Bokura no love style
5 Capítulo 5
Hikaru Pov~on
_ KAORU – Berrei escandalosamente. Levei minha mão até seu peito e seus batimentos cardíacos estavam parados. Levei os dedos médio e indicador ao seu pulso e a pulsação estava fraca. – alguém pode chamar uma droga de ambulância pra essa escola de grã fino dos infernos?
_ Moshi moshi? – Kyoya estava no telefone – Aqui é Kyoya Otori e estou falando da Escola Ouran. É que meu amigo acabou de passar mal, está desmaiado no chão e.... – falou enquanto checava as mesmas coisas que chequei anteriormente – parece que foi um infarto – Kyoya parecia frio, apenas parecia, pois parecia estar se controlando.
Enquanto isso Tamaki e Haruhi foram até a direção da escola informar o ocorrido e pra preparar toda a enfermaria para ajudar no processo de transporte do Kaoru pra um hospital.
Afaguei os cabelos do meu irmão enquanto o abraçava em prantos. Honey-sempai chorava descontrolavelmente enquanto Mori-sempai tentava acalmá-lo, mas mesmo assim, até ele e sua inexpressiva face mudaram.
_ Esse....é .... o nosso estilo... de amor – cantava pra ele enquanto chorava – A forma como nos amamos..... preciso de você.....quero você.... pra sempre. Esse é nosso estilo de amor......Inteiramente nosso estilo de amor.....Você é meu, ......eu sou seu,..... pra sempre,.... só você,........ amo você – falei enquanto beijei seu rosto – amo você, amo você, por favor acorda, volta pra mim – falei e colei meus lábios aos dele não me importando com quem estava lá pra ver. É o que dizem você só percebe o valor daquilo que tem quando está prestes a perder.
Haruhi e Tamaki voltaram quando juntei meus lábios aos dele novamente e eles estavam seguidos por um monte de enfermeiros com macas que o colocaram rapidamente nela e seguiram correndo pelos corredores da escola. Nós acompanhávamos tudo. Nós passávamos por pessoas horrorizadas, passamos por Renge que nos acompanhou em estado de choque. Quando chegamos ao helicóptero que esperava para levar Kaoru para o hospital da família Otori ( onde por sinal o plano de saúde é caríssimo, pois minha família paga esse plano até pros empregados da casa ), me preparei para subir no helicóptero.
_ Hikaru, é melhor você ficar, você tem que dar a notícia aos seus pais – Haruhi falou.
_ Não Haruhi, eu vou com o meu irmão e não há nada que possa mudar isso – falei firme, talvez até grosseiramente, não prestava atenção a isso, só queria meu irmão – Honey, avise a minha família do ocorrido e fale que estou junto do Kaoru no hospital Otori – falei enquanto subia no helicóptero que partiu rapidamente, enquanto os paramédicos faziam de tudo para aumentar os batimentos cardíacos do Kaoru, que estavam agora baixíssimos, mas pelo menos batia, pois nem isso parecia que estava.
Chegamos ao hospital e ele foi diretamente pra UTI, e na sala de espera eu só ouço as palavras “ desfibrilador” e ouço um choque.
_ Kaoru.... – chorava, na verdade não me aguentava mais de chorar. Meus olhos doíam de tanto que eu chorei naquele dia.
_ Hikaru? – ouvi a voz de minha mãe acompanhada por meu pai.
_ Mamãe – corri pra eles em prantos. Minha mãe chorava comigo, enquanto meu pai olhava pro nada, atônito. Estava com uma expressão de agonia, como se estivesse se culpando por algo – mamãe, o Kaoru vai ficar bem?
_ Deus queira meu filho, Deus queira, pois eu não aguentaria perde-lo. Não aguentaria.
_ Mamãe, se ele morrer eu morro junto, não aguentaria viver sem ele, eu o amo muito mais do que como irmão – percebi que falei merda, então botei a mão na boca com medo pelo o que disse. Meus pais arregalaram os olhos por um minuto, mas pareceram não se importar muito.
_ Isso não importa agora, vocês dois podem fazer o que quiserem da vida de vocês, contanto que estejam felizes, contanto que o meu Kaoru, o meu bebezinho soneca esteja bem.
Todo o Host Club chegou no momento em que o médico abriu a porta para nos dar as notícias.
_ Bem, tenho uma boa notícia, ele está totalmente fora de perigo. – todos suspiraram em alívio – a marca do desfibrilador sumirá em uns dois dias, nem deixará cicatriz – pouco me importo com cicatrizes, beijaria todas elas só pra ter o meu Kao-chan vivo e comigo – fizemos exames de sangue, achamos vestígios de sedativos, ele está anêmico, como se não se alimentasse direito há dias, fizemos um eletroencefalograma que registrou uma grande atividade da área que corresponde às emoções, liberando grande quantidade de adrenalina pra todo seu corpo, mas isso só saberemos quando ele acordar e conversarmos com ele, ou melhor, um psicólogo conversar com ele, pois ao meu ver, acredito que isso foi um clássico caso de depressão, onde o corpo praticamente gritou devido a grande carga emocional que estava sendo submetido.
O que será que fez meu Kao-chan sofrer a esse ponto? O que importa é que ele está bem, isso descubro depois.
_ Mãe, por que bebezinho soneca? – perguntei tentando descontrair, me distrair.
_ É que quando vocês eram recém nascidos, o Kaoru vivia dormindo, adorava dormir, enquanto você era o Bebê zangado, porque você também vivia dormindo, só que com cara emburrada, sempre fazendo biquinho e franzindo a testa.
Permiti-me rir um pouco, os outros também. Só que meu pai ainda olhava para o nada, aí tem coisa.
_ Tou-san? Não se preocupe, o Kaoru vai ficar bem! Ele é forte papai, vai sair dessa.
_ Eu sei meu filho, eu sei, só que pelo o que o médico disse... parte disso talvez seja minha culpa.
Olhei desconfiado para cara daquele ruivo.
_ Depois conversamos sobre isso, o importante agora é a recuperação do Kaoru. E vamos fazer o possível que ele seja o mais feliz, para que isso não torne a se repetir.
Olhei para o relógio. Certo tempo se passou desde que o médico saiu daqui e já está próximo de horário de visita. Acho que tecnicamente isso funciona pro Kaoru, mesmo que ele esteja internado na UTI.
_ HIKARU...... HIKARU....... –ouvi meu irmão gritar de dentro do quarto. Corri até o médico que o atendeu que estava próximo neste momento. O olhei como numa pergunta silenciosa e ele assentiu permitindo-me entrar
_ KAORU! – Abri a porta gritando seu nome e fui até ele. Dei nele o abraço mais de toda minha vida, esse cabeça de pudim não vai escapar dos meus braços nunca, NUNCA! Ele é meu e só meu e ninguém tasca!
_ Hikaru, você... você..... você me beijou não foi?
“Puta que pariu”
_ E....e......
_ Beijou ou não beijou Hikaru?
_ Sim, eu beijei e beijaria de novo!
_ Hikaru... – tentou falar algo, mas o interrompi.
_ Espera Kaoru. Eu achava que gostava da Haruhi, mas com o tempo eu percebi que era só amizade mesmo. Não é que eu estivesse apaixonado por ela, só que ela é uma grande amiga, tanto sua quanto minha, nos trata super bem, então como ela é uma pessoa que eu me dou tão bem quanto você, achei que pudesse ter alguma coisa, saia com ela só pra ver no que iria dar. Em relação a Renge, ela me beijou de surpresa e eu retribui sim, porque não é todo dia que uma garota bonita de agarra e te beija do nada, mas mesmo assim conversei com ela que disse que não tinha nada de mais nisso, ela tinha seus motivos, suas doideiras, talvez algum plano dessa filha da puta, vai saber. Eu não sou gay, sou muito homem mesmo, mas, nos últimos dias eu te via triste, te via sofrer, me fazia tão mal. Parecia que sua dor era minha dor. E confesso que atração por você eu sempre tive, porque, me desculpe, mas sempre achei você gostoso pra caralho! E não é por sermos gêmeos não, não é narcisismo, mas é claro que ser idêntico ao papai aqui ajudou muito rerere.... – ri um pouco de minha piada sem graça – mas, eu sinto atração só por você, o único HOMEM que desejo é você, mesmo que eu não seja, tipo, I like a pepeus, amo pitocas, mas o único corpo masculino que me atrai é o seu, porque é justamente o seu. E com o que aconteceu hoje me mostrou que eu não aguentaria um minutinho se quer sem você Kaoru. Eu me apaixonei por você, eu amo você.
_Você não se importa que eu seja homem? – Kaoru perguntou
_ Mas quem disse que eu me apaixonei pelo seu corpo, me apaixonei pelo seu coração. O fato de você ser homem é só um detalhe.
_ Mas.... você não teria.... sei lá..... nojo de me tocar, de me beijar?
_ Claro que não, o faria e com muito gosto! Isso porque é o seu corpo. Acho você lindo, seu corpo lindo, porque ele é seu!
_ Mas..... e o fato de sermos irmãos.... isso seria um grande pecado.... vamos direto pro inferno!
_ E desde quando tu é religioso Kaoru? E aliás, eu não acredito neste Deus pregado por fanatistas religiosos, neste Deus que pune quem usa de seu falso “ livre arbítrio” com o inferno. Acredito num Deus misericordioso. Por mais que ele não goste disso, ache pecado, ele vai entender que não foi nossa culpa. Tentamos de todo jeito mas, não conseguimos ficar sem o outro. E aliás, pra mim, eu acho que você iria pro céu, pois você é melhor que eu! Você é bondoso, gentil, sensível, compreensivo, amigável, ponderado, inteligente, tudo que eu não sou. Você só se faz de malvado quando está comigo, devido ao costume da atuação. Mas eu enfrentaria o inferno só por saber que você está bem, que está a salvo, mas se fossemos os dois pra lá, eu te protegeria, passaria a eternidade pra sofrer meu castigo e o seu. Não deixaria nada acontecer a você.
_ Hikaru, essa relação traria problemas. Por exemplo, os negócios da família futuramente passarão pra nós, mas, se começarmos um relacionamento, quem dará continuidade a família Hitachim? Não temos tios, então, nosso nome e patrimônio morreriam em nossas mãos.
_ Você foi dormir muito cedo ontem, então não sabe. Mamãe tá grávida. Problema resolvido, nosso(a) outouto-chan cuida por dar continuidade a família. E antes que você coloque mais um empecilho eu já adianto. Eu enfrento as criticas da sociedade por você, mesmo achando que casamento entre irmãos aqui no nosso país seja permitido por lei, e se não for, nos mudamos pra um que seja e nos casamos lá!
_ E se eu morresse hoje?
_ Morreria em seguida e passaria minha eternidade a procura de sua alma, seja onde ela estivesse. Enfrentaria Deus, Diabo ou quaisquer outras divindades só pra te achar.
_ Mas um dia um de nós morrerá. Viemos juntos ao mundo mas não iremos juntos embora dele
_ Quem disse? O que eu sei é que morreremos quando estivermos muito velhos mesmo, deitados abraçados na nossa cama, enquanto eu te afago e protejo nos meus braços e esperaremos pela morte juntos. Então, cuide-se muito bem, da sua saúde e da sua integridade, pois você não ouse morrer cedo de mais ok?
_ Tá, tá, tá....me cuidarei – falou rindo.
_ Então.... namora comigo, vai? – perguntei receoso
_ Sim, só que com três condições.
_ Por você até cem.
_ Numero um: você conta pros nossos amigos
_ Fácil
_ Numero dois: gostaria de manter ela em segredo, na escola, dos parentes, e por motivos óbvios, talvez tenhamos que nos esconder pelo resto da vida.
_ Infelizmente concordo, vou me segurar pra não beijar essa boquinha linda ou apertar essa sua bunda gostosa na frente de todo mundo. Mas veja pelo outro lado, dividimos a cama desde sempre, somos quase que casados. E na cama, entre as quatro paredes podemos mandar ver.
_ Tá né..... – falou corando de vergonha, o que eu sinceramente achei fofo e quase pensei em atacá-lo ali mesmo, mas devido as circunstâncias achei melhor não – e a última condição, e a mais difícil: Você conta pros nossos pais
_ COMO É QUE É? – Berrei por um momento
_ Isso aí playboy – falou indiferente, o que chegou a ser engraçado – se fode aí – falou virando pro lado e se ajeitando pra dormir.
_ Tá meu mozinho, tudo por você. Mas, aliás, como você sabia que eu te beijei?
_ Quando eu apaguei, eu me vi num lugar.....vazio. Sabe, como se eu estivesse no espaço sideral? Eu ouvia você me chamando e até te via por uma espécie de visor, uma nevoa onde eu via sua imagem bem próxima. Vi seu rosto de aproximando e senti uma pressão contra meus lábios. Então liguei os pontos.
Nisso me aproximei e roubei um beijo dele.
_ Agora vê se descansa, pois eu resolverei tudo.
Passado um tempo, acho que uma semana, Kaoru foi pra casa. Pra nossa casa. Meus pais se sentaram no sofá da sala de estar. Iríamos ter uma conversa. A conversa.
_ Pai, mãe, eu sei que é difícil e até mesmo estranho, mas Kaoru e eu nos amamos. Não queríamos que isso acontecesse mas aconteceu.
_ Não posso dizer que amo esta situação, porém não posso impedi-los, a vida é de vocês, sendo assim vocês podem fazer o que quiser dela. – nossa mãe falou
_ Eu... Estou de acordo – nosso pai se pronunciou – Kaoru mostrou que se opor não adiantaria. Nos opusemos desde que descobrimos que ele te amava mais do que da forma fraterna. Falei e senti atrocidades em relação a ele, mas agora que estive a ponto de perdê-lo.... Eu.... – começou a chorar – não faz diferença agora. Ele pode ficar com quem quiser, mesmo que seja o irmão dele.
_ Mas crianças, vocês sabem dos cuidados que terão que tomar, não é – mamãe nos perguntou e assentimos.
_ Já conversamos sobre isso e sabemos que será difícil, mas daremos um jeito e seremos prudentes, pode deixar – Kaoru falou.
A partir daí ficou tudo bem em casa, vivemos nosso dia, Kaoru tinha de descansar, porque dia seguinte escola mais Host Club( Aproveitei que ele ficou na cama maior parte do tempo pra dar uns pega nela, só uns beijos, nada mais ).
No dia seguinte, chegamos à escola como se nada tivesse acontecido, só que a única diferença é que entramos meio que abraçados, repousei o braço em Kaoru, dando a volta pelo pescoço e encontrando o ombro e assim entramos. Agora não ouvíamos piadinhas, mas apenas olhares que meio que diziam: que fofinhos vocês dois!
Nossos amigos aceitaram tudo de muito bom grado e Kyoya queria aproveitar-se disso então, a pedido dele, nas atuações começamos a ser mais..... realistas. Não apenas com falas. Ora ou outra roubei um beijo de Kaoru e fazendo as meninas berrarem, mas na hora que eu dei um beijo nele, daqueles mesmo e desci e dei um chupão forte no pescoço dele, teve uma até que desmaiou hahahaha!
Sinceramente, sei que não será fácil daqui pra frente, mas pelo menos temos o apoio dos amigos e da família e eu tenho o apoio da pessoa que mais amo, pessoa por quem eu daria a vida se fosse necessário. Ao lado dele sou forte para suportar tudo, por ele. A partir de hoje vivo e respiro apenas por um sorriso que ele me lançar.
_ Kaoru, eu amo você – sussurrei contra seu ouvido.
_ Eu amo você, Hikaru – respondeu juntando seus lábios aos meus num beijo apaixonado, onde as línguas se encontravam e faziam cócegas, numa divertida batalha sem vencedores. – eu gostaria de poder agradecer ao Honey-sempai e ao Mori-sempai pela ajuda que me deram, eles que aturavam minhas lamurias.
_ Sim, vamos ajudá-los, pois eu tenho quase certeza que deles pode surgir.....algo!
_ Seria um.....
_ Uhum – interrompi e ele olhou-me com um sorriso travesso
Preparem-se, Mori-sempai, Honey-sempai, vocês são os próximos!
~Fim
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