Born To Die

55 Desconfiança & mais uma recaída.


Notas iniciais
Hey, gente!!! Espero que gostem! Boa leitura!!!

No dia seguinte:

P.O.V Da Jade

Assim que amanheceu, voltei para o quarto e entrei sem fazer barulho. O Oliver ainda estava dormindo, todo esparramado na cama, decidi deixá-lo quieto, não tinha motivos pra acordá-lo, ainda estava muito cedo. Após terminar minha higiene matinal e me arrumar devidamente, desci para tomar café. Kristen e Carly estavam na cozinha, conversando animadas, enquanto preparavam o café da manhã.

Carly: — Bom dia! — A morena exclamou sorrindo quando me viu entrando, apenas me sentei à mesa.

Kristen: — Caiu da cama, Jade? — A ruiva perguntou risonha.

Jade: — Não. — Respondi enquanto acariciava uma de minhas tesouras.

Carly: — O café já está pronto. — Apontou para a garrafa térmica verde em cima da mesa.

Jade: — Que ótimo. — Me levantei, fui até o armário. Escolhi uma grande caneca preta, retornei à mesa e a enchi de café. — Delícia! — Me limitei a dar um pequeno sorriso após provar o café, o líquido forte e quente me aqueceu por dentro, estava delicioso mesmo. — Quêm fez? — Perguntei olhando para elas.

Kristen: — Euzinha! Gostou? — Levantou a mão.

Jade: — Hum... Está aprovado. O café da Carly é horrível. — Falei com sinceridade.

Carly: — Ei!!! — A morena protestou e me olhou fazendo biquinho, parecendo emburrada.

Tomei mais duas canecas cheias e saí dali satisfeita. Café era minha grande paixão, meu Néctar dos deuses. Não ficava sem, aquilo me aquecia e me acalmava. Meu vício. Um dia sem tomar café me deixaria transtornada, com dor de cabeça e com um imenso mau-humor.

40 minutos depois...

Beck: — Aonde passou a noite?

Ele havia acordado de mau-humor, aquilo pra mim estava sendo uma novidade. Vê-lo todo estressadinho arrumando o cabelo... Tão sexy.

Jade: — No celeiro com o Benson. — Respondi concentrada em picotar uma revista velha que achei lá na sala.

Beck: — Quê? — Aumentou o tom de voz e eu olhei pra ele.

Jade: — Isso mesmo que você ouviu. — Afirmei.

Beck: — Você dormiu com outro e vem falar isso pra mim com a maior naturalidade? — Me olhou incrédulo.

Jade: — É. E daí? Não aconteceu nad...

Beck: — Você transou com ele? Fala a verdade, você transou com o Benson? — Indagou ficando vermelho.

Jade: — Quê? — Larguei a tesoura e olhei pra ele descrente, como ele ousava desconfiar de mim? — Você acha que eu te traí? — Perguntei ofendida, admito, aquilo me pegou de surpresa.

Beck: — Me responda você. — Exigiu entre dentes, seu tom soou tão rude, cerrando os olhos.

Jade: — Não seja ridículo. — Levantei da cama deixando a revista e a tesoura de lado. — Estou com você, por quê diabos eu iria querer o Benson? — Indaguei incrédula.

Beck: — Não fui eu quem passou a noite com ele num celeiro. — Rebatei, cruzando os braços.

Jade: — Sou fiel. Porra, Oliver. Eu não tô a fim de brigar com você. — Avisei. Já estava ficando nervosa e irritada.

Beck: — Claro que não. Não tem paciência com nada, não é mesmo? Porque anda ocupada demais brincando com suas tesouras idiotas e alimentando seu vício tomando café. Só me procura quando quer sexo e eu tô farto disso. — Disse com raiva.

Quê? Aquilo não era verdade. É claro que fazer sexo com ele era ótimo, mas procurar ele apenas pra suprir meus desejos não era verdade. Não mesmo.

Jade: — Minhas tesouras não são idiotas. O único idiota aqui é você, Albert! — Apontei pra ele. — Você sabe que eu tenho uma louca paixão por café, por quê quer implicar com isso agora? — Me aproximei ficando cara à cara com ele, já estava perdendo a paciência.

Beck: — Ah, Jadelyn. Essa não é a questão que estamos discutindo. Eu só quero ter certeza que você não enfeitou minha cabeça. — Enfatizou a frase "Enfeitou minha cabeça."

Jade: — Eu. Já. Disse. Que. Não. — Falei pausadamente me segurando para não voar no pescoço dele.

Beck: — Hum... — Me olhou dando um passo pra trás, parecendo querer me analisar.

Jade: — Quer que eu tire as roupas? — Perguntei tremendo de raiva. — Quer confirmar se por acaso o Benson me deixou marcada? — Sorri um pouco sarcástica, mas um bolo estava se formando em minha garganta, ele continuava me encarando em silêncio. — RESPONDE, SEU IDIOTA! — Avancei nele, comecei a desferir socos em seu peito descontando a minha raiva.

Minutos depois...

Jade: — O Freddie é meu amigo... Não sou nenhuma vadia... Não faria isso com a minha melhor amiga... — Falei quase chorando, o Oliver estava em cima de mim, prendendo-me contra a cama, tentando me acalmar e claro, evitando apanhar mais.

Beck: — Me desculpa. Fui um idiota por duvidar de sua fidelidade. — Admitiu me olhando arrependido.

Jade: — Me solta, você está suado. Credo! — Reclamei.

Beck: — Claro. Tive que fazer o maior esforço para te manter imobilizada. E você nunca fica suada. Incrível. — Se admirou e eu revirei os olhos.

Jade: — Não vou te perdoar tão fácil... — Avisei quando ele finalmente me soltou.

Beck: — Eu sei... — Suspirou triste, passando as mãos pelos cabelos desalinhados.

Jade: — Vai dar um jeito nesse teu cabelo oleoso. — Impliquei com ele, o cabelo dele tava todo bagunçado.

Beck: — Hey! Oleoso não. Meu cabelo é lindo e sedoso. — Sorriu convencido.

Jade: — Eu sei... Preciso do meu calmante. — Falei me referindo a café, precisava mesmo.

Beck: — Quero um beijinho. — Fez bico. Oh, ele merecia ter apanhado mais.

Sorri maldosa e o agarrei pela nuca. O beijei sem delicadeza alguma, ainda estava com raiva dele.

Beck: — Ai. Você mordeu minha língua. — Fez careta de dor quando cessei o beijo.

Jade: — Mordi mesmo. Você mereceu! — Apertei suas bochechas com força antes de deixá-lo sozinho ali no quarto. E eu estava precisando tomar mais café, só aquilo poderia me acalmar, pelo menos um pouco...

[...]

P.O.V Da Sam

O idiota do Benson pediu para voltar a dormir no quarto comigo ontem, deixei e ele acabou dormindo em outro lugar. Estranho! Aonde será que ele passou a noite? Será que dormiu com a Vega mais nova? Merda! Por quê estou me importando? Ele é livre, pode fazer o que quiser e dormir com quêm ele quiser. Eu não deveria nem pensar nele... Foco, Sam. Foca somente na sua comida. Pare de pensar no seu ex, sua boba...

Carly: — ESTOU FALANDO COM VOCÊ, SAM! — A Shay gritou histérica comigo.

Sam: — Hãn? — Olhei pra ela confusa.

Carly: — Quer mais um omelete? — Perguntou quebrando alguns ovos.

Austin: — Só quero se for ovos da Sandy. — Avisou o intrometido.

Carly: — Perguntei pra sua irmã. E quêm é Sandy, garoto?

Austin: — Minha galinha. — Sorriu todo orgulhoso.

Sam: — Aquela que vamos comer na ceia do Natal? — Sorri sugestiva.

Austin: — Nem vem, Sam. Tu não vai tocar na Sandy, só se for por cima do meu cadáver. Se quiser pode comer a cabra do Beck. — Me olhou irritado.

Comecei a rir. O Oliver tinha mesmo uma cabra? Sério? Hum... Interessante. Veremos isso no Natal, se carne de cabra é saborosa. Quero experimentar.

Dylan: — Como é o nome da sua cabra? — O loiro perguntou quando o Beck entrou na cozinha.

Beck: — Ah, não enche... — Resmungou sentando-se à mesa.

Dylan: — Poxa. Me bate logo. — Fez biquinho, triste.

Nevel: — Bom dia,Margaridas, Rosas, Lírios,Tulipas e deuses gregos. — Sorriu todo animado olhando para os meninos, e foi se acomodando ao lado do Oliver. — Muito cheiroso. — Comentou aspirando o perfume do Beck. — Gatão indiano. — Sorriu malicioso.

Beck: — Pra sua informação, sou canadense, Papperman. — Empurrou o loiro.

Trina apareceu cantando completamente desafinada, ela estava cantando/grintando uma música da Ke$ha, a Tori apareceu logo atrás da irmã, desfilando e rebolando aquela bunda ossuda? E que bunda? Bem, nem bunda ela tinha pra falar a verdade... Ambas patéticas.

Tori: — Cadê o nosso líder gostosão? — Seus olhos varreram a cozinha, procurando o Benson. Que cretina!

Estremeci e fiquei toda arrepiada quando senti alguém beijando o meu pescoço.

Freddie: — Bom dia. — Sussurrou rouco em meu ouvido, seus lábios quentes tocando a minha pele.

Que porra era aquela? O quê? Por quê? Hãn??? Continuei parada, sentada sentindo olhares direcionados à nos. A carranca da Tori era impagável...

O moreno logo se juntou à nós, sentando-se perto de mim. Me lançando aquele maldito sorrisinho de lado. O Henry foi o último que apareceu para tomar café, ele veio depois da Melanie.

Horas depois, às 17:51...

Henry: — Você ainda gosta do seu ex? — Perguntou de repente quando estávamos passeando pela fazenda.

Sam: — Olha, Henry, eu...

Henry: — Ah, nem precisa responder. — Me interrompeu. — Está na cara. — Disse soltando a minha mão. Fiquei calada, ele tinha razão, não poderia negar. — Quer ficar comigo? Tentar esquecê-lo? — Paramos de andar e ele foi se aproximando, abriu um pequeno sorriso fofo e me puxou para si, suas mãos em minha cintura, acariciando-me de leve.

Sam: — Henry... — Ofeguei.

Mas ele sequer conseguiu me beijar, me soltou rapidamente gemendo de dor, massageando a cabeça. Me abaixei e peguei uma pedra,não era grande, mas ela havia sido lançada nele, acertando sua cabeça de cheio.

Sam: — Você está sangrando. — Olhei para sua mão esquerda.

Olhei para os lados e não vi ninguém. Estávamos à poucos metros dos estábulos, e o engraçadinho que jogou a pedra no Henry saiu correndo e se escondeu. Droga!

Henry: — Não foi nada, estou bem... — Reprimiu uma careta de dor, ainda com a mão na lateral da cabeça.

Sam: — Como não foi nada? Alguém te machucou. E eu já tenho o meu palpite, acho. Vem comigo, vou cuidar desse machucado. — O puxei, aquilo foi maldade. Pobre, Henry.

Minutos depois...

Trina: — Quêm foi o animal que machucou essa criaturinha linda? — A Vega mais velha se aproximou de nós. Eu estava na sala fazendo um curativo no Collemans.

Tori: — Own. Coitadinho. — A outra irritante sentou no sofá velho, ambas ao lado dele.

Trina: — Dói, bebê? — Tocou no ferimento.

Sam: — É claro que dói. — Dei um forte tapa na mão dela. — Se mandem daqui! — Olhei pra elas, irritada.

Tori: — Me tire, sua oxigenada selvagem. — Empinou o nariz e cruzou os braços.

Sam: — Com o maior prazer... — Agarrei ela pelos cabelos e comecei a puxá-la, tirando-a do sofá e arrastando-a para perto da escada, enquanto ela gritava parecendo uma galinha sendo degolada. Oh, garota escandalosa.

Trina: — SOLTA A MINHA IRMÃ! -

Gritou pulando em minhas costas, e nós duas caímos em cima da Tori. Rolamos pelo chão, Trina puxando meu cabelo e eu batendo e mordendo ela. Tori também entrou na briga, a desgraçada rasgou minha blusa e tentou me morder. Dei uma joelhada no estômago da Trina e partir pra cima da Tori socando-a freneticamente, enquanto o Henry gritava pedindo para a gente parar com aquela briga.

Freddie apareceu junto com o Austin e me tirou de cima da Tori. E meu irmão foi socorrer as Vega, mas ele ria tanto que nem tinha força para levantá-las.

Sam: — ME SOLTA! — Gritei furiosa me debatendo e esperneando.

Freddie: — Não mesmo. — Se negou.

Aconteceu tudo tão rápido, em questão de segundos eu já estava sobre seus ombros como se fosse um saco de batatas. Bati em suas costas, mas ele ignorou meus xingamentos e subiu a escada me carregando. Me levou para o quarto, adentrou rapidamente e me jogou na cama. Arfei quando meu corpo se chocou contra o colchão, mas eu nem pude protestar, estava ofegante demais. Freddie trancou a porta e eu continuei deitada, com olhos fechados tentando controlar minha respiração. Não podia vê-lo, mas conseguia ouvir sua risada rouca ecoando pelo quarto. Senti o colchão afundar, ele deitou sobre mim, se acomodando entre minhas pernas, mas não depositou todo seu peso sobre meu corpo.

Abri os olhos e encarei os dele. Seu olhar quente desceu por meu busto admirando meu sutiã preto com renda vermelha já que Tori havia rasgado boa parte da minha blusa. E seu olhar subiu para a minha boca fixando-se em meus lábios. Em seguida me beijou, nem um pouco delicado. Foi com certa voracidade, quente, ávido e tão intenso. Como nunca havia me beijado antes. E por Deus, eu estava amando aquilo, sua língua dominando a minha, seu corpo prensando o meu contra a cama. Gemi contra seus lábios sentindo meu seio esquerdo sendo apertado, sua mão por dentro do bojo, seus dedos pressionando meu mamilo. Quando cessamos o beijo sua boca avançou para o meu pescoço, tocando minha pele com a língua, depositando beijos úmidos, gemi sentindo sua ereção e deixei meus desejos falarem mais alto. Eu o queria, sem dúvidas. Estava ficando excitada. Já estava decidido. Iria me entregar... Oh, sim. Queria tanto aquilo e ele também.

Notas finais
E ai??? O que acharam??? Pobre, Henry, não tem sorte. Daqui a pouco vão jogar um tijolo nele rsrsrs Beck desconfiou da Jade, ficou todo bravinho. Haha Ele tinha razão pra desconfiar? Será que vai rolar? Seddie deve reatar??? Gostaram do capítulo??? Bjs Ps: Tá vendo, Sandy? O Austin te ama kkkkkkkk.