Boneca de Gelo
29 Capitulo 29
Notas iniciais
A lua grande já brilhava no céu escuro e sem estrelas , as ruas já começavam a se esvaziar e as luzes dos postes já se acendiam , Hiccup dirigia a viatura da policia em direção a casa de sua nova parceira, havia se oferecido para levá-la já que a mesma estava com uma caixa repleta de papelada em relação ao serviço, virou a esquina pouco movimentada parando em frente a casa que a mulher lhe apontada, a casa parecia pequena, desligou o carro e desceu dando a volta no veiculo e a ajudando com a caixa.
– Muito obrigada, gostaria de entrar ? -ela perguntou com um sorriso nos lábios, enquanto tirava as chaves do bolso e abria a porta dando espaço para o moreno entrar, ele suspirou, sabia que era falta de educação da sua parte negar.
– Obrigada — ele falou passando e colocando a caixa sobre a primeira mesa que viu.
– Obrigada, Hiccup você realmente é muito gentil, tenho certeza que sua mulher é uma mulher de sorte — ela disse se aproximando do moreno que sorriu sem graça — Aceita tomar alguma coisa? — ela perguntou enquanto retirava o chapéu da policia e soltava o coque bem preso deixando suas madeixas loira repicado.
– Não, obrigado, Merida deve estar preocupada com minha demora. — disse sorrindo colocando a mão atrás da cabeça, ele passou as mãos pelo cabelo os bagunçando, cara como estava cansado, olhou uma última vez para a parceira e sorriu passando ao seu lado indo em direção a porta , se virou a encarando — Até amanhã — ele falou sorrindo , a viu lhe retribuir o sorriso e andar em sua direção, ela parou a sua frente e mordeu o lábio inferior.
– Então obrigada — ela sussurrou e antes que ele pudesse perceber o corpo da loira se colocou ao dele e os lábios se juntaram, ele arregalou os olhos assustado a segurando pelo ombro e a distanciando rapidamente, a viu piscar os olhos.
– O que você está fazendo? — ele perguntou alto com a voz quase falhando no final.
– Pensei que você queria — ela falou o encarando.
– Como? — ele perguntou como se ela fosse insana.
– Qual é Hiccup, desde o dia em que te vi na delegacia você me chamou a atenção, e depois que descobri que era casado e que sua mulher estava grávida talvez você precisasse relaxar um pouco, não sei — ela falou dando um passo para trás se afastando dele.
– Pois entendeu errado senhorita Jane Potter — ele falou sério lhe dando as costas saindo do local o mais rápido possível.
Estacionou a viatura em frente a casa , respirou fundo passando as mãos no cabelo, olhou pela janela percebendo que as luzes estavam acesas, suspirou desligando o carro e indo em direção a casa, girou a maçaneta com calma respirando fundo, entrou a passos silenciosos fechando a porta, quando o clic da porta foi escutado um grito soou pela sala junto com um prato se espatifando a alguns centimetros de sua cabeça, se virou assustado
com o coração batendo rapidamente vendo a mulher ruiva a sua frente trajando uma camisola verde e os cabelos ainda mais bagunçados em sua mão outro prato prestes a ser arremessado.
–Seu filho de uma eguá caolha, onde você estava? — ela gritou apertando o outro prato que estava na sua mão com força.
Hiccup engoliu em seco, podia ver o tão irritada a esposa estava, ele havia chego a apenas alguns minutos a mais que o normal, deu três passos para frente tentando se aproximar da mulher mais desistiu quando a viu levantar o prato em sua direção.
– Não vai me responder? — ela perguntou pausadamente.
– Apenas dei uma carona a Jane — ele falou calmo rezando mentalmente para que a mulher se acalmasse.
– Você o que? Você estava sozinho com aquela oferecida? Na casa dela? — ela gritou as diversas perguntas.
– Apenas a deixei em casa — ele falou rápido , ela não precisava saber do incidente que ocorrera, viu ela se virar colocando o prato na mesinha ao lado, suspirou aliviado, mais logo se arrependendo quando a viu pegar o vaso de flores que ele havia dado a ela e o arremessar em seus pés, arregalou os olhos assustado, a encarou a vendo respirar fundo e passar as mãos pelo cabelo — Amor eu te amo, confie em mim — ele falou e a viu lhe dar as costas sem o responder.
Só viu a esposa andar até a escada e ainda de costas para ele completou com uma voz irritada – Espero que você aproveite sua noite aí no sofá. — foi a única coisa que disse antes de subir as escadas deixando o marido ali sozinho e com os olhos arregalados.
O loiro acordou assustado, olhou ao redor não conseguindo visualizar um palmo a sua frente, tateou as cegas a comoda ao lado achando o abajur o acendeu passando a mão no rosto , olhou ao redor vendo Elsa deitada de costas para si, os cabelos loiro platinado espalhados, sorriu aliviado, seja com o que tenha sonhado não era nada importante, se deitou ao lado dela com o abajur ainda aceso, talvez fosse melhor deixá-lo aceso, passou os braços com calma ao redor de seu corpo, ele ainda estava com as roupas que havia passado o dia, pousou a mão sobre o volume do ventre dela o
acariciando, a sentiu se movimentar e virar para si, sorriu a observando, ela ainda dormia tranquila, se aproximou ainda mais sentindo o calor dos corpos, a viu sorrir enquanto dormia e fechou os olhos.
Abriu os olhos lentamente e ainda sonolento, sentindo leves beijos serem distribuidos em seu rosto, sorriu abrindo os olhos por fim visualizando um sorriso repleto de dentes brancos.
– Está na hora de você acordar — Elsa falou se distanciando um pouco do loiro, Jack se virou na cama a encarando, os olhos ainda lutando contra o sono.
– Acho que poderiamos ficar na cama hoje, juntos — ele falou a puxando para mais perto, ela riu colocando os pés já calçados por uma sapatilha rosa para fora da cama, ele sorriu se sentando na cama, a viu se sentar também e percebeu que ela já estava vestida e os cabelos molhado preso em um rabo de cavalo alto — Onde vai? — ele perguntou bocejando logo em seguida.
– Vou trabalhar — ela falou se levantando e o viu arregalar os olhos jogando a coberta — Não comece, o que houve ontem foi apenas um acidente — ela falou dando a volta e se aproximando dele — Não posso começar a trabalhar e logo desistir como aconteceu com o emprego de garçonete.
– Sabe muito bem porque não foi mais aquele local — ele falou sério e a viu concordar com a cabeça, ele se levantou parando a sua frente e a enlaçando pela cintura.
– Agora o senhor vá tomar um banho — ela falou passando as mãos pelo braço másculo, ele sorriu se aproximando e capturando seus lábios em um beijo terno, se separaram e ela sorriu ainda com os olhos fechados.
– Papai ! — gritou Zac afoito, abrindo a porta num estrondo e no segundo seguinte já estava abraçando as pernas de Jack que gargalhou se abaixando e pegando-o no colo — Escutei sua voz — ele falou sorrindo mostrando a falta de mais um novo dente.
– Cheguei ontem, você estava dormindo não quis lhe acordar — Jack falou o encarando, o viu concordar com a cabeça e logo lhe abraçar pelo pescoço.
Elsa sorriu e logo bateu a palma das mãos fazendo um fraco som que chamou a atenção dos dois que ainda se abraçavam, com toda certeza Zac sentira muito mais a falta de Jack do que ela mesma — Temos de nos arrumar para a escola mocinho — ela falou e viu Zac sorrir concordando, Jack o colocou no chão e logo a criança saiu correndo, a loira o seguiu deixando Jack sozinho.
O moreno abriu os olhos se levantando, uma dor no corpo o atingiu o fazendo gemer de dor, passou a mão no pescoço o mexendo escutando o estralo que fizera, céus como havia dormido mal, o sofá era desconfortável demais , fez uma anotação
mentalmente para que comprasse um novo, se levantou deixando a coberta cair ficando apenas com a box verde musgo que dormira, o uniforme da policia estava jogado a um canto, andou em direção ao banheiro no andar de baixo, abriu o chuveiro deixando a água quente relaxar seu corpo, todos seus músculos estavam doloridos, principalmente suas costas, se ensaboou e ficou mais alguns minutos no banho, se enrolou em uma toalha saindo do banheiro, andou em direção a sala parando no mesmo local observando as costas da esposa que ia em direção a cozinha, se aproximou parando na entrada da cozinha observando-a começar a preparar o café, ele não havia feito nada de errado, mais mesmo assim ela duvidara dele, a viu se virar em sua direção e arregalar os olhos.
– Merida — ele começou mais parou de falar quando a viu levantar a mão.
– Ainda estou brava com você — ela falou séria.
– Mais porque? Eu não fiz nada — ele falou se aproximando, a viu o encarar.
A ruiva o encarou atentamente, ele ainda trajava apenas a toalha preta e as gotas de água ainda deslizavam pelo seu corpo, mordeu o lábio tentando se concentrar em suas palavras, céus a quanto tempo não tocava naquele corpo e só de imagina-lo trabalhando com uma nova parceira linda e magra a irritava, ela não tinha culpa de ter engordado, passou a mão pela barriga.
– Quer saber o porque? — ela perguntou pousando a jarra de café sobre a mesa o viu concordar
– Por que você teve de levá-la até a casa dela? — ela perguntou e o viu abrir a boca para responder mais continuou não lhe dando a chance — E não venha me falar que estou sendo louca porque não estou — ela falou se aproximando aos poucos e apontando para ele.
– Realmente não está — ele falou calmo se aproximou mais e a segurou pelos pulsos com cuidado — Mais não precisa se preocupar , sei que eu ando trabalhando mais que o normal, e não tenho muito tempo para ficar com você — ele sussurrou e a viu amenizar um pouco o olhar duro que a consumia — Mais não é por causa disso que eu a deixei de te amar, vou pedir para me afastarem por um tempo do serviço para passarmos uns dias juntos, só nos dois, para eu dar toda a atenção que você e esse garotão precisam — ele sussurrou se aproximando mais fazendo um roçar de lábios.
– Promete? — a pergunta dela saiu quase em um sussurro.
– Sim — ele falou antes de tomá-la em um beijo calmo e terno, ele a soltou os pulsos e ela segurou seus cabelos ainda úmidos, o beijo começava a ficar cada vez mais urgente, ele a segurou pela cintura a levantando e a colocando sobre o balcão com cuidado, ela o enlaçou entre as pernas e se encararam, ele sorriu voltando a lhe beijar,
mordeu o lábio inferior da ruiva com um pouco de força , ela gemeu em uma mistura de prazer e dor, ele se separou a encarando — Machuquei? — ele perguntou e a viu negar.
– Não — ela sussurrou respirando firme, o puxou para mais um beijo, quando os lábios estavam próximos ela parou — Não , não , não — ela falou repetida vezes o que fez o moreno a encarar assustado.
– O que houve? — ele perguntou alarmado, a viu levantar a cabeça com calma.
– Acho que minha bolsa estourou — ela falou aterrorizada.
O ruivo estava sentado de frente para o homem moreno com um sorriso frio nos lábios.
– E então? — Stefler perguntou apoiando as mãos na mesa.
– Não tenho nada para lhe falar Stefler, nunca mais a vi, já lhe avisei — o ruivo falou sério se levantando rápido deixando a cadeira de metal cair no chão.
– Tem certeza Hans? Vai me trair? Sabe que não sou como meu irmão não? — ele perguntou e viu o ruivo lhe dar as costas deixando o refeitório da prisão onde outros presos recebiam visitas — A escolha foi sua — ele sussurrou sorrindo de lado.
O ruivo andava pela rua as pressas, como se arrependia de tudo que havia feito, tudo por ciúmes, arrogância, pegou o celular discando o número da loira, estava desligado, urrou de raiva, talvez fosse melhor ir vê-la no novo emprego, queria se desculpar, dizer que se arrependera e que Stefler conseguia passar dos limites com suas obsessões e loucuras, que ele havia o convencido a fazer todo aquele show em sua casa, andou pelas ruas as pressas, pegou o celular tentando ligar novamente, tocou até cair na caixa postal, virou a esquina em uma rua movimentada.
– Elsa , sei que não quer nem ouvir minha voz mais me desculpa, eu não queria ter feito aquilo e estou realmente arrependido, gostaria de conversar com você, o ... — não conseguiu terminar de falar pois foi interrompido por um som seco e alto como de um tiro, um filete de sangue saiu de sua boca sujando seu queixo, ele conseguiu apenas gemer e soltar um último suspiro antes de cair com um baque surdo no chão, Hans estava morto .
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