Book Sought
1 Capítulo 1 - Special Neighbor
Oiçam durante a leitura (: — http://www.youtube.com/watch?v=5FlQSQuv_mg
Os últimos dias tinham sido muito agitados, passavam-se muitas coisas ao mesmo tempo e eu (Dianna http://weheartit.com/entry/21760599) não entendia nada. A única pessoa que me entendia parecia ser o meu vizinho da frente. Nós nunca nos tínhamos falado mas o nome dele era Zayn (http://weheartit.com/entry/34995492/via/DiannaMalik) e passávamos o tempo todo a trocar olhares.
Era de noite, 23 horas. Já tinha o pijama vestido (http://www.polyvore.com/pyjama1/set?id=56377649), então fui avisar a minha mãe:
–Boa noite, vou dormir! – Disse eu, de lá de cima.
–Boa noite filha, dorme bem. – Respondeu a minha mãe. Voltei a entrar no meu quarto, sentei-me na cama e abri a gaveta da mesa de cabeceira que tinha um bloco com alguns desenhos/projectos ou códigos que o meu pai me tinha dado, dias antes de falecer. Ele tinha falecido há coisa de duas semanas. No inicio andava sempre a chorar e ainda faltei alguns dias à escola mas já me consigo aguentar. Não é que me tenha habituado, ou que já não me custe, é só porque odeio ter todas as atenções para mim até porque o Zayn já quase veio falar comigo duas vezes pelo facto de eu estar a chorar mas eu esquivei-me, felizmente.
Não percebia aqueles desenhos, pareciam códigos ou montes de números e letras e também alguns projectos. Bateram à porta e eu guardei, muito rápido, o bloco.
–Posso? – Perguntou a minha mãe do outro lado da porta.
–Sim, entra. – Respondi-lhe.
–Dianna, amanhã é dia de vires almoçar a casa, não é?
–Sim – Amanhã era sexta-feira – mas vou almoçar fora com uns amigos, a Joannah faz anos.
–Ah pois, é que eu não tenho ali comida feita. – Disse-me ela, devia pensar que eu era um bebé.
–Mãe, tenho 17. – Fiz cara de aborrecida – Anos, não meses!
–Como queiras… Vá, até amanhã… — Acenou-me com a mão.
–Até amanhã, boa noite. – Disse a deitar-me. Ela fechou a porta, eu desliguei o candeeiro e passado algum tempo adormeci.
Eu ainda não tinha comprado prenda para a Joannah, ia tentar comprar até à hora da festa dela, se não conseguir dou-lhe noutro dia, víamo-nos tantas vezes. Ela era uma das minhas amigas mais chegadas (http://weheartit.com/entry/34999898/via/DiannaMalik)
Adormeci e no meu sonho relembrei o que o meu pai me disse acerca do bloco
‘’ Guarda-o bem, não deixes que ninguém o leve e muito menos pessoas em que não confies. Esconde num sítio onde ninguém, excepto tu e a tua mãe, costume mexer. Por favor, não deixes ninguém levá-lo ‘’.
Ele tinha ido em viajem e nunca mais voltado, e recebemos a má notícia de que ele tinha falecido e estas eram as palavras que nunca me saíam da cabeça. Acordei repentinamente, olhei para o despertador e eram quatro e meia da manhã. Tinha sede, por isso decidi descer, beber um copo de água. Desci as escadas e a minha cadela, a Kaya (http://weheartit.com/entry/6415153/via/DiannaMalik), estava sentada na sua cama, a olhar para mim. Baixei-me ao nível dela e fiquei a fazer-lhe festinhas até que olhei lá para fora e o Zayn, o meu vizinho de 19 anos, estava sentado nas escadas da porta da sua casa com o seu cão, de boxers. Estava tanto frio e ele ali assim, não sei como é que ainda não tinha tido um ataque de hipotermia. Eu abri a janela de vidro, que ia do tecto ao chão, saí para o quintal, pondo os pés descalços na relva e dizendo ‘’olá‘’ acenando com a mão. Ele olhou-me de uma forma querida e cumprimentou-me de uma forma sedutora, com a cabeça. Ficámos a trocar olhares montes de tempo, tal como na escola. A Kaya saiu devagarinho, e começou a ladrar bastante e muito alto para o cão do Zayn. O cão dele ficou quietinho mas eu estava a tentar puxar a Kaya para dentro de casa. Ela era uma cadela grande, de raça Golden Retrivier, e tinha muita força por isso estava a ser complicado puxá-la para dentro e ainda por cima o Zayn estava a observar-me e a rir-se das minha belas figuras. Consegui pô-la dentro de casa e fechei a janela.
–Kaya, para a próxima vez não me faças passar vergonhas está bem? – Disse-lhe baixinho, a rir-me. Fui beber água e ia-me embora mas quando virei as costas, a Kaya começou a ganir e eu disse-lhe:
–Vá, anda lá… — Batendo na minha perna para ela vir atrás de mim, subimos e quando entrámos no quarto, fechei a porta e espreitei pela janela, o Zayn ainda estava lá, aparentemente, a brincar com o seu cão. Deitei-me e fiquei a pensar como achei estranho ele estar acordado àquelas horas e ainda por cima sentado nas escadas mas deitei-me e adormeci passado uns cinco minutos, com a Kaya no meu tapete.
Notas finais
Comentem o que acharam, pfv, beijinhos*
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