Borboletas Errantes

1 LARVAE (parte I)


Notas iniciais
OBS: "LARVAE" (Lê-se *LARVE*, sem a pronúncia do 'A') é uma palavra em Latim, cujo significado pode variar entre 'larva', 'verme' e 'precoce'. Os três significados podem ser atribuídos para interpretar o real propósito do título.

1. LARVAE (parte I)

Primeiramente, caro leitor, como narrador desta história quero anunciar que sou algo incomum. Assim como a própria história. Certamente você não a encontraria em bibliotecas, mas encontra seus personagens — vale lembrar que em grande quantidade — em diversos lugares. Basta observar seu entorno.

Meu nome?

Claro, primeiro apresento-me, depois dou continuidade à narratória. Narradores ocultos, sem nome, que não fazem parte da história que contam, ao meu ponto de vista são patéticos e desprezíveis.

Eu sou o Destino.

“Sim, é verdade.

Chamo-me apenas Destino.

Com letra maiúscula.

Não tenho sobrenome.

Sou disforme.”

Já que estamos falando a meu respeito, gostaria de me redimir em um ponto, antes de prosseguir. Há muito tempo venho sendo responsabilizado por atos alheios, sendo injustamente culpado, de diversas formas, por indivíduos que não admitem seus próprios erros. Indivíduos estes que consideram tudo como “ironias do Destino”. Certamente você já deve ter empregado esta desculpa em determinado momento de sua vida. As pessoas fazem isso em busca da redenção de seus erros. É o velho truque humano de responsabilizar os outros pelos seus atos.

Não cometo ironias, apenas me responsabilizo em guiar as pessoas pelo caminho que me é ordenado. Meu trabalho é refletir. Sou apenas a conseqüência de uma vida sendo projetada. Acredite: não sou eu quem decide seu futuro, só sigo ordens.

Você pode agora estar se perguntando algo em relação à minha forma, afinal é difícil imaginar-me apenas como uma voz. Posso afirmar, sem receios, que não possuo forma alguma. Mas preste atenção: não possuo forma fixa, porém posso servir-me das mais diversas feições. Você só precisa dar-me um motivo.

Essas são apenas algumas das muitas definições que me empregam: para alguns, sou um grande amor. Para outros, um grande amigo. A felicidade. Até mesmo o caminho para a Morte. Sim... Eu sou a ponte entre a existência e a decadência, embora a Morte seja independente. Ela é dona do próprio destino, enquanto eu governo o seu. Eu sigo ordens, ela não. O trabalho dela é tentar encurtar o meu. De que forma? Certamente você deve imaginar. Em alguns casos eu recebo ordens para entregar algumas pessoas passivamente à Morte, as que me restam ela tenta roubar. E toda vez que tenta, ela consegue, devido ao fato de eu ser mais fraco. Odeio admitir, mas o Destino sempre acaba curvando-se perante a Morte em uma disputa.

Muda o indivíduo, muda o Destino. Deixo em suas mãos a tarefa de tentar imaginar meu rosto. Quem sabe você consiga surpreender-me e rapidamente encontrar a resposta. Ela está dentro de você.

Por ora, vamos esquecer os meus atributos e reivindicações. Afinal, sou um simples narrador, e esta história precisa de personagens.

Em toda minha existência — e posso lhe afirmar que não é pouca — , conheci muitas pessoas, e tive de mostrar a elas meu rosto. Sim, a todas. Eu estou onde menos se possa imaginar, aguardando o momento certo para cumprir minhas ordens e dar um novo rumo às suas vidas.

Somente algumas pessoas despertam minha curiosidade, pois conseguem a incrível proeza de driblar meus feitos. São poucas, mas existem indivíduos capazes de mudar as imposições e dar uma rasteira no Destino. A verdade é que existem pessoas capazes de me enganar. Chamo elas de borboletas errantes, pois desviam-se do caminho imposto para construir o próprio caminho. Borboletas essas que voam livremente entre os campos da existência, fugindo do caminho pré-estabelecido. Vou contar-lhe a história de quando cruzei com uma dessas. Existiram outras pessoas que me surpreenderam, e quem sabe no futuro eu possa relatar também a vida delas; mas esta, em especial, me desperta afinidade, devido ao seu poder de transformação constante, estando sempre em metamorfose.

Embora possa ir contra suas concepções, quero deixar claro de antemão que não existe sorte ou azar. Existe o Destino e o poder de mudá-lo.

“Davi.

Possui sobrenome, mas isto é irrelevante.

Nascido em três de março de 1991.

Uma pessoa com

uma admiração questionável pelas palavras,

uma fascinação pelas borboletas

e um futuro nada promissor,

mas que sempre soube ser um admirável...

Sonhador.”

Sim, um sonhador. Dos bem incomuns. Daqueles que criam um mundo próprio, onde só quem é convidado a entrar pode habitá-lo. Uma pessoa que evolui a cada segundo, em constante metamorfose. Vale lembrar que contarei sua história desde o começo, como uma larva relativamente estranha recém-criada que um dia evoluirá tanto ao nível de se transformar definitivamente em uma linda borboleta. Falácias à parte, esta pequena borboleta chamada Davi afeiçoou-se desde cedo às reais e belas borboletas, e isto não estava previsto.

Notas finais
Olááá =D
queridos leitores (se é que vocês existem =/), eu sou o humilde criador desta história e espero com ela proporcionar reflexões interessantes à vocês!

bom, SE existe uma alma viva aí do outro lado da tela, que esteja lendo a história, pleeeeease, peço que deixe review, pois este gesto simples aquece o coraçãozinho dos autores e incentiva eles a maior empenho e dedicação!

até a próxima!
*rodopia e some*