Notas iniciais
Oie! Como vão vcs? Primeiramente, quero agradecer as mensagens de preocupação que recebi de algumas meninas. Tanto aqui como no grupo do Whats. Segundamente, quero pedir desculpas pela minha ausência de 7 dias do Nyah. Sinto muito a todas que ficaram a semana inteira esperando atualização e nada. eu sei como isso é frustrante, tbm sou leitora. Terceiramente, gostaria de pedir encarecidamente às pessoas que não gostam da forma como eu escrevo, como eu posto, como eu lido com as postagens e como eu respondo os comentários para que se retirem. NINGUEM é obrigado a ler as minhas histórias e NUNCA exigi reviews ou recomendações para postar capítulo (não critico quem faz tá) então por favor parem de agir desta forma comigo. Eu estive ausente por motivos pessoais de ordem séria. Eu estou passando por um DIVÓRCIO estando grávida de 33 semanas e tendo um filho de menos de 2 anos. Não preciso de mais mimimi no meu ouvido, beleza? Quer dar uma sugestão, eu aceito de todo coração, mas para me botar para baixo já basta tudo o que eu estou vivendo. Desculpem o desabafo, mas eu também preciso me defender. Existem algumas covardes que foram ao meu privado falar coisas desnecessárias à minha vida ou às minhas fics. Eu ignorei todas, mas achei necessário me pronunciar. Me desculpe aí quem não tem nada a ver. Obrigada pelos comentários lindo que vocês deixam para mim. Eles me revigoram e me enchem de alegria. Alguns chegam a ser cômicos rsrsrsrs Vamos continuar nosso jantar? Boa leitura ;)

O quarto de solteiro de Edward é curioso. Esme o mantem com a mesma decoração, acredito eu, de quando ele saiu de casa para a faculdade. Há muitos pôsteres de bandas de jazz e do time de basquete da cidade colados numa parede. Há também uma estante enorme cheia de livros, HQ’s, cd’s e prêmios escolares. Apesar de ter sido um adolescente típico, parece que ele sempre foi muito organizado. Há um quadro de fotos da época do colegial e eu fico muito tentada a olhar, mas Theo resmunga e eu saio da minha postura observacional. Edward senta na lateral da cama com o meu filho nos braços. Eu coloco a bolsa na cama, retiro de lá o trocador e o abro sobre a cama.

— Eu posso me virar daqui, obrigada! — Eu digo para ele esticando os braços para pegar o menino, mas ele nega e deita Theo sobre o trocador.

— Eu gostaria de ajudar. — Ele diz e eu sorrio para ele.

— Ok! — Eu digo e começo a instruí-lo devagar – Primeiro você organiza as coisas que vamos precisar – Eu pego dentro da bolsa um porta-fralda e lenços umedecidos e o coloco próximo ao menino – E também precisamos de algo para distrair Theo... — Eu pego então um mordedor e entrego para meu filho – Agora sim, abrimos sua roupinha. — Eu digo e olho para Edward que começa a despir o Theo com cuidado. Quando Theo está somente de fralda da cintura para baixo, Edward me encara.

— E agora? — Ele pergunta meio receoso.

— Bom, pegue uma fralda limpa e a deixe aberta bem ao lado do Theo. — Ele faz exatamente o que eu digo – Agora você abre a fralda que está nele bem devagar. — Ele começa a abrir e eu toco sua mão. Ele me fita – Todo cuidado é pouco, ao se sentir livre, às vezes, ele pode sentir vontade de fazer xixi. Então no menor indício você cobre ele com a fralda novamente. — Eu digo e ele assente um pouco apreensivo.

Edward, então, abre a fralda que tem somente uma boa quantidade de xixi. Ele levanta as perninhas de Theo e eu o ajudo dobrando a fralda suja. Ele limpa a pele do Theo com um lenço e posiciona a fralda limpa embaixo do corpinho de meu filho.

— Edward! Está ao contrário — Eu lhe informo e ele levanta as pernas de Theo novamente para consertar o engano. Quando ele abaixa as perninhas novamente, Theo resolve fazer uma graça e um pequeno chafariz aparece molhando um pouco a cama e a mão de Edward que fica sem reação. Eu simplesmente começo a rir. Pego outro lenço e entrego a Edward para que ele limpe a mão e com outro lenço, eu enxugo meu filho.

Edward termina então de fechar a nova fralda e vai ao banheiro lavar as mãos enquanto eu visto a roupinha do Theo novamente.

— Para uma primeira vez, você se saiu bem. — Eu digo quando Edward retorna ao meu lado e arruma as coisas de volta na bolsa.

— É, bem... mal. — Ele resmunga. — Quando vejo você fazendo parece tão fácil.

— Eu tenho quase 10 meses de prática na sua frente Edward, é claro que vai parecer mais fácil para mim ou qualquer outra mãe. — Eu digo e aliso o seu rosto — É sério, você foi bem. É só praticar mais. – Eu digo e pisco para ele que sorri.

— Está tudo bem... em relação a tudo? — Ele pergunta apontando o andar de baixo.

— Hum... acho que está tudo sobre controle... por enquanto. — Eu digo apreensiva e ele me abraça pela cintura. Theo se vira e engatinha até nós. Ele me beija na testa de forma carinhosa. E eu me aqueço inteira.

— Fique tranquila, eles te adoraram. Adoraram vocês dois. — Ele diz e eu assinto – Principalmente a minha mãe. — Ele se afasta um pouco para nos olharmos. — A muito tempo que eu não via o sorriso de minha mãe se espalhar pelo seu rosto daquela forma. — Ele me olha profundamente – Obrigada por me ajudar a fazer isso.

— Edward... você não se sente mal por estar enganando a sua família dessa forma? — Eu pergunto baixo ainda com nossos olhares conectados.

— Eu... — Ele hesita e engole seco – Eu sinto vergonha por não conseguir ser o que eles queriam que eu fosse. Eu queria ser melhor para eles, Bella. Mas não consigo. Esta foi a forma que encontrei de fazer eles felizes comigo por um tempo, para que vivam sua vida. Não quero mais ser o centro dos problemas dessa família. — Ele fala consternado.

— Edward... por quê? O que houve com você? — Eu pergunto afagando seu rosto enquanto Theo dá leves puxadinhas no meu vestido. Edward suspira e desvia o olhar do meu.

— Não acho uma conversa agradável para se ter num jantar alegre como esse. — Ele diz e dá um meio sorriso para mim. Entendo o recado e sorrio de volta. — Acho melhor descermos, se não virão nos buscar. — Eu assinto e pego a bolsa enquanto Edward carrega Theo e nós voltamos ao andar de baixo. Todos estão na sala, exceto Esme.

— Opaa, pensei que tinham esquecido de nós. — Carlisle diz descontraído.

— Ah pai, Edward deve ter atrapalhado tanto a Bella que ela deve ter tido trabalho em dobro – Jasper diz e todos riem, menos Edward.

— Na verdade, foi Edward quem trocou Theo, eu só orientei. — Eu digo tentando amenizar a situação de Edward, que sorri em agradecimento.

— Olha só! Temos um Cullen que sabe trocar fralda então? — Esme diz chegando na sala.

— Parece que eu superei até mesmo meu pai neste quesito – Edward diz presunçoso.

— Ah, me dêem um crédito. Na época de vocês eram aquelas fradas de pano... davam muito mais trabalho. Se fosse hoje em dia, eu tirava de letra. — Carlisle diz na defensiva

— Esperem só até o nosso bebê chegar, eu vou ser um arraso na troca de fralda – Jasper diz se defendendo também.

— Acho que isso tudo é conversa. Quero ver meter as caras... — Edward diz – Meu pai, na próxima troca do Theo, quero ver se o senhor prova a sua teoria. — Edward olha para Theo e fala – Na vez do seu avô, você faz um chafariz maior que aquele, ta certo campeão? — Theo ri da graça dele, todos se entreolham e eu o olho boquiaberta. — Pode ser pai? — Ele pergunta e volta a olhar para o pai que assente.

Todos tentam disfarçar o espanto, mas eu consigo perceber. Até eu estou espantada. E o pior é que Edward não parece notar o que falou. Esme tem um olhar marejado, mas disfarça.

— E então mãe, tudo pronto? — Rosalie quebra o silêncio.

— Ah sim, podemos ir para a mesa. — Esme diz se recuperando.

— Mãe, a Bella trouxe o jantar do Theo... — Edward diz para Esme enquanto todos vão para a sala de jantar logo ao lado.

— Oh sim, você quer esquentar um pouco? — Esme pergunta e eu assinto.

— Edward, você poderia pegar a cadeirinha no carro? Vai ser melhor se ele estiver preso nela. — Eu digo e ele assente me entregando o Theo.

— Certo, já volto. — Ele diz e vai para o hall. Esme me fita.

— Obrigada Bella! Nunca vi o meu filho tão envolvido com alguém como ele está com você. — ela diz agradecida. Eu coro de vergonha sem saber ao certo de quê. — Venha, vamos ver o jantar deste mocinho.

Ela me encaminha para a cozinha e ela se oferece para carregar o Theo para mim. O Theo fica meio receoso, mas depois vai para ela sorrindo. Eu aqueço a comida do meu filho e logo vamos para a sala de jantar onde todos já estão sentados e a mesa já está posta. Na ponta, está Carlisle. Na sua esquerda estão Rose, Jasper e Alice. E do lado esquerdo, Edward está sentado na primeira cadeira, em frente a Jasper. A cadeirinha de Theo está na cadeira ao lado dele, onde Esme vai e coloca o meu menino, e me indica a cadeira ao lado para sentar. Esme senta na outra ponta, o último lugar faltando.

O jantar transcorre tranquilamente. Edward me ajuda com a comida de Theo e depois o distrai para que eu possa comer tranquila. Todos conversam comigo naturalmente e depois de um tempo eu começo a me sentir mais confortável com eles. De fato, Heidi tinha razão. Todos são muito simples apesar do luxo que os cerca. E sem me dar conta, pela primeira vez em muito tempo, eu me senti em casa. Não que eu tivesse tido uma família grande, mas o aconchego me lembrou a minha mãe.

Depois da sobremesa, nós voltamos para a sala para um café. Eu recuso, pois logo devo dar de mamar a Theo. Todos estamos sentados, Theo está no colo de Esme, e a conversa é sobre um novo livro que será lançado pela editora de Edward. Jasper e Alice trabalham com ele na editora, Jasper na área de design e Alice como revisora.

— Ah Bella eu soube que você se inscreveu na Mostra de Talentos com um romance. É verdade? — Esme comenta e eu baixo o olhar envergonhada.

— É sim, estou correndo para finalizar ainda esta semana. — Eu digo.

— Até porque, você precisa mandar um rascunho para a Cullen. — Edward diz. Ele, assim como o pai e o irmão, está bebendo uísque enquanto as mulheres bebem o café.

— Edward... eu não acho que...

— Bella, eu sou um editor profissional. Sei reconhecer um bom livro quando vejo um. — Ele me corta — Mãe, Alice, esperem até ler o manuscrito. Vocês vão me dar razão. Eu pedi para a Bella enviar para nosa equipe para o editorial de novos autores.

— Ah eu não duvido que esteja bom. Eu conheço a escrita da Bella, é muito boa. — Esme diz.

— Bom, se Edward tá falando que gostou, eu acredito. A maioria dos livros desse editorial ele não gosta. — Alice diz. — Nos mande Bella, fiquei curiosa. — Eu assinto encabulada. — Só espero que meu cunhadinho não esteja só cumprindo o ditado e esteja cego de paixão.

Todos riem e Edward me fita.

— Por isso pedir para ela mandar para revisão, afinal, eu corro o risco de estar sofrendo deste mal realmente. — ele diz sedutor e me dá um selinho carinho que faz todas as mulheres da sala suspirar.

— Ah meu Deus! — Rosalie exclama – Eu vivi para ver meu irmão ser brega por amor!

Todos nós rimos agora. Até que Theo choraminga e pede meu colo. Eu o pego e peço licença para ir ao quarto de Edward novamente e amamentá-lo. Desta vez, Rosalie que se oferece para me acompanhar com a desculpa de que precisa ir lá em cima. Rosalie é uma mulher muito bonita. Ela tem os cabelos loiros escuros e longos, caindo em camadas. O vestido preto lhe cai perfeitamente no corpo acentuado pelas curvas perfeitas. É de fato uma mulher de parar o trânsito.

Vamos subindo em silêncio e eu fico me perguntando o que ela pode querer falar a sós comigo. Será que ela é daquele tipo de irmão protetora que vai me dizer para jamais machucar o irmão dela se não ela vai arrancar minhas unhas dos dedos com um alicate? Tá, viajei. Mas vai que né!?

— Sabe Bella, adorei te conhecer. — Ela começa quando eu já estou sentada na cama com o Theo no peito. — Mesmo com o pouco tempo do relacionamento de vocês, é notável o bem que você faz a Edward. Não só você como o seu filho. — Ela se senta ao pé da cama. — Você parece ser alguém legal e que já deve ter sofrido um pouco na vida. — Ela suspira – Meu irmão é complicado. Ele não é de se abrir dessa forma, e apesar de isso me deixar feliz, também me deixa apreensiva. Por você. — Eu a encaro confusa. — Edward te contou que já esteve num relacionamento sério, que pensou em casar e tudo?

— Não... — Eu digo com nó na garganta. Seria a tal da Kate que li num artigo uma vez?

— Bom, acredito que ele esteja esperando um momento para lhe contar. Não é algo fácil e não é tão simples. — Ela levanta e vem até o meu lado. — Não quero te desanimar Bella, ao contrário. Eu vejo o quão apaixonada você está por ele. E é por isso que quero que vocês consigam vencer os medos dele. — Ela pega minha mão. — Lute por ele. Meu irmão é um homem bom, só tem uma história difícil. Nada que um amor forte não resolva. — Ela diz e pisca para mim.

Meu estômago embrulha com o misto de emoções que sinto. Rosalie fala de sentimentos com tanta certeza que eu quase acredito que estamos apaixonados de verdade. Eu simplesmente assinto.

Ela sorri e então começamos a falar sobre a firma. E sobre Emmett. Ela acaba me contando que gosta dele, mas que ele é muito galinha e ela tem medo de se machucar. Não tiro a razão dela, afinal a fama de Emmett não é muito boa mesmo, mas eu lhe informo que a atração é recíproca e que talvez fosse ela a mulher que fosse dar um jeito nele. Theo acaba dormindo e Edward vem ver se está tudo bem. Eu digo que sim e ele pega o meu menino no colo para descermos.

Depois de mais meia hora de conversa, nós nos despedimos de todos. Recebo elogios e agradecimentos de cada um deles. Todos me intimam a vir amanhã, inclusive a aniversariante.

— Na verdade, já combinamos com Heidi e ela virá conosco para ajudar com o Theo. — Edward fala – Vou precisar que a Bella fique um pouco livre para conhecer todo mundo. — Esme abre um sorriso.

— Você vai anunciar à imprensa? — Ela pergunta devagar.

— Sim, não vejo como esconder mais. Aliás, muito me admira não terem descoberto antes. — Ele responde dando de ombros. — Eles vivem querendo saber da minha vida.

— Ah como se você não tivesse dado motivo para isso nos últimos tempos né cunhadinho? — Alice diz e recebe um cutucão de Rosalie. — Oh... desculpe Bella! — Eu fico encabulada e apenas faço um gesto de que está tudo bem.

— Se bem que na semana passada comentaram que você estava quieto demais nas últimas semanas, que nunca mais tinha sido visto nas baladas... — Jasper diz.

— Pois é, agora a minha balada é em Pilsen. — Edward conclui – Bom, família, nós já vamos... esse menininho aqui tá bem pesadinho. — Edward fala e todos riem.

Nós vamos então para o carro e depois de reinstalar a cadeirinha e colocar Theo nela, nós fomos embora. Já estava tarde e eu estava cansada. Acabei cochilando um pouco e nem senti o carro parar. Nossa, já chegamos? Eu olho em volta e ao invés de ver a entrada da minha casa, eu vejo a garagem do apartamento de Edward.

— Achei melhor virmos para cá. Você me parece muito cansada e o Theo está capotado. — Ele diz tirando meu filho da cadeirinha. Eu tranco o carro e assinto. Eu o acompanho levando a bolsa de Theo.

Ao chegarmos no apartamento, eu o admiro mais uma vez. Ele é de fato muito bonito e aconchegante. Eu me viro para Edward.

— Acho que posso me ajeitar num quarto de hóspedes com o Theo... — Eu começo a dizer quando ele sobe as escadas com meu filho e eu o acompanho.

— Não será necessário. — Ele diz e se encaminha para o seu quarto. Tá, ele vai querer colocar meu filho na cama dele?

Porém ao entrar naquele quarto já conhecido para mim eu me deparo com um mini berço oval próximo à poltrona num canto do quarto. Eu paralizo e o encaro sem saber o que dizer.

— Eu comprei antes de viajar pensando que algum dia vocês poderiam precisar passar a noite aqui em casa. — Edward fala e deposita meu filho naquele lindo berço já equipado com roupa de cama, almofadas e brinquedos. Eu me aproximo dele quando ele conserta a sua postura e o olho nos olhos.

E então, pela primeira vez desde que este acordo começou, eu o beijo com toda a confusão de sentimentos em meu peito. Eu o beijo avassaladoramente e com toda força em meu ser.

Se ele estava entrando de cabeça nisso, eu também entraria. E seja o que Deus quiser!

Notas finais
E aí, atendeu às expectativas? Já sabem né? Me façam feliz que eu tô bem precisada! Até quinta amores ;)