Borboleta

14 Amiga da Onça


Notas iniciais
(‎terça-feira, ‎7‎ de ‎outubro‎ de ‎2014, ‏‎21:34:42) "Band-aids não curam os cortes de suas garras"

Calcei minhas botas, prendi meu cabelo
Peguei meu mapa, conhecendo o caminho
Caminhando com cuidado, traçando minha trilha
Primeiro dia na selva, pensava que estava sozinha
Até ouvir o seu rugido

Eu ajudei um animal a proteger seu território
Ele gostou de mim, agora sou amiga
De uma temida fera, mais agressiva que o normal
Seus pelos aparados, brilhantes e diferentes
Uma exploradora sendo amiga da onça

Eu tenho uma amiga
Que mostra seus defeitos
Como mostra suas garras

Signo de leão, jeito matador
Eu só não sabia que ela
É mais amiga da onça
Do que minha

No lugar que eu costumava
Chamar de porto seguro
Agora me sinto em perigo
Olhos brilhando no escuro
Um animal prestes a atacar

Eu estive guardando isso para mim
Durante todos esses anos
Eu estive gritando para o nada
Porque você se recusou a me ouvir

Eu era apenas uma exploradora
Uma turista visitando seu habitat natural
Você era inofensiva, te fiz se sentir ameaçada?
Eu irei domar seu lado mais selvagem
Você é a presa, e eu a caçadora

Eu pedi seu rímel emprestado,
Disse que não e ainda me olhou feio
Talvez porque só você possa ter
Os cílios do tamanho do mundo
Que grudam quando você pisca

Não pise nas pessoas com seu salto alto
Não se gabe por ser mais alta
Eu ainda estou te crescendo
E logo te deixarei para baixo

Agora eu deixarei essa música
Em seu celular que você nunca me deixa mexer
No meio de suas músicas que você nunca me deixa ouvir
Porque eu cheguei ao meu limite hoje
E quando a onça te cutuca com a vara curta
Você tem que atacar

É tão ridículo como você parece ser uma cobra
Que troca de pele muitas vezes para ser outra pessoa
Não tente se mostrar ser fofa como uma gata
Ou sexy como um leão, quando você é uma onça

Tire as patas de mim, não me toque
Boca aberta, dentes amostra para me ameaçar
Não me surpreendo mais, não terei medo
Não pode avançar se eu atacar primeiro

Se não conseguir seu poder no reino animal
É porque não tem força para disputar pela coroa
Eu não quero tomar o seu lugar, pare de tentar lutar
Você caiu na minha armadilha, abaixe a cabeça
Permaneça em seu lugar, fique quieta
Não pode ser ouvida, porque eu estou rugindo mais alto

Eu irei domar seu lado mais selvagem
Você é a presa, e eu a caçadora
Pois quando a onça te cutuca com a vara curta
Você tem que atacar

Notas finais
A cópia de livros na íntegra é crime, previsto na Lei Federal nº 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais), de 19 de fevereiro de 1998.