Boneca
5 V
Notas iniciais
Capítulo dedicado a Patt Soares, considere como um incetivo pra você criar a Dramione de época hahaha *-*
Me deu uma dor no coração de escrever esse capítulo, mas pelo menos teremos a primeira cena Dramione o/ ou quase isso. Bom vocês vão descobrir.
Desculpem qualquer erro de ortografia, não tive muito tempo para revisá-lo.
Enjoy;*
Quarto desconhecido, Londres.
Os raios do sol atravessavam as finas cortinas cor de creme, iluminando o rosto do belo jovem adormecido.
Draco mexeu-se desconfortável pela iluminação, havia sido acordado, então abriu os olhos, levantando-se em seguida.
Que erro horrível.
A luz o cegou por milésimos antes de queimar seus belos olhos azuis e fê-lo ficar tonto e se sentar pressionando as têmporas.
Que raio havia feito na noite anterior?! Não se lembrava de ter tomado mais que três ou quatro copos de Firewisky, isso seria relativamente pouco comparado as suas bebedeiras semanais na Itália.
Ele sentiu o colchão afundar suavemente e virou a cabeça rapidamente para o lado, gemendo de dor logo em seguida.
Um amontoado de lençóis estava lá, e a julgar pelas roupas no chão era uma mulher sem qualquer senso de ridículo para usar aquele vestido.
O loiro alcançou sua cueca e vestiu rapidamente, seja lá quem quer que fosse a garota ele daria o fora antes que ela o visse.
A menos que fosse Hermione, é claro.
Ele se levantou devagar, e andou no mesmo ritmo até o banheiro, abriu a torneira e lavou o rosto três vezes, segurando-se na pia olhando para o espelho.
Draco respirou fundo e desligou a torneira, estava pronto para se vestir e sair quando sentiu um par de mãos a suas costas.
_Bom dia, Draquinho.
A garota posicionou-se a frente do sonserino, enroscando suas mãos em seu cabelo e beijando-lhe o pescoço.
Draco fechou os olhos, respirando fundo. De todas as mulheres que estavam naquela festa, porque Pansy Parkinson? Ele queria sair dali naquele exato momento, mas não poderia ser rude com ela, seu pai era capaz de deserdá-lo se rejeitasse Pansy.
Ele respirou fundo mais uma vez e abriu letamente os olhos.
_Olha Pansy... –sua voz sumiu completamente quando olhos para o espelho.
Os cabelos loiros de Pansy não mais existiam, sua pele, seus olhos nada disso.
Aquela era Hermione Granger com seus belos cachos castanhos caindo por suas costas desnudas enquanto beijava seu corpo.
Ele estava sem reação, paralisado, observando-a pelo espelho enquanto subia os beijos por seu abdômen, até poder encará-lo.
Ela sorriu de lado, as grandes orbes castanhas brilhando.
Afundou o rosto na curvatura de seu pescoço, e traçou uma trilha beijos até sua orelha.
_(Mestre...) Draco... –a voz de Pansy o despertou de seu transe rapidamente.
Ele segurou as mãos da loira e se afastou rapidamente.
_Pansy... Eu tenho que ir. –ele disse largando as mãos da garota enquanto dirigia-se para o quarto em passos rápidos ignorando qualquer protesto de seu cérebro grogue.
_Mas Draco, não deu nem tempo para uma segunda rodada. –ela sorriu maliciosa passando as mãos em seu corpo nu.
_Não Pansy, eu tenho mesmo que ir. –ele disse pouco se importando com a ‘oferta’ em sua frente.
Pansy sentou-se na cama e apoiou o peso do corpo com uma mão enquanto a outra deslizava para sua intimidade.
_Tudo bem então terei de me satisfazer sozinha. –ela dizia começando a se estimular-se, gemia como uma cadela no cio e rebolava em seus dedos, sempre olhando para Draco.
O loiro olhava friamente em seus olhos sem nunca desviar-se.
_Pouco me importa os seus meios para se satisfazer Pansy, acredito que sendo filha de quem é, não seria necessário rebaixar-se a tal ponto. –Dito isso ele se virou e saiu.
Pansy grunhiu em desagrado parando de se auto-estimular.
Ela estava possessa, precisava falar com ele.
A sonserina se levantou e se vestiu, colocando a cabeça na lareira.
_Diga o que quer Pansy. –a voz parecia imensamente entediada.
_Preciso de algo mais forte, o que me deu não foi suficiente.
_Ah você quer mais? Pois bem garota, sabe o que eu quero.
_Quando?
_Amanhã a mesma hora e no mesmo lugar.
_Tudo bem.
~*~
Lugar desconhecido, Londres.
_Não, por favor, não! –gritos e mais gritos agudos eram ouvidos, e mais nada, além disso.
Hermione se encolhia em sua sela, ela estava com muito, muito medo. As lágrimas corriam por seu magro rosto, Parvati Patil estava sendo torturada. Os gritos dela eram sufocantes.
Mas ninguém poderia fazer nada, os únicos barulhos que eram quase inaudíveis eram os soluços das bonecas, todas com a mesma dor, todas com o mesmo desespero, todas com a mesma preocupação por serem possivelmente a próxima e o mesmo alivio por ser Parvati Patil no lugar das mesmas.
Os gritos cessaram e tudo ficou em silêncio.
As bonecas retesaram os músculos e engoliram o choro, estaria Parvati viva?
Um dia alguém disse algo que poderia parecer completamente sem sentido a menos que você estivesse numa situação dessas.
Realmente, nada grita mais alto que o silêncio.
_PARVATI! PARVATI! –era Padma, ela havia se levantado e sacudia as grades de sua sela, ela gritava a plenos pulmões o nome da irmã. Todas as bonecas permaneceram em silêncio. –Parvati –a voz de Padma sumiu, e seus joelhos cederam.
Parvati estava morta.
Algumas horas atrás
_Não, por favor, não! –o rosto aterrorizado de Parvati faz o comensal rir.
Ele rasgou-lhe o pequeno vestido vermelho que usava, e a penetrou de uma só vez.
Os olhos da garota encheram-se de lágrimas, ela sentia tanta dor, tanto nojo.
O homem apertava seus seios com igual ferocidade doía, como doía, mas ela não derramava nenhuma lágrima e recusava-se a gritar de dor.
_Grite. –ele cuspiu apertando um dos mamilos de Parvati com toda força. –EU MANDEI GRITAR VADIA! –ele tirou completamente seu membro de Parvati para apenas penetrá-lo tão forte como da ultima vez, quase que ao mesmo tempo sacava a varinha e lançava-lhe um crucio.
Os gritos estouraram, parecia que a qualquer momento as cordas vocais da garota iriam romper-se dolorosamente.
Ela estava sujeita a uma sessão de Crucios e um estupro, mas o que mais doía era pensar em sua irmã, Padma e em suas amigas da época de Hogwarts.
O comensal estava satisfeito então a lançou contra a parede.
O homem pronunciou palavras baixas em direção a Parvati que sentiu os pulmões encherem-se de ar, mas ela não conseguia soltá-lo.
Ela se debateu em desespero por alguns minutos e então sentiu dor.
Uma dor letal, a qual fez sua resistência abaixar um pouco.
A falta de oxigênio no cérebro fê-la ficar entorpecida apenas sentindo a dor.
Ela sentia que sua morte estava mais próxima do que imaginava, ela podia sentir suas garras.
Seus pensamentos viajaram para pessoas, sua irmã, família, professores...
Hermione... A garota se questionava como ela conseguia se manter viva, consciente, ela se mantinha, mas por quê?
A morte parecia um leito macio e quente, no qual ela poderia repousar o tempo que quisesse, sem dor, sem sonhos. Apenas deitar e se deixar descansar.
Talvez até, quem sabe, poderia ver seus antigos amigos... Seus pais, seus amigos, todos eles sorrindo para ela, estendendo-lhe a mão, era tão familiar e reconfortante...
A dor aumentava gradativamente, mas a única coisa que Parvati sentia era conforto.
Um pequeno sorriso brotou no rosto da garota, e ela fez uma última súplica silenciosa, ela pediu para que todas aquelas que ali estiveram em sua companhia, sofrendo e morrendo a cada dia pudessem encontrar sua paz. Seja na vida ou na morte, apenas que elas ficassem em paz, como ela estava.
Aos poucos os olhos dela fecharam-se, mas o seu pequeno sorriso e sua súplica se mantiveram.
Porque talvez ninguém saiba como sua morte seja, mas todos querem que depois disso encontrem a mais completa paz.
__________***__________
Leia também minhas outras One Shots:
Até Que A Luna Nos Separe | Carpe Diem | Carta Para Sirius | Inverno |Íris | Diamond Eyes
Notas finais
Não sou tão má quanto pareço mais acho que 53 leitores podem deixar muito mais do que 5 reviews não é mesmo?
Deem uma passadinha nas minhas One's, e deixem um review, juro que a mão não cai. ^^
Beijos;*
Fale com o autor