Bonequinha de Luxo
17 Eu não sei explicar...
Notas iniciais
Eu o encaro sem saber o que dizer. Mas acho que a minha expressão lhe diz alguma coisa pois ele se pronuncia.
— Bella, não me olhe assim... é só um carro!
— É só um carro, Edward?! É um Cobalt do ano! — Eu exclamo. Eu sinto que estou perdendo o equilíbrio das emoções e minhas mãos tremem. — Eu teria que trabalhar uns dois anos sem despesas para conseguir comprar um desse! Não posso aceitar!
— Bella... — Ele suspira, mas eu o corto.
— Não! — Eu digo e o fulmino com o olhar – O que você acha que eu sou? O que vai vim depois? Vai me levar para morar com você? Vai deixar dinheiro na cabeceira da cama?! — Eu me levanto – Eu aceitei o acordo, mas tenho minha dignidade Edward! O preço é o sexo, não o meu caráter! — Eu começo a andar pela sala ainda o encarando com raiva. — Eu vou ser sua bonequinha de luxo, mas eu não sou uma prostituta! Eu não quero NADA seu! — Eu grito sentindo as lágrimas inundarem meus olhos.
Sua expressão fica impassível e ele levanta e avança em minha direção com ferocidade. Eu automaticamente dou uns passos para trás e acabo encostada na parede. Ele para a centímetros do meu rosto. Seu rosto está lívido de raiva, como eu nunca vi. Pela primeira vez em sua presença, eu senti um pequeno medo.
— Nunca mais repita isso! — Ele diz num rosnado baixo e cortante que me arrepia. — Eu jamais pensei em você como uma prostituta! — Ele cospe com nojo e seus olhos dourados estão queimando. Mas eu encontro uma ousadia que não me pertence.
— Será mesmo? Você pode ter ficado com essa ideia de mim pelo primeiro dia... e talvez ache que me comprando eu vou ceder a todos os seus caprichos. — Eu digo e ele me cala com um beijo rude. Sua língua me invade sem permissão e seus dentes machucam meu lábio inferior. Eu gemo de dor e prazer. Sinto suas mãos segurarem meus pulsos e os prensarem na parede na direção do meu rosto.
— Você não me passou ideia nenhuma naquele dia, a não ser a certeza de que é a mulher mais gostosa e incrível que eu já conheci. — Ele diz ofegante, me perfurando com seu olhar. Ele cola seu corpo ao meu. — Nosso acordo é sexo pela segurança do seu filho. E é isso que eu estou fazendo! — Ele diz sério — Quero que fique com o carro para poder cuidar melhor do Theo. Você não vai precisar sair mais cedo e nem chegar mais tarde por causa do transporte, terá mais tempo com ele. Numa emergência, será muito melhor se você tiver um carro para sair com ele. — Ele suspira – Eu faria tudo isso com prazer, mas as exigências do meu trabalho não me permitem. As vezes tenho que viajar mais vezes do que gostaria.
Ele se cala e eu fico absorvendo cada palavra de sua explicação. Um silêncio preenche o ambiente e só se ouve nossas respirações, que aos poucos vão se acalmando.
— Porquê, Edward? — Eu pergunto num fio de voz. Há uma tensão enorme entre nós, quase palpável.
— Eu me importo, tá?! Ele é só um menino e toda criança merece cuidado e respeito. — Ele diz com uma voz dolorosa que me corta o peito e me enche de ternura. — Enquanto eu estiver com vocês, quero que ele tenha tudo o que precisa e merece. — Ele completa e desvia o olhar do meu pela primeira vez. — Quero ser... como um padrinho para ele. — Minhas pernas tremem, meus olhos se arregalam e minha boca se abre. — Posso não ser o melhor homem do mundo, mas tenho algum valor! — Ele me afrouxa o aperto em meus pulsos e abaixa o olhar – Me perdoe por isso, jamais se repetirá.
Eu continuo imóvel por um instante, mas depois eu avanço nele e o beijo. O beijo com uma mistura louca de sentimentos. Ele se importa com meu filho de uma forma que o próprio pai nunca se importou. Ele quer estar conosco, quer nos fazer bem apesar de tudo. Ele também está se dando nisso tudo. E é porque ele quer. Ele não está sendo obrigado a isso.
Minhas mãos ganham vida quando ele corresponde ao meu beijo com desejo. Elas espalmam o seu peito e eu começo a abrir os botões de sua camisa com pressa. Sinto suas mãos descerem pelo meu corpo até segurarem minhas coxas e me erguerem usando a parede como apoio. Eu entrelaço minhas pernas ao seu redor e meu vestido tubinho sobe e se embola todo em minha cintura, deixando minha calcinha de renda exposta. Edward me ajuda e tirar a sua camisa e eu abro seu cinto e sua calça enquanto ele chupa meu pescoço com intensidade.
Sinto a carne de minha virilha arder quando ele rasga a minha calcinha com um puxão e eu dou um grito abafado. Ouço o baque surdo de sua calça caindo sobre seus sapatos. Eu enfio a mão em sua boxer e retiro seu membro latejante de dentro dela. Ele massageia meu clitóris úmido e inchado com seu polegar e introduz 2 dedos em mim. Eu rebolo contra sua mão e ele me morde no ombro enquanto eu massageio seu pênis quente e duro. Ele tira sua mão de mim e ele mesmo se massageia tirando a minha mão. No segundo seguinte eu sou invadida completamente e de uma vez só.
— Caralho! — Eu gemo deliciosamente com a sensação de Edward me rompendo por dentro. Seu pênis bate em meu útero e eu me delicio com a dor gostosa que me atinge.
— Gostosa! — Ele dá um rosnado forte e aperta minhas nádegas com força enquanto estoca sem dó em mim. Nossos olhares se conectam. Verde e dourado, brilhando juntos. — Ah, você é tão quente, Bella, é perfeito estar dentro de você!
Minha carne se contrai com suas palavras e neste momento me vem um estalo. Estamos sem camisinha!
— Edward! — Eu digo ofegante tentando freá-lo – A camisinha! — Eu grito baixo quando ele não para seus movimentos. Ele diminui as estocadas e alisa meu rosto.
— Você não toma nada? — Ele pergunta ainda dentro de mim, rebolando seu pau.
— Não, ainda estou amamentando... — Eu digo me justificando – E não precisava me preocupar com isso também...
— Tudo bem... — Ele diz e dá uma estocada funda me fazendo gemer. Ele suga meu lábio inferior. — Quando você gozar, eu saio... — ele diz e dá outra escocada lenta e funda. Minha vagina lhe aperta, já estou quase lá.
— hm... rum.. — eu digo rebolando em seu pau e ele volta a investir com um ritmo maior. Eu me agarro em seu pescoço e gemo no seu ouvido. — Vai... vai... Ah Edward! Eu... eu vou gozar!
— Isso, Bella! Goza pra mim, só pra mim vai! — Ele diz rouco e mete fundo em mim. Eu me desfaço em mil pedacinhos enquanto ele prossegue investindo contra meu corpo. De repente, eu o ouço gemer e sair de mim num rompante. Seu sémen quente atinge minha virilha e eu reclino a cabeça em seu ombro.
Minhas pernas amolecem ao seu redor e eu vou escorregando-as para o chão. Edward se ajeita, colocando seu pênis de volta na cueca e subindo a sua calça. Eu ajeito meu vestido. Nós nos olhamos. Ambos estamos corados e desalinhados, porém estamos brilhando.
— Quer tomar um banho comigo? — Eu pergunto do nada. Me surpreendo comigo mesma. — Não tenho uma banheira enorme como a sua, mas o box é bem espaçoso. — Eu digo e ele sorri torto, pega minha cintura e me dá um beijo carinhoso.
Nós subimos e tomamos um banho delicioso juntos. Lá, Edward me invadiu novamente contra a parede, porém de costas, com ele puxando meu cabelo e massageando meu clitóris com luxúria. Envolvidos em roupões, nós deitamos em minha cama.
— Eu nunca trouxe um homem aqui. — Eu digo de repente. Estamos deitados sobre os travesseiros de frente um para o outro. — Na minha casa, na minha cama...
— Me sinto honrado com isso, de verdade. — Ele diz afagando meu rosto com carinho.
— Me desculpe pelo que eu disse mais cedo, eu ainda não sei lidar com tudo isso... — Eu digo
— Nem eu sei lidar com tudo isso também, Bella. — Ele diz, suspira e vira de barriga para cima fitando o teto. — Eu sei que fui eu que propus e tudo mais... mas confesso que eu achei que seria bem mais simples do que é. — Ele me olha – Eu não sei explicar... só sei que te desejo fodidamente e quero ter você o tempo inteiro. Foi por isso que propus o acordo. Eu sei, é muito egoísmo da minha parte me aproveitar de sua situação para obter um benefício próprio. Como eu disse, não sou o melhor homem.
— Tudo bem, Edward. — Eu digo e engulo seco — Não nego que me sinto fodidamente atraída por você desde o primeiro dia, mas para mim é complicado usar o sexo dessa forma. Eu não tenho tanta experiência de vida sexual. Eu sempre me sinto em desvantagem com você.
Edward me fita profundamente e alisa minha bochecha.
— Bella... você se conhece? — Ele pergunta e eu franzo o cenho – Conhece o seu corpo... o que te dá prazer? — Eu coro violentamente quando entendo as entrelinhas do que ele quer saber.
— Bom... eu... — eu tento falar e ele se aproxima ainda mais de mim e colocar a sua mão por dentro do meu roupão e toca um mamilo meu que endurece na hora e eu me arrepio.
— Você se toca, Bella? Você se dá prazer? — Ele pergunta rodeando o mamilo com a ponta do dedo. Eu me contorço por dentro com a sensação luxuriante que isso me causa. Sinto meu sexo pulsar.
— Confesso que não tenho dado importância a isso... — eu respondo fraca, fechando os olhos.
— Tsc, tsc. Como pode um corpo tão perfeito ser tão negligenciado assim? — Ele diz e então retira sua mão de meu seio. Ele levanta e se senta na cama e eu me viro de barriga para cima. Eu o olho com expectativa. Ele abre o meu roupão e eu coro pela minha nudez. — Você tem um corpo lindo Bella! Parece que a gravidez te favoreceu... — Ele diz me olhando demoradamente de cima a baixo. Sua mão passeia na parte interna de minha coxa e eu solto um gemido abafado enquanto ela sobe e desce vagarosamente.
— Obrigada... de fato, ganhei umas curvas com a gestação. Eu era muito magra. — Eu digo baixo, tentando manter a serenidade com o turbilhão de sensações que passam por mim.
— Me diga, Bella, como você se toca? Ou melhor, me mostre! — Ele diz e eu arregalo os olhos. Eu já me masturbei sozinha, mas fazer isso na frente dele... ? Oh Céus!
— Você quer que eu faça isso aqui, assim? — Eu pergunto trêmula. Ele assente. — É que eu geralmente faço isso no chuveiro...
— Tsc, Tsc... Bella, Bella... precisamos trabalhar nisso. — Ele diz e se coloca entre as minhas pernas. Eu estou completamente nua e aberta para ele. — Você fica fodidamente linda corada assim... me dá uma vontade de te foder inteira... — ele diz e balança a cabeça — Mas agora temos um outro trabalho a fazer. Eu vou te ensinar umas coisinhas... mas só se você quiser.
— Eu... quero! — Eu digo fraca e ele pega meus pulsos de maneira suave e leva minhas mãos até os meus seios.
— Pois bem Bella, somente relaxe e aproveite. Faça o que tiver vontade. Não se sinta obrigada. — Ele diz e eu assinto.
Ele conduz meus dedos para fazerem os movimentos que ele havia feito mais cedo. Meus mamilos respondem automaticamente e eu fecho os olhos curtindo a sensação gostosa. Ele retira as suas mãos das minhas e eu dito o ritmo.
— Isso, Bella. — Ele diz – Agora desce a sua mão direita devagar, só as pontas dos dedos, até o seu umbigo. — ele diz e eu faço, sentindo um rastro de fogo se alastrar pela minha pele. Eu rodeio meu umbigo e me arrepio – Que delicia! — ele continua – Agora desce até um seu clitóris... — Ele diz, mas eu hesito. Ele vem com sua mão e conduz a minha até a minha intimidade, que já está úmida e pulsante. Ele posiciona a minha mão de modo que meu indicador e dedo médio estão ficam circundando o meu clitóris melado. Eu mordo o lábio e gemo — Ah caralho, Bella! Que visão maravilhosa!
Eu abro os meus olhos e encaro Edward com um olhar cheio de luxúria. Ele está com o seu roupão aberto e massageia o seu pênis num ritmo constante. Seu olhar não sai de minha boceta, que agora está muito encharcada. Eu continuo movendo os meus dedos e me contorço imaginando se a visão que ele está tendo de mim é tão excitante quanto a que eu estou tendo dele. Ele grunhe e seu membro fica cada vez maior e mais duro. Eu aumento o ritmo de meus movimentos involuntariamente e quando dou por mim estou gozando em meus dedos. Fecho meus olhos no momento em que Edward rosna e avança para minha vagina, me penetrando de vez.
— Puta que pariu! — Ele grita em meu ouvido e eu sinto as ondas do primeiro orgasmo se esvaindo e as do segundo chegando, agora na minha vagina. — Eu não vou aguentar! — Ele diz rouco e investe sem parar dentro de mim. Ele está alucinado de prazer.
Um grito rouco sai de sua garganta e eu o sinto pulsando dentro de mim, porém sou eu que prossigo rebolando contra ele e alcanço meu prazer. Ele sai de mim subitamente, porém sei que alguns jatos de seu liquido estão dentro de mim.
— Caralho! — Nós dois dizemos juntos e rimos extasiados. De fato, foi uma experiência maravilhosa.
— Nossa, isso foi... — Ele fala
— Incrivelmente bom! — Eu exclamo me sentindo renovada. Edward, que caiu ao meu lado depois do orgasmo se vira para mim. Eu o encaro — Você esqueceu de sair... ou eu te impedi... Não sei bem.
— Oh merda... eu gozei em você? — Ele pergunta
— Só um pouco... — Eu digo e arqueio a sobrancelha. — Pronto para ser papai, Cullen? — Eu digo e dou risada da cara de assustado que ele faz – É brincadeira, não acho que foi suficiente. Mas por via das dúvidas, vou tomar uma pílula do dia seguinte amanhã cedo. — Eu completo me ajeitando e ele não responde nada. Quando eu o olho percebo que ele está encarando minha barriga com um olhar perdido. — Edward! Foi uma brincadeira, não se preocupe. Eu não vou engravidar. — Eu digo, chamando sua atenção e ele me olha. Ele me dá um meio sorriso que não chega aos seus olhos e também se ajeita.
Tá, muito estranha essa reação, mas resolvo não insistir.
Eu tomo uma ducha e o chamo para comermos algo. Só então reparo nas horas, quase 1h da manhã. Faço dois sanduíches para nós com suco de frutas. Comemos em silêncio, mas conectados pelo olhar. Ele quebra o silêncio quando estamos terminando.
— Como foi... quando você descobriu a gravidez do Theo? — Ele pergunta e eu fico surpresa.
— Nossa... foi difícil! — Eu respondo sincera. — Eu tava começando a faculdade, minha relação com Mike estava instável... foi o maior susto da minha vida!
— Como você se sentiu? — Ele pergunta e eu o fito.
— Assustada, culpada... e principalmente sozinha. A única coisa que eu pensei por dias, era que eu queria a minha mãe, que só ela saberia me ajudar. — Eu respondo com a voz embargada. — Eu encontrei apoio na casa de tia Sue, a melhor amiga de minha mãe e mãe da Leah. Mas a maior parte do tempo eu me senti só. Ainda me sinto. — Eu respondo e ele baixa o olhar. — Por que a pergunta assim do nada? Foi pela brincadeira que fiz?
— É que... eu só não acho que eu seria um bom pai para alguém. Não tá na minha natureza, eu acho. — Ele diz triste. Eu nego sem acreditar.
— Como pode dizer isso? — Eu digo — só pelo carinho e cuidado que você tem pelo meu filho eu posso ter certeza que você será um bom pai. — Eu digo e toco sua mão, confortando-o. Ele desdenha e nega. — Edward, você quer ser pai, quer ser um bom pai um dia? — Eu pergunto, ele me fita profundamente e assente. — Então você será! Foi assim que eu entendi que eu seria uma boa mãe, quando eu decidi que era isso que eu queria. — Eu digo e ele sorri para mim.
— Você é uma mulher incrível, Bella! — Ele diz me fitando. Ele se inclina e me beija docemente. Um beijo gentil e cheio de sentimentos leves.
— Bom, acho que devíamos ir dormir. Afinal, amanhã ainda é terça feira. — Eu digo encabulada depois do beijo, pegando os pratos e colocando na pia.
— Hum... certo. Eu vou só chamar ligar para a empresa de táxi... — Ele diz se levantando e eu me viro para ele.
— Você vai embora a essa hora? — Eu pergunto.
— Você quer que eu fique?! — Ele devolve e ficamos nos encarando. Eu assinto com a cabeça.
Ele então vem e pega minha mão e a beija. Depois beija meu rosto, por último, minha boca. É um beijo doce, como os últimos que temos trocado, sem uma gota de tensão sexual. Ele sela o beijo e me olha com expectativa.
Eu vou até a porta e tranco a casa, desligo as luzes e volto a ele pegando a sua mão. Juntos subimos para o meu quaro e nos deitamos. Edward veste sua boxer e eu visto uma camisola e uma calcinha de algodão. Sem dizer mais nada, nós dormimos abraçados depois de mais um beijo carinhoso.
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