carregar a arma.

Sam: — Quêm é você? — Perguntei para ele.

Era um rapaz muito bonito, pele clara e belos olhos castanhos. Estava usando um gorro preto, também usava jaqueta de couro,calça jeans e Coturnos, ele estava com uma mochila. O rapaz se aproximou com calma, parecia cansado...

— Prazer, meu nome é Henry. Henry Collemans. — Pegou minha mão direita com certa delicadeza e depositou um beijo.

Sua voz soou extremamente rouca, talvez por ele ter gritado tanto por ajuda. Seus olhos castanhos fitaram os meus e ele abriu um pequeno sorriso de lado.

Notas finais
Trollei vocês, né? O Benson estava sonhando... Rsrsrs E aí, o que acharam? Gostaram??? Quero comentários, viu? Bjs Ps: Henry Collemans interpretado por Dylan O'Brien.