Born To Die

79 Heróis Ou Vingadores?


Notas iniciais
Hey, meus amores!!! Desculpem pela demora. Aqui está mais um capítulo de BTD!!! Tenham uma boa leitura!!!

P.O.V Do Freddie

Meu coração disparou quando vi o portão de ferro derrubado. A cerca estava retorcida, saímos do carro, eu já estava muito nervoso. Não pensei, apenas agi e o mais rápido que pude. Abri minha mochila e peguei as duas pistolas.

Austin e Beck pegaram as armas deles. André ficou parado, estava nítidamente aterrorizado.

Tudo ali indicava que houve um ataque brutal. Cadáveres zumbificados espalhados pelo terreno sobre a grama crescida. Carros baleados.

Pensei no meu grupo. Principalmente na Sam. A mãe do meu filho. Eu mataria e morreria por ela sem pensar duas vezes.

Freddie: — Merda! — Praguejei enquanto destravava as pistolas.

Eu aprendi atirar, mas minha mira não era tão boa.

Claro que tudo que ocorreu ali deve ter sido um combate sangrento. Quem seriam os inimigos? Saqueadores? Psicopatas? Estupradores?

Austin: — Ah, merda! Olhem, zumbis! — Exclamou.

Olhei ao nosso redor, aquelas pragas tinham sido atraídas, com certeza pelo barulho dos tiros. Não era alguns desgarrados. Eram vários deles. E nem tinha como contar.

O vento trazia o fedor. Carne podre. Secreções.

A cena daquelas criaturas não era bizarra. Era assustadora. Sinistra.

Não tínhamos tempo para estourar alguns cérebros. Nosso grupo estava em perigo, aquilo era mais urgente.

Os zumbis se aproximavam do colégio em sua caminhada lenta e mórbida. Era só uma questão de tempo. Logo eles se agrupariam em torno do colégio.

Corremos e atravessamos o gramado desviando de um cadáver de um humano. Era um homem de vestes escuras.

Rompemos pelo pátio de entrada porta adentro, André vinha com a gente, ele estava mais assustado, sequer havia dito uma palavra. Seguimos pelo corredor passando pelos blocos de salas, logo ouvimos gritos quando passamos pelo pátio de recreação.

Fiz sinal para eles. Oliver e meu cunhado estavam prontos para agir. Eram os gritos das meninas. Estava vindo do ginásio.

Beck: — Precisamos de um plano. — Sussurrou quando paramos ofegantes em frente à porta.

Freddie: — Sim, não sabemos como...

Fui interrompido por um grito agoniante. Era a Jade.

O Oliver não esperou, simplesmente agiu, abriu a porta com rapidez e invadiu o ginásio. Ouvimos o primeiro disparo. Austin e eu fizemos o mesmo.

Atirar contra os inimigos certamente era o plano perfeito.

[...]

P.O.V Do Beck

Quando ouvi a Jade gritar, não pensei muito. Eu só precisava entrar ali e salvá-la de qualquer jeito. Invadi o ginásio, apontei a arma para o homem que estava beijando o pescoço dela, mirei e atirei. Estava nervoso, minhas mãos suavam e tremiam.

Errei o disparo, a bala atravessou a parede azul-celeste.

As pessoas que estavam ali engatilharam suas armas e apontaram para mim.

As meninas estavam sentadas e amarradas nas cadeiras. Machucadas e com as roupas rasgadas.

Vê-la ali indefesa e frágil fez meu sangue ferver. Minha morena estava com a boca sangrando, os cabelos bagunçados e com o sutiã exposto. Ela tremia.

Quando me viu, começou a chorar. Talvez de alívio por me ver, ou com medo de me machucarem. Ou numa mistura dos dois.

"Vai ficar tudo bem."

Sibilei olhando-a, angustiado. Lágrimas banhavam seu rosto inchado e avermelhado.

Logo o Benson e o Puckett entraram atirando. Me abaixei à tempo. Tudo foi tão rápido. Rolei pelo chão, ainda com minha arma em punhos.

O choro da Carly era o mais alto. Ela começou a gritar com medo. Logo reparei no Dylan e no Gibby no chão, ambos desacordados.

Decidi levantar quando estava perto da parede. O desgraçado que estava tocando na minha namorada estava escondido atrás da cadeira dela. Covarde.

Tinha duas mulheres no meio. Elas se renderam. Estavam com as mãos para cima, implorando por piedade.

Olhei para o piso liso, vi os homens caídos. Um estava imóvel. O outros gemiam de dor enquanto sangravam.

Freddie: — Onde está a Sam? Cadê ela? — Perguntou, desesperado.

Kristen: — Foi levada... — Respondeu enquanto Austin desamarrava as cordas grossas e encardidas.

Austin: — Para onde? — Indagou apressado.

Melanie: — Não sabemos. — Ela chorava.

Me aproximei do maldito que estava abaixado atrás da cadeira. Estava desarmado. Aquele verme filho da puta.

– Eu não machuquei a moça, eu juro que não...

Beck: — Levanta, porra! — Ordenei desamarrando a minha Jade.

Jade: — Ele ia me violentar... — Sua voz saiu trêmula.

Meu ódio apenas aumentou. Soltei as cordas. Ela levantou e se jogou em meus braços, chorando contra o meu peito, molhando minha camisa.

Quando ouvimos alguns disparos a poucos metros dali, imediatamente Austin e o Benson correram para procurar a Sam.

Beck: — Encosta na parede e mantenha as mãos acima da cabeça! — Ordenei fuzilando o desgraçado que pretendia estuprar minha namorada.

Ele com certeza ia ter o que merecia.

[...]

P.O.V Do Austin

A Sam não estava ali. Onde estava a minha irmã? Soltei as cordas que prendiam a minha namorada. Kristen estava um pouco abalada. Não parecia machucada, apesar da blusa rasgada. Parecia a mais calma de todas.

Freddie desamarrou a Carly e o André fez o mesmo com a Melanie.

Três homens estavam estirados no chão. Um estava morto. Os outros apenas feridos. As duas mulheres se renderam logo, estavam apavoradas. Beck fez um homem se render e se encostar na parede.

Cinco vivos. Um morto. Olhei para baixo procurando por mais um cadáver. Quando o avistei, fiquei imóvel... O garoto chamado Robbie estava morto, uma poça escura de sangue estava formada embaixo de sua cabeça.

André ainda não tinha visto seu companheiro estirado no chão sem vida. Ele perguntou para as meninas sobre Robbie, mas elas não conseguiam responder.

Tomei coragem. Ele precisava saber. Era o namorado dele.

Austin: — André, infelizmente...

Ouvimos uns disparos. Meu coração acelerou ainda mais. Pensei logo na minha irmã. Benson e eu corremos para fora do ginásio à procura dela.

Seguimos pelos corredores, nem sinal dela e nem do atirador. Dobramos em outro corredor e vimos um homem socando uma porta. Ele não nos viu, gritava e xingava, socando a porta com raiva.

Freddie e eu apontamos para ele, mirando na cabeça.

Freddie: — Se afaste da porta e ponha a arma no chão! — Mandou.

– Opa! Calma, não atirem! — Disse se virando.

Não soltou a pistola prateada, apenas colocou as mãos para cima.

Austin: — Sam? — Chamei por ela.

Freddie: — Mandei colocar a arma no chão! — Avisou.

O homem apenas abriu um sorriso debochado.

Sam: — AUSTIN! — Respondeu.

Soltei o ar, respirando aliviado.

Austin: — Não abra a porta, fique aí! — Pedi para ela. — Larga a porra dessa arma, agora! — Dei um passo a frente, com o dedo no gatilho.

– Vocês tem mesmo culhões para atirar? — Ele estava mesmo tirando uma com a nossa cara?

Freddie atirou como resposta, o tiro acertou o ombro esquerdo dele.

– Caralho! — Soltou a pistola e deu um passo para trás, fazendo uma careta de dor.

Austin: — Mãos na cabeça, rápido! Ou vou ter que atirar em você também? — Esbravejei.

Freddie: — Pode abrir a porta, amor, tá tudo bem. — Disse num tom alto.

Vimos a maçaneta girar, a porta foi aberta e Sam correu para mim. Seus braços me envolveram num abraço apertado.

O cara ainda estava sob a mira do Benson.

Sam: — Eu fiquei com medo... — Ela chorou admitindo.

Austin: — Todos nós ficamos. — Acariciei suas costas, mantendo ela naquele abraço que estava sendo tão bom.

[...]

P.O.V Do André

André: — Onde está o Robbie? — Perguntei novamente para as meninas.

Carly fechou os olhos, trêmula. Jade abaixou a cabeça. Kristen e Melanie se entreolharam. Por quê nenhuma delas respondia?

André: — CADÊ O MEU NAMORADO? — Gritei perdendo a paciência.

– Está morto. Ali! — Uma das mulheres/inimigas, a loira apontou para um cadáver que eu não tinha notado.

André: — Robbie... — Senti o meu mundo desmoronar.

Desabei sobre meus joelhos. A dor me golpeu com força. Meu estômago revirou.

André: — Não... Não... Não... ROBBIE! — Gritei o seu nome.

Nada. Silêncio... Seu corpo continuava imóvel.

Fui até ele, engatinhando. Eu não tinha forças para ficar de pé. Toquei na pele pálida que já estava ficando fria.

Seus olhos estavam levemente fechados. A boca sem cor entreaberta. A cabeça ensopada de sangue.

André: — Me desculpa... Eu devia ter ficado aqui com você... Quebrei nossa promessa... Eu sin...

– Que coisa mais boiola! Olha ele, chorando pelo namoradinho. — Zombou o cara que não tinha sido baleado.

Dor. Raiva. Sede de vingança.

Reuni força e me ergui, fui até o cretino que estava com as mãos amarradas. Kristen tinha amarrado ele.

André: — O que disse? — O agarrei pela jaqueta imunda.

Ele fedia. Suor. Odores naturais de quem passa muito tempo sem tomar banho.

– Meu chefe deu cabo no seu namoradinho. Eu teria torturado ele, depois eu enfiaria...

O calei com um soco. Ele caiu de costas. E se virou de lado, rindo.

– Seu homofóbico de merda! Desgraçado! — Comecei a chutá-lo na barriga. Disparando golpes com força.

Kristen: — Chega! — Tentou me segurar. — Nada vai trazê-lo de volta, ele não ia gostar de te ver agindo assim! — Me puxou.

André: — ME SOLTA! ALGUÉM TEM QUE PAGAR POR ISSO! — Me desvencilhei do aperto dela e voltei a descontar minha raiva no homem caído no chão.

Ele apagou. Deveria ter morrido. Mas o infeliz só estava desmaiado. Me virei. As meninas do meu grupo e as mulheres do grupo inimigo me olharam assustadas.

Eu buscava ar, respirando com força. Estava cansado e trêmulo.

André: — Quando você perde alguém que ama, acaba perdendo a cabeça também... Ele era o meu mundo e agora se foi... — Tentei me justificar.

Melanie veio até a mim e me abraçou.

Melanie: — Nós vamos enterrá-lo, ele merece. E pode ter certeza que todos eles pagarão por esse sangue derramado. — Prometeu.

[...]

P.O.V Do Freddie

– Rapaz, existe algo chamado compaixão. Eu imploro por piedade. — O tal líder estava de joelhos.

Estávamos no ginásio. Mandamos todos ficarem de joelhos. As duas mulheres choravam, uma apertando a mão da outra.

Dylan e Gibby já tinha recobrado a consciência e estavam sob os cuidados da Kristen.

Freddie: — Vocês não pensaram duas vezes antes de invadir o nosso território, não é mesmo? — Pressionei o cano da arma contra a testa dele.

Ele fechou os olhos com força, estremecendo de pavor.

Austin: — Agrediram nossos amigos! — Citou.

Beck: — Tentaram estuprar nossas mulheres e nossas amigas! — Complementou.

Freddie: — Mataram um de nós! — Coloquei o dedo no gatilho. — Tem algo a dizer? — Perguntei.

– Todos nós vamos para o inferno. Te encontro lá. — Sorriu com deboche.

Freddie: — Não, meu caro, nós já estamos no inferno. — Dei alguns passos para trás. — Pessoas ruins só colhem frutos podres. — Atirei à queima-roupa.

O sangue espirrou nos colegas dele. A ruiva e a loira gritaram, e se abraçaram, chorando descontroladamente.

Austin e Beck dispararam. Um por um foi tombando no chão. Deixamos as mulheres vivas.

Freddie: — Levantem! — Ordenei.

Ambas obedeceram, tremiam e não se largavam.

Freddie: — Não matamos mulheres, mas ouçam bem. Quero que vão embora daqui, e rápido! Se ousarem voltar aqui, eu juro que acabo com vocês, estão me entendendo? — Eu não estava blefando.

– Sim! — Assentiram.

– Obrigada por está nos dando essa chance. — A ruiva agradeceu.

– Nós sentimos muito por tudo... — A loira disse rouca.

– Agora vão! Se mandem daqui! — Pedi abaixando arma.

Elas foram correndo. Respirei fundo. Eu estava com dor de cabeça.

Ainda bem que as meninas não viram o que fizemos.

Austin: — Por quê deixou elas escaparem da morte? Eu não ia ter coragem de atirar, mas...

Freddie: — Eu não mato mulheres. Por mais que sejam psicopatas! — O interrompi.

Beck: — Nem eu. — Disse travando a pistola.

Austin: — E se elas se juntarem a outro grupo pior ainda? — Indagou, preocupado.

Freddie: — Quêm disse que elas vão muito longe? Tem um monte de zumbis lá fora, cercando os arredores do colégio e elas estão desarmadas! — Expliquei. — Como falei, eu não mato mulheres, mas os zumbis famintos lá fora farão isso por nós! — Avisei.

Austin: — Cara, você é foda! — Ele riu.

Freddie: — Sei disso, agora vamos levar esses corpos lá para os fundos, precisamos queimar esses cadáveres. — Tirei a jaqueta, colocando-a em cima de uma cadeira e arregacei as mangas da camisa.

Tínhamos trabalho sujo para fazer.

Notas finais
Enfim, o que acharam??? Grupo do bem venceu o grupo do mal. Curtiram??? Tadinho do Harris. Os rapazes não tiveram compaixão tcs tcs O Benson foi um líder? Ou não gostaram do que ele fez? Teriam piedade??? Sam foi correndo abraçar o irmão... Que cena linda! Comentem, hein? Bjs