Boneca

20 XVI - E tudo o que você ama...


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOi gente! Hoje eu quero começar agradecendo os 60 favoritos de Boneca! MUITO OBRIGADA, gente, vocês são D-E-M-A-I-S! Eu os amo tanto!!!Bom, outra novidade é BONECA AGORA TEM UM TRAILER! Ele foi feito pela Dilua Winchester (Ou Giovanna Grint, uma gracinha de menina, super bem educada e simpática que me aguentou o tempo todo s2 ) Esse capítulo é dedicado à você, Gio! Pra quem quiser assistir o link é esse: https://www.youtube.com/watch?v=RS6Hf8L7OgY Bom, sem muitos comentários sobre o capítulo, nos vemos lá em baixo! Enjoy:*

RECADO PARA QUEM NÃO LEU AS NOTAS INICIAIS! A FANFIC AGORA TEM UM TRAILER, FEITO PELO DILUA WINCHESTER, ASSISTAM POR AQUI.

Capítulo XVI – E tudo o que você ama vai queimar na luz (parte 1).

Uma forte luz vinda da janela invadiu o quarto bruscamente, trazendo uma onde irritação sobre os olhos – ainda fechados – de Draco.

O dia já havia amanhecido, mas não estava claro, e sim cinzento, tempestuoso, gelado.

O sonserino se espreguiçou, sentindo as memórias da noite anterior invadirem sua mente.

Estava com medo, medo de olhar para o lado e se encontrar sozinho, com apenas mais um sonho vívido alastrando sensações por sua espinha.

E se ao seu lado estivesse Pansy? Ou uma mulher qualquer? Quem sabe até mesmo Astória?

Talvez só arriscando tivesse certeza, então, sem mais delongas, girou o corpo para a esquerda, apoiando-se na lateral de seu tronco.

Um sorriso involuntário se estendeu por seus lábios.

As costas delicadas, as curvas femininas e os cachos chocolate banhando seus ombros não deixavam dúvida, aquela era Hermione. Sua Hermione.

Ela respirava calmamente, mantinha os lábios entre abertos e a face pressionada contra o travesseiro, suas maçãs do rosto se mantinham rosadas, uma visão completamente angelical.

Não conseguindo conter-se, a mão do loiro deslizou calmamente pelas costas da castanha. Primeiro com as pontas dos dedos, um toque quase relevante, depois passou a massageá-la delicadamente, temendo acordá-la.

E então ele avançou mais, inclinando-se suavemente sobre ela, passando a dar leves beijos sobre as costas nuas da garota enquanto suas mãos se enrolavam pelo lençol que cobria o restante do corpo dela, puxando-o para baixo, deixando a garota completamente nua a seus olhos.

Suas mãos corriam pelas curvas da castanha, cada vez mais vorazes. Seus beijos se alastraram pela coluna até a nuca da Grifinória, onde pôde avistar a grande marca roxa deixada algumas horas antes, seus lábios pousaram ali, depositando um beijo leve.

Aquela mulher o levava a loucura, mesmo dormindo, sem qualquer consciência do mundo exterior. Ela era sexy, provocante, angelical e completamente inocente quanto ao seu poder. Talvez fosse isso, essa inocência que o fizesse perder a sanidade, a forma como ela se comportava, completamente submissa, frágil, aquilo despertava seu instinto mais primitivo e selvagem, tudo que ele queria era possuí-la em todos os momentos, em todas as posições possíveis e imagináveis.

Mas não era apenas isso, era algo que parecia querer estourar seu corpo toda vez que a via, um suor frio, um formigamento no estômago. Algo como voltar as suas épocas de adolescente impulsivo.

Apenas em pensar sobre isso seu coração já estava aos pulos, como se corresse uma maratona por dois dias sem pausa, completamente insano, elétrico.

O loiro já começava a devanear em excesso, então resolveu acordá-la, antes que se aprofundasse demais em si mesmo.

Os lábios do Sonserino capturaram o lóbulo da castanha, e então ele passou a sussurrar lentamente.

– Hermione, acorde, já é manhã.

A garota riu melodiosamente, devido às cócegas que sentira.

Aquele riso, tão puro e inesperado, fez algo borbulhar dentro de Draco, que sentira uma necessidade de ouvi-lo todos os dias.

A castanha virou-se, ainda de olhos fechados, para cima tendo um pequeno sorriso nos lábios, fazendo com que, automaticamente, o garoto sorrisse de volta.

Tentando ignorar as bolhas, Draco se afastou suavemente, apenas para poder observar (pela milésima vez) o corpo de Granger.

E as marcas estavam lá.

Todas elas.

Tanto as dele, quanto as de tantos outros.

Seus olhos brilharam de ódio por um instante, antes que o loiro se assustasse com uma Hermione ainda sonolenta empurrando-o para baixo e deitando-se sobre ele.

– Deixe-me dormir, Draco. Estou cansada. – disse a castanha com uma voz sonolenta, seu rosto suavemente inclinado para cima, mirando o Sonserino.

Os lábios da garota estavam vermelhos, vermelhos como o fogo que se acendia novamente dentro de si.

Sutilmente, ele levou a mão até o queixo da garota, segurando firmemente para depois puxá-lo cuidadosamente, tomando seus lábios de maneira lenta, porém faminta.

Aos poucos, Hermione passou a responder à altura as carícias de Draco, ajeitando-se sobre ele enquanto o beijo tomava intensidade, as mãos do loiro já seguravam possessivamente a cintura da morena enquanto as dela apertavam sua nuca incansavelmente.

Escorregando as mãos pelas curvas da Grifinória, o Sonserino segurou suas nádegas firmemente e, tomando impulso, levantou-se da cama com a garota sem eu colo, e andou, tentando ao máximo não quebrar o contato entre seus lábios, até encontrar uma parede.

Por um momento o beijo foi suspenso para que ambos tomassem ar, Draco espalmou a parede, olhando fixamente para os olhos de Hermione, que mantinha suas pernas enroladas em seu quadril e seus dedos entrelaçados nos cabelos de sua nuca.

Aqueles olhos, cheio de luxúria, um castanho voluptuoso, mas ao mesmo tempo tão transparentes. O desejo, o desejo dela por ele, completamente exposto, algo tão profundo e insano que não sabia se seus próprios olhos poderiam responder à altura.

O loiro ofegava e observa o peito da castanha subir e descer tão rápido quando o seu, Merlin, como precisava dela!

– Drac... – ele não permitiu que continuasse, tomando-a novamente para se derramar em seu beijo.

Hermione projetava, periodicamente, seus quadris para frente, fazendo a intimidade pulsante do dono dos olhos tempestade roçar a sua, provocando-o, atiçando-o.

Maldita garota!

Ela mordia seus lábios, tentando, de alguma forma, parar aquele beijo, mesmo que parecesse protestar internamente.

– Diga Mione... O que quer? – perguntou ofegando, tentando conter sua vontade de possuí-la ali mesmo, de pé.

Ambos estavam suados, ofegavam, se sentiam febris, arrepiados de desejo.

– Draco eu, eu, eu... Eu te... – o garoto desceu soltou uma de suas mãos da parede, trazendo-a até sua testa, empurrando os fios platinados para trás.

E então ela viu.

A grande e imponente aliança dourada que brilhava no dedo anular do loiro.

No mesmo instante sua temperatura baixou, como se a tivessem jogado diretamente no Lago Negro, em Hogwarts, num dia de neve.

Sua língua enrolou-se e um nó se formou em seu estômago, ela estava caindo em queda-livre, asfixiando-se em suas próprias palavras não pronunciadas.

– Você o que, Hermione? – perguntou completamente alheio.

– Eu quero que você me largue Malfoy, agora. – respondeu gélida.

– O que? – questionou de modo falho.

– Me solte, Malfoy! Solte-me agora! – gritou a garota enquanto se debatia nos braços do loiro.

E, atordoado, ele a soltou, vendo-a cair de joelhos no chão.

– Mas o que aconte...

– Cale a boca! Eu só quero que me diga uma única coisa. – e então seus olhos, que antes escuros de tanto prazer agora refletiam ódio, mágoa, miraram-no. – Você... Você vai se casar?

Draco desviou o olhar.

– Olhe para mim! Me responda, Malfoy! Você vai se casar? – perguntou numa tentativa falha de manter um tom alto.

E então os olhos nublados encontraram a tempestade castanha.

Não eram necessárias palavras.

– Hermione…

– Não, Draco, não diga nada.

E, pela primeira vez, o garoto viu seu mundo desabar aos poucos, bem na sua frente.

A decepção nítida de quando pronunciara seu nome…

– Não Hermione, ouça! Eu…

– Você nada, Draco Malfoy! Você tem uma noiva, que está te esperando em algum lugar! – a morena tentava conter suas lágrimas.

– Faça o melhor para todos, apenas vá… Vá embora.

E então, recolhendo os cacos de seu orgulho pelo chão, acabou se apossando de uma pequena parte do coração quebrado de Hermione.

Talvez o melhor sempre tenha sido ir embora.

E ele iria.

Mas as palavras não pronunciadas ainda estariam lá.

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Leia também minhas outras One Shots:

Até Que A Luna Nos Separe | Carpe Diem | Carta Para Sirius | Inverno |Íris|Diamond Eyes | Dark Paradise

E a minha outra Longfic: Frutos Do Amor

Notas finais
Pra quem não leu nem as notas iniciais nem o aviso, o trailer da fanfic (feito pela Dilua Winchester) pode ser assistido por aqui: https://www.youtube.com/watch?v=RS6Hf8L7OgY Bom gente, Boneca está cada vez mais próxima do fim, e me dá um aperto no coração só de pensar nisso! O lado positivo é que terei tempo de responder TODOS, TODOS os comentários lindos de vocês, não me achem arrogante por não responder, é que às vezes eu realmente não tenho tempo, me perdoem! Espero que tenham gostado do capítulo, não se esqueçam de assistir o Trailer! Novamente, obrigada pelos 60 favoritos (éssi-dois)! Nos vemos nos comentários (e nas recomendações, huh?) hahaha Beijos :*