Boneca
11 You always will be my Summer love.
Notas iniciais
Estou aqui hoje, sinceramente, só por causa da recomendação PERFEITA da Hannah Baker, obrigada linda, sua recomendação me deixou emocionada nem consigo lembrar quantas vezes reli.
Enfim, no último capítulo eu tive apenas 5 comentários, não preciso nem dizer que quase entrei em depressão né?
Enfim, obrigado a todas que comentaram! Amo vocês!
O nome do capítulo é uma frase da música Summer Love do One Direction ;)
Enjoy;*
Oh, olá novamente, crianças.
Perdoem-me pelo atraso, está uma chuva tão intensa que nem Merlin conseguiria chegar a tempo para o chá das cinco!
Mas enfim, vamos ao que interessa!
Qual história desejam ouvir hoje? Deixem-me ver.
Ah, sim, como pude me esquecer, está será perfeita!
Caham, todos acomodados? Prontos?
“Em sete dias, Deus criou o mundo. E em sete segundos, eu acabei com o meu.”
(Frase retirada do filme “Sete Vidas”)
~*~
Suas mãos tremiam insanamente, ele mal podia segurar a pena com firmeza.
Sua ansiedade deslizava de suas mãos para o pequeno pedaço de pergaminho, onde derramava o mais profundo segredo de seu coração.
Quando terminara de assinar o bilhete suas mãos rapidamente pegaram a rosa, recém furtada de um dos jardins da mansão Abbott, e ele se levantou, caminhando até a janela, onde uma bela coruja marrom estava empoleirada.
O homem amarrou a rosa e o lembrete nas patas do animal e lhe sussurrou algo para que, em seguida, ele levantasse vôo e sumisse por entre as árvores.
– Querido? Ah, você está aqui. – o grifinório não ousou se virar.
Logo, ele sentiu dois finos braços lhe abraçarem pelas costas e um queixo se acomodar em seus ombros.
– O que tanto observa lá fora, Nev? – perguntou a garota num tom leve.
– Nada. Apenas apreciava a privilegiada vista do jardim de inverno.
A garota sorriu largamente e fez com que seu noivo ficasse frente a frente com ela.
– Você não está ansioso? – a garota perguntou, vendo apenas um daqueles sentidos que aquela frase tinha apenas o que sua doce ignorância a permitia.
– Sim. – a resposta veio de imediato, acompanhada por um largo sorriso da parte de Neville.
Mas, embora participassem de uma mesma conversa, eles não falavam sobre a mesma coisa.
Doces, pobres e iludidos corações.
~*~
Era tarde, e maioria dos criados estava no pequeno closet de Ana, que reclamava em alto e irritante som.
Logbottom estava sentado em uma das poltronas ali dispostas, olhava para o infinito, algo além do que os olhos de terceiros conseguiam ver.
Ele já estava sentado ali fazia horas, estava cansado e imensamente irritado, queria descansar, escolher sua melhor roupa e ensaiar repetidamente o que diria para sua amada, quando se encontrassem pela madrugada.
– Neville! Neville! Olhe querido, é este! É este! – Ana exclamou com euforia, despertando o garoto de seus devaneios – É tão bonito! Perfeito! Você não acha Nev? Vamos, diga!
O vestido era realmente bonito.
Longo em três camadas completamente de renda, tendo suas mangas médias e também rendadas com um detalhe brilhante a baixo do busto, e combinava perfeitamente com a simulação de buquê que a garota segurava.
Mas, apesar de tudo, Neville não havia achado que o vestido combinava com Ana.
Ele estava prestes a expressar sua dura opinião sobre o vestido quando a noiva rodopiou até parar frente a frente com o rapaz.
Sua boca secou.
Os cabelos loiros vivos de Ana desapareceram, dando lugar a um longo e encaracolado cabelo dourado, seu sorriso comum transformou-se no mais belo e mais brilhante dentre todos, seus olhos se tornaram sonhadores e então aquela já não mais era a menina Abbott, e sim Luna, sua amada e adorada Luna.
– É perfeito, sim. – as palavras deslizaram por sua língua e passaram por seus lábios sem que ele percebesse o som ou notasse o quanto seus olhos brilhavam.
O sorriso da garota aumentou drasticamente, mal cabendo em seus lábios.
– Filha?
Uma voz grossa rompeu o breve silêncio do quarto.
– Papai! – respondeu a garota.
E então todo o encanto se desfez.
Aquela não era mais sua doce Luna.
– Ah, Neville, aí está você. Gostaria que, quando acabassem, viesse ao meu escritório, temos algunsassuntos pendentes, sim?
Neville assentiu enquanto sua noiva continuava a falar incessantemente sobre seu vestido.
Ele não via a hora de chegar à noite.
~*~
Os passos vacilantes de Logbottom ecoaram pelo cômodo após três batidas leves na porta de carvalho.
O imponente George Abbott se encontrava sentado em sua macia poltrona de couro atrás da grande mesa de carvalho, seus olhos faiscavam de ódio e seu maxilar estava duro.
Neville se aproximou lentamente e se sentou numa das poltronas dispostas de frente para o homem, evitando encarar seus olhos gélidos a todo custo.
– Queria falar comigo, Sr. Abbott? – pronunciou com o máximo de confiança possível – não como se fosse muita, afinal. –.
Um sorriso irônico brotou em seus lábios.
– Hoje, Logbottom, eu estava caminhando pelo jardim de inverno, um lugar muito belo, não acha? – o veneno pingava a cada palavra pronunciada pelo homem, o garoto assentiu. – Pois bem, aquele jardim foi um presente de casamento de minha esposa, ela plantou cada uma daquelas flores e acredite, sei exatamente quantas rosas e narcisos existem ali. – os olhos de Abbott se tornavam ferozes numa velocidade incrível – E hoje, meu caro Neville, dei por falta de uma delas, a mais bela devo acrescentar. Sinceramente, isso não me importaria se a situação fosse diferente.
Num movimento repentino o homem se debruçou sobre a mesa e segurou Neville pelas vestes furiosamente, o garoto engasgou com sua própria saliva com o susto.
– Ouça bem, moleque. Eu te salvei de uma vida infernal e até mesmo de uma morte longa e dolorosa depois de uma guerra qual seu amigo ridículo perdeu.Eu arrisquei minha pele para me tornar um comensal e coloquei minha lealdade à prova para te salvar, tudo isso por minha filha e a felicidade dela. Entenda que se você, seu imundo, partir o coração da minha doce menina, será a última coisa que fará neste mundo. E, a partir de agora, sua cabeça está em jogo, se quiser sobreviver e se deseja que a suanamoradinha asquerosasobreviva é melhor fazer exatamente tudo do jeito que eu mandar. – o homem sibilava num tom baixo, carregado e sombrio que se assemelhava a uma cobra.
O ar deixou os pulmões de Neville, ele deveria saber que não seria tão fácil.
Ele deveria.
~*~
– NEVILLE!
Seu coração falhou uma batida.
Ele não podia acreditar que havia feito aquilo.
No chão jazia o corpo de Xenófilo Lovegood, completamente ensanguentado e, em suas mãos, o sangue frio escorria e pingava pela adaga de prata.
Seus olhos ameaçavam marejar, mas ele tinha de se manter firme.
Apesar da repulsa e da dor que vira nos olhos de sua amada.
Ele gostaria de segurá-la pelos braços e fugir dali para tentar consertar se coração, ter a oportunidade de passar o resto da eternidade implorando pelo perdão de Luna.
Mas ele sabia que nada daquilo se realizaria.
E, em caso de dúvida, Bellatrix estava lá, escondida nas sombras, pronta para matar a ambos em qualquer passo em falso que ele desse.
Ele a vira cair e chorar sobre o corpo – agora sem vida – de seu pai.
Seu coração se apertou e pareceu começar a sangrar.
Depois daquela conversa perturbadora com seu “sogro” ele fora levado até a Sede dos comensais, onde as palavras trocadas ainda estavam frescas.
“– Por favor, eu faço qualquer coisa, mas não a matem. – implorou Neville com a cabeça baixa enquanto segurava firmemente suas lágrimas.
– Hm... Qualquer coisa, não é mesmo? Isso pode se tornar interessante. – a risada sádica de Bellatrix preencheu seus ouvidos e foi quase como uma facada em seu coração.”
De repente o corpo feminino se ergueu vacilante, seu vestido manchado de sangue e seu rosto angelical regado por lágrimas incessantes.
E ela correu, correu para a eternidade, deixando pedaços do que um dia fora a alma e o coração de Neville para trás.
~*~
Era chegado o dia de seu casamento com a primogênita dos Abbott.
O smoking caro lhe deixava com uma boa aparência, mas seus olhos vermelhos denunciavam seu interior em ruínas.
O rangido mínimo da porta dizia que alguém entrara no cômodo, mas Neville não ligava, estava dolorido demais para se importar.
Alguns minutos de silêncio fez o grifinório acreditar que ninguém havia entrado no cômodo, mas a dúvida durou pouco.
Logo um par de mãos quentes e macias pousou em meus ombros, fazendo uma leve pressão sobre os mesmos.
Ele se virou lentamente, pronto para esboçar um sorriso fantasma para sua noiva quando deu de cara com Pansy Parkinson.
A loira vestia um vestido róseo de seda, bastante provocante, ele diria.
Ela lhe sorria de maneira enigmática e, surpreendentemente, simpática.
– Será que podemos conversar?
A cara de repulsa por parte de Neville foi inevitável.
– Com você, Parkinson? De maneira alguma. – debochou ele.
O sorriso de Pansy se transformou numa careta de desgosto e logo numa expressão de impaciência.
– Escute, Logbottom, eu tenho algo que pode lhe interessar inegavelmente, mas apenas poderemos ter um acordo se você concordar em me ajudar com certos assuntos, claro que receberá alguma outra recompensa por fora. – a garota fora cética, sem muitos entre tantos.
– E que tipo de coisavocêpoderia me oferecer que me fizesse aceitar este acordo? – desdenhou o garoto.
Pansy sorriu.
– As más línguas espalham, querido Neville, que você sentia algo em relação à ahn…Lovegood. – ela pronunciou o nome com certa repulsa, o que irritou Neville – Mas independente de quem seja eu posso ajudá-lo. Você poderá vê-la e ouvi-la, mas não poderá tocá-la nem conversar com ela.
Seu coração disparou somente a ideia de poder ver Luna novamente se causava arrepios.
– Eu aceito.
~*~
Dizem que ele observou Luna definhar aos poucos até a morte, pobre Neville, morto por dentro.
Bom crianças, eu tenho realmente que ir! Poções borbulham nos caldeirões e estão prestes à explodir!
Espero vê-las novamente em breve!
Donec postero!*
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Leia também minhas outras One Shots:
Até Que A Luna Nos Separe | Carpe Diem | Carta Para Sirius | Inverno |Íris |Diamond Eyes
Notas finais
Então, dessa vez escolhi o Neville, afinal, achei injusto que todas o odiassem que acabou sendo vítima das circunstancias.
Se bem que os fins não justificam os meios, mas enfim, tirem suas próprias conclusões.
Bem, quero avisar que o próximo capítulo só vem com comentário então vamos lá, não sejam tímidas/os.
Ah, esqueci de dizer que fiz aniversário dia 11, na quinta feira passada, estou ficando velha *risos*
Eaí, alguma recomendação de presente atrasada?
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