Born To Be Wild
2 Capítulo 2 - Ops
Notas iniciais
Esse capítulo é curtinho, mas espero que gostem tanto quanto eu gostei de escrever.
Acordei na manhã seguinte com os quentes raios de sol sobre minhas pálpebras, impedindo-me de conseguir dormir mais. O braço também quente de Brian estava sobre a minha cintura e minhas costas estavam coladas em seu peito. Senti que estava nua, assim como ele, e percebi que a noite anterior não havia sido minha imaginação. E eu não me arrependia por nada daquilo.
-Ei — senti o braço de Brian me puxar para mais perto dele e sua boca beijou minha nuca — Tudo bem?
-Tudo.
-Arrependida?
-Nem um pouco. E você?
-Também não.
Ficamos em silêncio por mais alguns minutos. Eu podia sentir sua respiração em meu pescoço e ouvir algumas panelas batendo na cozinha abaixo de nós, mas nada disso me preocupou até alguém bater na porta.
-Brian, hora do almoço!!!
Era a mãe dele.
Pulei da cama naquele instante e corri até minha calcinha, vestindo-a e logo em seguida pondo meu sutiã e o resto das roupas enquanto Brian vestia as suas. Ele me empurrou para o banheiro do quarto.
-Entra mãe — ele disse.
Me ajoelhei no chão e fiquei espiando pelo buraco da fechadura. Dona Suzy entrou desconfiada no quarto do filho e olhou por todo o lugar procurando algo para perguntar sobre. Eu conhecia minha tia, sabia que ela faria isso.
-Tive a impressão que ouvi "coisas" essa noite... — ela disse para o filho e vi Brian ficar tenso.
-Que nada, mãe.
-Ah, é? — ela perguntou com as mãos na cintura — E o que essa camisinha usada está fazendo no chão?
Caralho, fudeu. Pus as mãos na boca para não deixar um grito escapar, enquanto Brian gaguejava uma desculpa esfarrapada.
-Não quero saber — Suzy o cortou — Só vou avisando que não quero que traga garotas aqui, e além disso, você não estava com aquela tal de Michelle?
-Eu tava, mãe.
-E agora já tá comendo outras?
Brian abriu a boca para argumentar, lançou um olhar para onde eu estava, mas depois de calou. Suzy revirou os olhos e saiu do quarto do filho batendo a porta atrás de si. Depois de alguns segundos de tensão, abri a porta do banheiro e me joguei na cama.
-Essa foi por pouco — comentei — Acho que eu tenho que ir para casa.
-Acho que não — ele disse malicioso, enquanto deslizava uma mão sobre a minha barriga, levantando minha blusa.
-Eu realmente preciso ir — falei, com um olhar que pedia desculpas — Meus pais devem estar putos comigo. E nem vou poder dizer que dormi aqui, já que sua mãe viu a camisinha...
-Tudo bem — ele disse desapontado — Mas...
-O que? — perguntei enquanto abria a janela do quarto dele e olhava para o árvore ali do lado.
-Vem aqui hoje de noite de novo.
-Vou pensar.
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