Born To Die
22 Numa madrugada não tão cálida...
Notas iniciais
Horas depois...
P.O.V Da Jade:
O Oliver acabou adormecendo e eu continuei dirigindo, e depois de quase 2 horas e 30 minutos de viagem, finalmente chegamos no acampamento. Estacionei perto do Volvo e resolvi acordar o Aladim.
Jade: — Ei! — Chamei cutucando-o, ele se mexeu, mas não acordou. — Oliver? — Chamei novamente e nada. — Acorda, Aladim! — Falei dando um peteleco na testa dele.
Beck: — O quê? Quando? Onde? Mas o quê? — Ele murmurou sobressaltando, todo confuso e olhando para os lados.
Jade: — Já chegamos, idiota! — Avisei me soltando do cinto e abri a porta do carro.
Beck: — Ah, sim. Legal! — Disse ainda sonolento e demorou um pouco para se soltar do cinto e sair do carro.
Pegamos as sacolas com os medicamentos e fomos para aonde a fogueira havia sido montada.
[...]
P.O.V Da Sam:
A Jade e o Beck retornaram ao acampamento trazendo várias sacolas. Eu e Austin nos levantamos para falarmos com eles.
Jade: — Aqui está o que você me pediu, Puckett! — Disse ela me entregando duas sacolas e o Beck entregou duas sacolas para o meu irmão.
Sam: — Valeu. E o que têm nessa outra sacola? — Perguntei olhando para a sacola que ela segurava.
Jade: — Nossa salvação para evitar bebês indesejados! — Respondeu abrindo a sacola, tirou de lá uma caixinha de remédio e me entregou.
Sam: — Anticoncepcionais? — Perguntei a olhando incrédula, lendo o rótulo.
Jade: — Yep, baby! — Ela concordou. — Agora vou distribuir para as meninas. — Falou e saiu indo em direção a Melanie.
Austin: — O que é isso? — Perguntou curioso se aproximando.
Sam: — Vitaminas C. — Respondi mentindo e escondi a caixinha no sutiã.
Austin: — Se for o que estou pensando, é melhor jogar fora porque eu não vou deixar...
Sam: — Ah, vai dormir, maninho! — Falei interrompendo-o e fui embora, deixando ele falando sozinho.
[...]
P.O.V Da Jade:
Me aproximei da Melanie e lhe entreguei uma caixa de anticoncepcional. Ela me olhou confusa depois de ter lido o rótulo.
Melanie: — Jade, isso não tem graça! — Falou, séria.
Jade: — O quê? Não vai ter graça se você engravidar do Sr."Responsável" aí e ficar fugindo de zumbis com um bebê loirinho e chorão nos braços! — Sorri, sarcástica. — Ah, espera... Isso seria engraçado sim! — Falei sorrindo divertida.
Melanie: — Eu sei me cuidar! — Disse ela séria, enquanto acariciava os cabelos do loiro adormecido, Dylan.
Jade: — Você que sabe, loira. — Falei e fui em direção a Carly,depois, eu entrego para a Kristen.
[...]
Beck: — E aí? Você não está com sono? — Perguntou o moreno sentando ao meu lado, bocejou e me olhou com cara de sono.
Jade: — Não. — Respondi quebrando alguns gravetinhos, e atirando-os na fogueira.
Beck: — Ficou chateada por quê a Kristen jogou a caixinha de anticoncepcionais na sua cara? — Perguntou e eu balancei a cabeça, negando.
Jade: — Mereci, pois eu não devia ter ido perturbar ela! — Falei.
Beck: — Por acaso têm medo de bebês? — Perguntou.
Jade: — Não é isso, pense bem. Como um bebê sobreviveria num Apocalipse? — Indaguei. — Não quero ver minhas amigas grávidas ou fugindo com bebês, isso seria trágico! — Falei.
Beck: — Entendi... E se você por acaso engravidasse? Iria abortar?
Jade: — Não. Até porque isso não tem chances de acontecer!
Beck: — Por quê não? — Indagou.
Jade: — Porque eu sou responsável e prevenida demais para cometer esse deslize! — Respondi me levantando.
Beck: — Para onde você vai?
Jade: — Dormir e você deveria fazer o mesmo! — Avisei.
[...]
P.O.V Da Amber:
Minha amiga sumiu e eu estou preocupada. Será que ela foi embora e me abandonou aqui? Ou ela foi pega pelos zumbis?
Amber: — BELINDA? — Gritei adentrando a floresta, usando a lanterna que eu peguei do garoto nerd, para iluminar o caminho.
Ouvi o som de galhos se quebrando, e me virei assustada apontando a lanterna para todos os lados, tentando identificar o causador do barulho.
Amber: — Quêm está ai? — Perguntei, receosa.
Ninguém respondeu e outro barulho de galhos quebrando soou mais alto.
Amber: — Bells se for você, pare de tentar me assustar! — Avisei.
Logo senti alguém me agarrar por trás e tapar minha boca.
[...]
P.O.V Da Belinda:
Vesti minhas roupas rapidamente e passei minhas mãos no cabelo, tentando arrumá-lo. O moreno estava terminando de vestir a camisa...
Nicholas: — Foi bom, deveríamos repetir mais vezes. O que você acha? — Perguntou sorrindo malicioso.
Belinda: — Vai sonhando, querido. — Falei lhe dando as costas e saí de onde estávamos, indo atrás do Austin.
[...]
Austin: — Que cara é essa? — Perguntou quando eu parei na frente dele.
Belinda: — Você é um idiota da pior espécie, sabia? — Indaguei irritada e ele sorriu.
Austin: — Ah, eu sou idiota? Idiota é você que pensou que eu iria me encontrar com você! — Disse ainda sorrindo debochado.
Belinda: — O que você fez comigo foi muita sacanagem! — Falei com raiva.
Austin: — Sério? Por quê ainda está reclamando? Vai me dizer que não abriu as pernas para o Nicholas. — Debochou.
Belinda: — Isso eu não vou negar... Mas pensando bem, eu dou nota 9 para o Nicholas, ele sim sabe satisfazer uma mulher! — Sorri vitoriosa e fui embora, deixando-o indignado.
[...]
P.O.V Da Amber:
Comecei a me debater desesperada, eu já estava chorando de medo, o braço forte ao meu redor se apertou em volta da minha cintura e a mão que estava sobre minha boca continuou mantendo-me calada.
Ouvi uma risada rouca, em seguida a pessoa me soltou. Me virei rapidamente me deparando com o loiro se debruçando de tanto rir.
Amber: — Jesse? — Perguntei incrédula, com a voz embargada.
Jesse: — Desculpa. — Disse entre risadas.
Amber: — Seu desgraçado, você quase me matou de susto! — Avancei nele, começando a estapeá-lo descontando tudo que eu senti durante aqueles segundos aterrorizantes.
Jesse: — Ai, ai, ai... Eu só estava brincando, ruiva! — Falou tentando se desviar dos meus tapas.
Amber: — Idiota! — Falei o empurrando, tentei bater nele novamente, mas ele me deteu agarrando meus pulsos.
Jesse: — Calma, garota. Era brincadeira! — Avisou.
Me soltei, juntei a lanterna que eu havia derrubado e saí dalí rapidamente, tentando enxugar as lágrimas que insistiam em cair.
[...]
Às 03:55 da madrugada...
P.O.V Do Freddie:
O Austin me obrigou a tomar alguns comprimidos para dor de cabeça e dores no corpo. E sentou do meu lado, notei seu cansaço e seu desânimo, ambos evidentes.
Freddie: — O que foi, cara? — Perguntei preocupado.
Austin: — Levei mais um fora da Kristen! — Respondeu triste.
" Você não foi o único, meu amigo." Pensei lembrando do tapa que a Sam me deu.
Freddie: — Não desista, continue tentando conquistá-la. Um dia você irá tê-la só para si. — Sorri tentando animá-lo.
Austin: — Quêm disse que eu vou desistir? — Perguntou dando um fraco sorriso.
Freddie: — Okay. Vai descansar, você está precisando e amanhã teremos um longo dia pela frente! — Avisei e ele assentiu.
Austin: — Estou mesmo precisando dormir. — Comentou bocejando.
Freddie: — Cadê o chorão do Dylan? — Perguntei notando a ausência do nosso amigo.
Austin: — Lá fora, dormindo no colo da Melanie! — Respondeu.
Ouvimos batidas na porta do Audi. O Austin levantou para abrir a porta do meu carro.
Nicholas: — A Mel mandou trazê-lo! — Avisou carregando o Dylan adormecido no ombro direito.
Eu e Austin nos entreolhamos, prendendo risadas.
Austin: — Por quê não acordaram ele? — Perguntou risonho.
Nicholas: — Ela ficou com pena! — Respondeu entrando no carro e colocou o Dylan deitado perto da minha mochila. — Boa madrugada para vocês! — Disse indo embora.
Austin: — Se tivéssemos um colchão inflável, juro que eu colocaria o Dylan em cima e o largaria no lago! — Comentou.
Freddie: — Já não fizemos isso no verão passado naquele acampamento? — Indaguei.
Austin: — Sim, mas seria engraçado de novo! — Disse rindo.
Freddie: — Foi engraçado porque não foi você que quase morreu afogado, idiota! — Falei rindo.
Austin: — Mas quêm foi que fez respiração boca a boca? — Perguntou, irônico.
Freddie: — Você! — Respondi.
Austin: — Aquilo foi nojento. Vou dormir agora! — Disse ele pulando para os bancos frontais.
[...]
P.O.V Geral:
Morto-vivos perambulavam pela cidade de San Francisco, na madrugada gélida e cálida sua fome pela carne humana só aumentava. Os poucos humanos que permaneciam na cidade estavam refugiados e trancados dentro de suas casas com as luzes apagadas para não chamar a atenção dos canibais.
Um morto-vivo acabou trombando num automóvel fazendo o alarme acionar, o barulho do alarme disparado chamou atenção de uma pequena horda que vagava por alí.
E numa daquelas casas perto do automóvel com o alarme disparado, encontráva-se uma mulher desesperada, tentando calar seu bebê que chorava alto e assustado com os barulhos.
— Por favor, cale a boca! — Sussurrava a mulher de cabelos curtos e castanhos. Ela estava sozinha e tentava calá-lo usando as mãos.
Depois de alguns minutos, não havia mais choro, somente o irritante barulho do maldito alarme lá fora e gemidos mórbidos.
A criança havia morrido sufocada, e a mãe se encontrava no chão, com uma faca enfiada no coração, abraçada ao seu bebê.
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