Bone Blades

3 Soldados Vermelhos


Eri olhou para a pedra fixamente e depois olhou para os presentes na sala e disse:

– A proposta é tentadora, porém eu prefiro acabar com esses vermes sozinha. – ela ela fechou o punho com a pedra. – Mas eu vou aceitar o colar.

Irah parecia já estar esperando tal resposta. Todos ficaram quietos e Labael suspirou:

– Bem, não podemos força-la a nada. A escolha é sua.

Labael a acompanhou até a saída:

– Ah sim, esqueci de perguntar seu nome. – Labael quebrou o silêncio quando os dois já estavam na parte externa da taberna.

– Eri. – respondeu.

– Eri, hum. Bem, Eri, se um dia você... – Labael foi interrompido com a chegado do gavião.

– Foi ele que pegou o colar, não é? – perguntou Eri, olhando para o gavião que segurava um papel com as patas, que Labael pegou e o pássaro pousou em seu braço.

– Sim. À propósito, pode ficar com o colar. – Eri não pretendia entregá-lo de qualquer forma. – Este é Zephon. Ele nos informa se há Bones por perto e as vezes traz mensagens de outros Soldados Vermelhos. – ele apontou para o bilhete, que em seguida o abriu. – Huum. Você poderia entrar mais uma vez? – fez o gesto para que ela entrasse

– O que foi que você voltou com essa ai? – Perguntou Irah, com seu tom de menosprezo.

Labael mostrou aquele pequeno papel:

– É só uma coisa que eu gostaria que ela ouvisse – respondeu. – Parece que tem um grupo de Bones numa cidade não muito longe daqui, e eu não acho má ideia convidá-la para dançar um pouco. – Ele se virou para Eri. – O que você acha?

– Sabendo que eles estão por perto, eu acabaria indo atrás deles de qualquer jeito. – Eri terminou por aceitar.

– Ótimo. – Se virou para os outros dois. – Vamos indo?

Pegaram suas armas e se prepararam. Todos saíram e foram até seus cavalos. Baara permaneceu na taberna, saindo apenas os quatro.

– Você não tem um cavalo? – Labael perguntou à Eri.

– Eu não sei se você percebeu, mas eu se quer tenho dinheiro para um... – Ela costumava não ter problemas com locomoção, até porque podia usar suas asas. Porém preferiu ainda não revelar quem ela realmente era à eles.

– Tudo bem, você pode ir com Hanniel.

– Q-Que? Por que eu? – Ele ficou um tanto encabulado.

– Porque sim. – Respondeu Labael com tom de autoridade. Então sussurrou para Eri. – Ele é um pouquinho tímido. – Ela deu de ombros, se aproximou do cavalo de Hanniel, esperando que ele montasse primeiro, que fez uma cara de insatisfeito,um pouco vermelho, se perguntando “ Por que eu?”, e em seguida dele, ela também montou.

Eles saíram da cidade, e durante o caminho, Labael explicou que alguns dos Soldados Vermelhos não costumavam lutar. Eles ficavam espalhados pelas cidades, atentos ao que ocorre nelas e nos boatos. Funcionavam como informantes. Quando tinham uma informação confiável sobre os Bone Blades, sobe sua localização ou qualquer outra coisa, comunicavam os Soldados combatentes mais próximos. No caso das cidades que ficavam próximas à Hjör, onde se localizava o grupo de Labael, seu gavião era usado como mensageiro. Basicamente ele era treinado para fica de vigia nas proximidades, e sempre trazer tais mensagens ao seu dono.

A cidade não era muito longe, portanto mesmo durante a explicação, já era possível avistá-la. Aproximando-se dos portões da cidade, viram um grupo de aproximadamente dez pessoas paradas em frente ao portão, que se puseram de prontidão assim que viram o grupo de Eri. Eram os Bones:

–Finalmente chegaram. – Falou um dos desconhecidos. – Já estávamos esperando por vocês.

Eles analisaram os oponentes e Labael começou:

– Meus senhores, — Disse, descendo do cavalo. – Podemos resolver isso da forma simples. – Ele dizia com um tom calmo e alegre. – Vocês podem apenas se entregar, nos dar as informações e jurar nunca mais ter alguma relação com os Bones. – Eles ficaram um tanto confusos e provocados. – Ou nós matamos a maioria de vocês e levamos um ou outro para um interrogatório com direito a tortura intensiva e impiedosa. Sinceramente eu acho a primeira opção mais em conta.

– Você é Labael, não é mesmo? – disse o mesmo desconhecido, aparentemente o líder daquele grupo. – Você realmente tem um parafuso à menos, não é?

– É... Acho que sim. – Respondeu com um sorriso.

– Bem, eu ouvi algo de vocês e quero ver se vocês são bons – o homem estalou os dedos e logo em seguida outros deles apareceram, descendo dos muros da cidade, permanecendo alguns acima dos muros. Eram cerca de vinte deles.

– Os guardas não deviam permitir que vocês tomassem conta do portão. – Falou Hanniel

– Não é pretensão dos guardas se envolverem conosco. – Respondeu o líder. – já devia saber que a maioria das cidades está sob nossos pés, garotinho. – Hanniel não se contentou nem um pouco com o comentário.

– Já estou vendo que vocês vão preferir a segunda opção. — Labael disse enquanto ajeitava seu chapéu.

Eles desceram de seus cavalos, se preparando para o pior, mas nem Labael, Irah ou Hanniel pareciam apreensivos. Eri apenas observava.

O líder sinalizou aos companheiros e cinco deles foram diretamente para Labael, que permaneceu imóvel. Eles correram preparando as espadas para o primeiro golpe, com apenas alguns centímetros de distancia de Labael, e repentinamente fora escutado três estampidos e os cinco caíram no chão. Eri ficou impressionada, enquanto os inimigos estavam a golpear, Labael teve tempo suficiente para sacar a arma e atirar na cabeça de cada um. A velocidade foi tal que cinco tiros pareceram três. Enquanto ainda saia fumaça da arma, ele encarou o líder com um olhar desafiador:

– Serei bonzinho com vocês. – ele disse enquanto recarregava. – usarei apenas um revolver. Preciso dar espaço aos meus colegas também, não é?

O líder franziu o cenho, provocado, e ordenou que todos atacassem. Imediatamente, Hanniel lançou sua lâmina presa a uma corrente, fazendo um movimento de meia lua, atingindo os inimigos da dianteira. Logo em seguida, Irah avançou com suas espadas falchion gêmeas, golpeando e desviando facilmente.

– Esses caras estão muito fáceis de vencer ultimamente. – disse Irah, enquanto batalhava.

Eri ainda estava parada, observando o estilo de luta de cada um. Sua atenção foi desviada pelo líder, que permanecia atrás dos companheiros que ainda lutavam, movimentando a boca como se estivesse dizendo palavras para invocar um feitiço. Eri saltou alto o suficiente para passar por cima dos que estavam lutando, caindo em cima do líder e derrubando-o. Posicionou-se com um pé sobre o peito do homem caído e perguntou:

– O que pensa que está fazendo?

O homem, assustado, ficou quieto. Eri olhou para os companheiros, que logo estavam acabando a luta. Observando-os, percebeu o quanto eles eram fortes, mas não mostraram praticamente nada de sua verdadeira força, diante de inimigos tão fracos. Podiam até ter sido mais rápidos, pela quantidade de inimigos a enfrentar, mas eles se seguravam, eles próprios tornavam a batalha mais longa. Afinal, acabar com tudo rápido de mais seria chato.

Eri ainda segurava o homem apoiando-se sobre ele. Os três se aproximaram, deixando para trás vários oponentes caídos:

– Perdemos alguma coisa? – Perguntou Labael.

– Ele apenas estava fazendo alguns gestos estranhos. – Eri falou, saindo de cima do homem.

Labael encarou o líder e sorriu. Levantou-o puxando-o pela gola até ficaram cara a cara:

– Faz um tempo que não capturamos um para um interrogatório. Parece que já está na hora de uma nova sessão. – Labael, logo em seguida deu um soco na barriga do homem que o apagou, e então o posicionou na garupa de seu cavalo. Ele olhou para o sol, que estava quase se pondo. – Olha só, já é quase noite. Mal tinha reparado. – Virou ara os colegas. – Acho que já podemos voltar.

Eles subiram nos cavalos e caminharam de volta à cidade.

Notas finais
O que acharam?