Boku No Hero Academia: Shinjin!
1 Vontade Coletiva
Notas iniciais
Obrigado, feliz ano novo atrasado e boa leitura!
Cerca de 80% da população mundial possui uma espécie de super-poder ao qual chamamos de individualidade; pessoas que pensam somente em si mesmas e o poder lhes sobe à cabeça para benefício próprio, esses se tornam os temidos vilões, diferente daqueles que fazem de tudo para resgatar pessoas lutando contra eles, conhecidos como heróis! Penso que vocês já ouviram essa história várias vezes, provavelmente sabem de trás pra frente de tantas vezes, mas já digo que daqui pra frente tudo será inédito, eu garanto.
Bem, vamos voltar ao início quando não só eu, e nem só minha turma, mas todo nós integramos a nova geração de heróis!
Olá! Meu nome é Hitei Matsaoshi, tenho quinze anos e vivo com minha família, meus pais; Onoko e Kondu; e meus dois irmãos; Taiyou e Jinshin; originalmente somos da cidade de Denka, que é bem legal até, mas acabamos tendo que nos mudar por causa que eu tive alguns problemas na escola, algo relacionado a Bullying e desrespeito contínuo, de todo modo, Tokyo foi a nossa nova casa e nossa nova vida.
Certa, entretanto, muitos motivos me influenciaram a me tornar um herói, o principal deles foi uma promessa a muito tempo com minha irmã mais velha, Kieta, depois de longos quatro anos eu estava mais que animado para começar meus estudos na academia de heróis!
Acho que naquele último dia de aula do ano, eu estava fazendo alguns rascunhos, não citei mas eu sou um desenhista por hobby, prédios, fantasias, ficções, paisagens, pessoas, são alguns que compõem meu catálogo, e eu encanto muitas pessoas com eles. Enfim, foi nesse momento em que eu estava viajando em minhas ideias, meu professor chamou meu nome, sem que eu entendesse o que acontecia por conta de minha mente aprofundada na criatividade:
(Prof. Omorachi): O que você pretende fazer nas férias de verão?
Típico de fim de ano, sempre tem uma resenha nas salas onde o professor pergunta suas promessas de ano novo, pretensões para o feriado e sua meta para o próximo ano, coisas assim.
(Hitei Matsaoshi): Bem… eu penso em treinar um pouco o meu físico, acho que eu tenho ficado molenga nos últimos dias…
Realmente, tinha braços muito finos naquela época e nesse mundo é bem eficiente ser forte:
(Prof. Omorachi): É uma boa opção, fortalecer seu corpo de modo saudável, e o que pensa em fazer como meta para o futuro?
Essa resposta sempre estava na ponta da minha língua:
(Hitei Matsaoshi): Eu quero entrar para a U.A., já que eu tenho esse sonho desde criança!
Eu grito a última parte, o que sai meio que no automático, sinto meu rosto esquentar e logo em seguida me sento novamente e volto aos meus desenhos, tentando disfarçar:
(Prof. Omorachi): Ah, todos os atuais adolescentes da sua idade sonham com a oportunidade de se tornarem heróis algum dia, e nessa escola há muitos que vão se inscrever na academia ano que vem. Adoraria saber que alunos meus se tornaram heróis profissionais no futuro!
Os olhos do professor brilhavam enquanto imaginava as possibilidades, logo em seguida eu senti um toque gelado no meu ombro e meu corpo formigou completamente:
(Naki Hagike): Calma aí Matsaoshi, as coisas parecem fáceis mas não é assim, saiba que para muitos, exclusivamente para você, é quase impossível de se entrar para a U.A.
Eu me lembro dessa voz, como eu odeio essa voz! Naki Hagike, o idiota da minha classe.
Você aí, tem aquele babaca da classe que se acha o centro das atenções, acha que tem razão de tudo e pensa que todo mundo tá com ele?
Enfim, eu tenho o Hagike:
(Hitei Matsaoshi): Naki, eu não quero saber de você tá, me dá um descanso pelo menos por hoje, é o último dia de aula…
(Naki Hagike): Ah, mas logo hoje? Ainda mais com esse seu comentário? Veja só, você quer entrar para a academia de heróis, mas tem medo de usar sua individualidade, e o pior é que você quer ser aceito na mais renomada do país!
Ele disse encurtando a distância entre nós a cada frase, e eu franzia a testa numa vontade de empurrá-lo, mas apenas me segurava na carteira; e sim, eu tenho medo de usar minha individualidade, mas isso eu conto depois:
(Prof. Omorachi): Hagike, respeito é bom e todos gostam!
(Naki Hagike): Ah professor, eu estou tendo o maior respeito com ele…
Apoiou a mão no meu ombro e o apertou com força:
(Naki Hagike): …tanto que até faço uma demonstração de como se usa uma individualidade!
Cerrou os punhos como sempre fazia todos os dias em momentos assim, estava pronto para esmurrar minha cara, até que sente uma corrente elétrica baixa da mão que apoiava em meu ombro, percebi o rosto dele gelado numa expressão estranha antes de desfalecer petrificado na cadeira ao lado, demonstrando outro dos meus colegas bem atrás dele:
(Jinta Yadato): É complicado hein Hagike, realmente acha que tá com a bola toda? Sabe que seu orgulho é uma individualidade que só você acha interessante, além de que ninguém liga pra isso? Ninguém apoia você em suas ideias ok, ainda mais as que fazem preconceito contra os outros dessa sala. E para o seu governo, o que as pessoas fazem ou pensam não é da sua conta, se o Hitei quer ir para a U.A., que ele vá, é o sonho da maioria dessa sala, então não vá desmerecer isso dele.
Jinta Yadato, individualidade de fazer a energia estática de um corpo se voltar contra ele, uma individualidade ao qual me lembra a aparência já que eu não conversava com muita gente na escola, ele era alto e magro, o cabelo escuro em um tom azulado era jogado para frente e escondia o olho esquerdo ao qual era amarelo-pastel, ele tinha a postura meio curvada e sentava lá no fundo, por isso alguns tinham medo dele:
(Jinta Yadato): Aprenda a cuidar de sua própria vida.
Naki ainda gemia na cadeira que tinha caído, eu não sabia exatamente o porque que Jinta havia me ajudado mas adorei, ele evitou que eu voltasse mais uma vez com o olho roxo pra casa. Não que eu tivesse medo de Naki, ou que eu fosse fraco demais para enfrentá-lo, mas na verdade, se eu realmente o enfrentasse, poderia simplesmente quebrar suas costelas ou abrir um buraco em seu peito; já deixei claro para todos do porque eu tinha medo de usar minha individualidade e eles entenderam, o único que não levou a sério foi o maldito da Hagike que ficou me chamando de fraco e enchendo minha paciência dizendo que eu não tinha potêncial o suficiente para ser um herói.
Isso me traz lembranças terríveis!
Enfim, depois desse episódio, o sinal bateu sinalizando o fim das aulas do ano letivo;eu nem tive tempo de agradecer Jinta pois ele já tinha ido embora sem mais palavra alguma, toda a sala foi seguindo ele para fora, fui me despedindo de quem foi passando na minha frente, em pouco tempo a sala estava vazia…
Arrumei meus materiais e joguei minha mochila para trás, minhas costas, puxei minha cadeira pra mais perto da carteira e caminhei em direção a porta até que me virei para Naki e disse num tom só para ele ouvir:
(Hitei Matsaoshi): Essa foi a última vez que você me chamou de inútil, tenha certeza disso.
Me afastei dele e sai da sala com a voz de meu querido professor ao qual jamais me esquecerei:
(Prof Omorachi): Então é isso, espero não vê-los aqui ano que vem, e sim nas manchetes de jornal!
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Assim que sai da escola, tomei rumo a minha casa, com uma expressão fria no rosto; mas eu tinha muitos pensamentos em minha mente naquela hora, quer dizer, caramba!
Para alguém como eu, com um transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (ou TDAH como muitos conhecem), esses pensamentos me fariam perder totalmente a noção de espaço que eu tenho; mas eu pouco importava com isso, tipo eu estava mais concentrado em ser o novo aluno da U.A. no ano que vem!
Nos primeiros cinco minutos, caminhei como qualquer outro aluno normal de 15 anos, depois que me afastei de todos que eu ao menos lembrava do rosto, comecei a ter um ataque de risada bem histérica que fez uma pessoa ou outra aparecer nas janelas e murmurar críticas ou ofensas as quais não pude escutar e nem quis me importar naquela hora, estava feliz e era o que importava.
No dia seguinte, minha mãe e eu ficamos até o horário do almoço na frente do computador para me inscrever na seletiva anual das academias para heróis; no website do governo japonês, encontrei a ficha de inscrição em um dos atalhos da página.
Essa seletiva acontecia todos os anos para qualificar os alunos entre grupos e separá-los por academias, da melhor educação para melhor treinamento ou melhor prestígio e assim por diante; minhas mãos suavam de tanta ansiedade quando comecei a preencher minha ficha:
“SEU NOME COMPLETO”
Fácil: Hitei Matsaoshi.
“DATA DE NASCIMENTO”
15/05/1999, Taurino com orgulho!
“ESTADO DE APRENDIZADO”
Hoje eu já sou um formado do ensino fundamental, então eu diria ensino médio, essa foi a pergunta né?
“TIPO SANGUÍNEO”
A POSITIVO, certeza absoluta.
“INDIVIDUALIDADE”
Performance Gain, pelo menos foi esse o nome que o doutor disse naquela vez em que me levaram ao hospital quando quebrei o braço por conta dela.
“MOTIVAÇÃO PARA SER UM HERÓI”
Essa pergunta havia me pegado de surpresa na hora, minha mãe entendeu imediatamente o que senti na hora, suspirei um pouco e pûs minha resposta; essa era a última pergunta do questionário, e assim que enviei, recebi uma mensagem da seletiva:
“Você foi confirmado para a seletiva acadêmica heróica anual que ocorrerá no dia 04/12, ás 11:30 no centro de convenções de Tokyo, caso tenha atraso ou ausência, favor relatar com 30 minutos de antecedência ao número de comunicação público, não será permitida entrada após as 13:30.
Boa sorte e obrigado!”
Isso era uma novidade pra mim naquela hora, já que eu não fazia ideia de que haveria uma prova ou exame… ou o raio que parta que iria acontecer no centro de convenções, isso me fez rir de nervoso fazendo meu corpo arrepiar por inteiro, estava ansioso… ao mesmo tempo que agoniado.
Algumas horas depois, depois de passar o dia escrevendo, um pensamento compulsivo passou pela minha mente, eu teria um exame daqui algumas semanas, e eu não sabia da existência dele tinha pouco tempo, obviamente iria necessitar da minha individualidade à qual eu não tinha cem por cento de controle sobre. Por isso tive uma vontade incessante de fortalecer meu corpo para conseguir utilizar o máximo do meu poder, porque caso eu não consiga resistir os impactos de ataques em cima de mim ou as que eu causo, pode ser que quebre algum membro meu ou, no pior das hipóteses, acabar me matando; se pensar por um lado eu sou uma máquina de matar que se auto-destrói sozinho.
O tempo começou a se arrastar, me traz péssimas lembranças desse tempo, você não tem ideia do que é dar mais do que o seu limite permite em treinos todo o santo dia com um poder que pode te matar a qualquer hora, começando cedo de manhã e levando até tarde da noite, sem descanso em dia nenhum, minuto nenhum; é uma desgraça e eu não recomendo.
Foi tudo em no máximo duas semanas sem parar, quando chegou o dia do exame acabei dormindo mais que o esperado, eu me crucificaria até o fim dos tempos se eu perdesse essa seletiva, felizmente não me atrasei muito, já que assim que vi o horário, corri a me arrumar e até saí com pães na boca; estava muito calor então saí de shorts pretos e regata cinza, como tênis era obrigação coloquei sem pestanejar; não assim tão longe da minha casa então fui caminhando, aproveitando para aquecer um pouco.
Nunca estive no centro de convenções antes, e nessa primeira vez, fiquei completamente embasbacado com o tamanho daquela bagaça, era enorme!
E o número era o dobro em quantidade de inscritos presentes, acho que ninguém faltou, o que me deixa um pouco incomodado já que quanto mais gente, menos vagas! Porém isso não me afetou muito, já que minha atenção se agravou nos que caminhavam próximos de mim… MUITA GENTE DA MINHA SALA!
Me assustou um pouco esse fato, mas mesmo assim caminhei até entrar no auditório que estava numa escuridão cegante, não acredito que naquele lugar eu consegui tropeçar em meus próprios pés enquanto caminhava, com dificuldade eu encontrei o assento ao qual a ficha que me deram bem na entrada do auditório indicava, H487.
O cheiro do ar condicionado estava em quantidade estonteante onde eu havia me sentado, aos poucos foi acendendo uma luz sobre o palco que estava bem a minha frente, eu não tinha percebido que tinha um palco da primeira vez que eu olhei por lá, e sinceramente, aquela luz revelou muito mais que um palco, me surpreendeu o tamanho do auditório por dentro! Tinha muita gente lá dentro!
(Hitei Matsaoshi): Caramba!
Exclamei enquanto meus olhos caminhavam por todos:
(Jinta Yadato): Exatamente, bastante concorrência
(Hitei Matsaoshi): Verdade!
Eu não dei atenção, mas depois me dei conta, sabia muito bem de quem era aquela voz!
(Hitei Matsaoshi):J-Jinta?!
(Jinta Yadato): Matsaoshi.
Se bem que eu já o imaginava nessa prova também, ainda mais ele, mas do meu lado?
(Hitei Matsaoshi): Oi… eai, como tá?
(Jinta Yadato): Eu tô bem, e você?
(Hitei Matsaoshi): Levando em conta que eu quase morri num treinamento que eu mesmo montei, eu tô legal!
Porque eu disse isso?
(Jinta Yadato): Isso foi um erro seu, teria que estar em treino contínuo para tornar um herói, caso esse realmente fosse seu sonho, mesmo com medo de uma individualidade como a sua.
(Hitei Matsaoshi): Eh, isso é verdade, só que eu não tive muito tempo pra isso.
(Jinta Yadato): Tudo pode ser treino caso você tenha um pouco de criatividade, eu por exemplo, consigo fazer uma sessão de agachamentos com uma cadeira lá na sala de aula.
(Hitei Matsaoshi): Entendi, agradeço, eu acho…
O porém é que ele não sabe, que por conta do treinamento, eu quase não apareci por aqui.
Assim que terminei de falar, uma voz começou a soar pelas caixas de som, parece que dariam início a uma palestra; foi nesse momento que notei Naki bem abaixo de nós, na fileira à frente, me fazendo engolir em seco:
(????): Booooooooom dia Guys! Aqui quem vos fala é o grande herói profissional Present Mic!
Esse era… um dos maiores heróis profissionais! Ele é incrível, e tava tão perto, como eu suava naquele momento!
(Present Mic): Obrigado a todos que compareceram no dia de hoje na nossa seletiva avaliativa anual, todos aqui irão fazer um exame físico avaliativo para serem aprovados na seletiva… OU NÂO!!
(Hitei Matsaoshi): Exame físico, eu sabia!
Exclama ansioso, sendo cutucado por Jinta em seguida:
(Jinta Yadato): Foca lá!
Present Mic continua sua palestra, tendo agora um telão atrás de si mostrando algumas imagens e gráficos sobre assunto:
(Present Mic): A tarefa de vocês, será uma prova prática em uma cidade artificial, serão oito setores diferentes com cidades aleatórias e elas terão três tipos diferentes de robôs espalhados por elas.
O primeiro e menor, será aquele que concede um único ponto, o seguinte:dois e o terceiro dá três, cada um tendo um tamanho maior que o outro respectivamente.
Existe também um último robô ao qual não concede um ponto sequer, além de atrapalhar os participantes.
Aqueles que se classificaram vão entrar na cadeia de seleção acadêmica e serão alocados para alguma academia de heróis!
Meu coração batia a mil por hora! Sentia na garganta enquanto Present Mic demonstrava os regulamentos do exame:
(Present Mic): Todos receberam uma ficha assim que entraram, com uma identificação de seus assentos, numerada com uma letra e um número, ele irá representar seu setor e número de participante, caso seu número seja de 1 á 220, você estará selecionado para a prova escrita, o resto vai se preparar para a prova física!
Em pouco tempo, todos começaram a se levantar com suas fichas em mãos, olhei para Jinta que observava sua ficha com uma curvada de cabeça simples: D343, ele vai para o exame físico. Eu não diria que eu iria querer fazer o exame físico ou o escrito, só sabia que qualquer um dos dois iria me fazer chegar numa academia de um jeito ou de outro, mas alguma coisa ainda me fazia ficar bem nervoso, não sei se eu estava muito agoniado em perder essa chance, ou se eu estava ansioso demais pra começar!
De qualquer modo: H487, teste físico; mas não estou no grupo de Jinta, não que isso me preocupasse:
(Present Mic): Lembrando que aqueles que não pontuarem o suficiente, não vão participar da seletiva acadêmica!
É isso que me preocupa…
Um ar gelado me tomou pelo corpo, não que tenha sido por conta do ar condicionado, nada a ver com isso; logo mais seria o último passo para a academia de Heróis, iria ser a decisão para a realização do meu sonho ou a extensão do tempo que vou ter que esperar para realizá-lo. Percebo então que Jinta já se levantava, caminhando para meu canto esquerdo, antes que ele continuasse, minha voz automaticamente o chamou:
(Hitei Matsaoshi): Ei! Er… hum… b-boa sorte Jinta, espero que consiga!
Eu poderia tanto voltar no tempo, e simplesmente apagar o que eu disse, eu tinha certeza absoluta que ele seria maravilhoso na prova. Mas a resposta dele me foi bem estranha, porque foi a primeira vez que eu o vi sorrir:
(Jinta Hadata): Te desejo o mesmo, e não me decepcione.
Ele volta a caminhar e vai em direção ao palco, na abertura ao lado esquerdo que levaria a prova; e eu, bobo como sou, ficou sorrindo para a direção que ele foi por uns cinco minutos antes de começar a segui-lo; pulando fileiras e fileiras de cadeiras até chegar lá no meio.
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Nome: Hitei Matsaoshi
Aniversário: 15/05
Tipo Sanguíneo: A+
Individualidade: Performance Gain
Preferências: Doces e HQ´s
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Não que eu esteja odiando ter descoberto que o Naki vai fazer a prova no mesmo setor que o meu, pelo contrário, isso me deixa ansioso. Estou alegre que ele esteja comigo, pois dessa forma eu posso esfregar com gosto na cara de convencido dele quem realmente é o fraco; longe de mim ter espírito vingativo, só quero provar pra ele, mesmo que eu tenha sido ensinado a não provar nada a ninguém.
Então quando estávamos sendo direcionados ao nosso setor, ele olhou profundamente em minha direção, tinha uma cara estranha tipo “tenha dó de mim”, desviei rapidamente com testa franzida, afinal, porque eu teria algum tipo de piedade com ele?
Assim que nos aproximamos dos portões, eles foram se abrindo pouco a pouco; ao longe, eu via filas como as nossas que iam em direção aos outros setores que também estavam seguindo para dentro; antes que eu medisse conta já estava para dentro da cidade simulada, imagine um campo de futebol que dentro tem uma cidade vazia cheia de prédios e carros parados:
(Present Mic): Todos do oitavo setor estão prontos?
Engoli em seco, eu estava pronto? Depois de tanto tempo com esse sonho adormecido, finalmente a hora tinha chegado, eu estava pronto sim! Me juntei aos outros que estavam mais à frente de mim, e me curvei pra frente como um corredor, esperando o sinal:
(Present Mic): Vocês vão ter uma hora para pontuar o máximo que vocês puderem na cidade, estejam prontos em dez…
Hoje, depois de hoje, eu seria um aluno acadêmico, aspirante a herói; dei mais um passo para frente ao escutar a contagem regressiva, suei por um momento com vontade de hesitar e nervoso ao ponto de correr pra trás, mas é minha chance, esse é o meu momento e não desistiria tão fácil dele como um idiota qualquer faria…
(Present Mic): ... dois,um, JÁ!!
Corri, mas apenas por conta da movimentação em massa que acometeu ao meu redor, senão ainda estaria parado lá no ponto de partida até agora; enquantos se dissiparam pela cidade, eu me enfiei num beco e parei para respirar, eu juro que meu coração iria sair pela minha boca!
Era simples, destrua robôs, não dar de cara com os retardatários, tomar cuidado com os outros participantes, e por último mas não menos importante, evitar de quebrar meu corpo por inteiro, fácil porém angustiante.
Respirei fundo, é meu momento, eu tenho que mostrar a todos… eu tenho que mostrar para mim que eu sou capaz, pra só assim conseguir minha promessa, é meu momento… meu momento, e por conta disso, desse fato, dessa ansiedade, eu sinto… adrenalina correr por meu corpo!
Hitei Matsaoshi
15 Anos
Individualidade: Performance Gain
Ao receber uma descarga de adrenalina, lhe é concebido um grande aumento de desempenho físico, resistência e dos cinco sentidos. Quanto mais adrenalina, melhor o desempenho!!
Com um salto, levei meu corpo a uns seis ou oito metros no ar para ter uma visão mais periférica; isso até me lembra do meu treino da semana passada, eu fiz algo parecido na praia enquanto testava o quão alto conseguia alcançar com apenas um salto, naquele mesmo dia, fui tão alto que nem pude calcular (até porque calcular não é meu forte), no fim eu me esborrachei com tudo na areia da praia, fiquei sem sentir minha boca por uns cinco dias… foco Hitei, olha a jogada, eu tenho sorte por altura ser meu medo, assim consigo ter adrenalina de sobra pra me servir de sustento a prova inteira.
Enxerguei uma esquina onde uma concentração de alvos dava trabalho para alguns competidores, torcendo para aqueles não serem os de pontuação nula, me direcionei até eles, fazendo meu corpo cair a uma velocidade absurda, deixando-me arrepiado de medo.
Aproximando do chão, um dos robôs estava bem na minha direção, nem hesitei: BUM! Meti o pé nele, esmagando-o contra o chão, contei mentalmente: 1 já foi.
Ao meu redor havia mais três, rapidamente liquidados por minhas mãos e logo continuei minha corrida pela cidade, virei uma esquina ao passar a mão em um dos prédios que me fez ir mais alto sem encostar no chão, como? Não me pergunte.
Levantei uns 10 metros, suficiente pra ir por cima do prédio e chegar na avenida, lotada de alunos e robôs, fiz de tudo pra não machucar ninguém mas minha chegada já havia sido triunfal… uma cratera no meio da rua; calma, longe de todos, eu realmente não machuquei ninguém.
Com uma investida, peguei três em linha, com esses foram oito, numa cambalhota foi mais um pro saco, nove.
Depois foram socos e chutes pra lá e pra cá, sentindo óleo e peças metálicas sobre minhas mãos, disparando entre prédios e ruas artificiais com o maior cuidado pra não acertar ninguém que seja… de… carne e osso…
Até um certo momento eu estava me saindo muito bem, eu acho que sim, até o momento que perdi a conta de abates; não sabia quanto tempo restava e nem quanto havia passado, e nem sabia se poderia estar em perigo de ser reprovado, só sentia que meu corpo a qualquer hora iria se partir ao meio de tão pesado que estava, mas eu não podia parar, caso eu quisesse minha individualidade no máximo.
Foi quando peguei um alvo com um chute que me surpreendi com algo, e sinceramente, teriam sentido a mesma coisa caso vissem também; um robô de no mínimo uns 20 metros de altura cruzou meu caminho, se bem que vi três modelos de robô lá atrás, cada um para pontos de 1 2 ou 3, significa então que esse só pode ser o que não dava ponto algum e servia apenas para atrapalhar; mas desse tamanho!!
Não tive tempo para mudar minha rota de colisão da queda, tomei um chute acidental e certeiro, lançando meu corpo três prédios e atravessei quatro ruas, ficando totalmente afundado na parede do quarto prédio. Antes de conseguir me soltar, fiquei com uma bela vista de um robô gigantesco caminhando entre prédios; alcancei o chão, de cara, que novidade, me virei de barriga pra cima e soltei um suspiro, bastou só isso pra que toda minha dor corporal do impacto atacasse de uma só vez.
(Hitei Matsaoshi): S-saco…
Tentei sibilar enquanto uma febre invadiu minha cabeça, acabou pra mim, já era a prova, independente se estou classificado ou não, é impossível fazer mais alguma coisa pra me ajudar, minha boca começava a espumar e a visão escurecendo a cada momento, tento me levantar com os braços mas eles desistem sem forças; sabe, nem me importa tanto mais o Naki estar aqui nessa cidade, nem me importa se ele é mais forte que eu, só preciso cochilar… um pouco… do que diabos eu tô falando?
As desvantagens do Performance Gain tem como principal, a necessidade de adrenalina o tempo inteiro, o que causa desgaste e exaustão rapidamente. Caso haja uma pequena gota de Noradrenalina, bloqueia todo o aumento de desempenho concebido; caso o bloqueio aconteça, todo o impacto amenizado pela resistência concebida será sentida com o dobro de força, podendo causar náuseas, deslocar articulações, quebrar ossos ou levar a morte!
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Seus cabelos azuis… longos… ela só era alguns metros a mais que eu… na verdade fui eu que fiz esses cálculos… um dia eu… acho que sou maior…sei lá… Kieta… eu… eu… não… não me deixe… eu…
Abro os olhos… estou na cidade, dentro do oitavo setor, acabou o teste? O que houve?
Somente quando me dou conta, percebo que há alguém aqui, acima de mim… me beijando, parece feminino, foco na pessoa e percebo que é uma heroína famosa, conheço ela dos meus quadrinhos, mas lerdo como estou, demorei a reagir… me soltei do beijo e cuspi minha saliva sentindo um gosto de bile logo em seguida, eu beijei a Recovery Girl!
NA BOCA!!
Quer dizer, eu estou melhor fisicamente, agora que eu lembrei do que eu estava fazendo aqui e o o que aconteceu pra eu estar no chão dessa forma, mas pelo amor. Se eu fosse da velha guarda, beleza, MAS EU, HITEI, NÃO CONSIGO LEVAR UM BEIJO DE VÓ NA BOCA E NÃO SENTIR REPULSA!
(Recovery Girl): Olha, parece que ele acordou!
(Hitei Matsaoshi): R-Recovery Girl! Putz, da próxima só na mão e olhe lá!
Eu te adoro velha, mas você acabou com minha infância nesse beijo, você estragou tudo!
(Recovery Girl): Ah, mas era só asim pra te curar, senão era uma semana no hospital; nem sei como você conseguiu se machucar tanto.
(Hitei Matsaoshi): Eu… até diria que é uma irresponsabilidade minha… mas essa individualidade parece bem suicida de vez em quando…
Me levantava devagar enquanto limpava minha boca com as costas da mão. não vou conseguir tirar esse gosto da minha boca tão cedo:
(Recovery Girl): Suicida?
(Hitei Matsaoshi): Isso…
Agora que eu me toquei no que eu havia dito:
(Hitei Matsaoshi): Maaas eu…. tô conseguindo lidar perfeitamente com ela, isso… só foi um acidente… hehe.
Eu havia dito, com um suor incessante:
(Recovery Girl): Entendo, de qualquer modo, tenha cuidado da próxima vez. Pode ser que eu não esteja lá.
Ela riu de maneira abafada:
(Hitei Matsaoshi): Ah tá, entendi, bem eu… eu vou ver o que eu… pra onde eu tenho que ir, ou o que está acontecendo agora… sabe… eu… quer dizer, pra onde eu tenho que ir agora?
(Recovery Girl): Vá para o mesmo portão de entrada, a prova acabou há uns cinco minutos.
Disse apontado para frente e com um sorriso natural:
(Hitei Matsaoshi): Entendi, obrigado!
E adeus, porque por mim, eu não sou mais seu paciente!
Sei que é ridículo, mas que se dane, eu sou ridículo mesmo…
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Eu me dei conta de que desmaiei no meio da prova, fato, mas caramba, parecia pós-apocalíptico, o palco parecia abandonado, subindo as escadas, uma piscada incessante acabava chamando minha atenção.
Um placar gigante demonstrava as posições de cada setor, mostrando quem estava qualificado e quem estava fora:
(Hitei Matsaoshi): Oitavo Setor… cadê o oitavo setor?
Meus olhos passavam rapidamente por muitos números e nomes, até “Iida” para “Koitachi”, não conseguia encontrar em lugar nenhum e havia perdido o fôlego momentaneamente, será que fui eliminado?
Até que encontrei… no oitavo setor, estava meu nome, qualificado, na primeira posição!
Eu poderia ter respirado aliviado, mas não, eu perdi todo o fôlego restante do meu pulmão.
Eu? Primeiro? O melhor? Dentre uma cadeia de outros participantes? Tive que piscar duas vezes pra acreditar nisso, como era possível? Se bem que eu tenho uma individualidade muito poderosa, mas pela minha falta de maestria, achei que meu máximo seria um vigésimo quinto ou décimo terceiro, mas primeiro?!
Fui seguindo os nomes até encontrar meu familiar:
Naki Hagike: 7a Posição
Meu encosto estava qualificado, que maravilha, mas não poderia saber se eu o encontraria de novo depois de hoje, já que ele poderia ser escolhido por uma academia diferente da minha.
Rapidamente segui para fora onde, felizmente, encontrei alguns alunos do teste, até mesmo…
(Hitei Matsaoshi): Jinta!
(Jinta Yadato):Ah, oi Hitei, ouvi dizer que você tava desmaiado, tudo bem?
Adoraria saber quem foi que disse isso a ele, acho que apenas os professores, olheiros e supervisores saberiam disso:
(Hitei Matsaoshi): S-sim, eu tô bem… mas e você, como foi?
(Jinta Yadato): Ótimo, fiquei em quarto da tabela, tenho que melhorar muito mas por enquanto é suficiente.
Respirei fundo, tentando disfarçar o espanto, eu fui melhor que o Jinta?!
Eu simplesmente consegui ser melhor que meu colega de classe mais temido?! Daquele que eu pensei ser o melhor aluno e o maior desafio dessa prova?!
(Jinta Yadato): Mas e você? Qual sua posição?
(Hitei Matsaoshi): Eu? Eu… fiquei em décimo segundo, quase na beirola, hehe…
Porque menti?
(Jinta Yadato): Sei.. mas você pegou o certificado, ou vão te entregar ainda?
(Hitei Matsaoshi): Certificado? Não, não recebi nem peguei certificado…
Passei tão rápido por tudo que eu nem vi nada no tipo:
(Hitei Matsaoshi): Será que eu volto pra buscar?
(Jinta Yadato): Melhor não, quer dizer, provavelmente eles vão te entregar caso você não pegue agora; só me entregaram antecipado porque fui escolhido pelo diretor do colégio Shiketsu pessoalmente.
(Hitei Matsaoshi): Ah, então o certificado é isso, qual é sua academia?
O colégio Shiketsu é simplesmente o melhor colégio de heróis de Tokyo, da zona oeste, sendo a U.A. a melhor do leste; o Jinta tá lá!
(Hitei Matsaoshi): De qualquer modo, parabéns pra você, pela sua conquista.
(Jinta Yadato): Obrigado, espero que você receba logo sua chamada; com eu começo na semana que vem, provavelmente não iremos nos ver tão cedo.
(Hitei Matsaoshi): Que? A Shiketsu não vai esperar até o ano letivo?
(Jinta Yadato): Parece que não, preferem começar por agora, ainda mais que estamos em um campus.
Realmente, a Shiketsu é uma das academias que agem como um campus, onde alunos praticamente “moram” lá dentro; queria saber como minha mãe agiria caso eu fosse pra lá:
(Hitei Matsaoshi): Bom… então… adeus Jinta, quer dizer, a gente se vê!
(Jinta Yadato): Quem sabe, não é?
Nos cumprimentamos e logo em seguida ele me deu às costas, indo embora, aquele foi o último dia que vi Jinta Yadato; pelo menos até hoje.
Me vendo na multidão que deixava o centro de convenções, comecei minha caminhada de volta pra casa, com as roupas desgastadas e os sapatos arrebentados; lembro que quando cheguei em casa, tirei as roupas e elas simplesmente desfizeram em minha mão, preju de 250¥ , nada muito caro.
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Sete dias se passaram desde a prova, recebi uma parabenização da minha família; da minha tia, do meu primo e do meu avô; nenhum amigo meu veio falar comigo, até porque eu não tenho nenhum, além do Jinta…eu acho.
Sei que ter ansiedade por resposta é normal, de qualquer um, mas pra mim é o fim do mundo, tava me corroendo pouco a pouco e me deixando louco! O bom é que no ínicio da semana seguinte, minha mãe recebeu uma caixa em meu nome:
(Onokko Sukunno): Filho! Tem uma encomenda pra você aqui! Foi mandado pela… comissão heróica de segurança pública!
(Hitei Matsaoshi): O que?!
Imagine eu, sem aula, sem ter algo pra fazer, apenas varrendo, capinando e lavando com esse pensamento do tal certificado chegar.
Disparei até a porta e ajudei minha mãe a trazer o pacote pra dentro; quer dizer, eu esperava uma carta, mas acabei por receber um baita pacotão de meio metro, um trambolho pesado pra carregar!
(Hitei Matsaoshi):Mas pra que um trem tão grande?
(Onokko Sukunno): Deve ter algo aí dentro, não?
(Hitei Matsaoshi): Com certeza, só queria saber o que é, deveriam me entregar só um folhetinho mostrando minha academia. Tenho algumas dúvidas, mas acho que é um GPS aqui dentro!
Segurava a caixa com jeito, o medo de deixar cair era intenso:
(Onokko Sukunno): Vá abrir isso no seu quarto, acabamos de limpar a sala e não quero que suje ela.
(Hitei Matsaoshi): Pior que é verdade, já tiro daqui…
Minha mãe pode até parecer rígida com a maneira que dá ordens dentro de casa, mas ela é muito amável com todos aqui da família.
Peguei a caixa e já ia levando para o meu quarto, até que minha mãe desejou:
(Onokko Sukunno): De dedos cruzados por você Scarlet!
(Hitei Matsaoshi): Mãe!!
(Onokko Sukunno): Ops! Desculpe meu filho, eu não queria… eu sei como você não gosta quando eu te chamo assim, mas eu acho um apelido tão lindo, combina tanto com você…
Minha mãe tem esses deslizes de vez em quando, aquele apelido me fez o sangue pulsar rapidamente, fazendo meu peito doer; mas apenas suspirei:
(Hitei Matsaoshi): Você sabe que dá azar cruzar os dedos, pelo menos pra mim.
Ela abriu um sorriso e eu voltei a caminhar pro meu quarto, deixando a porta entreaberta.
Tirando o papel-filme que enrolava a caixa, consegui tirar o que tinha lá dentro e coloquei a caixa de lado; pûs a parafernália em cima da minha bancada de desenho, não contei mas eu coloco tudo o que desenho nas paredes do meu quarto, é cheio deles, tem prédios, pessoas, paisagens, conceito de uniformes e roupas, criaturas fantasiosas, entre outros
Scarlet…
Bem, a parafernália é uma base de retângulos que sustentam uma espécie de dispositivo triangular… imagine um tripé segurando um triângulo, enfim, nesse triângulo tinha um botão pequeno legendado como “iniciar”;
Como não vinha um manual, acabei por clicar no botão assim mesmo, no mesmo instante me apareceu um holograma que tomou conta da parede:
(Hitei Matsaoshi): Uau!
A imagem mostrava o logotipo da Comissão de Heróis, até que cortou pra uma tela preta:
(Present Mic): Seja bem-vindo ao seu log de registros! Apresentaremos aquele que irá fazer seu tour nesse vídeo, diretamente das ruas do Japão, o maior herói de todos os tempos… All Might!!
Um holofote se acendeu no vídeo e revelou o maior ídolo do século, senti ele bem na minha frente, tapei minha boca pra conter a emoção:
(All Might de Holograma): Bom dia jovem Matsaoshi!
All Might falou meu nome! Ele falou meu nome!
(All Might H.): Você recebeu esse vídeo com a finalidade de te dar as boas vindas a sua academia de heróis! Após sua performance no teste físico que aconteceu a cinco dias atrás na data desse vídeo…
Estão atrasados por uns dois dias, mas não me importo:
(All Might H.): … professores e superiores ficaram surpresos e cobiçam sua presença na grade escolar deles; entretanto específicos supervisores e de alta categoria queriam que você estivesse na grade de sua academia; já que sabiam exatamente como poderiam te ajudar no controle de sua individualidade… “suicida”.
Aquela velha miserável!
(All Might H.): Certamente, muitos executivos não concordaram com essa situação; mas muitos heróis profissionais, incluindo eu, insistimos para que você pudesse ter uma chance nessa academia, uma academia de prestígio!
Academia de prestígio? Se até All Might quer que eu entre nesse colégio, o que me emociona bastante, quer dizer então que… eu sou.. eu fui…
(All Might H.): Então, Hitei Matsaoshi, no próximo ano letivo, no dia 12 de fevereiro, você… jovem… estará na grade escolar de colégio U.A., daqui a dois!
…!!??
(All Might H.): Damos a você, a sua, a nossa, academia de heróis, de portas abertas pra te receber!
Depois, a imagem de All Might estendeu a mão pra mim, eu não aguentei e deixei que as lágrimas rolassem pelas minhas bochechas, assim desfaleci de joelhos no meio do meu quarto:
(All Might H.): Espero por você lá, por enquanto é só, até breve Jovem Matsaoshi!
A tela escureceu e o vídeo se encerrou, não acredito, eu? Na U.A.!
Jamais imaginei que isso poderia acontecer comigo algum dia, eu tava tão feliz, tanto que quando minha mãe abriu a porta, ficou um pouco preocupada:
(Onokko Sukunno): Filho! O que houve, está tudo bem? Você não entrou? Foi isso?
(Hitei Matsaoshi): Não… diferente disso…
Tentava secar minhas lágrimas e parar de soluçar:
(Hitei Matsaoshi): Eu entrei na U.A.! A senhora tá orgulhosa de mim?
Ela deu um suspiro seco, mas depois entrou no quarto com um sorriso no rosto e os olhos lacrimejando:
(Onokko Sukunno): Que bom meu amor, eu sempre soube que você era capaz, todos da família tinham certeza! Até mesmo Kieta!
Meus olhos poderiam ter ressecados naquela manhã, desmontei quando minha mãe me abraçou, eu estava na U.A., eu consegui, eu realmente consegui!
Finalmente tive uma conquista, minha, ingressei no melhor colégio do Japão onde com certeza vou me tornar o maior herói de todos os tempos!
Vai se tornar realidade Kieta!
Eu vou ser um herói tão grandioso quanto o Lock-Lock, Mt. Lady, Hawks,Erementa Marechal, Do^ce, Endeavor, Mirko e até o All Might!
É aqui que eu coloco, o ponto inicial da minha história…
Notas finais
As aulas finalmente começam e todos que vem da sala 1A parecem bem promissores, o que? All Might vai dar aula? Quem é o garoto atrasado? Porque tem gente tão exótica aqui? E existem tantos alunos de recomendação aqui! Parece que a 1A não é a única sala com alunos tão excêntricos.
No próximo capítulo de BNHA: Shinjin!
Bem vindo ao seu Ano Letivo!
Vá ainda mais longe!
PLUS ULTRA!!
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