Bolo de morango

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Espero que gostem da oneshot. Eu vou estar viajando por duas semanas, desde o dia 11 de Junho, então vou deixá-los com isso para que ainda não seja tão chato assim me esperar :v
Recomendo que escutem a música "Sugar" do Maroon 5 enquanto isso, foi o que eu fiz escrevendo.

Isso é muito bolo de morango.

Lovino Vargas já estava trabalhando fazia quase duas horas, e isso tudo por causa de um certo cliente. Já o via na confeitaria há um tempo, e o sujeito sempre pedia o bendito bolo de morango.

Por quê bolo de morango? Pensava, mas servia a fatia mesmo assim. Não é como se o dinheiro não ajudasse, e claro, tinha de ser legal com os clientes, por mais irritantes que fossem. Ao menos era isso que o irmão dizia.

Agora, asso a segunda camada, pego o chantilly, os morangos, e- droga. Não tem morangos. O italiano xingou baixinho, e começou a revirar os freezers e geladeiras. Nada, nadica de nada. Tinha mesmo que ser agora? Logo quando o cara estava esperando ali fora?

“O bolo tá pronto?” ele ouviu perguntarem, e respirou fundo pra não ir lá e gritar.

“Quase!” respondeu, e continuou o trabalho. O que faria agora? Geléia? Não, isso era doce demais. Calda? Credo, calda é melada. Framboesa? Ah, qualquer um notaria. É, dessa vez, Lovino Vargas estava oficialmente ferrado.

Nesse desespero de encontrar morangos, – Só um, caspita! – o cliente entrou na cozinha. O italiano estava desesperado: Não sabia se o chutava pra fora por ser fora das regras, se pedia ajuda pra achar as malditas frutinhas, ou se deixava ele lá mesmo, porque ele não era tão feio assim.

Que pasa?” perguntou o cliente, e o outro bateu com força a porta do freezer. Ah, legal, ele falava espanhol, aquela língua esquisita que os pais de Lovino queriam que aprendesse quando era menor. Simplesmente maravilhoso. Di-vi-no. Não poderia ficar melhor.

“E-eu, hã..” o italiano não sabia bem o que dizer. Que espécie de confeiteiro diz ‘Não tem bolo mais.’?! Não ele, com certeza. “Eu...eu ainda estou fazendo o bolo, cazzo!” soltou, quase sem reparar. O rosto ficou tão vermelho quanto os morangos que não conseguia achar.

O espanhol pareceu surpreso com a reação. Ergueu a sobrancelha, mas assentiu com a cabeça.

“Claro, é..me desculpe por interromper.” Disse, e Lovino teve vontade de enfiar o rosto no forno. Não queria que fosse embora, caramba!

“Não!” disse, e aí ficou ainda pior. Ótimo. Muito obrigado, universo, por ajudar nessas situações. “Q-quer dizer...não tem problema, droga.”

“Então tá...precisa de ajuda com alguma coisa? Eu sei cozinhar.” O cliente disse. O menor não sabia o que responder. Isso é algum jeito de dizer que eu não sei?

“N-não. Eu faço sozinho.” Retrucou, e assim que tentou pegar o cone de chantilly, apertou com tanta força que voou para o rosto do outro. Claro. O italiano sentiu as bochechas queimarem, e se aproximou do outro para limpar. Ele é tão idiota que não notou?

Passou um dedo pelo nariz do outro e tirou o chantilly, o que fez o maior corar. Eu não estou tentando ser romântico, droga!

“H-hã...qual é o problema?” perguntou o espanhol, e o menor sentiu um arrepio na nuca. Quem diabos disse que podia por a mão lá?!

“T-tem chantilly no seu rosto, idiota.” Resmungou, e o outro riu.

“Ah, eu tiro.” Disse, e passou as costas da mão no rosto pra tirar o resto.

“Agora espalhou tudo, droga. Eu tiro.” Lovino disse, nem irritado e nem feliz, e voltou a passar os dedos no rosto do cliente. “Qual é seu nome, idiota? Tenho que saber pra escrever no pedido.” Não tinha, mas Lovino queria saber o nome do outro. Não podia ficar o chamando de idiota pra sempre, certo? Bem, até que poderia sim...

“Antonio. O seu?” Perguntou, inclinando a cabeça um pouco. Não diria, mas o italiano achou isso um tanto adorável.

“Tá no crachá.” Resmungou. “Lovino.”

“Ah, nome bonito!” disse, e sorriu. O confeiteiro voltou a corar, e deu uma cotovelada no outro. Não era pra isso ter acontecido, droga!

“P-pare de flertar comigo!” disse, e o outro riu.

“Não estou flertando com você! Só gostei do nome.” Antonio disse, mas Lovino ainda não parecia convencido.

“Tá. E por quê tanto bolo, afinal?” perguntou, de braços cruzados. O outro voltou a atenção pro bolo, o que o chateou um pouco.

“Eu realmente adoro esse bolo. É tão doce e leve!” disse, com uma expressão satisfeita.

“Bem, claro, eu fiz.” O confeiteiro parecia orgulhoso, e o maior riu.

“Se parece com você, não? Pequeno, doce, leve e macio!” o espanhol sorria, mas o italiano quis sumir. Agora isso já era claramente um flerte.

“C-como você diz isso desse jeito, droga?!” resmungou, e o outro passou a mão em seu cabelo, coisa que o fez corar mais.

“Ah, você é fofo, dá vontade de apertar!” brincou, e o outro acertou um soco – não muito forte – em seu pescoço.

“P-para!” Lovino reclamou, e inflou as bochechas, desviando o olhar. O espanhol riu, e voltou a olhar o bolo.

Bueno.” Disse. O menor tentou continuar irritado, mas não foi lá muito fácil.

“E-eu....não tenho mais morangos.” Admitiu, e o outro deu de ombros.

“Não tem problema.”

“N-não tem?!” O italiano deu um passo pra trás.

“Não. N-na verdade, eu...venho mais pra ver você. Então já está bem.” Disse, sorrindo. Estava até um pouco corado.

“P-por quê você faria isso, idiota?” Lovino olhou pro chão. “Não sou nada demais..”

“É sim! Você é muito fofo, e...eu gosto de você, também.” Antonio disse, quase de imediato, e o italiano congelou. “Não precisava fazer o bolo.”

“Eu gastei tanto tempo pra nada?” resmungou, mas sorriu, discretamente. Lovino suspirou fundo, e voltou a olhar o outro. “V-você não é ruim, idiota.”

“Bom saber.” O espanhol riu. “Acho que ainda tem chantilly na minha boca.”

“Nem pense nisso!” O italiano retrucou, e corou. “Eu t-tenho vergonha, droga.”

“Não seja por isso.” Antonio sorriu, e puxou o outro para perto de si por um instante rápido, selando os lábios e soltando logo que o fez. Lovino parecia prestes a explodir.

“Q-que diabos..” reclamou, e sorriu de canto. “Foi muito rápido, droga.” Disse, e o puxou também, mas deixou que o beijo continuasse por mais tempo antes de separá-los. Antonio parecia atônito, e o italiano riu. “Idiota.”

“Sou sim..” disse, baixinho, e Lovino riu mais, corando.

“É, mas só eu vou te chamar disso.”

“C-claro.” Antonio disse, e sorriu. O outro o acertou com uma cotovelada.

“P-pare de sorrir, droga, me deixa constrangido!”

“É meio difícil quando você acabou de dizer isso, Lovi.” Disse, rindo.

“Não me lembre disso aí!” Reclamou, e cruzou os braços. “Eu posso te lembrar eu mesmo.”

“Quando quiser.”

Notas finais
Espero que tenham gostado ♥ Comentem, por favor, e visitem meu perfil para ver minhas ideias de plots na votação que eu fiz!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!