Notas iniciais
Oie! Tudo bem com vcs? Espero que sim. Por aqui tudo na mesma, como sempre. Amanhã João Lucas completa 3 meses, vcs acreditam nisso? Passou tão rápido! Este capítulo encerra a fase bad da vida de Edward. O torna maduro e melhor para a sua família que se inicia. O título é pai porque tudo neste capítulo vai envolver essa perspectiva. Obrigada pelos reviews e pelo carinho de sempre. Vcs são as melhores forever! falando nisso eu cometi um grande erro no capítulo anterio esquecendo de agradecer à Deise Lovato e à roseli oliveira pelas recomendações feitas no dia 15 de maio. OBRIGADA MENINAS, DE CORAÇÃO. Desculpem por ter esquecido de agradecer aqui mas fiquei muito feliz mesmo. Dedico este capítulo a vcs! Boa leitura!

Pov Esme

Eu encaro o estado do meu filho. Devastado. Os meus olhos se enchem de lágrimas. Bella o abraça tentando passar força e carinho a ele. O olhar dele encontra o meu novamente.

— Eu o vi. — Ele diz para mim – Eu falei com ele... eu o perdoei no último instante. — Ele diz se endireitando e saindo dos braços da sua amada. — Preciso conversar com vocês. — Ele olha de mim para Carl. Ambos assentimos.

Bella o segura levemente.

— Tem certeza? — Ela o questiona. É incrível ver o quanto eles se amam.

— Eu preciso. — Ele diz e se encaminha para o escritório de Carl. Nós o seguimos.

Eu acolho meu filho em meus braços quando entramos no ambiente. Carl também o abraça. Depois nós nos sentamos. Eu e Carl no pequeno sofá e Edward na poltrona.

— Mãe, pai. Eu preciso pedir perdão a vocês. Principalmente a você, pai. — Meu filho começa.

— Filho, não estamos bravos...

— Não, pai. Não por hoje. — Edward suspira – Pela vida inteira.

Todos nos olhamos.

— Eu nunca te amei como meu pai verdadeiramente. A sombra de Edrian sempre ofuscou tudo o que você fez por mim. E eu sempre o culpei por não conseguir te amar direito. Mas, era culpa minha. Eu não conseguia me perdoar por não ser seu filho.

— Edward, isso é loucura! — Carl exclama.

— Eu sei, pai. Agora eu sei disso. Mas precisei enfrentar um inferno na minha vida para entender. — Edward diz angustiado e eu pego a sua mão. Ele sorri fraco. — Sempre me culpei por ser a lembrança do passado ruim da sua vida, mãe.

— Filho, você é, justamente, a única lembrança boa do meu passado. — Eu digo.

— Obrigada mãe. Me perdoem! — Ele diz suplicante. — Enquanto eu enterrava o Edrian, eu só conseguia pensar em como ele estava ali sozinho. Havia somente eu o enterrando. — Ele engole em seco – E eu sei que é isso que os filhos devem fazer, enterrar os pais. Mas eu não me sentia, de fato, um filho enterrando um pai ali. Era como se eu tivesse numa estrada, dirigindo para longe de um lugar que não me fez feliz. — Ele volta a nos encarar. — Aí eu me peguei imaginando quando for a vez de enterrar você pai, e só a possibilidade de te ver em um caixão rasgou meu peito ao meio. — Lágrimas escorrem de seus olhos. — Eu te amo pai. Para sempre.

Os dois se levantam, emocionados, e se abraçam. E ali eu sei que uma nova fase começa na vida do meu filho. Eu me levanto e os abraço também.

...

Edward, seu pai e sua mãe saem cerca de meia hora minutos depois de terem entrado no escritório. Ambos com semblantes mais calmos, apesar de ser visível que todos choraram bastante. Edward me pega em um abraço profundo.

— Me perdoe pela angústia que te fiz passar. Eu prometo que isso jamais se repetirá. — Ele diz segurando meu rosto em suas mãos e me dá um beijo.

— Está perdoado. — Eu digo e nós sentamos. Todos estão curiosos sobre o que aconteceu e Edward nos conta resumidamente o que houve.

— Recebi uma ligação de uma vizinha dele hoje de manhã. Disse que o encontraram desacordado no corredor do prédio. Meu número era o único que havia no celular. — Ele dá uma risada sem humor.

— Como ele tinha seu número pessoal? — Alice é quem faz a pergunta. Edward suspira e me olha.

— Naquela semana em que estivemos separados no mês passado, eu fui procurá-lo. — Todos o encaramos chocados. — Eu estava com raiva. Eu o culpava por tudo o que estava acontecendo na minha cabeça. Eu queria confrontá-lo, xingá-lo, extravasar a minha raiva. — Ele abaixa a cabeça envergonhado – Mas quando eu o encontrei... ele estava derrotado demais para que eu pudesse me sentir bem se o afundasse mais. Eu o encontrei bêbado na calçada de um bar.

— Nossa! — Rose exclama — E o que você fez?

— Eu o levei para a casa dele, eu o estava seguindo a um dia. Coloquei ele no chuveiro e ele melhorou um pouco. Trocamos algumas palavras. Foi perturbador, mas importante. Ao sair, eu deixei um celular lá com o meu número. Foi por isso que me ligaram hoje.

— Peraê! — Jasper se pronuncia. — Você o odiava e deixou um celular com ele? — Edward bufa.

— Foi Jasper, não entendo o porquê fiz isso até hoje.

— Talvez você tenha ficado com pena do estado dele. — Eu digo e ele me olha

— Acho que sim. Ele já parecia doente ali. Me lembro que o médico falou algo sobre ele já está sofrendo a muito tempo.

— Edrian estava doente, Edward. — Esme fala pela primeira vez e rouba a atenção de todos. Ela cora levemente. — Eu estive com ele a dois anos atrás.

— Ele falou disso comigo. — Edward diz lembrando de algo – Ele disse que você lhe contou um poco sobre mim e ele pediu pra não e contar.

— Exato. Mas ele não te contou o que veio fazer aqui, eu suponho. — Ela diz calma. — Bom, ele me contou que estava com câncer. — Eu e Edward arfamos – Fígado e pulmão. Ele só tinha vindo para saber de você, se você era feliz... — Ela suspira – Ele me pediu perdão. Eu tentei convencê-lo a te encontrar filho, mas ele disse que não merecia e foi embora.

— Você o perdoou mãe? — Rose questiona meio abismada.

— Depois de quase 30 anos de felicidade – Ela diz apertando a mão de seu esposo e sorrindo — Não tenho espaço para ressentimentos. Eu o perdoei sim, filha.

Um breve silêncio se formou.

— Edward, eu fico feliz que você tenha estado lá, com ele, no último momento. — Carlisle diz – Tenho muito orgulho do homem que você é, filho.

— Obrigado pai. — Os dois trocam um olhar de admiração mutua. — Graças a você!

Eu o abraço de lado e caímos em outro breve silêncio.

— Emmett, preciso de um favor seu. — Edward diz depois de um tempo. — Edrian deixou tudo para mim. Preciso que venda tudo. O dinheiro você colocará numa instituição que eu vou te passar depois. — Ele diz e eu o olho admirada. — Eu não preciso desse dinheiro, mas tem quem precise afinal.

— Edward isso é perfeito! — Eu digo encantada com a ideia. — Será que eu consigo fazer algo assim com a herança do Theo, Emm? Por que depois de hoje eu não quero ter que olhar mais na cara do Mike. — Eu digo enfática e Edward tensiona ao meu lado. Todos me encaram. Merda!

— O que aconteceu? — Edward pergunta, já respirando fundo.

— Edward... — Eu começo. Mas Emmett me corta.

— Cara, ele já está preso, então relaxe. — Ele diz simplesmente. Eu o fuzilo com os olhos.

— Relaxar? — Edward levanta num pulo – Que merda ele fez para estar preso? Você se encontrou com ele? — Ela se vira para mim e eu assinto. Ele fica lívido de raiva. — O que ele fez?

— Ele gritou comigo, apertou o meu braço com força e me empurrou. — Eu digo de vez – foi numa praça então chamaram a polícia.

— Que merda, Bella! Cadê o Theo? Aquele desgraçado tocou no meu filho? — Edward está enfurecido. Eu nego rápido.

— O Theo está lá em cima, Edward. Está tudo bem. — Eu digo tocando o seu ombro e colocando-o sentado.

— Não, não está. Aquele merda tocou em você. Você está bem? — Ele pergunta ainda irritado.

— Estou, Edward. Tá tudo bem, meu amor!

— Não. Só vai ficar bem quando eu souber que ele vai ficar bem longe da minha família. — Ele diz e me dá um selinho – Meu Deus, o nosso bebê está bem? — Ele pergunta se lembrando do bebê em minha barriga e toca meu ventre em sinal de carinho e proteção. Eu assinto novamente. Porém é a deixa para a família arfar ao nosso redor.

— Como assim, ‘nosso bebê’? — Esme questiona com os olhos brilhando ao olhar onde as mãos de Edward estão. Eu coro violentamente. Até Edward cora um pouco.

— Bom... Bella está grávida. — Ele diz simplesmente com um sorriso torto e todos exclamam de felicidade. Recebemos abraços carinhosos de todos e choramos mais uma vez. Porém de alegria.

Depois de conversarmos um pouco mais, Edward sobe e carrega Theo até o carro e nos leva para casa. Ele mesmo troca a roupa do menino e o deita no berço. Eu fico da porta admirando todo o trabalho dele. Depois eu me aproximo para dar um beijinho no meu menino.

Depois de tomarmos um banho, estamos deitados na nossa cama. Minha cabeça repousando no peito de Edward.

— Amor? — Eu começo — Você está bem mesmo? Digo, com tudo?

— Sim – Ele suspira lentamente – Eu o perdoei de coração, Bella. Não foi porque ele estava morrendo ou por pena. Eu só percebi ali que a vida é muito curta e não vale a pena eu ficar guardando aquele tipo de sentimento por ele. Até porque, o maior prejudicado fui eu. Olha o quanto de vida eu perdi enquanto estava preso a mágoas, culpas e ressentimentos? — Ele reflete e u me viro um pouco para olhá-lo admirada. Edward está tão diferente. — Nós estamos iniciando uma família e eu quero estar no meu melhor para você e os nossos filhos. Eu quero que Theo me ame como eu amo Carlisle.

— Edward, você sabe que ele te ama. É você que ele chama de pai. É com você que ele se acalma. Você já é o pai dele. — Eu digo alisando sua bochecha arredondada pelo sorriso que ele abre. — Eu te amo e sou uma mulher muito orgulhosa do homem que tem ao seu lado. Eu não podia ter encontrado alguém melhor com formar uma família.

Ele me puxa para um beijo cheio de amor e luxúria. Nem preciso dizer que este sábado terminou muito quente, apesar de ser inverno. Edward me amou intensamente como se quisesse apagar cada uma das emoções negativas deste dia.

A semana foi consumida pelos últimos preparativos da festa do Theo. O que inicialmente era algo simples acabou virando um grande acontecimento já que o fato de Edward ter me pedido em casamento vazou para a imprensa. Alice e Rose acabaram por convidar muita gente do meio social deles e então a festa ganhou uma proporção bem maior do que o que eu planejei.

Edward me acalmou garantindo que teriam menos jornalistas que na festa de Esme e que ele estaria cuidando da segurança da casa. Eu resolvi relaxar e me conformar, afinal, logo eu seria uma Cullen e teria que enfrentar esse tipo de coisa com frequência.

Na terça feira a tarde, nós fomos para a primeira consulta pré natal já com um ultrassom. A medica confirmou que o bebê tinha 5 semanas e estava tudo bem com ele e comigo. Marcamos a próxima consulta e tiramos algumas dúvidas de Edward, como se eu poderia continuar amamentando o Theo e se era seguro mantermos relações sexuais normalmente. Nem preciso dizer que eu fiquei roxa de vergonha. Mas pelo menos agora ele estava mais tranquilo em ‘mandar ver’ novamente na cama, já que ele tinha baixado o ritmo por precaução.

Na quarta feira nós soubemos por Emmett que Mike tinha saído da prisão sob fiança. Edward ficou puto. Emmett conseguiu uma medida restritiva para mim e Theo e garantiu que o processo seguiria a julgamento. E por conta disso, Mike não poderia sair de Chicago. O que fez Edward contratar dois seguranças. Eu achei exagero dele, mas ele disse eu não ficaria confiando uma medida restritiva apenas, principalmente por eu estar grávida. O segurança acabou sendo uma espécie de motorista disfarçado. O outro ficava no nosso prédio onde Theo ficava durante o dia com Heidi.

Enfim o sábado chegou. Estamos indo para a casa dos Cullens para terminar a organização da festa. Apesar de ter uma equipe para montar e arrumar tudo, eu queria acompanhar de perto. Rose, Esme e Alice já estavam a todo vapor. Edward preferiu curtir um passeio com o Theo pela manhã e depois almoçamos todos juntos.

A festa iniciou às 16h na varanda e jardim da casa. O tema que escolhi foi ‘astronauta’ e a decoração me surpreendeu. Theo está lindamente vestido com um macacão cinza e preto com as iniciais da NASA bordado em dourado. Eu e Edward estamos combinando no azul escuro e prata. Meu vestido azul é simples com mangas curtas e corte evasê até os joelhos. Ele tem linhas geométricas em prata dando um toque muito bonito. Edward veste uma camisa prata, calça e blazer pretos. Absurdamente lindo.

Um pequeno grupo de jornalistas foi autorizado a entrar por meia hora. Tiramos algumas fotos e respondemos algumas perguntas. Edward estava muito tranquilo a à vontade e respondeu calmamente sobre nosso noivado e a nova fase de sua vida.

— Então o demônio de Chicago realmente se apaixonou? — Uma jornalista pergunta num tom que parece mágoa. Edward sorri torto e segura firme em minha cintura.

— Não só me apaixonei, como encontrei sentido à minha existência. — Ele me olha rapidamente e me dá um selinho arrancando suspiros. — Bella trouxe tudo o que eu precisava. Eu sou completamente feliz agora.

A sinceridade de suas palavras me emociona. Ele realmente ama a mim e a nossa família.

— Oh vejo que a futura senhora Cullen está emocionada com sua declaração. Não posso culpá-la, era o sonho de metade da população feminina dessa cidade ouvir tal coisa. — A mesma jornalista diz fazendo pouco caso.

— Sim, as palavras de Edward me emocionam, sim. Principalmente porque eu nunca fiz parte deste grupo de mulheres citadas por você. Muito pelo contrário. Além do mais, parece que o demônio de Chicago acabou se tornando o anjo da minha vida. — Eu digo para ela. — Eu te amo Edward. — Eu digo para ele que sorri.

— Eu te amo Bella! — Ele diz e me beija apaixonado. — Acho que agora nós vamos aproveitar a festa do nosso filho. Muito obrigada pela atenção de vocês, mas acho que já estão dispensados. — Ele diz e me conduz para fora dali. Ainda ouço alguns tentando insistir em mais alguma pergunta, mas Edward ignora.

A festa segue tranquilamente. No fim, muitas crianças aparecem e aproveitam bem os recursos da festa. Todos são filhos de conhecidos dos Cullens, que me receberam muito bem. Em certa altura, eu estou oferecendo um docinho a Theo e conversando com Ang, Leah e Rose quando vejo uma movimentação estranha entre os seguranças contratados.

Um deles vai até Edward, que está conversando com o pai e Emmett, e lhe diz algo ao ouvido. Um lampejo de fúria passa pelo olhar dele e ele vasculha o espaço a procura do meu olhar. Quando nos conectamos, ele sorri sem graça e acompanha o segurança para a entrada da casa. Eu simplesmente o sigo deixando Theo com as minhas amigas.

Eu alcanço Edward na porta da frente e ele bufa ao me ver.

— Sabia que você vinha. Por favor, volte para festa. Eu cuido disso.

— Disso o quê, exatamente? — Eu pergunto cruzando os braços. Nesta hora o segurança abre a porta e eu vejo Mike Newton na entrada da casa. — Que porra ele está fazendo aqui? Chamem a polícia, ele não pode se aproximar de nós.

— Bella, se acalme. Eu vou mandá-lo ir embora. Não quero que a festa do nosso filho fique marcada com ocorrência policial. — Edward diz irritado e sai ao encontro de Mike. Antes de qualquer coisa, Edward desfere um soco na cara do desgraçado e eu corro até eles.

— O que você quer aqui, seu bastardo?! — Edward vocifera.

— Vim ao aniversário do meu filho! — Ele late e Edward fica ainda mais possesso. — Porque você pode tentar o quanto quiser, mas é a porra do meu sangue que aquele menino tem! — Mike lança um olhar de desdém e um sorriso malicioso surge em seus lábios. Filho da puta!

— É verdade! — Edward rebate para ele. — Sim, ele tem seu sangue. Mas não é seu filho. — Edward tranquiliza a voz de uma forma surpreendente. Eu fico espantada. — Você já trocou a fralda dele às 5 da manhã e o levou para mamar? — pausa — Já segurou as mãos dele para ele dar seus primeiros passos? — pausa. Edward dá um passo e fica cara a cara com Mike — Já o levou correndo para o pronto socorro ardendo em febre? — outra pausa — Você sabe que ele nasceu de 36 semanas e 3 dias, pesando 2897g e medindo 48cm? — mais uma pausa. Meus olhos lacrimejam. — Você sabia que a primeira palavra dele foi ‘papa’? — Edward olha nos olhos de Mike e sorri triunfante. — Não. Não sabe. Porque foi a mim que ele chamou de pai. A merda do seu DNA é o único defeito que o meu filho tem. Então não venha com a porra do ‘ele tem o meu sangue’ porque eu enterrei o cara que me gerou semana passada como a um desconhecido. Exatamente como o Theo fará com você um dia, seu filho da puta. Saia daqui. Agora! — Edward finaliza e o segurança pega Mike pelo braço e o joga na calçada.

Eu encaro Edward em completa adoração.

— O Theo não poderia ter um pai melhor do que você! — Eu digo e ele me beija com intensidade e paixão.

Notas finais
Eita nós. Se acalmem, o fim de Mike está chegando... bem como o da nossa amada história. Já estamos nos 45 do segundo tempo. A saudade já está batendo. Beijinhos!