Majestosas asas de luz,

Concedam-me a chance de voar,

Desbravar nuvens de algodão,

Sair de uma vez dessa escuridão.

Por tanto tempo procurei,

Um meio de fugir dessa opressão,

Um meio de desarmar meu coração.

Gotas de chuva mesclam-se à minha face,

Fico aqui a contemplar a majestosa natureza,

Que em sua rara beleza, vem me acalentar,

Natureza querida, permaneça em minha vida.

Não vá embora, por favor,

Leve consigo toda a maldade,

Que trouxeram para a terra gentil.

A bondade virou lenda,

Simplesmente partiu,

Não mais ouvi falar,

Nem da aquarela pueril.

Natureza amada, devolva,

Devolva os anos que o tempo te deu,

Acredite, eles eram meus.

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