Born To Be Free.
2 Capítulo I: Uruha.
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem, se alguém ler isso aqui. q
Precisava correr, caso contrário, não chegaria a tempo de vê-lo. Há quanto tempo estava naquela vida? Desde quando estava a observá-lo, sempre, sempre e sempre?
Mas ele era tão belo... Por vezes, nem acreditava que ele podia existir.
Ficava sentado naquela varanda, dia após dia, com aquele livro de capa cor de vinho nas mãos. Perguntava-se sobre o que aquele tal livro falava. Deveria ser uma leitura interessante, para prender um homem tão belo quanto aquele dentro de casa todos os dias.
Estava sentado naquele banco de pedra, em frente à varanda daquela loja de bonecas. Diziam as más línguas que o dono daquela loja praticava bruxaria. Nada provado, apenas suposições. Mas mesmo assim, não deixava de se perguntar, se aquele tão belo ser estava seguro estando na casa de um bruxo.
Ele nunca, nunca, nunca se mexia. Era incrível. Deveria ser um anjo ou algo assim. Era uma das únicas explicações que encontrava para ilustrar tamanha beleza. Perguntava-se, também, como outras pessoas não paravam para admirá-lo.
Talvez as pessoas tivessem medo. Medo do suposto bruxo que era o dono daquela loja. Talvez pensasse que tamanha beleza era o fruto de uma bruxaria (o que era uma boa explicação, de fato).
— Yuu? — a voz feminina despertou-lhe. Deu o melhor sorriso que podia. — O que faz aqui?
— Estou apenas aproveitando esse fim de tarde de inverno. Só isso. — respondeu gentilmente.
— Entendo. — ela disse então, sentando-se ao seu lado. — Deverias estar em casa aprontando-se, não acha?
— Pois digo o mesmo. — sorriu-lhe, mesmo que quisesse sair dali sem nem dar satisfações. Seria deseducado de sua parte fazer isso com a sua noiva. Noiva. Aquela palavra lhe causava enjôos.
— Estava a caminho de casa quando lhe vi aqui. Irei arrumar-me agora mesmo. — explicou.
— Nesse caso, posso deixá-la só para voltar para minha casa? — em horas como aquela, perguntava-se porque era educado.
— Claro, claro. — ela levantou-se. — Até mais.
— Vá com cuidado.
Mas ele sequer fez o que havia dito. Devia ter ficado ali por pelo menos mais duas horas. Mas precisava sair dali antes que o festival tivesse inicio, sua noiva podia descobrir sua admiração secreta por aquele ser maravilhoso. E seus pais não gostariam nada se o boato que estava apaixonado – mesmo que não estivesse. Ou pelo menos pensava que não – por um homem corresse pelo vilarejo. Provavelmente o fariam sair dali, viajar mundo a fora e abandonar o seu tão precioso pedaço do paraíso.
Levantou-se por fim, abandonando com o coração apertado a sua preciosa jóia. Voltaria no dia seguinte. E no seguindo do seguinte. E no seguinte do seguinte do seguinte. E para sempre. E até que morresse. Se não recebesse atenção, é claro.
Suspirou pesadamente ao pensar que teria que agüentar aquela voz terrivelmente estridente controlando todos os seus movimentos, aquele ser birrento, pior que uma criança. Como era chata aquela mulher. Se é que podia chamá-la assim, pois aquilo era, na verdade, um projeto de ser não identificado terrivelmente chato e feito apenas para infernizar vidas alheias falido. O que a tornava ainda pior.
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Estava prestes a ter um surto de raiva e dizer bem educadamente um: “você poderia parar de ser tão irritante, por gentileza? Aproveite e tente crescer um pouquinho até o dia do casamento, está bem?”
Como ela podia falar tanto? Já perdera a conta de quantos suspiros havia deixado escapar. E já nem sabia mais quando havia se perdido no assunto daquela voz estridente. Estava longe, muito longe... Olhando para aquela varanda vazia, onde outrora estivera a sua preciosidade. E já se permitia chamá-lo de “seu”.
— Yuu? Está prestando atenção em mim? Yuu! — ela disse, sacudindo-lhe pelos ombros. — Quer prestar atenção em mim um pouco, por favor?
— Desculpe-me, estou apenas cansado. Perdoe-me. — ela murmurou algo desgostosa e revirou os olhos, mas Yuu nem fez questão de se dar ao trabalho de saber do que se tratava.
— Yuu, logo é meia-noite. — comentou algum infeliz do grupo que ele nem havia visto se formar. — Podíamos fazer algo.
— Fazer algo? — disse outro.
— Sim. Algo. — respondeu o de antes, abrindo um sorriso perverso. — Podíamos assustar um pouco o velho das bonecas.
— O que pretendem fazer? — entrou então Yuu no assunto. Não podia deixar que nada acontecesse a sua preciosidade. — Não acho que isso seja certo!
— Ah... Apenas dar um susto no filho dele. É filho? Sobrinho? Não me lembro, mas o que chegou aos meus ouvidos foi que era um filho bastardo. — Yuu mordeu a língua para tentar conter a raiva. Como poderiam falar assim de algo maravilhoso como era ele?
— Ele não fez nada a vocês. — disse então. — Não deveriam fazer isso. Deixem o garoto em paz.
— Por que está o defendendo, Yuu? — ela não podia manter-se calada por um instante?
— Não estou o defendendo. Ele apenas não fez nada a ninguém. Isso não é certo, ele nunca perturbou ou incomodou ninguém. — ela abriu a boca para retrucar, mas ele cortou-a. — E se isso for defendê-lo, então eu estou o defendendo.
— Ou está com medo de ser pego. — disse algum infeliz que o moreno quase pulou no pescoço. — Vamos, Yuu, pare de ser chato!
— Eu também não acho que isso seja certo... — comentou um moreno um pouco tímido, recebendo olhares que fez com que se encolhesse.
— Pois repito a minha pergunta, o que pretendem fazer?
— Ah, apenas um susto... Por que não faz isso você, Yuu?
— Eu não...! — interrompeu-se. Bastava entrar lá, fingir que fez algo, passar algum tempo escondido e cair fora. Assim, o protegeria de qualquer espécie de mal e talvez também teria a chance de vê-lo de perto. — Eu vou.
— Vai? — repetiram todos em uníssono.
— Mas só irei se Kai, Ruki e Reita vierem comigo. E você também, Miyavi. — disse. Olhou para os quatro que ainda não haviam dado opinião nenhuma, como se implorasse. Eles logo entenderam o recado.
— Nós vamos, certo? — disse então Ruki.
— Sim. — os dois concordaram.
Então os outros ditaram o que fariam, mas nem se deu o trabalho de escutar. Logo estavam na porta dos fundos da loja, um beco mal iluminado, sujo e úmido.
Era uma portinha de madeira. Bastou que forçasse um pouco a maçaneta para que ela abrisse.
A portinha dava para um quartinho sem iluminação, que Yuu custou a achar uma vela para que pudesse enxergar algo. Havia uma mesa com várias formas variadas de bonecas. No canto, uma escrivaninha com uma pena em cima e vários papéis escritos. Pegou uma das folhas, passando os olhos pelo papel.
— Isso é maravilhoso. — comentou para os outros, que logo se aproximaram de si. — Este velho pode não ser tão louco assim.
— Mas é triste. — respondeu Ruki.
— Tristeza pode ser sinônima de beleza, Ruki. — retrucou. Abriu um sorriso ao lembrar-se dos melancólicos olhos daquele ser tão maravilhoso. — E como pode!
Ruki apenas deu de ombros e colocou o papel no lugar. Abriram a porta que dava ao balcão da loja, onde havia várias prateleiras com várias bonecas as enfeitando.
— Eu vou achar um lugar para nós nos escondermos e ficarmos um tempo aqui até que eles achem que nós realmente fizemos alguma coisa. E aproveitar e ver se há um banheiro aqui. Já volto. — ditou, recebendo um aceno dos outros, que se sentaram atrás do balcão.
Achou mais uma porta, que dava uma escada estreita. Não podia ver onde daria aquilo. Desceu as escadas, sabendo que podia muito bem sentar-se no meio dela e seria um bom esconderijo, mas a curiosidade falava mais alto.
Acabou tropeçando no fim da escada, fazendo alguns ruídos e xingando em seguida. Estava num salão amplo, como pudera perceber. Mas infelizmente a sua vela apagara. Tateou as paredes, tentando se orientar.
— Quem está aí? — ouviu. E aquela, definitivamente, não parecia a voz de um velho. — Vovô, é o senhor? Por favor... — o final fora apenas um sussurro.
A voz dele estava... Amedrontada? Ouviu um soluço baixo. O seu coração apertou. Já podia ter uma vaga idéia a quem pertencia àquela voz. Tateou os bolsos atrás dos fósforos.
As suas mãos tremiam um pouco, mas ainda assim conseguiu acender novamente a vela. Pouco se importava que o outro encontrasse um estranho ali e, nem pensou que ele provavelmente se assustaria.
Era um cômodo amplo, como havia suposto. Havia uma mesa encostada no canto, com mais papéis, uma mesa com rosas vermelhas por cima, com uma porção de comida intocada, duas portinhas, um tapete no centro e no canto... No canto, uma cama, encostada a parede.
A figura loira que tanto admirava estava encolhendo-se na parede, agarrada aos cobertores, com a cabeça escondida entre as pernas. Ele chorava.
— Foi só uma aposta e... Está tudo bem, eu não vou fazer nada. — disse. Ele encolheu-se um pouco mais, mas logo relaxou um pouco, levantando a cabeça, mas não focou o olhar em nada.
— Aposta? — ele repetiu. — O que é isso?
— Você não sabe o que é uma aposta? — ele arqueou as sobrancelhas. Ele era estranho, pensou. Não havia gritado quando viu um homem estranho e sequer quando escutara a sua voz. Não havia nem mesmo perguntado quem era ela e o que fazia ali, e de alguma forma, o mandado para fora dali. Ele era tão... Ingênuo. — Digamos que é quando uma pessoa desafia a outra a fazer algo. Pensando por esse lado, não foi bem uma aposta. Foi só para evitar conflitos.
— Pode me explicar melhor? — ele pediu.
Aproximou-se, mas o outro sequer se mexeu. Atreveu-se a sentar-se na ponta da cama, e só então ele mexeu-se um pouco.
— Eles queriam fazer uma espécie de brincadeira ruim com o seu avô. Ele é seu avô, certo? — o outro assentiu. — E o alvo, na verdade, seria você. Eu apenas me propus a fazer para que não acontecesse nada de ruim com ninguém.
— Não vai me machucar? — e como alguém conseguia perguntar aquilo com tanta naturalidade?
— É claro que não. Eu nunca faria nada de ruim com você. Ou com ninguém. — o outro relaxou um pouco mais, encostando a cabeça na cabeceira da cama. — Como é o seu nome?
— Eu não sei. Meu avô costuma me chamar de Uruha, mas não é o meu nome verdadeiro.
— Você não sabe o seu nome? — ele assentiu que não. — Bem, eu sou Shiroyama Yuu. Pode me chamar de Aoi.
— É um bom nome.
— Você nunca sai daqui, além de ir até a varanda?
— Nunca. — ele respondeu e Yuu estranhou ainda mais. — Como sabe que eu fico na varanda?
— Eu te vejo sempre lá debaixo. Sempre imaginei que tipo de pessoa seria você, já que nunca o vi pelas ruas. — explicou. — Faz bem sair às vezes.
— Meu avô tem medo. Ele não me deixa sair daqui. Talvez seja por isso que ele tirou a minha visão.
Yuu não respondeu. Ficou algum tempo estático, encarando-o surpreso. Primeiro, ele havia aceitado a aparição de um estranho. Segundo, falava que o avô dele havia o deixado cego como se fosse a coisa mais natural do mundo. E aquilo lhe tornou mais uma qualidade para si, ele era tão ingênuo que tinha vontade de protegê-lo sempre.
— Como lê se não pode enxergar? — perguntou, tentando dar impressão que aquilo era realmente natural.
— Eu posso enxergar quando o sol aparece. Mas só posso enxergar até os limites daquela varanda, não vejo o que tem depois. — explicou. — Porém a noite não há nada que eu possa enxergar.
— Entendo. — escondeu a surpresa na voz. Então as más línguas estavam certas, afinal. Aquele velho não era bom. Ou era apenas possessivo e podia entender aquilo. Uruha era lindo e puro demais para a sociedade. — Por que chorava?
— Eu tenho medo de escuro.
Yuu travou novamente. Como aquele velho conseguia deixá-lo sozinho, sabendo que ele temia o escuro? Ele quis abraçá-lo e prometer que ficaria ali até que amanhecesse, mas logicamente não fez.
— Ah. — foi tudo o que conseguiu dizer. — Eu preciso ir agora.
— Vai voltar? — e era um pedido tão carente, que não teve como recusar.
— Talvez eu volte amanhã de noite. Tentarei.
Levantou-se, olhando para trás de passo em passo, encarando Uruha que havia se deitado e se encolhia na cama. Queria tanto ficar ali... Mas saiu do quarto antes que não agüentasse e voltasse.
Encontrou Ruki o encarando como uma expressão desagradável.
— Não sabia que você fazia fezes de madrugada. — resmungou pela demora.
— Me desculpem, eu me perdi. — mentiu.
— Como se o lugar fosse grande o suficiente para isso. — disse Reita.
— Você não imagina o quanto. — retrucou.
— Vamos embora? Esse lugar me dá medo. — pediu Kai, que não agüentava mais ficar ali e já até se escondia atrás de Miyavi.
Todos concordaram e já estavam de saída, quando um grito sofrido invadiu o silêncio.
— Uruha. — Aoi disse, olhando para os outros que lhe encaravam confusos. — Ele precisa de ajuda.
Não sabia muito bem de onde vinha aquele sentimento, mas precisava somente sabia que ele precisava da sua ajuda. Da sua. Saiu correndo, com os outros o seguindo confusos e disparou pelas escadas.
Ouviu um outro grito e só então os outros descobriram o motivo da corrida. Chegou enfim ao quarto, encontrando o loiro na cama. Ele ofegava e gemia de dor, enquanto havia um enorme corte no tórax. Sangrava. Mais um grito.
— Uruha? — chamou-o desesperado, enfiando a vela na mão de qualquer um de seus amigos, correndo até o outro. — Está tudo bem? Como você fez isso? Uruha?
— A-Aoi? É você? — o outro perguntou, entortando o rosto numa expressão dolorosa. — Me ajuda, por favor.
— Sou eu, acalme-se. Como você fez isso? — repetiu a pergunta, sentindo a mão do outro buscar a sua e apertá-la fortemente.
— Eu não sei. — ele respondeu. Mais um grito. — N-na segunda gaveta da cômoda, eu preciso...
A fala foi cortada por outro grito. Kai tomou a frente de Aoi, recebendo olhares interrogativos, mas apenas ignorou, procurando o que quer que fosse na segunda gaveta da cômoda.
Encontrou uma caixinha de madeira e abriu-a. Era como uma caixinha de primeiros socorros. Aproximou-se da cama, empurrando Aoi para fora da mesma e começando a tratar dos ferimentos, ignorando todas e quaisquer perguntas.
E Aoi sorriu. Aquele era Kai, afinal, sempre tomando frente nas situações, ajudando quem quer que fosse. Mas o sorriso não durou muito ao ouvir outro grito.
Logo Uruha já estava com um curativo feito, mas ainda sim gemia vez ou outra e apertava a mão de Yuu. Os outros acharam qualquer lugar no chão para se sentar, percebendo que a melhor solução era ficar ali até que o loiro adormecesse.
Ruki já estava deitado no colo de Reita adormecido há algum tempo, enquanto Reita brincava com a franja do tapete. Miyavi conversava baixinho com Kai, que demonstrava certo cansaço.
— Ele dormiu. — anunciou Aoi. Levantou-se, soltando delicadamente a mão do loiro e passando levemente os dedos por sua face. — Vamos embora.
Reita acordou Ruki, que resmungou algumas coisas, mas logo se levantou. Não demorou muito para que estivessem frente à porta dos fundos, naquele beco mal iluminado.
— Pode nos explicar agora? — pediu Ruki.
— Não tem muito o que explicar. Eu só o conheci, ora. — respondeu simplista.
— O conheceu quando?
— Hoje.
— E já saiu todo preocupado quando ele gritou? Aoi, onde está com a cabeça? É por isso que demorou tanto? Ele podia ter chamado a policia!
— Ele não faria isso. Tropeçaria no primeiro degrau, possivelmente bateria a cabeça e só seria encontrado amanhã por aquele velho maldito.
— “Não fale mal de quem não conhece”, alguém está desobedecendo à própria filosofia.
— Ruki... — repreendeu-o Kai.
— Eu posso falar o que quiser dele. Não fui eu que ceguei o meu neto mesmo. — respondeu dando os ombros e saindo dali. Kai ficou encarando Ruki por algum tempo.
— Boa. Só você não percebeu. O que acha que ele fazia naquela merda de banco o dia todo? — disse Kai antes de sair acompanhado por Miyavi.
Encontraram Aoi sentado no mesmo banco de sempre. A festa ainda acontecia atrás, mas ainda sim ele preferiu ficar ali. Ele era tão ingênuo, queria tanto poder protegê-lo sempre!
— Pode me contar o que aconteceu lá embaixo exatamente? — ouviu a voz de Kai, saindo do transe em que se encontrava.
— Ele é tão ingênuo, Kai. Não tem a menor noção da vida. De nada. — respondeu Aoi. — Nós só conversamos. Eu não sei absolutamente nada sobre ele, mas mesmo assim, eu sinto como se eu precisasse ajudá-lo.
— Ruki não falou por mal. É só o jeito dele.
— Eu sei. Não é nada com ele, é só que... Eu penso como ele deve sofrer, sem poder enxergar nada. Ele tem medo de escuro. E eu ainda me pergunto como ele machucou-se daquela forma.
— Isso é um mistério. Talvez houvesse alguém lá.
— Não havia. — suspirou.
— Você acha certo se envolver tanto? Digo, pode acabar machucado, com má fama, além de que o velho pode descobrir essa invasão. E caso alguma coisa aconteça, ele mesmo pode acabar machucado, por se apegar demais a você. Eu não o aconselharia ir até lá de novo. — disse Miyavi.
— É a primeira vez que você diz algo sábio, Meev. — riu Aoi. — Mas eu não posso deixá-lo. A forma como ele me pediu ajuda... Entende o que eu quero dizer?
— Isso vai muito além do que eu imagino, não é? Para você... — Aoi assentiu para Miyavi.
Logo a voz terrivelmente chata invadiu a conversa aos gritos, com uma animação incomum.
— Yuu! Por que demorou tanto? — ela perguntou.
— Nada demais. — respondeu Yuu sem dar muita importância.
— Como foi? — perguntou o mesmo garoto que proposto a idéia anteriormente. — Daria tudo para ver a reação dele. Talvez possamos fazer isso novamente.
— Você não vai fazer isso. — disse Yuu, se levantando, mas ainda assim falando com uma voz assustadoramente calma. — Você não vai pensar e nem cogitar a idéia de entra ali para perturbá-lo. Você não vai nem olhá-lo quando ele estiver na varanda. Ele não é um brinquedo para você sair se divertindo. E se eu souber que alguma coisa aconteceu a ele, eu juro que não vou conter os meus atos e você nunca mais terá a língua para contar a história. Somente ouse se aproximar daquela entrada, que vai desejar nunca ter tido pernas para andar até lá. Isso é só um aviso e eu espero não ter que repeti-lo.
Saiu, trombando bruscamente com o garoto, fazendo com que ele desse alguns passos involuntários para trás. Encontrou com Ruki e Reita no meio do caminho, e tratou de puxá-los pelas mãos para que não tivessem a idéia de voltar para aquela festa. A partir daquele momento, não iria deixar que mais nada acontecesse com seu Uruha.
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