Bonequinha de Porcelana
1 Bonequinha de Porcelana
Notas iniciais
eu não sou lá grande escritora de originais então por favor comentem e digam onde está ruim onde eu falhei para que eu corrija numa próxima e no que acertei pra continuar melhorando ok?
Agora eu quero agradecer a Queen Hady, que além de fazer a betagem do texto pra mim, fez essa capa linda e caprichada que reflete exatamente o sentimento da personagem. Agradeço também as meninas do Sailor que ficam me aturando mudando de opinião sobre as capas e por isso enlouqueço elas e mesmo assim elas me ajudam e muito. Obrigado Queen Hady e Sailors, pelo carinho, paciência e amor que tratam a mim e as capas que peço!
Vamos a história...Se quiser ouvir uma música com a fic recomendo So Cold do Ben Cocks feat Nikisha Reyes-Pile
Poderia parecer uma cena ridícula, mas era a única que se encaixava naquela historia tão breve e cruel. Enquanto a jovem de longos cabelos negros estava deitada no chão frio de mármore da sala, chorando ate que seus pulmões perdessem o fôlego e os soluços tomassem conta do ambiente deixando cada vez mais tristes os grandes e cristalinos olhos lilases, o rapaz ruivo e de olhos cinzas transitava pela sua casa a quilômetros daquele lugar. Esses dois um dia foram um casal, Anastásia e Damien um dia foram um só, mas isso pelo jeito não passava de uma ilusão.
Anastásia estava desesperada havia sido largada no chão de mármore momentos antes de seu choro agonizante ser extravasado. Ela havia sido avisada, seus amigos disseram que isso iria acontecer, afinal ele era o Rei e jamais se abalaria por ela. Todos tentaram preveni-la que aquela felicidade era passageira, que no primeiro contra tempo ele se mostraria na sua pior e verdadeira forma. E assim foi, quando ela não conseguiu gestar saudavelmente um menino, ele começou a buscar substitutas a ela.
Damien havia abandonado sua bela princesa de porcelana, apenas para ter uma noite a mais de diversão pelas ruas da cidade, afinal a mulher agora não poderia lhe ofertar nada. Agora ele estava feliz e saltitante deitado e fazendo sexo com outra mulher qualquer, que provavelmente pela manhã nem lembraria o nome. Ele era o rei daquele lugar e poderia fazer o que quisesse, visto que no final do dia seu pai o maior empresário da Europa e sua amada esposa o esperariam de braços abertos e sorrindo.
A morena estava deitada no chão, acariciando seu ventre proeminente devido a gestação e tinha as mãos tremulas e a sua palidez aumentava. Durante todo seu choro rezava baixinho para finalmente conseguir ter um menino e assim satisfazer nao só o marido como as famílias de ambos. Com isso finalmente o contrato de casamento deles teria alguma validade, embora ela sentisse apenas agora que era uma mera moeda de troca. Seus pais haviam criado aquela historia de casamento, para tornar a empresa da família ainda mais forte e ela aceitou por amar Damien.
O ruivo estava agora deitado numa cama estranha, extremamente relaxado e sem preocupação alguma na cabeça. As cobranças nao estavam em cima dele, afinal ele jamais precisaria dar a luz a um filho homem para que a empresa de sua família ganhasse mais força e poder. No final do dia ele era apenas o diretor de uma das maiores empresas de engenharia e arquitetura do pais, não precisava dar satisfações ou provar nada a qualquer pessoa que fosse. Seus pais armaram seu casamento visando aumentar a empresa em direção a Rússia onde a empresa mal era visada e ele apenas entrou nessa por ser obrigado.
Anya, amava-o demais para desistir dele, mesmo sabendo de todas as traições e a falta de amor dele por ela. Quando se viu grávida pela primeira vez, achou que ele finalmente aprenderia a ama-la que iriam ter uma família feliz como nos contos de fada. Assim que o bebe nasceu e se viu que era uma menina a decepção nos olhos do seu amado foi tão grande que por pouco não acabou com a alegria de ter sua pequena Melina em seus braços. Depois disso tentou varias vezes dar a ele o tão esperado filho homem, mas falhava miseravelmente em cada uma dessas tentativas.
Dan, nunca amou-a e nem tentou chegar perto de sentir isso pela sua jovem esposa. Após meses de casados e de quase deixar as vistas que a traia diariamente, sua esposa anunciou a gestação e naquele momento pelo filho deles tentou amar a mulher e ter uma família ao contrário de seu pai. Não queria ser igual seu pai, que nunca amou sua mãe e menos ainda a ele, para seu velho sempre foi apenas mais um peão e não queria tratar seu filho assim. Quando sua filha Melina nasceu, ficou decepcionado com sigo mesmo por não saber como reagir aquele momento por ainda não amar a mulher e nem saber como cuidar da criança. Sua esposa tentava bravamente ter um menino, mas sempre fracassavam e aquilo doía nele.
A mulher sentiu uma dor lancinante atravessar seu corpo, olhou para baixo e viu apenas sua barriga angulosa devido a gestação avançada e um pouco de sangue no chão onde estava sentada. Começou a gritar por ajuda e agradeceu que sua irmã mais nova, Danielle, estava entrando na casa deles pra deixar Mel depois da escola. Dani ao ver a irmã naquele estado ligou para o marido e pediu que ele fosse buscar as crianças na casa da irmã e correu com Anya para o hospital mais próximo. A morena de olhos lilases apenas chorava e rezava pedindo que ela não fosse condenada outra vez a perder um filho antes mesmo dele nascer.
Do outro lado da cidade o rapaz foi acordado de seus devaneios por seu celular que soava histérico naquele pequeno cômodo em que se encontrava. Atendeu no pior de seus humores, mas empalideceu ao ouvir a voz exasperada de sua cunhada implorando que ele fosse ao Hospital Saint Claire. Se apressou e arrumou-se para enfim rumar para o hospital, no trajeto questionou o que se passava e a resposta fez nascer uma careta em seu rosto. Devido a ter admitido para a esposa que por ela nada sentia e que tudo que eles tinham eram um contrato e que a única pessoa além de si que amava era Melina, a gravidez dela uma vez mais pois-se a perigo de findar antes do bebe nascer.
Dentro da sala branca a morena via os médicos correrem, a porta abrindo e fechando, os barulhos de objetos sendo posicionados, a maquina apitando dizendo que seu coração ainda batia e claro os médicos dizendo que precisariam fazer de tudo para salva-la. Anastásia só conseguiu pedir que salvassem seu bebe, não tardaram em faze-lo e assim que ouviu a porta abrindo novamente e viu seu marido ali parado e pálido teve a convicção de que tudo havia acabado. Correu pelas ruas de Londres e assim que chegou ao hospital foi levado para se trocar e poder ver a esposa, no processos descobriu o quão mal ela estava. Damien se apressou o máximo que pode e assim que entrou e a viu rodeada de médicos e sangue ficou pálido, imóvel e se sentindo inútil.
Ambos olharam para a criança no braço da enfermeira, era um bebe saudável e que chorava a plenos pulmões. Oposto a Melina, que tinha longos cabelos negros e grandes olhos cinzas, o bebe detinha cabelos ruivos e ao que tudo indicava teria os olhos da mãe. O casal se olhou e logo lagrimas saiam dos olhos de ambos ao verem que finalmente tinham tido o seu tão desejado menino. Ainda fraca e com a voz doce entrecortada pela dor a russa disse o nome do menino “Adrian” e o inglês apenas pode concordar com a escolha. Era uma homenagem aos avôs deles.
Os olhos lilases foram perdendo o brilho demonstrando a dor e o sofrimento permeados ali, os médicos começaram a afastar o ruivo e tirar o bebe dali. Durante toda a confusão a morena foi apenas capaz de dizer eu te amo aos dois homens de sua vida e implorar que ele dissesse a Melina que ela a amava. Fora da sala e tremendo por inteiro o dono dos grandes e brilhantes olhos azuis acinzentados chorava e se desesperava com a ideia da esposa morrer. Quando o medico deixou o centro cirúrgico e confirmou seu maior medo o homem apenas desabou no chão.
Assim que foi capaz entrou na sala e viu sua bela esposa ali, mais pálida do que o normal e com a aparência de um anjo adormecido. Lembrou se de quantas noites ficava vigiando-a dormir ou quanto tempo a admirava por sua beleza e também do dia que começou a chama-la de boneca de porcelana por conta de uma festa a fantasia que foram juntos. Lágrimas rolava teimosas por seu rosto, os soluços de um choro que feria seu coração tomavam forma e tom, enquanto ele segurava a mão de sua amada esposa. Sim amada, pois no final de tudo ele a amava e falhou miserável e ridiculamente ao tentar mostrar a ela sempre cobrando e fazendo o oposto a dar carinho.
Damien não era bom no amor e nem nunca foi bom em diversas coisas, que envolviam seus sentimentos. Agora olhando pra trás precisava admitir que sempre amou Anastásia, que sempre quis ficar com ela e te-la única e exclusivamente pra si. O fato de seu pai obrigar o casamento o deixou irritado e com odeio, ele sendo infantil e mimado descontou em quem não merecia. E no final ele voltaria pra casa e cuidaria de seus filhos sozinho, pois seu amado anjo não voltaria a acordar daquele sono tão profundo.
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