Born To Die
57 Descobertas: Sermão, uma vingancinha e a notícia...
Notas iniciais
P.O.V Do Austin
Depois de longos minutos batendo na porta do quarto da minha irmã, a Sam abriu a porta surgindo toda descabelada, o rosto corado e com um falso sorrisinho angelical. Estava bem claro que ela havia aprontado alguma, mas eu iria descubrir cedo ou tarde, mas iria...
Freddie: — Hey, brother. — O Benson sorriu pra mim, ele estava na cama, deitado todo relaxado. — Que cara é essa? Foi trocado por um zumbi bonitão? — Perguntou tentando fazer piadinha, depois de ter me analisado.
Sam: — Acho que não, Freddie. Conheço bem essa cara dele aí. Tu fez merda, não é maninho? — Ela cruzou os braços, se preparando para me dar um grande sermão de irmã gêmea chata.
Freddie: — Já saquei. Vou nessa... Boa sorte, cara! — Passou por mim dando tapinhas no meu ombro e saiu do quarto cantarolando, todo alegrinho.
Estava tão arrasado que nem conseguia raciocinar direito, mas aquela alegria do Benson e minha irmã mordendo o lábio constantemente, toda inquieta havia me chamado atenção, aquilo tinha que significar algo...
Austin: — Maninha, e ajude... — Comecei a falar, choramingando. Sentei ao lado dela, um pouco acanhado. — Minha ruivinha me deixou por culpa da Tori. Aquela Vega maldita armou pra mim, não vou dizer que sou totalmente inocente, mas a garota tava lá se abrindo pra mim, se esfregando toda, sentada no meu colo e deu merda. A Kristen viu o que não devia, a Tori mentiu me acusando de ser um canalha traidor e meu namoro foi para os ares. Tô arrasado, não sei o que fazer e...
Nem terminei de falar, pois minha própria irmã me interrompeu me dando um forte tapa que me derrubou da cama.
Austin: — Aí. — Massageei meu rosto, o lado atingido ardia pra caramba. — Por quê me bateu? — Olhei para ela, atordoado.
Sam: — Caramba, Austin Stefan Joy Puckett! Você só faz merda, sério. Mamãe devia ter criado a placenta e ter te jogado fora. Homens são tão fáceis, mesquinhos, cínicos, canalhas e idiotas! Tu é um fracote por acaso? Eu ouvi bem? A Tori estava sentada no seu colo se insinuando toda? Seu "amiguinho" deve ter curtido, não? Que desgosto! Coitada da Kristen, ela não merecia isso. Não posso passar a mão na tua cabeça, meu irmão. Você também tem uma parcela de culpa. Tá certo que a Tori é uma vadia e tentou seduzí-lo, mas se você não tivesse sido um idiota, frouxa, nada disso teria acontecido, sabia? Agora levanta daí, e pare de me olhar com essa cara de cachorro que caiu de um caminhão de mudança! — Terminou de me dar um sermão de pé, batendo os pés no chão, irritada.
Me levantei, me sentindo super mal, com vontade de chorar.
Austin: — É, você tem razão... — Admiti, chateado.
Sam: — Claro que tenho. — Deu um sorrisinho vitorioso.
Suspirei, triste e funguei. Só estava precisando de um abraço e do colo dela, mas acabei ganhando um puxão de orelha, ou pior, um tapa bem dado.
Sam: — Own. Aus! Vem aqui. — Abriu os braços, eu fui rápido aproveitando, já que ela iria ceder e me dar um abraço reconfortante. — Te amo tanto, maninho! — Me apertou.
Austin: — Da próxima vez que for me dar um sermão pega mais leve, ok? A mamãe deveria ter criado a placenta e não eu? Caramba! Magoou, sabia? — Funguei.
Sam: — Deixa de ser dramático, bobão! — Riu dando um tapinha na minha cabeça.
Austin: — O que um de seus sutiãs tá fazendo em cima da cômoda junto com uma cueca do Benson? — Perguntei olhando para as duas peças íntimas em cima daquela cômoda velha, perto da cama.
Sam: — É... Sei lá, alvez eles estejam de rolo? — Riu nervosa encerrando o abraço.
Austin: — Um sutiã de rolo com uma cueca? — Perguntei abismado, aquilo era rídiculo e um absurdo.
Sam: — Tô com fome. Vamos lá na cozinha descolar um rango? Tem macarrão instantâneo de potinho, sabia? — Começou a me conduzir para fora do quarto, mudando de assunto.
Austin: — Hum... Tô de olho em você, ou melhor, em vocês. Brincadeirinha. Pode ficar tranquila, eu apoio. — Falei sendo sincero.
Ela tropeçou no corredor, quase caiu, mas eu a segurei e comecei a rir, abraçando-a pela cintura.
Sam: — Tá de brincadeira, né? Como assim apoia? Eu e o Benson não estamos...
Austin: — Mas deviam. Sabe, tentar de novo não custa nada. — A interrompi. — Prefiro que fique com ele, além de ser meu amigo, o Freddie é mais confiável, entende? Eu não confio no Henry, sério... Você não pode ficar com o Collemans. Eu não paguei o Dylan pra te vigiar à toa, foram dois pacotes de balas coloridas e duas barras Crokants sabor morango...
Sam: — Como é que é? — Ela parou de andar e me agarrou, puxando-me pela gola da camisa. — Então, foi você? Que diabos você tem na cabeça, hein? Pagou o Dylan pra me vigiar e atacar o Henry? — Se indignou, me olhando chocada e raivosa.
Austin: — S-sim. — Gaguejei, sufocando por causa de seu aperto.
Sam: — Você é muito idiota! — Me largou, e saiu pisando duro, me deixando sozinho no meio do corredor.
[...]
P.O.V Da Sam
O Austin só faz besteiras, que raiva. O Henry é um cara legal, super gentil e educado, um bom partido. Mamãe diria isto se tivesse viva e com certeza apoiaria, mas o meu irmão tem essa maldita mania de ficar se intrometendo na minha vida e estragar meus possíveis namoros. Qual é o problema dele? Tenho que colocar um basta nisso. Não vou ajudá-lo a voltar com a Kristen, ele que tenha que se virar sozinho, foda-se...
Freddie: — Hey, princesa Puckett para onde está indo? — Perguntou quando nos esbarramos na escada.
Sam: — É da sua conta? Acho que não. Agora saia da minha frente. — Tentei passar, mas ele bloqueou minha passagem, se colocando na minha frente.
Freddie: — Que foi? Você é bipolar por acaso?
Revirei os olhos e tentei avançar, mas ele me deteu, segurando meu braço esquerdo.
Sam: — Me solta! — Ordenei começando a me irritar, puxando meu braço. — Vou te empurrar escada abaixo! — Ameacei.
Freddie: — Jura? Estou morrendo de medo. — Debochou e sorriu de lado, zombando.
Sam: — Solte meu braço, agora! — Pedi, ele estava apertando.
Freddie: — Relaxa aí, eu não...
Henry: — Solte-a agora, não me obrigue a repetir, Benson!
Olhei para trás e vi o Collemans no topo da escada, com os punhos cerrados, fuzilando o Benson por cima da minha cabeça.
Freddie: — Não se intrometa, estou tentando conversar com a minha mulher. — Revidou o olhar.
Sam: — Sua mulher uma ova! Eu não sou sua! — Gruni puxando meu braço com força.
Freddie: — Ah, não? Não tente negar para si mesma. Você é minha e sabe perfeitamente disso. — Sorriu triunfante, voltando agarrar meu braço, me puxando para si.
Sam: — Para! Qual é o seu problema? — Tentei me soltar, com a mão livre esmurrei seu peito.
Aquilo foi a gota d'água, ouvi os passos pesados do Collemans avançando. Em seguida, me vi livre do aperto, e os dois foram parar no chão, à poucos centímetros da escada.
Começaram a trocar socos, o Henry se mantinha por cima, mas o Benson se livrou do Collemans por alguns segundos, dando uma joelhada no estômago dele e se aproveitou para sentar em cima da barriga do Henry, e esmurrá-lo sem pausa.
Corri até eles, descendo o restante dos degraus.
Sam: — CHEGA! PARA, FREDDIE! — Gritei me desesperando.
Ele estava descontrolado, socando o outro moreno fortemente, com a vantagem por estar sentado em cima dele.
Henry tentou empurrá-lo e se esquivar dos golpes, mas foi sem sucesso. Ele soltou um alto gemido de dor, se encolheu abaixo do Benson e quando me aproximei mais, pude ver sangue escorrendo de seu nariz.
Sam: — PARA! SAI DE CIMA DELE SEU, IDIOTA! — Acertei as costas do Freddie com força, pisando com raiva.
Ele urrou e rolou para o lado, e rapidamente fui socorrer o Collemans.
Sam: — Eu sinto muito. — Murmurei, segurando as lágrimas, ajudando o moreno a se levantar, o rosto dele estava bastante machucado.
O Benson se levantou, com o rosto vermelho, suor escorrendo pela testa, veias do pescoço pulsantes. E saiu da sala massageando os punhos, mas antes cuspiu no chão, e me lançou um olhar frio e raivoso.
[...]
Henry: — Ah, ai. — Gemeu e estremeceu quando passei o algodão umedecido, limpando o sangue.
Sam: — Não quebrou, mas está machucado e com certeza vai ficar um pouco roxo. — Falei baixinho, examinando seu nariz.
Os cantos da sua boca também estavam feridos, e seu olho esquerdo já estava com um hematoma quase roxo.
Sam: — Sinto muito, Henry... — Sussurrei olhando em seus olhos cor de mel.
Henry: — Foi só uma surra. Vou ficar bem. Por você eu apanharia umas mil vezes, só para te defender daquele cara. — Deu um pequeno sorriso, acariciando meu rosto.
Fiquei sem palavras, desviei o olhar, com certeza corando.
Sam: — Prontinho. — Fechei a pequena maleta-estojo, onde continha rémedio, algodão e coisas básicas para se usar em primeiros-socorros.
Eu estava sentada na cadeira, de frente para a sua e ele se inclinou devagar, pondo uma mecha para trás da minha orelha.
Henry: — Eu poderia me defender, quebrar os dentes dele e até o pescoço dele se eu quisesse. Mas eu preferi apanhar, porque se eu matasse aquele cara você não me perdoaria, certo? Sam, eu sei lutar. Eu fazia aulas de lutas marciais, boxe e Krav Maga! — Confessou.
Estremeci, ele estava falando sério. Poupou o Benson por mim, caso o contrário, o Freddie estaria morto...
Deixei a maleta-estojo em cima da mesa, e me recostei na cadeira, encarando meus pés, desconcertada.
Sam: — Sei que você é rapaz bom, Henry. Te admiro por isto! — Voltei a olhá-lo.
Henry: — Valeu. Já está muito tarde, vou acompanhá-la até o seu quarto. — Levantou, oferecendo o braço e eu fiz o mesmo, entrelaçando nossos braços, me deixando ser conduzida para fora da cozinha.
Caminhamos em silêncio, sem pressa.
Henry: — Já está entregue, moça... — Brincou, tentando descontrair.
Ri torcendo meus dedos, paramos um de frente para o outro, em frente à porta.
Henry: — Durma bem, anjo. — Se inclinou para beijar meu rosto.
E eu direcionei minha boca de encontro com a sua, grudando nossos lábios, o surpreendendo com um selinho. Suas mãos foram para o meu rosto, joguei meus braços ao redor do seu pescoço, senti um friozinho na barriga quando nossas línguas se encontraram. Foi um beijo calmo, suave e eu adorei aquilo...
Henry: — Agora entre, anjo. — Contornou meus lábios com o polegar lentamente.
Sam: — Só pra deixar claro, isso não foi um agradecimento, e nem te beijei porque me senti penalizada. Nós precisávamos disso, e você sabe, não é? — Acariciei sua mão direita.
Henry: — Sim, eu sei. — Sorriu.
Nos despedimos com um abraço e eu entrei no meu quarto, ainda sentindo seu gosto, com os lábios formigando.
[...]
P.O.V Da Jade
Um mês, exatamente um mês de namoro. Tenho quase certeza que o Oliver sequer lembra, fui eu que o pedi em namoro, e lembrar dessa data significa tanto para mim e deveria ser importante pra ele também. Mas tem homem que é assim mesmo, completamente esquecido ou insensível demais...
Jade: — Que dia é hoje, Albert? — Perguntei só por perguntar, ou nem tanto assim.
Beck: — Não faço ideia, linda! — Deu de ombros, deitou na cama e fechou os olhos, começando a cantarolar.
Peguei minha mochila preta, retirei um calendário em forma de bloquinho, e verifiquei a data novamente.
Jade: — Hoje é dia 23 de Abril. — Comentei olhando para a data circulada.
Beck: — Hum... Legal. Então,amanhã vai ser dia 24, certo?
Maravilha. Existe namorado mais lerdo e desatento que este?
Jade: — Ah, fala sério, Oliver! — Bufei enfiando o pequeno calendário na mochila.
Beck: — Diz logo, o que está te incomodando? Está tentando me fazer lembrar ou contar algo importante? — Sentou na cama,me olhando atento e um pouco apreensívo.
Jade: — Estamos completando um mês de namoro hoje. — Desabafei.
Beck: — Nossa! — Arregalou os olhos e sua boca formou um perfeito O. — Um mês. — Murmurou digerindo a informação.
Jade: — É... — Cruzei os braços.
Beck: — Eu não fazia ideia. — Me deu um sorrisinho afetado, sem jeito.
Jade: — Viva! Parabéns pra mim, eu namoro um garoto robô. — Sorri sarcástica, batendo palmas.
Beck: — Não fale assim. Espere um momento, não saia daí. — Disse caminhando para a porta.
Jade: — Mas o quê? Ei, para onde...
Ele saiu do quarto e fechou a porta. Bufei e deitei, resolvi esperá-lo...
Minutos depois...
Beck: — Pode abrir os olhos, minha linda. — Mandou.
Jade: — Isso é... — Olhei para o meu presente. — Um anel de compromisso improvisado? — Analisei o pequeno aro, era um pedaço de arame liso, todo dobrado formando um círculo.
Beck: — Vou usar o meu como pingente. — Falou colocando o "anel" no cordão dele.
Jade: — Boa ideia... — Retirei meu cordão, arranquei o pingente de caveirinha e o substitui por meu "anel" de compromisso.
Beck: — Gostou? — Olhou pra mim, inseguro.
Jade: — Acho que isso te responde. — Falei com meu tom sensual,o jogando na cama sem delicadeza alguma.
Sorri maliciosa, desabotoando a camisa xadrez dele que eu havia pegado emprestado.
Jade: — Pegue, querido. — Arremessei meu sutiã, ele sorriu animadinho, agarrando.
Tirei a calcinha lentamente, só para provocá-lo. Subi na cama, engatinhei até ele que já estava apenas de calção listrado.
Beck: — Quer me enlouquecer de vez, é? — Sorriu malicioso.
Jade: — Talvez... — Retirei seu calção. — Quero que realize meus três desejos. — Pedi alisando e acariciando sua "lâmpada mágica".
Beck: — Oh, sim. Tudo que você quiser... Ohhh! — Gemeu apertando a colcha.
Jade: — Primeiro, me leve para voar no seu querido tapete voador e me leve para ver as nuvens... Segundo, me arranje um copo de café depois do "passeio", e terceiro e último, seja meu para sempre! — Falei com calma, fazendo a sua "lâmpada mágica" criar "vida".
Beck: — Prometo realizar todos... Mas antes, eu preciso cobrir a minha "lâmpada" com uma capinha.
Observei ele colocar o preservativo e retornar para a cama, e eu decidi ficar no comando.
Jade: — Eu tenho uma bela visão aqui de cima. — Comentei, nossos corpos já estavam encaixados, conectados.
Beck: — Que delícia! Assim, oh, mantenha o rítmo. — Apertou minhas coxas.
Jade: — Gosta disso? — Apoiei minhas mãos no seu peito, rebolando, antes de voltar com meus movimentos frenéticos.
Beck: — Oh, porra! Jade! Minha nossa! Nós vamos quebrar essa cama... — Tentou seguir meu rítmo, mexendo os quadris.
Jade: — Dane-se a cama. Ahhhn. Beck... — Quando eu estava quase lá, ele nos girou, mudando nossas posições, ficando no comando.
Beck: — Segura aí... — Agarrei a cabeceira sentindo ele entrar novamente, seus dedos estimulando meu clitóres.
A porra da cama velha começou a ranger, nossos gemidos aumentavam na medida que a cama batia na parede...
[...]
Beck: — Aconteceu um milagre, você está suando. — Tocou na minha testa.
Jade: — Você quase furou a camisinha. — Bati na mão dele. — Quero o meu café, hein? — Sentei na cama, que por milagre ainda estava firme.
Beck: — Depois, amor, tô cansado... — Murmurou, fechando os olhos.
Jade: — Se você dormir agora, vai acordar careca! — Ameacei.
Ele riu e sentou na cama, puxando-me para o seu colo.
Beck: — Te amo. — Segurou minha nuca, roçando nossos lábios.
Jade: — Também te amo. — Acariciei seu cabelo macio, um pouco úmido por causa do suor.
[...]
Dias depois, às 08:56 da manhã..
P.O.V Da Kristen
Depois que terminei com o Puckett, passei a cuidar da granja sozinha. Toda vez que eu me esbarrava com a Tori batia uma vontade de socar a cara dela, aquela vagabunda,vadia sempre sorria com falsidade e fazia gestos, me provocando.
Me segurei. Mas a vontade de socar a cara dela só aumentava.
Tori: — Bebezinhos. Youuuh! Mamãe adora vocês. Como vai, Richard? Tá gatão hoje, hein?
Parei de andar perplexa, segurando uma cesta com ovos. A Tori estava conversando com os zumbis que estavam do outro lado da cerca.
Me aproximei devagar, o mais silenciosa possível.
A morena segurava um balde de alumínio, retirou uma ave do balde, o bicho estava morto e depenado.
Os zumbis se agitaram, empurrando e se aglomerando, tentando ultrapassar a cerca reforçada, suas bocas abriam e fechavam, babavam um líquido amarelado e viscoso.
Me escondi atrás de um amontoado de toras de madeiras, observando a morena jogar pequenas aves depenadas para o grupinho de zumbis.
Tori: — Comam bebês, são pombinhos e estão deliciosos. — Dizia alegre.
Saí dali despercebida e apressada, rumando para o casarão.
Minutos depois...
Carly: — Tem certeza, Kris? — A Shay perguntou chocada e incrédula.
Kristen: — Eu vi, juro que vi. Aquela maluca anda alimentando zumbis com pombos! — Falei lavando as mãos.
Carly: — Meu Deus! Ela não é normal. — Disse, indignada. — Ela não pode continuar aqui, afinal, pode ser perigoso...
Trina: — Vocês viram o Nevel? — A outra Vega irritante entrou na cozinha.
Carly e Kristen: — Não! — Respondemos juntas.
Trina: — Estranho. Ele tá sumido desde ontem. Foi passear com a Tori nos arredores da fazenda e não retornou com ela. Minha irmã disse que talvez ele tenha se arriscado indo para a cidade sozinho...
Carly e eu nos entreolhamos. Saimos da cozinha deixando a Trina falando sozinha.
[...]
Jade: — Vamos nos separar. Talvez a Tori tenha escondido ele por aí. — A morena disse séria.
Carly: — Temos que contar para os meninos.
Sam: — Ainda não. Vamos ver se achamos alguma coisa primeiro.
Kristen: — Concordo com a loira! — Avisei e a Jade assentiu.
Alguns minutos depois...
Ouvi o grito, ou melhor, o berro da Shay.
Carly: — SOCORRO! — Os gritos vinham do celeiro.
Corri para lá, eu estava nos estábulos, acabei trombando com a Jade no caminho, e a Shay saiu de lá correndo e chorando, muito nervosa...
Carly: — Nevel, zumbi amarrado, a Tori maluca, a Sam tá como refém. — Disse se enrolando toda, mas entendemos.
Quando Jade e eu entramos no celeiro, nos deparamos com a Tori encurralando a Sam, ameaçando a nossa amiga com um ancinho.
Jade: — NÃO OUSE MACHUCAR A MINHA MELHOR AMIGA, SUA FILHA DA PUTA! — Gritou raivosa, pegando uma enxada.
Ouvi gemidos mórbidos, olhei para perto de um caixote tombado, e lá estava o Nevel transformado em zumbi, todo amarrado, caído no chão se debatendo.
Sam: — Eu não tenho medo de você, sua maluca! — Sorriu apoiada na parede.
Tori: — Pois devia, loira oxigenada! Odeio vocês! TODOS VOCÊS DEVIAM QUEIMAR NO INFERNO! — Gritou descontrolada, partindo pra cima da loira, a Sam se abaixou e as partes pontiagudas do ancinho prendeu na parede de madeira.
Foi a deixa da Sam, que escapou dali e correu para perto da Jade. E a West atacou a Tori, batendo com o cabo da enxada na cabeça da Vega que desabou no chão, desacordada.
Sam: — Valeu, meninas! — Suspirou aliviada, abraçando a Jay. — A Tori se fodeu legal, o Nevel arranhou ela! — Revelou.
[...]
Henry: — Que pena! — Lamentou, todos nós estávamos em volta da fogueira, as chamas consumiam o cadáver do Nevel.
Trina Vega estava em prantos, chorando pela perda do amigo e pela irmã psicótica infectada. Tori estava presa no celeiro, amarrada, queimando em febre...
Austin: — Eu disse que ela era doente! — Resmungou, em seguida começou a espirrar.
Sam: — Viu só? Foi inventar de reforçar as cercas na chuva e agora tá resfriado. — Deu um sermão nele.
Austin: — Nhém, chata. — A voz dele estava nasalada e ele limpou o nariz na camisa.
Tive uma ideia, vou preparar uma canjinha deliciosa para o meu ex-namorado, só pra ele saber que eu não o odeio, só guardo um pouquinho de remorso...
Horas depois, às 19:42 da noite...
Austin: — Que gentileza e bondade sua... — Deu um pequeno sorriso, o nariz dele estava avermelhado.
Kristen: — Preparei com carinho. — Sentei à mesa, observando ele devorar a canja com gosto, sem pressa.
Austin: — Acho que vou repetir. — Comentou raspando a tigela.
Kristen: — Que bom querido, pelo visto a canja que fiz da Sandy estava deliciosa, não? — Sorri, maligna.
Austin: — Você não... Oh, meu Deus! Eu acabei de comer o Sandy? — Arregalou os olhos, quase caindo da cadeira, horrorizado.
Eu havia matado a adorada galinha dele para preparar a canja.
Me levantei rindo, e saí da cozinha, depois de cair na gargalhada vendo ele tentando vomitar...
[...]
P.O.V Da Sam
Nos reunimos na sala depois do jantar, um certo casal de loiros apaixonados tinham algo muito importante para nos contar.
Sam: — Não tô gostando desse mistério todo. — Reclamei, comendo bolinhas de queijo, já era meu terceiro pacote.
O Freddie bufou impaciente, brincando com um canivete.
Dylan e Melanie se entreolharam, nervosos e hesitantes.
Melanie: — Acho que estou grávida... — A loira nos deu a notícia.
Me engasguei com as bolinhas de queijo e o Benson acabou derrubando o canivete...
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