Born To Die
1 Capitulo 1 – Recordações.
Notas iniciais
Eu já tou postando essa fic noutro site, o meu pessoal, se não der aqui, eu dou pra vocês o link do site, ok?
Mia P.O.V
A noite estava fria, mas o aquecedor em meu quarto deixava o mesmo quentinho e aconchegante. A minha cama ainda estava por fazer, com os lençóis iminando o meu cheiro de morango, que vinha do shampô de meu cabelo. Minha televisão estava acesa, porém com o som bloqueado, apenas para marcar presença. O rádio do lado de minha cama, em cima da escrivaninha, tocava Pound The Alarm como música de fundo. Estava concentrada a fazer os meus trabalhos de Química, por vezes encarando a Tv muda á minha frente.
Meu cabelo caía sobre meus ombros, me fazendo encarar os meus cachos até meus seios cada vez que parava para pensar em alguma resposta. Meu cabelo era castanho, um castanho normal, sem ser muito escuro ou muito claro, e tinha madeixas fabricadas douradas por todo o meu cabelo. Minha franjinha estava presa num travessão azul para não criar aquele calor do momento que me deixava em combustão.
Minha roupa era curta. Era um pijama no mínimo, sensual. Minha calcinha rosa ficava um pouco aparecida por debaixo dos meus shorts azuis, de um azul quase invisível, com uns desenhos de ursinhos fofos. Vesti o conjunto de meus shorts; uma camiseta que deixava meu umbigo á mostra, no mesmo tom de azul quase transparente, que deixava os meus seios bastante visíveis já que não estava usando sutiã. Eu gostava de me sentir livre, e por vezes o sutiã machucava, mesmo que já estivesse acostumada com ele desde os meus 8 anos de idade.
Guardei o meu caderno da mesma disciplina e bocejei, encarando o relógio pendurado na parede de meu quarto. Marcava meia-noite e três minutos. Ainda dava algum tempo até ir na cama. Peguei na minha escova particular, com desenhos roxos a formar borboletas na sua base preta, e penteei o meu cabelo deixando os meus cachos como sempre. Na maneira perfeita que eles se encontravam. Peguei no desodorizante e passei por todo meu corpo. Era uma mania desde que pequena. Peguei no copo de leite que estava no lado da Tv.
Me deitei na cama e logo apaguei a luz de meu quarto encerrando o meu dia ali mesmo, depois de ter ficando encarando a Tv que agora transmitia alguma coisa sobre os garotos da One Direction e fiquei ouvindo a música de meu rádio enquanto que o sono não vinha. Cochilei á meia noite e meia.
***
Peguei num casaco de malha bege e o passei por meu corpo, deslizando meus braços pelas mangas extremamente quentes. Coloquei o meu cabelo para a frente e rumei até á porta branca que se encontrava a uns 15 passos do meu quarto. Abri a porta e entrei, sentindo o cheiro de aroma de orquídea. O quarto estava todo arrumado, de paredes brancas com uns posters de algum menino com cabelos encaracolados por todo o quarto. Revirei os olhos encarando a garota debaixo dos lençóis respirando profundamente.
–Bridgit, hora de acordar… – falei manhosa em seu ouvido enquanto que a abanava de um lado para o outro na cama. Ela gemeu em resposta e eu não me importei de abana-la mais rápido, a fazendo murmurar alguma palavra feia.
–Não, Mia… – ela falou cobrindo sua cara com a almofada. –Ainda é sábado. Pega leve… – ela falou abafado e eu ri revirando os olhos.
–Você tem de se levantar, lembra? Mamãe está á sua espera. – falei mais alto e ela bufou alto, alto demais até, e se levantou emburrada pisando fundo no tapete cor de rosa de pelinhos no chão.
–Podia ser uma irmã mais nova bem convidativa. – ela falou com a voz seca. Limitei-me a rir e ela rumou até um poster enorme, da minha altura – 1,55m – e beijou a boca do menino de cabelos morenos e encaracolados.
Depois ela beijou mais uns quatro que estavam no Poster do lado, um pouco maior do que o anterior. Ela ficou se roçando naquele pedaço de papel e começou beijando o garoto de cabelo encaracolado no Poster onde estavam cinco garotos. Revirei os olhos e fiquei vendo ela se comendo com o garoto… Harry, do 1D. É, eu devia ter chamado ela ontem quando eles apareceram na Tv.
–Eles ontem deram na Tv. – falei indiferente e ela me encarou atónica, em um pulo.
–O quê? E você não me chamou? – ela me encarou com raiva. As veias de seu pescoço estavam saltando. Respirei fundo, negando com a cabeça. EU ADORO IRRITA-LA E FINGIR QUE EU SOU UMA GAROTA INOCENTE.
Minha irmã é… Directioner. Acho que é isso. Enfim, ela é louca por esses cinco garotos especialmente o Harry. Isso é tão… normal. Na minha vida, no meu mundo, é. Ela engoliu em seco e eu ri, me sentando na sua cama. Ela ficou me encarando enquanto que eu rebolava em sua cama. Ela respirou fundo contando até 10 mentalmente e fechou a porta, de modo a que o frio desse Inverno não entrasse para o quarto. Fiquei a encarando. Ela despiu a camisola e ajeitou o sutiã em seu corpo.
–Vai ficar encarando? – ela perguntou ainda com raiva. Ri debochando. Eu sabia que ela odiava perde-los cada vez que eles apareciam na Tv. Assim como… eu… fazia. É passado. Respirei fundo e fiquei brincando com minhas mãos que estavam no meu colo.
–Desculpa, tá bom? Eu tava com preguiça, e lá dentro tava tão quentinho… eu não queria te chamar só por causa deles. – falei colocando os meus olhos no chão e ouvi ela respirar fundo.
–Você também não gostava quando eu não te chamava quando o J aparecia na Tv. – ela falou fria, e uma corrente eléctrica passou por meu corpo. Meus olhos marejaram só de ouvir seu nome, ou sua alcunha, o que fez recordações passaram na frente dos meus olhos. –Ain, me desculpa, eu não queria… – a interrompi.
–Se vista e desça. A mamãe é impaciente. – falei fria e passei reto por ela. Ela respirou fundo tentando me parar mas eu fintei-a e saí pelo quarto em passos largos. Entrei em meu quarto e bati a porta com força, criando um estrondo.
Caí de bruços na cama e depois me endireitei, ficando para cima. Encarei o teto e respirei fundo. Minha visão desceu o teto e percorreu a parede, fugindo do meu alcance e logo parou numa porta roxa, com contornos brancos e um monte de fita-cola estragada, que anteriormente não tinha saído. Respirei fundo sentindo um aperto no meu coração e fiquei encarando a porta, trancada. Eu não entrava naquela divisória do meu quarto á quase um ano… um ano. Um ano cheio de sofrimento e tentações. Lágrimas e dor. Amor e dedicação. Tudo tinha passado tão incrivelmente devagar… isso ainda era novo. Mesmo depois de todos aqueles anos… Eu não podia voltar a ama-lo. Eu não podia…
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