Born To Die
56 Desabafos: Indignação & suposta traição...
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Nos apressamos para nos livrarmos de nossas roupas e sapatos, e o Benson arrancou minha lingerie sem delicadeza alguma. Todo o desejo era recíproco, nossos corpos ansiavam por aquela conexão carnal, eu conseguia ver o desejo ardente em seus olhos escuros, esbanjando luxúria.
Por onde ele tocava ou beijava, eu sentia minha pele queimar pelos seus toques, e o pontinho sensível entre minhas pernas se tornava mais pulsante e úmido.
Sam: — Freddie... — Apertei seus ombros, o acomodando entre minhas pernas, sentindo sua ereção roçar em mim. — Quero você... Agora! — Sussurrei movendo-me ansiosa abaixo dele, empurrando minha pélvis para cima, o querendo com urgência.
Mas ele continuou distribuindo beijos por meu pescoço, clavícula e ombros. Me apertando e acariciando minhas coxas, deixando-me ainda mais excitada.
Sam: — Eu... Ah... Isso é tortura... Maldito. Oh. — Estremeci quando ele fez uma trilha de beijos, roçando os dentes, percorrendo a boca por minha barriga, abdômen até chegar entre minhas pernas.
Freddie: — Linda... — Sua voz saiu extremamente rouca quando ele deslizou o indicador por entre meus lábios vaginais, e agarrei sua cabeça, puxando-o e fazendo ele me provar, sedento para me saborear.
Sam: — Eu... Eu... Freddie... Ahh! — Não consegui formular nenhuma frase, seu dedo travesso e sua língua estavam acabando comigo, aquilo era uma deliciosa e lenta tortura. E eu só sabia me remexer e gemer baixinho, enquanto meu clitóres pulsava sendo sugado com avidez.
E ele cessou antes que meu corpo explodisse em espasmos, sorriu malicioso saindo da cama. Fechei os olhos, meu coração batia tão forte, eu queria sentí-lo desesperadamente. Abri os olhos ouvindo ele rasgar a embalagem da camisinha.
E quando por fim retornou para cama, eu sabia que não tinha como voltar atrás...
Freddie: — Sammy... — Se acomodou entre minhas pernas, pedindo permissão com o olhar.
Impulsionei meus quadris para cima, permitindo. E ele me invadiu, me adentrando devagar. Uma pequena dor incômoda me fez contorcer mínimamente, ele acabou percebendo.
Freddie: — Você está tensa. — Sussurrou se retirando lentamente.
Sam: — Não estou... — Neguei.
Freddie: — Relaxa, não quero te machucar, amor. — Sussurrou voltando a me penetrar.
Suas palavras me transmitiram conforto, me senti mais relaxada. O prazer veio logo em seguida, junto com suas carícias, beijos e ele acabou me fazendo sentir como se fosse a nossa primeira vez.
Mas seu jeito delicado e carinhoso se foi quando partimos pra segunda rodada. Foi intenso, me senti dominada e um pouco desconfortável com a nova posição... Mas o orgasmo arrebatador me fez esquecer que não estávamos mais juntos como namorados, durou por alguns longos segundos, até eu cair na real. Aquilo tudo não passava de uma recaída...
[...]
Horas depois...
P.O.V Da Kristen
Levei um belo susto quando cheguei no quarto e me deparei com aquele bicho aninhado na cama, dormindo em cima do travesseiro do Aus, coberto por uma camisa. Meu namorado deve ter enlouquecido de vez, aquilo era um absurdo...
Kristen: — O que essa galinha está fazendo aqui? — Apontei para o animal dormindo em nossa cama.
Austin: — Shh! Fale baixo, assim vai acabar acordando a Sandy! — Disse falando baixinho.
Kristen: — Como? — Me exasperei elevando a voz. — Que palhaçada é essa, Austin? Ficou maluco? Por quê trouxe essa coisa com penas pra dormir aqui com a gente? — Questionei me irritando.
Austin: — Seria maldade deixar a Sandy lá na granja, essa noite está congelante... A pobrezinha também sente frio. — Se explicou olhando para a galinha com dó.
Kristen: — Isso é ridículo. Leve esse bicho de volta para a granja, agora! — Ordenei parada, ainda perto da porta entreaberta.
Austin: — Ah, não... — Me olhou emburrado.
Kristen: — Austin... — Falei seu nome, fechando os olhos e tentando contar a até dez. — Estou falando sério, essa galinha não pode dormir aqui! — Abri os olhos e o encarei, séria.
Austin: — Mas a Sandy...
Kristen: — FODA-SE A SANDY, AMANHÃ VOU PREPARAR ESSE BICHO PARA O ALMOÇO! — Gritei perdendo a paciência.
Austin: — Você não ousaria fazer isso... — Me olhou incrédulo e depois olhou para a galinha que havia acordado. — Você acordou a coitada, não grite...
Kristen: — Já chega, Austin! — Esbravejei e abri a porta. — Escolha... Eu ou ela? — Cruzei os braços, o encarando com firmeza.
E ele sequer abriu a boca, apenas pegou a maldita galinha no colo e saiu do quarto sem me olhar. Bati a porta com raiva, me apressei para tirar a colcha e as fronhas. Peguei uma roupa de cama limpinha no guarda-roupa... Quando terminei de trocar tudo, fui lavar as mãos no banheiro, no final do corredor. Eu estava fervendo de raiva, como ele teve a ousadia de fazer aquilo?
Minutos depois...
Austin: — Por favor, abra a porta, minha ruivinha. — Choramingou batendo na porta. — Não seja malvada, estou aqui com frio, querendo dormir de conchinha com você!
Kristen: — Durma com a sua Sandy, tenho certeza que ela pode te esquentar.
Austin: — Fiz o que você havia pedido... Espera! O quê? — Caiu em gargalhada. — Com ciúmes de uma galinha? — Caiu na gargalhada de novo. — Ah, minha ciumentinha! — Falou risonho.
Kristen: — Não sou ciumenta! — Chutei a porta.
Austin: — Agora pode me deixar entrar? É sério, Kristen! — Pediu suplicante.
Me afastei da porta e voltei para a cama. Aquilo tinha que servir de lição pra ele.
Kristen: — Boa noite! — Falei me afundando nos cobertores.
[...]
P.O.V Da Jade
Sam, Carly e eu estávamos na cozinha, conversando. Colocar a conversa em dia, é sempre bom, certo?
Carly: — Ela chorou muito, mas não quis desabafar comigo. Estou preocupada! — A morena disse colocando chá em sua xícara.
Sam: — Também não jantou hoje, e o Dylan estava muito calado, isso é estranho. Os dois são sempre alegres! — A loira disse pegando alguns biscoitinhos de um pote.
Jade: — Ouvi a Mel surtando hoje de manhã. — Falei hesitante. — Estava passando pelo corredor quando acabei ouvindo, e o Dylan pedia para ela se acalmar. E depois ela caiu em prantos... Os dois pareciam nervosos, mas ela estava inconformada... — Disse lembrando daquele momento.
Carly: — O que será que está acontecendo? — Nos olhou, apreensíva.
Sam: — Não faço ideia... — A Puckett suspirou, pensativa, olhando para os biscoitos.
Carly: — Será que o Dylan bateu nela? — Arregalou os olhos.
Jade: — Ninguém bate numa amiga minha e sai ileso. Sou capaz de usar minhas tesouras para desfigurar o lindo rostinho dele! — Apertei minha caneca. — Que cara é essa, Puckett? Pensando em quê ou em quêm? — Perguntei para a loira.
Sam: — Tive uma recaída e acabei indo pra cama com o Benson! — Confessou, disparando as palavras.
Carly se engasgou com o chá e eu encarei a Puckett, me segurando para não falar merda e deixar a loira puta comigo.
Jade: — E aí? Finalmente tomou coragem e chupou ele? Sabe o que é sexo oral, não é? — Ops! Não consegui me segurar, foi inevitável...
Sam: — NÃO! — Gritou. — Quer dizer, eu sei o que é, mas eu não fiz isso. Credo! Jade, que nojo! — Me jogou um biscoito, acertando a minha testa.
Jade: — Um dia você vai fazer. — Cantarolei. — Ah, qual é? Não é coisa de outro mundo, deixa de frescura. É estranho na primeira vez, sabe? Colocar aquilo na boca e...
Carly: — Boa noite, meninas! — A Shay me interrompeu, se levantando apressada e quase saiu correndo da cozinha.
Jade: — Será que ela já tirou a virgindade do Gibby? — Olhei para a Sam.
Sam: — Você é terrível, Jay! — Me jogou outro biscoito, mas acabou rindo.
Jade: — Mas diz aí, como foi sua recaída com o Benson? — Perguntei, curiosa.
Sam: — Fizemos duas vezes... — Respondeu hesitante. — A segunda rodada foi intensa, ele me posicionou de quatro... Estranhei e me senti um pouco desconfortável naquela posição. — Revelou toda envergonhada.
Jade: — De quatro, é? — Lhe lancei meu melhor sorriso malicioso. — Que alívio! Pensei que ele tivesse... — Freiei, me calando.
Sam: — O quê? — Arregalou os olhos.
Jade: — Colocado a "moeda" no seu "cofrinho"! — Despejei as palavras, suavizando-as o máximo possível.
Sam: — O Freddie não faria uma coisa dessas... Eu não permitiria... Cruzes! Você só pensa em besteiras... Não fale mais nessas coisas nojentas. — Pediu, corada. — Minha nossa! Você já fez o que estou imaginando? — Me olhou horrorizada.
Jade: — Assim você me ofende! — Falei, indignada.
Sam: — Vou dormir... — Se levantou.
Jade: — Okay... Cuidado para não ter outra recaída! — Provoquei.
[...]
P.O.V Do Austin
Austin: — O que você está fazendo? — Perguntei andando para trás.
A morena havia me encurralado, estávamos sozinhos na sala. Caí sentado no sofá e ela aproveitou para sentar no meu colo.
Tori: — Se fazendo de difícil, é docinho? — Se arqueou subindo a longa camisola vermelha sedosa, deixando exposto seu corpo delicado, ela estava sem nada por baixo.
Austin: — Saia de cima de mim! — Pedi firme, evitando olhar para o seu corpo.
Tori: — Deixa de ser bobo, sua namoradinha não abriu a porta para você. E eu estou aqui te querendo, ainda estou de pernas abertas, prontinha e você vai mesmo me rejeitar? — Se inclinou levantando minha camisa, fechei os olhos, pendendo a cabeça para o lado.
Austin: — Pare com isso, por favor... — Sussurrei e travei quando ela puxou minha mão direita e levou para o meio das pernas, fazendo meus dedos tocá-la, me fazendo sentir seu calor e umidade.
Tori: — Me foda! Quero você agora, metendo com força, preciso disso... — Implorou manhosa.
Kristen: — Austin!
Paralisei. Estaquei mesmo, olhando para a morena em cima de mim, apavorado.
Kristen: — Pelo visto estou atrapalhando vocês... — Ouvi sua voz carregada de mágoa mesclada com ironia.
Austin: — Cal-calma, po-posso ex-explicar. — Gaguejei nervoso, tirando a Vega de cima do meu colo.
Tori: — Explicar o quê? — Se levantou abaixando a camisola, cruzou os braços, fingindo estar constrangida com a situação. — Seu namorado deu em cima de mim, me agarrou, levantou a minha camisola e começou a me tocar... — Mentiu descaradamente para a ruiva. — Juro que tentei relutar... — Fez cara de vítima. — Simplesmente aconteceu, me deixei levar e...
Austin: — MENTIRA! — Gritei exaltado, levantando. — Kristen, acredita em mim, eu...
Kristen: — Eu vi... — Seus olhos transbordaram em lágrimas. — Apenas me esqueça, Puckett! Nunca vou te perdoar por essa traição! — Disse antes de sair correndo escada acima.
Tori: — Aonde paramos mesmo? — Se aproximou, sorrindo cínica.
Austin: — Maldita vadia! — Esbravejei empurrando-a, ela caiu no sofá e começou a rir descontrolada. — Você é doente, garota! — Falei com raiva, e sai dali indo pedir colo para a minha irmã, só ela poderia me consolar e talvez me ajudar...
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