Born To Die
8 Capitulo 8 – New Home.
Notas iniciais
–Vocês estão num clima… – Bridgit falou nos assistindo com a cara apoiada na mão, nos fitando com um sorrisinho malicioso de canto. Corei.
–Nós só estávamos conversando. – falei indiferente, e Justin soltou uma risadinha.
–E nem me notaram aqui a falar para as paredes, né? – ela sentou e senti as minhas bochechas esquentarem.
–Me desculpa. Eu estava entretido em minha conversa. – Justin falou acanhado.
–Desculpa o quê? – perguntei confusa. Quer dizer, a culpa não era dele! Por que ele estava se desculpando? Afinal, não tinha motivo. Ele parecia uma pessoa tão inútilmente frágil, mas por debaixo de seu casaco dava para apreciar aqueles músculos no braço definidos, não exagerados. Como alguém podia ser tão meigo sendo um tanque de guerra, literalmente? Ele era o doce em pessoa. Completamente fofo e divino.
–Por não ter prestado atenção em Bridgit, né? – ele falou como se fosse óbvio, mas visivelmente confuso.
–Ela provavelmente estava prestando mais atenção no celular do que em nós, não se preocupe. – fuzilei Bridgit com os olhos e ela se acanhou corando e dando um sorriso amarelo.
–Mesmo assim. – Justin deu de ombros. Revirei os olhos. Meigo e quebrável demais…
Logo ouvimos o barulho de saltos inundar o local e encaramos Renée sorrindo, fingindo que nada realmente tivera acontecido, o que era a maior mentira do século XXI. Mamãe se sentou na frente de Justin, e mais uma vez, em vez de ficar inibido e acanhado, ele apenas sorriu para ela, que devolveu um sorriso enorme. Minha mãe estava paquerando Justin?! Realmente, não me admiraria. Ele é tão diferente dos garotos atuais. Tão… parecido com o Justin one. Suspirei entre pensamentos e logo a mesma mulher de antes voltou com os nossos pedidos. Sorri e peguei no meu prato e no prato de Justin logo lhe entregando. Ele agradeceu e começou comendo.
O jantar, por mais dificil que seja de acreditar, fora silencioso. Ninguém se atreveu a lançar alguma frase depois que Renée tinha perguntado a Justin onde ele estudava, e ele respondeu que já tinha acabado o liceu, mas que não precisava trabalhar por que seus pais deixaram uma fortuna imensa quando morreram. Então, foi um pouco estranho. Definitivamente entranho. Depois disso, mamãe só me disse que já estava matriculada na escola, no último ano já, e Bridgit, bom… Bridgit já tinha acabado a escola, ela tinha 19 anos, era 3 anos mais velha que eu.
–Eu pago a conta, tá bom Justin? – Renée falou sorrindo para Justin, que sorriu em agradecimento e Renée praticamente se derreteu ali. Qualé, ele deveria ter seus 18/19 anos! Tal como Bridgit, ele tinha idade para ser filho dela!
Renée saiu rapidamente até á entrada do café, indo pagar a conta. O clima estava tenso sem razão. Ninguém se atreveu a falar. Nem mesmo Bridgit. Renée logo voltou e sorriu, fazendo com que eu me lembrasse da conversa de á bocado. Talvez em nossa casa houvesse assunto…
–Mãe, o Justin vem pra nossa casa durante um tempo, para não ficar sozinho. Se importa? – perguntei e ela sorriu radiante. Claro que não se importava…
–Claro que não! Seja sempre bem vindo, Justin! Vem connosco no carro, né? – Justin sorriu.
–É, eu não tenho carro mesmo. – ele falou e eu arqueei uma sobrancelha.
–Mas você não era rico? – ele coçou a nuca.
–E sou, mas eu prefiro andar a pé. Além do mais, eu nunca vou para lugares longínquos. – ele falou e eu assenti, concordando.
Renée entrou no carro á frente e Bridgit, Justin e eu nos sentamos atrás na respectiva ordem. Mamãe ligou o rádio e estava dando alguma música electrónica, mas que eu não conhecia. Bridgit sorriu e começou abanando a cabeça de um lado para o outro, fazendo seus cabelos bateram na janela do carro e na cara de Justin, o fazendo rir. Me encostei na porta sentindo o meu rosto corar, constrangida.
–Não liga pra ela, Justin. – ele assentiu ainda rindo, e inevitavelmente sorri.
–Deixa disso Mia, você também era assim! – Bridgit falou me fazendo revirar os olhos. Ela sempre tocava no assunto!
–Falou bem, era! – falei cruzando os braços e Justin me olhou como que se desvenda-se o que estava de errado comigo, com um olhar penetrando que parecia entrar por minha alma, vasculhando cada pedacinho dela. Meu rosto corou enquanto ele me analisava atento, preocupado, e um tanto curioso, mas ele logo suspirou, me mostrando que tinha desistido de descobrir. Ele se aproximou de mim lentamente e segurou em minha mão, me fazendo ter um choque de adrenalina e ficar tremendo. Ele me encarou com um sorriso fofo de canto.
–Eu já reparei que você não estou bem. Nós somos amigos só hoje… mas sabe, eu sou verdadeiro! E vou ficar sempre do seu lado, ok? Você é minha única amiga e eu tenho em você uma confiança tremenda! Agora, sabe que pode confiar em mim. – ele falou me olhando compreensivo. Respirei fundo e o encarei, mas meus olhos se prenderam nos seus, e mais uma vez senti o meu corpo ficar tenso e mole. Meus olhos marejaram mas eu pestanejei fazendo com que eles voltassem ao normal. Seus olhos estavam daquele avelã de novo.
–Nada. Eu só acabei com meu namorado. – falei e ele pareceu acreditar, pois me abraçou de lado e beijou o topo de minha testa com um selinho demorado que fez um estalinho. Corei e ele riu levemente, logo voltando a encarar a rua que passava correndo pela janela do meu lado. Me agachei do seu lado, sentindo o calor do seu corpo embater no meu e eu jurei para mim mesma, que ele era Justin Bieber. Abanei a minha cabeça afastando os pensamentos sem sentido e logo peguei no sono, cheirando o seu cheiro profundamente intacto e maravilhoso. O cheiro dele. O cheiro de seu cabelo. O cheiro da perfeição. Cheirava como unicórnios correndo num prado encantado cheio de flores…
Justin P.O.V
Mia descansou sua cabeça em meu ombro e eu sorri. Eu e ela tínhamos uma ligação forte, mesmo antes de nos conhecermos. Era como que se ela fosse minha desde á muito tempo. Era um sentimento estranho. Logo a sua respiração regular e bem marcada me fez perceber que ela tinha adormecido. Sorri e acariciei a sua face com o dorso de minha mão, sentindo a sua pele de veludo.
O carro parou e me vi obrigado a distanciar o meu olhar de Mia para a janela do carro, vendo que tínhamos chegado em sua nova casa, eu acho… Bridgit abriu a porta, sem saber mesmo que Mia tinha adormecido, e Renée fez o mesmo. Abri a porta do lado de Mia, com cuidado para não deixar Mia cair no chão já que ela estava apoiada na porta, e saí cuidadosamente pela porta sem esbarrar nela. Encarei a casa* e sorri, suspirando.
–A Mia não vai sair? – Bridgit falou para mim distanciada pelo carro. Sorri de canto.
–Ela está dormindo. – falei calmamente e ela revirou os olhos sorrindo.
–Temos de a acordar, se.. – a interrompi.
–Não se preocupe, eu dou um jeito. – falei piscando e Bridgit corou instantaneamente.
Me agachei no carro e peguei em Mia no colo, e ela instintivamente abraçou o meu pescoço, mesmo que estivesse dormindo. Sorri levando ela para mais perto de mim, sentindo o seu cheiro. Ela não era pesada, não mesmo. Rumei até a parte de casa enquanto que Renée e Bridgit me olhavam com caras derretidas e Renée de despachou a abrir a porta – mesmo que tivesse demorado demasiado tempo por estar presenciando um cena assim, eu acho – e entrei em casa, olhando pra Renée.
–O quarto dela é lá em cima, na porta roxa. – assenti e comecei subindo as escadas em nenhuma dificuldade.
Ajeitei Mia no meu colo e empurrei a maçaneta da porta dando de cara com um quarto*… sonhador. Era um quarto fofo, e mesmo sendo para menina, eu tinha gostado. Entrei no quarto fechando a porta com a bunda e subi aqueles mini degraus logo deitando Mia em sua cama. Me sentei do seu lado e fiquei encarando o seu quarto, sorrindo de canto. Olhei para a mesa á frente da cama e encontrei uma carta. A curiosidade bateu e eu abri o papel, logo encarando uma letra miudinha.
"Mia, como pode ver, esse é o seu novo quarto! Espero que tenha gostado, está bem á sua maneira! Sei que você gostou, menina. Bom, deve-se estar perguntando onde está o banheiro e onde está seu "secret place", não é mesmo? Bom, seu quarto está do seu jeitinho, e eu sei que você gosta de coisas inesperadas, por isso falei para os construtores criarem o seu próprio e único espaço! Espero que goste, flor. Eu te dou as instruções. Você deve estar sentada na cama lendo isso, né? Então, está vendo o chão preto debaixo de sua cama, elevado? É isso. Aí tem uma portinha no chão, puxe aquela corda rosa lá, em contraste com o chão preto, e abra a portinha. Desça as escadas prateadas e então, como você vê, você tem um quarto eu ocupa o segundo piso e o primeiro, só que no primeiro piso não á porta para entrar, então só dá para entrar por aqui. Então, nesse túnel/corredor aí em baixo de seus pés, vai haver 3 portinhas, ok? O seu "secret place", que está logo lá no fundo, no lugar de porta principal, com as letrinhas rosa a dizer "secret place". Do lado esquerdo, tem as palavras a dizer "Saída especial", que é onde você pode sair de casa, sem ninguém saber, que estará logo no jardim de sua casa (você vai ver quando descer) e do lado direito tem uma portinha a dizer "Banheiro". Esconda essa carta no gavetão dessa mesinha e prontos! Fica um segredo só seu, ok? Beijos, mamãe"
Pisquei os olhos duas vezes e pousei a carta em cima da mesa, logo passeando meus olhos pelo chão de cor preta que brilhava graças á luz do Sol que entrava pela janela. Era uma vista linda, mas eu estava curioso demais para isso. Logo encontrei a pequena portinha no chão com um cordão atado ao buraco, puxei-o e a portinha se elevou, mostrando as escadas prateadas e práticas. Tinha de ser rápido. Desci as escadas sem fazer barulho e puxei o cordão fechando aquela portinha. Se Mia descobrisse me matava, mas eu sabia que ela não estava bem. E eu queria acabar com esse mistério de uma vez por todas. Encarei o corredor á minha frente e franzi o sobrolho. Era um corredor até longo, e lá no fim havia uma porta. Na metade do caminho, que rondava os 30 passos normais, havia duas partas laterais de frente uma para a outra. Fiz um barulhinho com a boca, e logo encontrei a porta dizendo saída. Nem me atrevi a entrar lá. Me virei e encontrei a porta do banheiro. Abri a porta e entrei, me deparando um banheiro* extremamente feminino e romântico. Quer dizer, até cama rasteira tinha! Sorri de canto soltando uma risada nasalada e saí do banheiro fechando a porta sem fazer barulho. Dei mais uns passos e fiquei em frente a uma porta preta, com desenhos de corações roxos cravados. Não tinha maçaneta. Arqueei uma sobrancelha. Aí eu reparei que do lado da porta havia algum negócio com números. A porta só se abriria se eu soubesse o código. Encarei as letras debaixo do negócio que não ajudavam nada.
Um número de quatro dígitos. QUATRO. Data onde um anjo caiu do céu.
Não fazia sentido… eu acho. Talvez para Mia fizesse. Revirei os olhos sorrindo, vendo que não haveria maneira de desvendar esse mistério. Tinha de conquistar a confiança de Mia se eu quisesse saber o que estava ali, é. E era isso que iria acontecer.
Andei em passos de corrida até de onde eu tinha vindo, andando sempre em frente e me apressei a subir as escadas. Empurrei a portinha e saí do túnel fechando a entrada de novo. Encarei a cama e Mia ainda dormia feita anjo em cima daquelas cobertas. Sorri e puxei as cobertas, logo a cobrindo até á face. Dei um leve beijo em sua testa, por tentação mesmo, e me deitei do seu lado, mas por cima das cobertas. Não fazia mal dessa forma. Passei meu braço por sua cintura e juntei nossos rostos, de modo a que pudesse sentir sua respiração pesada em minha cara, me acalmando. Ri com isso e logo senti o sono me invadir, fechei os olhos, já pesados, e caí num sono profundo.
*Casa: http://data.whicdn.com/images/43133337/tumblr_mdealoKLiQ1r8p2ico1_400_large.jpg.
*Quarto: http://25.media.tumblr.com/tumblr_lzzb7luzVJ1qfl3fio1_500.jpg.
*Banheiro: http://data.whicdn.com/images/17859410/tumblr_lul57q75Xi1r4iqm5o1_500_large.png.
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