Born To Die
47 Irmãs Vega: As biscates & namoradas preocupadas...
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Freddie e eu estávamos no celeiro pegando algumas sacas de ervilhas e milho. Tudo estava bem naquela manhã, todo mundo estava executando suas tarefas cotidianas. Demos tarefas para as irmãs Vega e para o amigo delas, o Papperman. Eles ficaram encarregados de cuidar dos porcos, foi hilária a reação deles quando souberam que iriam cuidar desses animais, as irmãs Vega escorregaram e acabaram caindo de cara na lama.
Freddie: — Beck e eu vamos na cidade... — Disse jogando a saca de milho no ombro esquerdo. — Tori, Trina e Nevel estão precisando de roupas e produtos higiênicos, então iremos com eles até a cidade. — Avisou.
Sam: — Vou com vocês.
Freddie: — Não. Você vai ficar aqui, eu não quero carregar mais uma preocupação. As meninas são indefesas, e você é minha namorada, quero você em segurança aqui na fazenda.
Parei de andar perto da saída do celeiro e me virei para ele equilibrando a saca de ervilhas nos braços.
Sam: — Como é que é, Benson? Não precisa se preocupar comigo, eu sei me defender. E olha, as Vega não são tão indefesas assim. Elas e o amiguinho delas passaram uma semana viajando numa Caminhonete, e eles tem apenas uma faca e uma barra de ferro. E você vem com esse papo que tem que ir na cidade com eles para garantir a segurança deles? — Perguntei completamente incrédula.
Freddie: — A Caminhonete deles não está mais ligando, nós vamos no meu carro, o Beck também vai! — Se justificou.
Sam: — Tudo bem. Legal, Batman e Robin só querem ajudar as mocinhas indefesas! — Debochei.
Fui na frente, saí do celeiro e apressei os passos. Jade e Beck estavam no estábulo e os demais estavam cumprindo suas tarefas. E dessa vez, o almoço ficaria por conta da Melanie e da Kristen, cheguei na cozinha e joguei a saca de ervilhas no chão ao lado da pia.
Carly entrou toda contente cantarolando, trazendo uma cesta repleta de legumes. Gibby veio logo atrás, ele estava vermelho, carregava uma cesta cheia de hortaliças, a colocou em cima da mesa e saiu da cozinha apressado aos tropeços.
Sam: — Acho que a Carls aprontou alguma com o gordinho! — Cantarolei olhando para a morena que corou e sorriu envergonhada.
Melanie: — Nos conte Carlotta, queremos os detalhes! — A loira pediu ansiosa.
Até a Kristen se aproximou curiosa e nós três cercamos a morena que se encolheu, e deu uma risadinha nervosa.
Carly: — Tive que tomar uma atitude... E eu o beijei, no começo ele ficou surpreso e estático, mas acabou retribuindo. Foi bom apesar dele ser inexperiente, sabe? Aí, meninas e agora? Como vou agir com ele depois disso? Eu gosto dele, mas estou com medo. Somos amigos e eu quero algo a mais, entendem? — Ela estava super nervosa quase gaguejando.
Kristen: — Olha, no caso da Melanie e do Dylan, eles nem se conheciam direito, mas depois do primeiro beijo eles engataram um namoro, e até hoje estão juntos e felizes. No caso da Sam e do Freddie, eles sempre se conheceram, mas nunca foram amigos, só viviam em pé de guerra, mas hoje em dia eles são namorados, continuam se desentendendo, mas acabam fazendo as pazes e se resolvendo. E no meu caso com o Austin, eu nunca pensei que um dia fosse querer algo com ele, mas acabou rolando e hoje estamos juntos. — A ruiva contou sorridente. — Você e o Gibby tem tudo para dá certo, se declare e sejam felizes! — Falou para a morena que também estava sorrindo.
Carly: — Obrigada pelo apoio, Kris. Irei me declarar! — Disse decidida.
Melanie: — Isso mesmo, Carls. Agora me dêem licença, preciso ir ajudar o meu loirinho com o gado, depois eu volto para te ajudar com o almoço, Kris! — Falou antes de sair da cozinha.
Sam: — Não se preocupe, o Gibby também gosta de você. — Garanti.
[...]
Durante o almoço tudo ocorria bem, todos estavam reunidos em volta da grande mesa quadrada. Entre conversas e algumas gracinhas feitas por Dylan e Austin, mas o que me incomodava era o fato de que a Tori não parava de lançar olhares e sorrinhos para o meu namorado, a irmã dela não ficava atrás também, fazendo o mesmo com o Beck e até o Nevel estava se engraçando para cima do meu irmão.
Tori: — O que foi? Por quê está me olhando, Puckett? Está admirando a minha beleza?
A morena perguntou para mim e todo mundo ficou em silêncio prestando atenção em nós.
Sam: — Eu que te pergunto, Vega. O que tanto olha para o meu namorado? Perdeu alguma coisa no rosto dele? — Rebati no mesmo tom debochado.
Tori: — O Freddinho é seu namorado? Jura? — Fingiu um falso tom de surpresa. — Por quê não me disse que tinha namorada, gato? — Olhou para o Freddie, séria.
Freddie: — Não tive a oportunidade... — Murmurou ficando sem jeito, olhei para ele indignada.
Sam: — Com licença! — Forcei um sorriso e me levantei, saí da cozinha chateada e com raiva.
Freddie: — SAM! — Gritou o meu nome, apressei os passos, mas ele acabou me alcançando e me fez parar de andar agarrando meu braço direito.
Sam: — Me solta! — Praticamente rosnei quando paramos no meio da sala.
Freddie: — Eu posso explicar, eu juro que...
Sam: — Jura que não teve a oportunidade? — Zombei, rindo sarcástica. — Anda de conversinha com essa garota por aí, pelo visto vocês já tem até intimidade para ela ficar te chamando de Freddinho, não é mesmo? — Sorri irônica.
Freddie: — Você está com ciúmes? Sério, baby? Pare com isso. Ela não me perguntou se eu era solteiro, apenas conversamos naquele dia quando dormi no sofá. — Revelou.
Sam: — Não estou com ciúmes, só não quero aquela garota te secando a cada 5 segundos, apenas isso... — Falei.
Freddie: — Deixa de ser boba. Só tenho olhos para você, vem vamos voltar para a cozinha. Sei que está com fome. — Entrelaçou nossas mãos e saiu me puxando, enquanto eu ainda continuava bolada.
[...]
P.O.V Da Jade
Minha enorme vontade era de enfiar meu garfo nos olhos de Trina Vega. Aquela garota insuportável não parava de secar o Oliver, além de ficar elogiando o cabelo dele toda hora, será que tenho que deixar o meu, Aladim careca? Não é por ciúmes, mas isso me incomoda, não gosto de pessoas cobiçando o que me pertence...
Trina: — Você era modelo? — Ela perguntou para ele que ficou corado ao meu lado.
Beck: — Não. Eu trabalhava como mecânico nos finais de semana, mas já recebi propostas para ser modelo. — Contou.
Trina: — Você é um sonho. Parece irreal, sabe? Um príncipe indiano de contos de fada! — Disse sonhadora, o encarando.
Ele soltou uma risadinha, envergonhado e olhou para mim.
Beck: — E eu tenho uma princesa linda. Minha princesa das trevas, incrível com esse jeito único que ela tem...
E antes que ele falasse mais alguma coisa, eu o calei com um beijo. Mostrei que ele já tinha dona, quando encerramos o beijo eu olhei para a Trina, ela estava com a cara fechada, sorri vitoriosa.
Austin: — SAI FORA, CARA, EU GOSTO DE MULHERES! — O Puckett gritou para o Nevel que se encolheu na cadeira, assustado.
Kristen: — Austin! — Lhe repreendeu.
Austin: — Qual é? Eu tô mentindo? Ele estava alisando minhas pernas usando os pés por debaixo da mesa. Você teve sorte de não ter apanhado! — Apontou para o loiro engomadinho.
Nevel: — Mas bem que você estava gostando no começo. — Sorriu malicioso passando a mão nos cabelos, sua voz afeminada era muito irritante.
Sam, Freddie, Dylan e Melanie começaram a rir. O Austin ficou vermelho, deu um soco na mesa, se levantou e foi embora resmugando.
Nevel: — Me passe a salada! — Pediu para o Dylan, que passou a vasilha da salada para ele. — Obrigada, docinho. — Agradeceu piscando e o Dylan fez careta.
Jade: — Temos que ter bastante salada de alface nos almoços, ouviu meninas? Porque aqui no grupo tem duas vacas magras para serem alimentadas! — Olhei para as irmãs Vega.
Trina: — Perdão, acho que não ouvi direito. — Se levantou rapidamente. — Está chamando eu e minha irmã de vacas, sua gótica siliconada? — Me olhou raivosa.
Jade: — Gótica siliconada é a sua...
Beck: — Calma, Jay, não precisa se alterar. — Me interrompeu.
Jade: — Calado, Oliver. E sim, vocês são duas vacas sem vergonhas que nem deveriam fazer parte desse grupo. E é você que é peituda, não eu e sua irmã é uma magrela que está se oferecendo para o namorado da...
Tori: — Eu não sou oferecida. Vaca é a sua avó, meu, bem. Olhe para mim, sou linda, alta e magra! — Se levantou e se afastou da mesa dando uma rodadinha. — Diferente de certas pessoas... — Olhou para a Sam que devorava uma coxa de frango, a boca da loira estava toda lambuzada.
Freddie: — PAREM JÁ COM ISSO GAROTAS! — Gritou irritado. — Não arranje confusão West, já chega por hoje. — Me olhou sério.
Jade: — Tá bom, papai. — Sorri irônica.
As Vega me olhavam com raiva, não me intimidei. Forcei um sorriso antes de voltar a comer, apesar de quase ter perdido o apetite...
Horas depois, às 14:22 da tarde...
Jade: — Por quê você tem que ir? — Perguntei para o Beck que já estava prestes ir para a cidade com o Benson, as Vega e o Papperman.
Beck: — Para garantir a segurança das meninas e do amigo delas. Não precisa se preocupar, vou ficar bem!
Jade: — Você virou segurança? Você e o Benson ficar montando a guarda para aquele trio de biscates? — Perguntei prendendo o riso, aquilo era de fato ridículo.
Beck: — Não fale assim, Jay. Eles são legais, fazem parte do nosso grupo e temos que defender e proteger quêm é dos nossos! — Justificou-se.
Jade: — Ah, beleza... Então,a até mais se você sobreviver, né? Talvez nem voltei para contar história! — Sorri sarcástica e ele revirou os olhos.
Beck: — Espera! Não vai se despedir? — Perguntou.
Jade: — Não. Vou para o estábulo agora, mimar os meus meninos com cenouras. O Aladim é mais racional que você, ele sim me escuta e me obedece.
Beck: — Legal! Quando eu chegar irei mimar a Jade, pois ela gosta de carinho e é mais dócil que você! — Deu um sorriso forçado.
Dylan: — Que papo estranho, estou confuso. Do que estão falando? Mimar Aladim e Jade? — Se intrometou o loiro lerdo.
Melanie: — Estão falando do cavalo e da égua! — Explicou.
Dylan: — Ah, sim... — Disse vagamente, ainda parecendo confuso.
Beck: — Tchau para vocês! — Deu um breve aceno.
Tori, Trina e Nevel chegaram na sala sorridentes. Sam e Freddie apareceram logo depois e eu resolvi ir logo para o estábulo.
[...]
P.O.V Do Freddie
Já estava na hora da despedida e Sam estava chateada comigo, não permitir que ela viesse com a gente. Lá fora o perigo se torna maior, preferi que ela ficasse segura na fazenda, mas ela é teimosa e queria ir para a cidade com a gente, mas eu dei minha última palavra, um "Não" definitivo.
Freddie: — É para o seu bem, meu amor! — Acariciei suas bochechas e beijei sua testa.
Sam: — Quêm me garante que você voltará para mim sã e salvo? — Me olhou apreensíva.
Freddie: — Prometo que tomarei cuidado! — Balancei meu bastão de beisebol cravejado de pregos, eu também estava levando uma faca.
Lhe dei um selinho demorado, apreciando seus lábios macios, quentes e receptíveis contra os meus. Me afastei e chamei o Beck com um rápido aceno, Tori, Trina e Nevel nos seguiram para fora do casarão. Entramos no meu Audi, Austin e Dylan abriram as portelas e eu dei partida, atropelando os zumbis aglomerados do outro lado das cercas, que estava querendo passar pelas portelas.
Peguei a estrada para a cidade mais próxima. A última vez que estivemos lá, a cidade tinha uma pequena população de mortos-vivos, não era uma "zona" tão infestada.
Freddie: — Já sabem o que fazer quando chegarmos. Sejam silenciosos, cautelosos e rápidos, ok? Assim poderemos retornar o mais rápido possível. — Avisei.
Tori: — Já entendemos, gatinho. — A morena que estava ao meu lado disse repousando a mão na minha coxa direita. — Você é inteligente, generoso, lindo e gostoso. Agora me diz, por quê perde tempo com aquela loira maluca? Ela é tão mal-educada, desbocada e selvagem, é ingênua demais, tadinha. Você merece uma mulher de verdade, que possa te satisfazer completamente, te dar valor e te amar como você merece ser amado! — Sussurrou no meu ouvido, deslizando a mão por minha virilha me desconcentrando.
Freddie: — É melhor se afastar! — Pedi me controlando para não gritar e empurrá-la.
Tori: — Você não disse que tinha uma namorada, fiquei sabendo disso hoje. E você não reclamou quando estávamos conversando aquela noite lá na sala, no sofá bem juntinhos, com nossos corpos quase colados... — Continuou sussurrando no meu ouvido, arranhando minha nuca de leve.
Freddie: — É melhor se afastar, se sentar direito no banco e colocar o cinto. Eu tenho namorada e...
Tori: — Eu sei... — Murmurou se ajeitando no banco e colocando o cinto.
Fiquei sem palavras. Apenas ignorei tudo o que ela falou, me foquei na estrada e continuei dirigindo, eu só tenho olhos para minha loira comilona...
Horas depois, às 16:41 da tarde...
Freddie: — Chegamos! — Anunciei.
Estacionei o Audi em frente à uma loja. Alguns zumbis que perambulavam por ali começaram a se agitar assim que perceberam a nossa presença, Beck e eu fomos os primeiros a descer para "limpar" aquela área infestada.
[...]
Horas depois, às 21:36 da noite...
P.O.V Da Sam
Eu já estava preocupada. Já era para eles terem voltado, mas estavam demorando muito. Jade também estava aflita, mas não demonstrava, percebi porque ela é minha melhor amiga e eu a conheço perfeitamente.
Jade: — Eu sabia que não era uma boa ideia, desde o começo eu sabia. — Murmurou andando de um lado para o outro, estávamos os esperando na sala.
Sam: — Mas eles são teimosos. O Freddie não quis me ouvir e nem me deixou ir também, estou com medo. — Confessei num tom baixo, sentindo a minha voz fraquejar.
Austin, Dylan e Gibby estavam lá fora. Carly, Kristen e Melanie estavam na cozinha, eu não consegui jantar, nem a Jade. Estávamos preocupadas demais para pensar em outra coisa, nossos namorados estavam lá fora à mercê de centenas de zumbis, em pleno perigo...
Sam: — O que pode ter acontecido para eles estarem demorando tanto? — Jade parou de andar e me olhou.
Jade: — Tenho tantas teorias, mas realmente não quero te assustar, loira. Quer ir atrás deles comigo?
Sam: — Boa ideia. Vamos, rápido! — A apressei, ela pegou as chaves do bolso da jaqueta.
Saímos de casa, ignoramos o Austin que ficou gritando/perguntando para aonde estávamos indo. Saímos correndo portelas à fora, entramos no Mustang dela que estava perto da cerca, logo a morena deu partida.
E para piorar tudo, a estrada estava escura pela noite, não ajudava em nada. Depois de alguns Km's percorridos, o carro da Jade deu prego, daí ferrou tudo.
Jade: — Droga! Droga! Droga! — Praguejou socando o volante com força, tentou ligar o carro, mas o automóvel não funcionou.
Depois de alguns minutos e várias tentativas falhas, ela desistiu. Ficamos com o carro brecado no meio da estrada, ambos os lados estavam repletos de árvores, não havia mais nada além da estrada deserta e das árvores...
Jade: — Fudeu! — Exclamou quando vimos uma verdadeira caminhada de morto-vivos se aproximando.
Nos abaixamos, nos escondendo. Era uma horda, uma verdadeira horda de comedores de carne fresca vindo na direção do carro. Os gemidos altos, grotescos e mórbidos aumentavam na medida que eles se aproximavam, alguns passaram esbarrando pelo carro, seguindo reto.
Não sei o que chamou a atenção dos lerdinhos acizentados, talvez o nosso cheiro ou até mesmo o carro, mas alguns espertinhos cercaram o veículo. Se aglomerando em nossa volta, se debruçando sobre a lataria, sobre os vidros das janelas e do para-brisa. Eles ficaram agitados,começaram a arranhar o "bebê" da West, vulgo o Mustang, detonando a lataria e o vidro com suas unhas afiadas e imundas.
Jade: — Filhos da puta! — Os xingou num sussurro.
E não demorou muito para eles surtarem. Os infelizes estavam farejando o cheiro da nossa carne, malditos ofatos apurados. Logo os arranhões se transformaram em fortes batidas frenéticas, os vidros das janelas poderia trincar, quebrar e estaríamos totalmente fodidas já que esquecemos de levar nossas armas...
Fale com o autor